Amor Proibido
1 Capítulo 1 - Único
Notas iniciais
Enjoy!!
PS: A capa posto depois.
Ferrada!
Era justamente nessa situação em que ela se encontrava naquele momento: ferrada. Não por estar envolvida em algo escuso ou coisa que o valha, muito menos por sua vida estar em risco. Longe disso. A roubada em que se metera era outra. O que lhe havia acontecido era infinitamente, indiscutivelmente pior do que qualquer perigo que pudesse enfrentar. Com a periculosiade ela já estava acostumada. Sua profissão lhe proporcionava isso frequentemente. Seu problema era outro. Estava apaixonada. Perdidamente apaixonada por alguém que ela sabia que nunca poderia ser seu, ao menos é claro, que acontecesse um milagre. Um grande milagre! Como aquilo pudera acontecer? Como ela em sã consciência pudera permitir que esse sentimento se instalasse em seu peito?
Sentada em uma das poltronas do avião que transportava a ela e o restante da equipe para seu próximo destino no qual ajuadaria cidadãos norteamericanos em apuros, nem prestava atenção ao que seus colegas de trabalho faziam. Seria uma longa viagem até chegar ao Brasil. De vez em quando lançava olhares para o culpado de suas noites insones. Um terrível silêncio havia se instalado na aeronave. Era quase palpável.
Sentado na poltrona em frente a sua, trajando uma elegante camisa cinza escuro, terno preto, calça social também preta, todo alinhado, a pele alva, os olhos azuis absurdamente hipnotizadores e os cabelos grisalhos bem penteados, estava alheio ao bombardeio de emoções que se travava em seu interior, ele não fazia ideia da batalha ética que acontecia dentro dela. Maldita ética moral!
Ela Clara Seger, uma experiente agente do FBI e antropóloga cultural, recém regressa à equipe após uma perda indelével, havia se deixado levar pelo mais antigo e perigoso dos sentimentos humanos: a paixão.
Alguém poderia perguntar se ela não estaria confundindo as coisas. Não estava. Ela conhecia muito bem aquelas sensações as quais ultimamente era acometida constantemente: coração acelerado quase a sair pela boca, frio na espinha, mãos suando frio, pernas bambas, uma timidez inesplicável ante a pessoa amada... Ela havia sentido essas mesmas coisas por apenas uma pessoa antes. Havia sentido aquilo apenas por seu falecido marido. Ela conhecia muito bem aquelas sensações e isso a amedrontava.
Julgava que nunca mais sentiria por ninguém o que agora sentia. Enganara-se. Se ao menos estivesse apaixonada por alguém descomprometido, seria fácil. Entretanto, a vida nunca era fácil, e era justamente isso que a fazia mais interessante. Por que diabos ela fora se apaixonar por seu amigo e colega de trabalho Jack Garrett? Onde estava com a cabeça ao se deixar dominar por aquele sentimento? Não era correto. Ele era casado! Mas quem pode mandar no coração? Quem um dia irá dizer que existe razão naa coisas feitas feitas pelo coração?
Se perguntava se algum dia teria coragem de revelar a ele seu amor. Por enquanto a resposta era não. Guardaria seu sentimento somemte para si, a sete chaves. Ele não precisava saber. Ela sabia e o amava e era o suficiente. Ela sabia que era amor, que era paixão, não precisava de nada em troca. Tampouco necessitava provar. Mesmo que ele não pudesse ser seu, ainda que não pudesse ter o amor de Jack , ainda que não fosse correspondida e ele nunca soubesse, o amor estaria ali, gravado em seu coração como uma tatuagem. Sabia que era para sempre.
— Você está bem? Há algum problema? — ela ouviu a irresistível e sedutora voz grave que ele possuía indagando-lhe. Amava quando ele demonstrava preocupação com ela,mesmo sabendo que ele agia da mesma forma com todos da equipe. Ele era protetor.
— Estou bem. Apenas estava pensando na vítima e no risco que ela está correndo — ela mentiu.
Estava disposta a enfrentar qualquer coisa a perder a sólida amizade que eles tinham. Guardaria no peito esse amor por ele. Se fosse necessário o sufocaria, ainda que isso significasse uma morte lenta para ela. Queria poder gritar Eu te Amo. Essa era a canção que ela queria cantar. Amo-te infinitamente, enlouquecidamente, eram palavras que queriam viver, que ansiavam por sair de seus lábios. O amaria em silêncio de todo o seu coração. Guardaria para si essa paixão. Quem sabe um dia ela tivesse uma chance? Quem sabe?
Seria como a estrela que o dia não vê e que espera a noite chegar. Ficaria ao lado de Jack Garrett para o que quer que ele precisasse. Seria sua fiel companheira — de trabalho. Atualmente seu mundo era só ela e o líder da equipe e em seus sonhos eles iriam se encontrar para realizar todas suas fantasias. Esperava ansiosa a noite chegar.
The End
Notas finais
Beijinhos da Bia!!
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