Amor Proibido.
22 Explicações.
Explicações.
E mais um dia havia passado e mais um dia, Ikuto não deu mais nenhuma brecha para eu o poder confrontar e tentar esclarecer essa situação.
E aqui estava eu de novo na sala de musica, oque eu estava fazendo aqui ?
Na verdade nem eu sei, ou sei....
Mais o que importa é que eu estava aqui e nesse lugar parecia que eu conseguia pensar melhor, pensar em toda essa situação presente.
Andei até a minha quarteara e me sentei, e comecei a refletir, uma parte de mim, achava que tudo que ele fazia tinha alguma explicação, uma plausível explicação.
Uma parte de mim achava que eu era idiota, uma completa idiota por sofrer enquanto ele desfilava de mãos dadas com a Sanjou.
Ignorei essa parte, não queria pensar nisso, voltei à parte que achava que tinha uma explicação e comecei a ver tudo que passávamos, ele gostava de mim, sei que gostava, tudo que passamos não é pra se jogado assim pro alto e se fingir que nada havia acontecido, comecei a me agarrar a essa parte, era a minha esperança, minha ultima esperança....
Me levantei decidida, iria procurar ele e querendo ou não, ele iria me explicar o que estava acontecendo nessa situação toda ou eu não me chamava Hinamori Amu.
Me levantei decidida, pegando as minhas coisas e quando ia sair, acabei esbarando em alguém que iria entrar.
– Me descul.. – Minha voz falho.
Era ele, me olhando surpreso.
– Eu não vi que estava aqui, me desculpe, pensei que não tivesse ninguém na escola. – Disse me olhando e se virando.
– Não ! – Segurei no braço dele. – Você me deve uma explicação.
Ele me olhou surpreso e então se soltou da minha mão.
– Eu devo? – Perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Sim, me deve ! E não se faça de desentendido, sabe muito bem o porquê.– Falei irritada.
– Eu não te devo nada. – Falou bravo, o que me fez ficar surpresa.
– Claro que me deve ! Você saiu comigo aquele dia, passamos uma tarde agradável, como assim do nada você nem me olha na cara direito, e quando me olha é de um jeito tão frio. – Joguei tudo na cara dele. – O que está acontecendo ? O que eu te fiz ? Você não gosta de mim ? – Perguntei com um aperto no peito.
Tudo ficou num silencio e então ele riu.
Sim, ele começou a rir e me olhou.
– Nunca gostei de você, foi um erro eu ter caído nos seus encantos, eu me deixei levar, foi tudo apenas um jogo, uma mera diversão pra mim.
Plaf. Sim, um tapa, um merecido tapa no rosto dele.
Minha mão continuava na mesma posição enquanto a cara dele estava para o lado.
– Isso é mentira – Disse quase gritando. — Você gosta de mim, eu sei Ikuto que gosta, pois eu gosto de você e muito ! – Disse quase chorando.
– Tsc. – Disse ele colocando a mão na parte onde eu havia dado tapa e me olhando. – Você é apenas uma garota, não sabe o que é gostar de alguém ainda, eu não gosto de você, eu gosto da Sanjou e que isso fique bem claro ! – Disse de costas. – Pare de me amolar, para de ficar fantasiando que eu posso sentir algo por você e me deixe em paz. – Disse saindo da sala e me deixando totalmente em choque.
– Isso... I-Isso n-não é po-possivel. – Disse caindo de joelhos. – Ele não pode estar falado sério. – Disse olhando para o chão e apertando as minhas mãos.
***
– Tem certeza disso Amu ? – Perguntou preocupada Utau.
– Sim Utau. – Disse a olhando. – Eu sei que ele gosta de mim, eu sinto isso aqui. – Disse colocando a mão em meu coração.
Havia se passado 2 dias desde aquele confronto nosso e nesses dois dias eu tive uma forte intuição que o que ele disse não era verdade, não fazia o menor sentido e chegou a hora do tudo ou nada, e eu estava apostando tudo nisso.
Precisava da ajuda das meninas, para isso.
– Mais Amu-chi, não é melhor deixar para lá ? – Perguntou yaya preocupada.
– Não yaya, não vou desistir até jogar o tudo ou nada e chegou a hora. – Sorri de canto. – Preciso fazer isso por mim ! – Disse olhando para o prédio principal.
Chegou a hora.
– Tudo bem. – Disse Rima. – Não vai adiantar nada fazer você desistir mesmo, vamos acabar logo com isso.
– Valeu meninas. – Disse e elas sorriram.
Segui caminho para dentro da escola e finalmente cheguei aonde eu queria o armário de esporte, deixei a porta um pouco aberta e esperei o momento esperando.
Depois de uns 5 minutos, finalmente ouvi passos vindo e rezei internamente para que fosse ele, se não estaria muito ferrada, quando a pessoa passou, abri a porta a puxei pra dentro e deixei um pouco aberta ela.
– Mais o que ? – Disse ele se virando.
Quando ele ia abrir a boca pra dizer algo eu o abracei e o beijei e como pensei ele não tentou me afastar, ele correspondeu ao beijo me abraçando também.
Estávamos tão entretidos no nosso amasso que não percebemos quando a porta estava se abrindo, só fomos perceber quando a pessoa deixou cair o objeto dela.
Paramos de nós beijar e então nós dois a vimos a vimos, parada com as mãos na boca e os olhos cheios de lagrimas, onde uns já desciam estavam Sanjou.
O calor que antes sentia que emanava do Ikuto pareceu sumir do nada, quando ele se soltou de mim e deu um passo indo em direção a ela, mais foi em vão, ela havia saído correndo, antes que ele pudesse falar algo.
Antes meus olhos que estavam em felicidade, se transformaram em dor, medo, quando ele se virou, eu vi nos olhos dele, remorso, irritação.
E antes mesmo que pudesse dizer algo, foi como se o tempo passa se de vagar, meu coração batia devagar, o tempo dentro do armário parecia ter parado.
– Como pode fazer isso comigo Amu ? – Ele disse cheio de raiva. – Me explica, como pode ter feito isso comigo ? – Ele disse se aproximando e ficando a poucos centímetros de mim me segurando pelos braços.
– Porque você gosta de mim Ikuto, eu vi pelo jeito que você me olhava pelo jeito que me beijava, pelo jeito que me pediu desculpas no sábado, pelo nosso encontro. – Disse tudo e porque mesmo assim uma pergunta ficava rondando a cabeça, será que eu fiz alguma besteira ?
– Como pode achar que eu gosto de você ? Eu te expliquei da ultima vez, eu me deixei levar, meu corpo falou mais alto, você tem um corpo lindo, e isso é o que me atrai, será que não entende ? — Disse com desdém, olhando para mim e para os lados suspirando.
Um choque passou pelo meu corpo, minha boca de abriu e senti que havia levado um tapa forte.
Minha vontade de chorar era imensa, já podia sentir as lagrimas se formando, mais não, não iria acabar com o meu pouco orgulho e chorar na frente dele de novo, estava cansada disso, porque sempre tinha que chorar na frente dele, mais não dessa vez, por isso mordi o lábio e olhei pra cima.
– Isso é mentira ! – Disse com todas minhas forças. – Você está fazendo tudo isso pra me afastar, namora a Sanjou pra me manter longe de você ! – Disse ficando desesperada por dentro, precisava ouvir algo, alguma coisa que eu gosta se, que não fizesse me sentir uma idiota.
– Você ainda está insistindo nisso ? – Perguntou. — O que eu sinto por você é puro sentimento carnal, eu namoro com a Sanjou, porque o que sinto por ela é um sentimento verdadeiro, eu gosto dela realmente. – Disse por fim, se virando e indo embora.
Cara, se eu falar que depois disso ainda fui obrigada a voltar pra sala de aula vocês acreditam ?
Agora imaginem que eu não prestei atenção nenhuma na aula, isso era obvio !
Sabe quando se sente deslocada, como se o tempo tivesse parado ?
Era assim que eu me sentia desde que sai do armário, desde que o Ikuto jogara na minha cara aquilo.
– Como pode achar que eu gosto de você ? Eu te expliquei da ultima vez, eu me deixei levar, meu corpo falou mais alto, você tem um corpo lindo, e isso é o que me atrai, será que não entende ? — Disse com desdém, olhando para mim e para os lados suspirando.
Deitei a cabeça na quarteara e fechei meus olhos com força.
– Você ainda está insistindo nisso ? – Perguntou. — O que eu sinto por você é puro sentimento carnal, eu namoro com a Sanjou, porque o que sinto por ela é um sentimento verdadeiro, eu gosto dela realmente. – Disse por fim, se virando e indo embora.
Por quê ? Por quê ?
Era o que eu me perguntava antes de apagar totalmente.
Sim, estava tão cansada disso que acabei dormindo, e não ouvi o comunicado que seriamos dispensamos mais cedo, pois minha ‘’ queria ‘’ professora Sanjou, não estava em condições de dar aula e por causa disso o Ikuto daria aula no lugar dela.
O diretor veio a nossa sala e foi dar alguns anúncios, que as provas finais seriam semana que vem, que seriamos dispensados mais cedo, que a nossa professora por problemas pessoais, nessa hora ele me olhou sorrindo cinicamente, o que me fez se arrepiar, não estava em condições de dar aula e logo saiu da sala.
Se o meu dia estava ruim, só piorou com os olhares que o Ikuto me dava, passei a aula toda querendo me afundar na cadeira, mais do que era possível, mais finalmente havia acabado a aula, depois de longos e longos minutos...
É minha vida antes colorida, agora estava em preto e branco.
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