Amor Proibido
20 Dia 1 - Ciúmes
Notas iniciais
No capítulo anterior:
Só queria me enfiar no quarto com Kate e fazer amor durante a noite toda.
Assim foi.
Não havia palavras para definir a intensidade do nosso relacionamento.
O que ela não sabia é que o melhor ainda estava para vir.
Dentro de dois dias nós dois estaríamos viajando para Itália, mais concretamente Veneza e lá ficaríamos até o final do ano e até Kate fazer 18 anos. Eu só esperava lhe dar o melhor aniversário de sempre.

Pov Kate
Acordei com o mar sorriso que conseguia. Sentia-me feliz e minha vontade de gritar isso para todo mundo era ainda maior.
Castle já não estava na cama e eu fico imaginando quantas horas eu fiquei dormindo depois da nossa maratona de amor entre lençóis e almofadas.
Era quase meio dia e eu aproveito para tomar um duche rápido antes de ir ter com os demais.
…
O dia de Natal foi o melhor que podia pedir. O almoço muito agradável e a tarde ainda mais.
Eu apenas queria aproveitar esta ligação fantástica que nós quatro tínhamos.
O dia foi tipicamente familiar e eu agradecia por isso.
Amanhã tudo voltava á normalidade, apesar de eu estar constantemente pensando o que iria fazer no final do ano com Rick, quer dizer ele ainda não tinha falado nada sobre isso.
—Agora você vem comigo… — Rick me olha, cúmplice com o meu pai e Martha.
—Onde? – Eu estava com o pé atrás. Rick era meio louco.
—Venha… — Ele pede e depois carrega uma mala gigantesca.
—O que é isso? – Eu estava cada vez mais desconfiada.
—Bem… está um pouco desarrumado, mas são nossas roupas… — Ele fala com seus olhos azuis que cativavam qualquer ser.
—Boa viagem… — O meu pai e Martha falam em uníssono, me deixando ainda mais confusa.
—Não estou percebendo…. – Eu falo a verdade.
—Vem comigo ou não? – Ele faz uma careta e eu acabo rindo. A nossa loucura era a melhor parte de tudo o resto.
—Aproveitem, crianças!
E assim nos despedimos deles. Eu confesso que não sabia o que ele tinha programado, mas eu confiava nele.
Pov Castle
Kate ia surtar quando visse o jato privado que minha mãe tinha oferecido para nós.
Eu preferia ir de avião, mas ela insistiu que queria oferecer.
—Para onde vamos? – Kate me chateava enquanto eu dirigia. Porém, eu continuava calado.
—Você vai ver quando chegarmos lá…
A viagem não demora muito. O pilote já nos estava esperando na pista aérea e me ajuda a carregar as malas e colocar no nosso jato privado.
—Rick…! – Kate leva as mãos á boca quando percebe o que está acontecendo.
—Me fala… — Eu rio da cara dela.
—Quando você pagou por isto…? – Ela olha o jato e depois de meu convite sobe as escadas, acomodando-se nos assentos.
—Podemos partir? – O piloto pergunta.
—Sim. – Eu afirmo e ele retira-se, fechando a porta e certificando-se que nós tínhamos tudo pronto para partimos em segurança.
—Onde nós vamos…? – Ela fala, nervosa, sentindo o avião descolar.
—Veneza, amor… — Eu me recosto para trás no banco sabendo o quanto longa seria a viagem.
—O quê?! – Kate fica escandalizada e eu rio.
—Não lhe agrada…? – Eu me aproximo dele e roubo um beijo safado.
—Amor… quando foi pagar por tudo isto? – Ela estava realmente a ficar incomodada e eu não queria. De todo.
—Kate. – Eu seguro as suas mãos. – O meu livro foi um sucesso, eu ganhei muito bem com ele e eu quis gastar algum desse dinheiro num tempinho para nós…
—Ok, então… — Ela ainda não estava convencida.
—Apenas me dê um beijo e diga que sou o melhor namorado do mundo… — Ela me olha pelo canto do olho e ri.
—Namorado…?
—Não é o que somos…? – Eu pergunto.
—Bem… — Ela argumenta. – Nunca houve um pedido, por isso….
—Sério…? – Eu rio, acompanhando-a.
Pego a garrafa de champanhe que tinha dentro de uma pequena geladeira e sirvo para dentro de dois copos compridos e muito bonitos.
—Bem… — Eu me ajoelho na sua frente e demolho um morango em chocolate que tinha numa taça. –Aceita ser o chocolate da minha fruta…?
Vejo que ela fica sem palavras e depois me rouba o morango e come de uma vez.
—Aprovado… — Ela pisca e brindamos, bebendo depois.
Kate se levanta e senta no meu colo, puxando meus lábios e meu corpo contra o dela de uma forma deliciosa.
—Kate… — Eu falo com rouquidão sentindo-me completamente dominado por ela.
—Eu quero te compensar de alguma forma… — Ela sussurra com a sua voz quente contra o meu ouvido depois de lambuzá-lo com a sua língua fina e quente.
Acabo cedendo e tomando posse do seu corpo.
As roupas já estão no chão.
Os corpos apertam-se mais do que nunca.
As nossas intimidades chocam uma contra a outra numa infinita inversões de papéis onde eu dominava, depois Kate cavalgava sobre mim, deixando-me louco de prazer.
Nós dois conseguíamos levar tudo ao extremo – mesmo o prazer.
11 horas depois
Ao fim de quase 12 horas de viagem chegamos ao destino.
Ainda estava escuro, por isso, chamaria um táxi para nos levar até ao hotel.
—Obrigada, amor! – Kate me abraça, fazendo-me inalar o perfume dos seus cabelos misturado com o cheiro do nosso sexo.
—Nós merecemos isso! – Eu a puxo pela cintura e a beijo. Não tinha mais como esconder essa paixão que sentíamos.
O táxi não demorou a chegar e o hotel também era perto.
Com vista privilegiada para o rio. Eu sabia que ela ia adorar isso.
Num piscar de olhos estávamos no hotel, prontos para efetuar o check-in.
—Rick…?- A mulher ruiva da receção me chame eu a reconheço de imediato.
—Oi, Meredith! Por aqui? – Nós dois tínhamos sido colegas de classe, antes de eu sequer conhecer Gina.
Consigo sentir o olhar fulminante de Kate cair sobre nós e decido nos apresentar.
—Meredith esta é Kate minha namorada, Kate esta é Meredith…
—Ex-namorada… — Ela pisca para Kate e eu não compreendo.
—Prazer… — Kate estende a mão para ela. – Eu sou a atual.
As duas trocam um olhar mortífero do qual que tenho medo.
—Você é bem mais nova… — Meredith repara.
—E daí? – Eu sinto Kate ferver do meu lado.
—Meredith, por favor é o quarto 114, por favor… — Eu falo, começando a ficar chateado com a situação.
—Bom te ver, Ricky… — Ela passa a mão pelo braço depois de me entregar a chave do quarto.
Kate caminha com passos apressados pelo vasto corredor que a esta hora estava vazio.
—Kate, espera! – Eu dou uma pequena corrida para alcança-la.
—Ex-namorada, não é? – Ela me olha com raiva.
—Isso foi á muitos anos atrás… — Eu contesto.
—Não pareceu da maneira que ela olhou para você!
Eu rio.
—Você está achando graça?! – Ela pára em frente ao quarto e me encara.
—Porque você está sendo boba! – Eu explico e abro a porta do quarto, não querendo brigar fora do quarto.
—Eu estou sendo boba?! – Ela parecia incrédula. – Você bem o jeito como aquela vagabunda deu em cima de você?
Eu tenho me controlar, mas a vontade de rir foi maior.
Era a primeira vez que estava vendo Kate tão brava de ciúmes e estava sendo hilário.
—Você está sendo parva… — Eu tento uma aproximação.
—Me deixa em paz! – Ela anda de um lado para o outro impaciente.
—Kate… -Eu fico sério agora. Ela estava realmente chateada, — Sério que estamos discutindo por causa disso? Eu nem lembro sequer de ter namorado ela… — Eu falo a verdade.
—Pois, mas você lembrou muito rápido do nome dela… — Ela cruza os braços e me encara feio.
—Ela foi minha colega de classe… — Eu justifico.
—Ainda assim… — Ela fala.
—Sério, Kate? Olha só o que proporcionei para nós? Você vai ficar amuada por causa de uma vagabunda?
Ela me olha pelo canto do olho, sentando-se do meu lado.
—Tudo bem…. Só se você for falar para ela isso… — Ela arqueia as sobrancelhas.
—Não preciso chamar ela de vagabunda ou preciso? – Eu vejo o riso a querer se formar nos seus lábios.
—Depois eu te direi… — Ela fala começando a tirar a roupa.
A noite não tinha começado da melhor maneira, mas iria terminar bem.
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