Amor Proibido
7 Eu te protejo
Notas iniciais
No capítulo anterior:
Ela nos separa. Nossos olhos se procuram e se encontram de imediato. Não havia arrependimento nem culpa. Isso era bom, não era algo que quisesse sentir depois deste beijo fantástico.
Eu senti a nossa conexão e a nossa química desde que os nossos lábios se tocaram.
Eu sabia que não era o mais correto a fazer pela razão, mas meu coração me dizia que sim.

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Pov Kate
Merda! O que eu faria agora? Dizer lhe que me apetecia beijá-lo de novo?!
Nossa que beijo era esse!? Ok que eu não tinha beijado muitas bocas ainda, mas esse beijo foi o melhor da minha vida. Toda aquela química e envolvência…
Continuamos feitos parvos olhando um para o outro.
—Eu não sei o que dizer… — Eu não consigo me desviar dos seus olhos azuis que, agora, estavam escurecidos pelo desejo que nos consumia. E acreditem ou não eu estava sentindo uma vontade imensa de o levar para a cama apesar de ser virgem!
—Estamos na mesma situação… — Ele responde, nunca desgrudando os nossos olhares.
—Eu acho que a gente devia tentar dormir… — Eu olho o relógio prateado no meu pulso. – Já são 4 horas da manhã…
—Pois… — Ele parecia envergonhado e eu achava isso impressionante… Quer dizer, ele era um homem não deveria ficar com vergonha numa situação destas e sim, eu, a inexperiente.
—Me desculpa se eu fui inconveniente… — Eu falo, antes de me recostar no banco.
—Nada disso… — Ele segura a minha mão e novamente aquela tensão se forma. – Eu que peço desculpa… — Ele fala atrapalhado.
—Não vai voltar a acontecer… — Eu desvio os nossos olhares, mentindo para mim mesma. Como que não iria voltar a acontecer? A boca dele parecia ter mel…
—Claro. – Ele afirma e depois se deita no banco também.
Já tinham passado dez minutos e eu não conseguia dormir. Estava apenas fingindo, sem mesmo saber o motivo.
Sinto Castle me cobrir com o seu casaco e me esforço para não o agarrar. O cheiro forte do seu corpo misturado com o seu perfume está impregnado no seu casaco e me faz ficar mais relaxada, enquanto aspiro o aroma delicioso. Eu acho o gesto adorável e me faz querê-lo mais.
Em pouco tempo consigo adormecer.
Pov Castle
Eu confesso. Eu confesso que tentei dormir, mas não consegui. Estava mais ocupado a olhar a garota que estava do meu lado. Ela dormia tão tranquila que me fazia sorrir.
Já eram quase 7 horas da manhã quando decido ligar para a minha mãe, explicando tudo e pedindo ajuda.
Não podia arriscar a que nos vissem juntos. Não mesmo.
A ligação é rápida e prefiro mentir e dizer que estou sozinho. Kate acorda entretanto.
—Com quem estava falando? – Ela me olha com cara de sono.
—Minha mãe vem nos salvar. – Eu sorrio.
—Ela não pode me ver aqui! – Ela fala apressada e eu rio.
—Relaxa, Kate… Você pode ir indo para a escola, se preferir. – Eu a tranquilizo.
—Ok. – Ela me olha com carinho e eu retribuo. – Nos vemos na escola?
—Nos vemos na escola, Kate. – Eu sorrio, esperando ansiosamente para chegar na escola o mais rápido possível.
A vejo saindo do carro e olhando para trás por cima do ombro. Pisco para ela e sorrimos comprometidos.
Sinto meu coração acelerar novamente e rio feito bobo. O que estava acontecendo comigo?
Em cinco minutos minha mãe me vem salvar.
—Bom dia, querido! – Ela me beija a face.
—Bom dia, mãe e obrigada! – Eu agradeço, pegando o gasóleo e enchendo o depósito.
—A Kate esteve aqui? – Ela me olha com os olhos franzidos.
Engulo em seco. Como ela sabe?
—Não. — Eu minto.
—Oh querido…! – Ela ri. – Você é um péssimo mentiroso!
Ok, agora sim, eu estava ferrado.
—Porque você está dizendo isso? – Eu tento parecer normal.
—Porque esse casaco é dela… — Ela aponta para o casaco preto de couro que estava no banco do carro ao lado do condutor.
—É? – Eu me faço de inocente.
—Vocês andam a dormir juntos? – Minha mãe é direta e eu me rio nervoso.
—Claro que não! –Agora eu falo a verdade.
—Para já… — Ela ri, prevendo o futuro. Pelo menos, era isso que ela pensava.
Pov Kate
Só a meio do trajeto é que me apercebo que trouxe o casaco de Castle… Porra! Teria de ir a casa primeiro. Não queria que ninguém se apercebesse.
Decido ligar para Lanie que atende de imediato.
—Aparentemente você está bem!
—Bom dia, Lanie!
—Por onde você andou, girlfriend?!
—Bem… eu… é uma longa história… Eu preciso ir ai em casa deixar… hum… — Eu tento me acalmar. — Um casaco…
—Um casaco? Onde você dormiu afinal? — Lanie estava bem brava.
—No carro do professor…
—GOSTOSÃO? — Ela grita me obrigando a afastar o celular do ouvido. – NO WAY!
—Pará de gritar, Lanie… — Eu lhe imploro.
—Nos vemos em minha casa, então…
Eu estava ferrada. De verdade.
Cheguei lá em dez minutos e ela estava me esperando á porta, me olhando com aquela cara que é tipicamente de Lanie.
—Katherine Beckett eu pensava que você era virgem! – Ela me puxa para dentro de casa sem mesmo me cumprimentar.
—E continuo… pelo menos que eu saiba! – Eu rio da expressão dela.
—Pode começar a falar… — Ela me olha.
—Ele me deu carona e…
—Ah…! – Ela me interrompe.- Vocês já estão nesse ponto?
—Posso falar? – Eu bufo chateada.
—Estou á espera… — Ela bate o pé e eu seguro o riso.
—Bem, ele me tem dado carona desde que arrumei o emprego e ontem ele ficou sem gasóleo. – Eu falo.
—Só isso? – Ela ergue uma das sobrancelhas, desacreditada.
—Só… — Eu tento convencê-la, estabelecendo o contacto visual.
—Você mente muito mal, deixa-me que lhe diga! – Ela debocha. – Agora fala a verdade, Kate ou eu irei descobrir pelas minhas próprias mãos…
Ela faz uma cara super assustadora.
—Você tem de parar de ser uma psicopata, Lanie! – Eu a aviso.
—Vocês se beijaram, né? – Ela me olha como se fosse óbvio.
—Porque você tem de ser tão inconveniente? – Eu bufo.
—E que tal? Usa muito a língua? – Ela se senta na cama, curiosa.
—Lanie! – Eu a olho, perplexa.
—Ok… — Ela me olha aborrecida. — Sem detalhes então...
Decido pousar o casaco e arrumar outro.
Depois disso tomamos o pequeno-almoço da manhã e fomos para a escola.
Lanie me prometeu que não iria falar nada para ninguém e eu sei o quanto podia confiar nela.
O dia começa com uma aula com ele.
Estava ficando perdida de amor e isso me incomodava. Mas, aparentemente, ele também. Parece que fomos os dois apanhados desprevenidos pelo senhor amor.
Eu vejo ele piscando para mim e eu sorrio, boba.
—Vocês não disfarçam nem um pouco… — Lanie sussurra e eu aperto o seu braço.
A aula passou-se e eu tentei prestar atenção na matéria, mas estava sendo difícil. Estava me sentindo uma completa pervertida olhando o Castle de cima a baixo. Esse homem me enchia as medidas.
Eu sabia que ele devia ser cobiçado e isso me fazia sentir uma ponta de ciúme. Ok… muito ciúme.
O dia se passou rápido e nossa última aula era ginástica.
O nosso professor era bem simpático, mas um pouco estranho. Seu nome era Josh. Ele sempre me olhava de uma forma estranha e isso me incomodava.
Ponderei não ir a esta aula, mas não queria somar mais faltas.
A aula foi rápida, mas também divertida. Formamos times e jogamos futebol. Foi bem engraçado. Esposito sempre ficava furioso quando perdia.
Todos foram para os balneários, mas o professor me chamou.
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Senti qualquer coisa apertar no meu peito. Eu não sentia muita confiança perto dele e não sabia explicar o porquê.
—Boa aula hoje. – Ele ri pelo canto do lábio.
—Obrigada. – Eu falo sem jeito.
—O que acha de a gente ter umas aulas fora da escola? – Ele me olha com malícia.
—Não me agrada muito, para falar a verdade. – Eu falo, me assustando. Sentia o meu coração mais acelerado que nunca. Estávamos apenas nós dois no pavilhão e sinceramente eu sabia que as suas intenções não eram boas. – Eu acho melhor eu ir andando, está ficando tarde e estou me atrasando para o trabalho…
Eu viro as costas e nesse momento ele agarra o meu braço e me puxa para ele.
—Fica mais um pouquinho.- Ele sorri e eu sinto-me bloqueada pelo pânico que estava sentindo.
Pov Castle
Estava sentindo um aperto no peito. Era uma pessoa muito intuitiva e algo me dizia que alguma coisa estava errada.
Decido ir ter com Kate, a levaria até ao café para que ela não chegasse atrasada. Eu sentia essa necessidade com ela.
Olhei na minha turma e chequei a última aula que a classe teria era ginástica no pavilhão 2.
Passo por Lanie enquanto vou até lá e curiosamente Kate não está com ela. Aquilo me inquieta. Onde ela estaria?
Caminho a passos largos para o pavilhão e vejo duas sombras. Me escondo para que consiga ver melhor. Decido entrar sem fazer barulho.
—Você não vai fugir, gostosa… — Aquela voz me repugnou no momento. Era Josh. Não gostei dele desde que o vi. Olhei nos seus olhos e sabia o quanto era reles enquanto pessoa.
O meu sangue começou a ferver quando vejo Kate lutar para se separar dos seus braços.
Ela estava em pânico, eu podia sentir isso.
—O QUE ESTÁ FAZENDO?! – Eu me aproximo, sem mesmo me segurar ou controlar. Eu iria arrebentar a cara dele. Ele estava forçando Kate a fazer uma coisa que ela não queria.
Ele a solta de imediato e posso ver que ele sente um pouco de medo ao me ver.
—Ela não estava dizendo para parar… — Ele se afasta, mas rapidamente o alcanço e o seguro pela camisa, encostando-o com força contra uma parede. Vejo Kate, imóvel, pelo canto do olho.
—Você é uma merda! – Eu soco o seu maxilar com força, fazendo o sangue escorrer de imediato. Estava me sentindo furioso demais. – O que você ia fazer com ela?!
—Você sabe a resposta… — Ele ri. O sangue escorrendo pelo rosto.
Eu dou uma forte joelhada no seu estômago, fazendo-o tossir e cair no chão.
—Eu te mato, ouviu?! – Eu falo furioso e o levanto para cima de uma só vez com uma mão e o atinjo com dois socos na barriga novamente.
O empurro com força contra o chão e o pontapeio.
—Chega, Rick… — Eu ouço Kate se aproximar. – Eu vou chamar o Roy…
Ela estava chorando. De novo.
Contrario os maxilares com força e pressão. Eu estava me esforçando demais para não o espancar.
—Não, Kate. – Eu a olho. Podia sentir o meu sangue correr com força por todas as minhas veias. – Ele vai lá sozinho.
Olho para Josh novamente que mal se conseguia mexer e o levanto novamente.
—Eu não vou a lugar nenhum. – Ele fala com dificuldade.
—Pode crer que você vai! – Eu o empurro pavilhão fora e ele caminha á minha frente. Kate permanece do meu lado. Estática.
—Obrigada… — Uma lágrima escorre pelo seu braço.
—Eu te protejo, Kate. – Olho-a nos olhos, tentando lhe dar alguma paz. Ela apenas sorri.
Chegamos na sala dos professor e eles olham o estado de Josh com pena.
—Começa a falar! – Eu subo o meu tom de voz.
—Rick! – Roy se impõe. – Foi você quem fez isto?!
—Sim, fui. – Eu admito e o olho nos olhos. – Ele ia obrigar Kate a fazer coisas que ela não queria. Eu cheguei no momento certo, felizmente! – Eu respondo.
—Kate? – Roy a olha.
—É verdade. – Ela baixa a cabeça, envergonhada.
—Não precisa ter vergonha. – Eu me esqueço de todos os outros e toco o seu queixo, fazendo-a olhar para mim. – Ele precisa.
Josh olha para Roy derrotado.
—Ela não estava pedindo para parar…
—Como você pode…?! – Roy se altera. – Vocês dois vão embora, eu vou falar com este senhor!
Nos entreolhamos e saímos. Eu só queria tirar Kate daqui o mais rápido possível e aconchega-la nos meus braços. Tudo aquilo que parecia errado era o mais certo a fazer. Estava ficando apaixonado e não podia fazer nada a respeito.
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