Amor Proibido
42 Dor vs Alegria
Notas iniciais
No capítulo anterior:
Pov Kate
Os meus pulmões ardiam, mas eu iria continuar sem falar.
—Você dá resistência…. Valia a pena me dizer aquilo me sabe… — Raglan agarra os meus cabelos, pronto para enfiar a minha cabeça na água gelada de novo.
—Você vai me matar de qualquer forma, por isso prefiro morrer com dignidade. – Eu falo com dificuldade.
—Uau! Corajosa como sua mãe… — Ele ri.
Nesse momento antes de ele possa mergulhar de novo minha cabeça, seu celular toca.
—Alô… — Ele atende. – Sim. Como assim?!
Ele parece nervoso.
—MERDA! Eu trato de tudo! Fujam enquanto podem, seus imbecis!
Ele joga o celular contra a parede e tira a arma que tinha junto da cintura.
—Ok, detetive… — Ele me olha. – O seu tempo chegou ao fim.
Só me lembro de escutar o tiro e ver tudo preto.

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Pov Kate
Meu ser avançou por um longo túnel onde eu conseguia ver todos os momentos que tinha passado na minha vida. Eu podia me arrepender de alguns, mas eu estava grata pela maioria.
No final do túnel eu podia ver uma luz. Eu ia como se estivesse flutuando até lá e nesse espaço de tempo sem cor, dor ou qualquer tipo de matéria eu me senti em paz.
A luz era forte, mas suportável de olhar. Estava cada vez mais próxima e a cada segundo que passava, mais em paz em ficava.
A luz passa por mim e eu vejo-me num espaço grande e muito lindo. Gramado, flores e uma energia muito tranquila. As crianças brincavam. Os animais estavam em harmonia. Tudo era perfeito.
Então eu vejo um homem ao longe – ele parecia não ter idade, mas eu tinha a certeza que o conhecia. Ele estava brincando com um coelho, uma cartola e um baralho de cartas e então eu pude afirmar que era o meu avô. Ele era mágico antes de morrer.
Então… Eu estava no céu?
Caminho até ele, me sentindo mais leve do que nunca. O homem sorri ao me ver, acena-me e me recebe com um abraço que me faz desabar em lágrimas. Lágrimas de felicidade pela paz que estava sentindo. Era gratificante puder reencontrá-lo de novo.
—Katie… — Ele acaricia o meu rosto.
Uma voz leve chama a minha atenção, sem que eu consiga perceber de onde vem.
—Você pode escolher ficar ou ir de novo…
—Mas é tão bom aqui… — Eu falo.
—Sim, mas ainda há coisas que você tem de fazer…
Eu sinto uma brisa passar por mim. Uma brisa tão gostosa que faz as lágrimas rolarem pelo meu rosto de novo. Instintivamente olho para baixo e vejo o meu corpo.
Seis médicos em volta de mim. O meu corpo sem consciência. O sangue suava todo o chão.
Do lado de fora da porta, estava Rick, meu pai, Martha e Alexis rezando por mim.
Nesse momento eu percebo que não é minha hora agora.
—Obrigada… — Eu agradeço, com os olhos cheios de água e me sinto ser puxada numa questão de segundos.
Três horas antes
Pov Castle
—Nós precisamos encontrar Kate! – Estava implorando agora.
Jim e Johanna já tinham contado tudo para os policiais e agora era uma questão de encontrar toda a máfia e ir pegá-lo.
—Consegui rastrear o celular de Raglan! – Gates, fala.
—Me fala, rápido! – Eu estava desesperado. Podia sentir que alguma tinha acontecido com Kate e eu não iria me desculpar se assim fosse.
Gates me fala a morada do armazém.
—Me deixem ir sozinho, por favor! – Eu peço, olhando os dois.
—Sim, Johanna Beckett nós precisamos falar. – Capitã parece severa no olhar.
—Tudo bem. – Ela concorda.
—Hunt, você também. – Gates olha para os dois.
—Vá! – Eu aceno que sim ao receber a aprovação deles, mesmo que não precisasse.
Coloco a morada no GPS – o armazém ficava apenas a dez minutos de distância, por isso, eu não penso duas vezes senão calcar o acelerador e ir prego a fundo.
Na minha cabeça, milhares de perguntas. A pior de todas era: e se alguma coisa aconteceu com Kate? Como é que eu iria conseguir viver com isso?
O vento seca as minhas lágrimas devido á velocidade que vou, mas eu não conseguia segurar.
Chego no armazém e vejo a porta aberta.
Páro o carro e corro para lá.
O meu coração desvalesse um pouco quando vejo Kate no chão desanimada.
—KATE! – Eu grito do fundo do armazém, enquanto corro ao encontro dela.
Ela não reage e isso me mata um pouco mais.
—Kate! – Eu me ajoelho junto dela e vejo o sangue. Isso me faz perder a respiração por um tempo.
Seguro-a nos meus braços, chorando de verdade.
Pego no celular e disco o número da emergência.
—Eu preciso de uma ambulância, já!
—Qual o motivo?
—Eu tenho aqui uma pessoa baleada no peito… — A minha voz sai fraca quando eu percebo de onde estava vindo o sangue.
—Estamos indo, senhor. Mantenha a calma.
Eu dou a morada do armazém e coloco a cabeça de Kate junto do meu peito.
Eu ainda sentia pulsações, mas estavam cada vez mais fracas.
—Fica comigo, Kate, por favor… — As minhas lágrimas humedeciam os seus cabelos, mas eu continuava sem resposta.
—Eu não consigo viver sem você, Kate… me desculpa…
Eu beijava os seus cabelos.
Desespero não era nada comparado ao que eu estava sentindo neste momento.
O seu coração batia mais lente agora.
—Eu não posso ficar sem você, Kate… Não me deixa, amor…
…
Momento presente
—Ela vai conseguir… — Alexis, sobe no meu colo.
—Claro que vai, meu amor… — Eu beijo os seus cabelos ruivos.
Já estava dentro da sala de operações há mais de duas horas e a verdade é que este silêncio estava me quebrando.
Martha estava falando com Jim, mas ainda nenhum dos dois sabia que Johanna estava viva. Isso era o menos importante agora. Agora eu só precisava de Kate viva, do meu lado.
Entretanto aparece um médico e eu me aproximo logo junto com Jim e Martha.
—Vocês são os familiares da senhora Katherine Beckett? – O médico alto e loiro, pergunta.
—Sim. – Nós respondemos em uníssono.
—A senhorita Beckett está estável, no entanto, teve uma paragem cardíaca durante a operação. Ao fim de um tempo conseguimos reanimá-la. Terá de ficar uns dias em observação e é provável que com o trauma tenha esquecido o que acontecido. Não forcem nada. – Ele pede.
—Ok. – Nós suspirámos aliviados.
—Descobrimos mais uma coisa… — Ele fala com um sorriso nos lábios, olhando para mim. – Você é o namorado?
—Sim. – Eu respondo.
—Parabéns… — O médico, sorri. – Vai ser papai!
Ok, agora eu ia desmaiar.
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