Amor Proibido
32 Surpresa
Notas iniciais
SANTANA'S P.O.V
Eu parei em frente à Sala Precisa e respirei fundo.
A porta estava lá, na parede, bastava eu entrar. Os corredores estavam vazios, provavelmente porque a apresentação já tinha começado a algum tempo. Em meus ouvidos eu ouvia apenas chiados, nenhum som nítido.
Eu respirei fundo mais uma vez antes de abrir a porta e entrar. O ambiente estava escuro, iluminado apenas pelas luzes azuis que se direcionavam diretamente para o palco. O local era uma espécie de teatro grego, o palco embaixo e as fileiras de cadeiras se estendendo para cima. Ainda não tinha ninguém no palco, o que era bom. Pelo menos eu não perderia nada.
Senti uma mão tocar gentilmente meu braço e olhei para o lado. A menina Tina me encarava com um pequeno sorriso. Ela disse algo que eu não ouvi, mas não tive tempo de explicá-la minha situação, pois logo ela me arrastou até a primeira fileira, onde tinha um assento desocupado, com um papel guardando o lugar. No papel estava escrito "Santana Lopez" e eu imediatamente entendi que minha Britt tinha guardado um lugar especial para mim. Eu a agradeci, pelo menos acho que agradeci, e me sentei.
Logo o show começou. Mike Chang entrou no palco com uma roupa inteiramente branca e se pós em sua posição. Depois entrou minha Britt-Britt. Seus cabelos loiros estavam presos em um coque e, assim como Mike, ela também usava uma roupa totalmente branca e colada em seu corpo perfeito. Ela se dirigiu até Mike e os dois começaram a se movimentar em sincronia, fazendo movimentos que eu jamais achei que eram possíveis. Pelas barbas de Merlin, era mesmo possível abrir a perna daquele jeito?!
Junto com eles mais alguns dançarinos entraram no palco, as coreografias mudaram e todos foram muito bons, mas principalmente a minha Britt-Britt. Ela estava não só ótima, estava perfeita. E quando todos se levantaram e começaram a bater palmas (o que era muito estranho, não ouvir o som dos aplausos) todos os dançarinos vieram agradecer de mãos dadas. Naquele momento o olhar da minha Britt se encontrou com o meu e eu lhe lançei um sorriso, que eu tinha certeza de ter sido totalmente bobo e apaixonado. Ela o retribui com seu sorriso de orelha a orelha e agradeceu junto com os outros dançarinos. As luzes do palco se apagaram e as da platéia se acenderam. Todos os convidados começaram a sair e eu olhei mais uma vez para o palco, que agora estava vazio, antes de seguí-los.
***
Todos se dirigiram ao corredor e eu apenas os segui, me encostando em uma das paredes um pouco mais afastada dos demais. Eu via suas bocas se mexerem, mas não ouvi nenhum som. Eu suspirei, me perguntando se eu teria que passar o resto da vida daquele jeito.
Eu ainda estava distraída pensando na vida quando senti um toque delicado em meu braço. Britt estava parada na minha frente, com seu sorriso lindo de dentes brancos perfeitos. Eu não pude conter um sorriso em resposta.
– Eu não posso ouvir você. — Expliquei. — Estou surda. Eu já fui à enfermaria, de qualquer jeito. Deve passar logo.
Bem, não era toda a verdade, mas eu não queria preocupá-la agora. Não em sua noite especial.
Britt assentiu e pegou minhas mãos. Sentir seu toque delicado contra minha pele fez meu coração disparar.
– Eu achei sua dança... Sua dança foi realmente linda, Brittany.
Ela sorriu mais ainda e moveu os lábios como um: "Sério?".
– Sim. Foi linda. E... Eu andei pensando... Sobre o que falamos ontem.
Ela me deu um olhar encorajador, me dando coragem para continuar.
– Você deve fazer isso. Quero dizer... O seu lugar é no palco, Britt. É onde você fica mais linda. E eu nunca poderia estragar isso por causa das minhas crenças ridículas. Quero que você saiba que... Eu vou te apoiar em tudo daqui para frente. Me perdoa por ter sido cabeça dura.
Naquele momento não foram necessárias palavras, ela simplesmente se enclinou para mim e seus lábios tocaram os meus com carinho, indicando que estava tudo bem, que sempre estaria tudo bem.
QUINN'S P.O.V
Eu estava voltando para o dormitório depois de mais um dos longos monólogos de Rach sobre qualquer coisa. Meu corpo estava exausto, assim como meus ouvidos. Merlin sabia como eu queria ser Santana naquele instante para não precisar ouvir nada. O lado bom era que eu sempre tinha uma boa desculpa para beijá-la a todo momento.
Já perto do meu quarto eu tive uma grande surpresa. Literalmente uma grande surpresa. Um vulto grande saia do nosso quarto, fechando a porta com delicadeza.
– Ei! — Eu gritei, sem me importar com as pessoas que provavelmente estariam dormindo. — O que você está fazendo?
Assim que o vulto me viu ele/ela/coisa puxou uma capa por cima do corpo e desapareceu.
MAS QUE PORRA.
Eu ainda tentei inutilmente tetear o corredor inteiro a procura do tal vulto, mas não encontrei nada. Derrotada, eu suspirei e entrei em nosso quarto.
Se antes eu tinha tinha uma supresa, agora eu estava tendo uma festa.
– Por Merlin... O que diabos...?
Fale com o autor