Amor Proibido

2 Capítulo 2 - Profecia


Notas iniciais
Oi amores...

Fico feliz por saber que gostaram e pretendem me acompanhar...

Aqui está mais um capítulo.

Boa leitura.

Capítulo 2 — Profecia

POV Annabelle

No ano que passou depois do final da guerra entre os titãs e os deuses, as coisas ficaram relativamente calmas. Nenhuma missão suicida ou coisa do tipo. Além disso, o Acampamento nunca tinha ficado tão cheio.

Eu passei a ficar no Acampamento por tempo integral, já que minha mãe estava morta e eu não tinha nenhum parente com quem ficar no mundo mortal.

Eu passava a maior parte do tempo treinando ou supervisionando a construção dos novos chalés, já que Nico tinha resolvido se aventurar pelo mundo e me deixou sozinha nessa tarefa.

Nas poucas horas vagas que eu tinha, ficava no meu chalé, já que o chalé de Hades foi o primeiro a ficar pronto, ou então ficava na praia tentando decifrar o enigma que Apolo tinha me dado no dia do final da guerra. Mas mesmo com o presente de Athena, eu demorei muito tempo para conseguir decifrar aquele enigma, e do mesmo jeito, não quis acreditar naquilo.

No primeiro verão depois da guerra, quando Rachel voltou para o Acampamento, ela fez uma profecia que mudou minha vida.



Já estava na hora do jantar no Acampamento e todos os campistas já estavam no refeitório assim como o Sr. D, Quíron e Rachel. A conversa estava alta e todos estavam felizes e tranquilos, até que Rachel derrubou um prato no chão. O barulho estridente de metal na pedra fez com que todos se calassem e olhassem surpresos para ela.



A Névoa se enrolou lentamente nela e ela caminhou até onde eu estava sentada; quando ela abriu os olhos, eles estavam esverdeados. Ela iria falar uma profecia.


A filha da morte perdida ficará

Em sua salvação o sol virá

Amor e Guerra se unirão

Para que Trevas e Luz não sejam em vão


Todos olharam para mim depois que ela terminou de falar e a Névoa se dissipou.


– O que aconteceu? — Rachel perguntou olhando para os lados sem saber de nada.

– Profecia. — Quíron falou e ela assentiu, compreendendo. Já era a segunda vez que ela fazia isso, mas na vez anterior foi apenas um aviso dizendo que novos semideuses estavam a caminho, e não uma profecia que faria com que campistas saíssem em uma missão.

– Depois que o jantar terminar, os conselheiros de cada chalé devem ir até a Casa Grande, e você também Anastácia. — o Sr. D. falou. Anastácia, sou eu.

Eu fiquei tensa até o final do jantar. Não sabia se eu saia correndo ou se continuava ali até o final do jantar. E os olhares que Nico lançava para mim de dois em dois minutos não ajudavam em nada. Era como se ele quisesse falar alguma coisa, mas não se atrevesse a abrir a boca.

Eu fui junto com Percy, Annabeth e Nico até a Casa Grande, e fomos os primeiros a chegar.

– O que aquela profecia queria dizer? — Percy perguntou assim que a porta se fechou atrás de nós.

– Vamos esperar os outros para começarmos a discutir isso, Percy. — Annabeth falou repreendendo o namorado e me olhando confusa.

Alguns minutos mais tarde, os conselheiros de cada chalé estavam presentes na sala da Casa Grande, assim como Quíron e Rachel.

– O que aquela profecia queria dizer? — Christina, de Afrodite perguntou dando início a discussão.

– Parece bem claro... — Pólux falou dando de ombros.

– A Anna vai sair em uma missão e ficará perdida. — Katie falou.

– E o Apolo irá socorrê-la. — Nico falou com uma careta.

– Mas o que significa as duas últimas linhas? "Amor e Guerra se unirão/Para que Trevas e Luz não sejam em vão"? — Derek, de Hefesto perguntou.

– Afrodite e Ares, ou filhos dos dois irão se unir...? — Clarisse falou em um tom de pergunta.

– Trevas e Luz? O que significa? — Connor perguntou para Annabeth.

– Eu não sei. — ela respondeu.

– Espera! — eu me pronunciei pela primeira vez. — Como eu posso ficar perdida se eu nem pretendo sair do Acampamento?

Só foi perguntar para que a Névoa voltasse a circundar Rachel e ela voltou a profetizar:


Quatro semideuses daqui sairão

Amor, Guerra e Sabedoria buscarão

Três irão voltar, um se perderá

Viver ou morrer, só o destino dirá


– Tudo bem, retiro o que disse. — falei revirando os olhos. — Quero o Nico, Percy e Annabeth comigo. — falei dando de ombros e me levantando. — Quíron pode conseguir para mim o endereço ou alguma coisa que nos leve até esses semideuses?


– Claro. — ele respondeu um pouco surpreso. — Quanto pretendem sair?

Olhei para Annabeth, Nico e Percy antes de responder.

– Depois de amanhã, nas primeiras horas do dia.

Quíron assentiu e dispensou todos nós. Já fora da Casa Grande, Percy perguntou:

– Por que nós, Annabelle? — ele usou meu nome, o que queria dizer que ele não estava brincando.

– Já enfrentamos muitas coisas juntos e por isso eu sei que posso contar com todos vocês. — eu falei sorrindo fracamente para os três. Eu não queria que eles vissem o nervosismo que tomava conta do meu corpo.

– Anna, posso falar com você em particular? — Annabeth perguntou assim que passamos pelo chalé de Zeus.

– Claro. — eu respondi e ela me puxou até o lago de canoagem. Eu sabia que não tinha conseguido enganá-la. Nunca era fácil enganar uma filha de Athena.

– Uma profecia completa a outra, mas você não parece estar preocupada com o fato de que ficará perdida e talvez não volte com vida. — ela falou me olhando fixamente. — Você parece estar nervosa com outra coisa...

– Annabeth, você tem razão. — eu falei sustentando o olhar da filha de Athena, o que era bem complicado. — Você deve jurar que não contará nada para o Percy ou para o Nico nenhuma palavra do que eu falar para você agora.

– Tudo bem, eu juro. — ela falou concordando.

Respirei fundo antes de começar a falar:

– Você deve saber que depois do final da guerra, Poseidon, Zeus, Perséfone e Athena me deram presentes a parte. — ela assentiu. — E Apolo me deu um enigma para que eu decifrasse. — ela arregalou os olhos, surpresa.

– O que era esse enigma? — ela me olhava apreensiva agora.

– Dizia que ele não sabia quais eram seus verdadeiros sentimentos por mim, que ele não sabia se deveria me odiar ou me amar. Dizia que ele não era mais o mesmo depois que meu pai me reconheceu; que ele queria me amar, mas não sabia como. Que eu sou como uma pedra no seu sapato, que ele não sabe como se livrar.

– Annebelle Liwener!!! — Annabeth exclamou. — Você tem certeza que decifrou, ou melhor traduziu isso certo? Anna, se você estiver errada... — ela começou.

– Annabeth, você acha que eu levei tanto tempo para traduzir isso, por quê? Eu tentei de todas as formas possíveis, mas de uma forma ou de outra, dava a mesma coisa. — eu passei as mãos pelos cabelos de forma nervosa. — Eu não estou errada.

– Você já falou com alguém sobre isso?

– Com quem eu iria falar? — questionei. — Com Quíron? Annie, se eu contasse isso para ele, ele provavelmente iria tirar satisfações com Apolo e consequentemente perderia o cargo aqui no Acampamento.

– Tudo bem. — ela falou entendendo a minha lógica. — Mas você vai sair nessa missão do mesmo jeito?

– Vou. — foi a minha resposta.

– Você tem o direito de decidir, Anna. E eu não vou falar nada para o Nico ou para o Percy, mas eu tomaria cuidado nessa missão se fosse você. — ela me alertou.

E com esse alerta, nós duas voltamos para os nossos respectivos chalés.

Notas finais
O que acharam?

O que acham que significa as duas profecias? Uma completa a outra.

Será que o Apolo vai salvá-la ou vai deixá-la morrer para se livrar de, como era mesmo? A sim, uma pedra no sapato?

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