Já havia se passado alguns dias desde á ultima conversa que teve com Ikuto, mais não tinha se esquecido do que havia falado para ele, esses dias não teve como fazer nada o que a fazia ficar um pouco triste mais não desanimada, isso só a fazia arquitetar o que tinha mais na cabeça sobre o que faria em diante e isso a fazia ter um sorriso na cara.

– Esta tudo bem Senhorita Hinamori ? – Perguntou seu professor de matemática, chegando ao lado de sua mesa.

– Ãn ? – O olhou sem entender.

–Esta tudo bem ? – Refez a pergunta. – Estava olhando a prova e de repente ergueu a cabeça e começou a sorrir encarando a parede.

– Ah sim é.. – Olhou meio constrangida para a prova de matemática e depois para o professor. – É que..

– Já sei. – Disse o professor. – Finalmente conseguiu compreender os exercícios da prova. – Falou sorrindo para a menina que o olhou com cara incrédula olhando para a prova em branco que continha uns rabiscos e uma frase com uma cara de choro.

“Estou fodida nessa prova de matemática ”

– A sim, isso mesmo professor ! – Afirmou tampando a frase com uma cara de incredulidade para o mesmo.

– Assim mesmo, espero ansiosamente por corrigir sua prova, vejo que meu trabalho sempre gera recompensas. – Sorriu feliz.

– “Ficara tão feliz que chorara de desespero ao ver a minha prova isso sim.” – Pensou a menina suspirando e voltando sua atenção para a prova onde ela não entendia nada.

Começou a fazer a prova tentando se lembrar das explicações dele nas aulas, conseguiu fazer algumas e finalmente o sinal bateu, a fazendo entregar a prova para o professor e se dirigir junto as suas amigas a saída da sala.

– Estou ferrada em matemática. – Soltou Utau triste.

– Não só você, Yaya também! – Lamentou Yaya com cara de choro.

– Somos três então amigas. – Suspirou derrotada a menina de cabelo rosa.

– A prova não estava tão difícil assim. – Deu de ombro Rima.

– Porque você é uma nerd em matemática Rima, por isso não estava difícil ! – Falou Utau com bico.

– Não tenho culpa por nascer com dons matemáticos. – Disse jogando seu cabelo para o lado e rindo junto com as outras.

– Amu quando vai colocar seu plano em pratica? – Perguntou Utau.

– Estava pensando em colocar hoje, mais preciso estar em algum lugar sozinha. – Pensou.

–Então acho que pode começar agora. – Falou. – Eu vi o professor passar para o lado da biblioteca e lá nunca tem ninguém nessa hora. – Sorriu travessa. – Agora o resto é com você amiga.

– Valeu Utau. – Sorriu mudando de curso.

– Vai lá dar uns pegas no professor bonitão. – Brincou Rima. – Depois no conte.

E assim o fez, começou a andar para o mesmo lado onde Ikuto tinha ido, claro olhando para ver se ninguém a observava e vendo o caminho livre seguiu andando mais rápido, olhou para os lados o procurando, até que o viu conversando com o professor de química e então sorriu, finalmente.

Entrou na porta ao seu lado e logo percebeu que era o armário onde guardavam os materiais de Educação Física.

– Melhor que nada. — Disse a si mesma, abrindo um pouco a porta e observando o professor de químico indo para o outro lado e Ikuto indo a sua direção, seu coração estava batendo rápido, sabia que isso podia dar errado e que se os pegassem estariam literalmente ferrados, mais era oque queria, e para ela o perigoso era o mais gostoso, com esse pensamento quando ele estava passando abriu a porta e o puxou fechando logo em seguida o mesmo.

Ikuto estava com uma cara de surpreso e confuso, mais quando se virou para xingar quem é que tinha o puxado ficou mais surpreso ainda.

– Amu ? – Perguntou confuso.

– Oi ? – Perguntou divertida ao olhar a cara do mesmo.

– Mais o que esta acontecendo ? – Perguntou olhando para ela e depois para o lugar onde estava. – E porque no armário onde guardam as coisa de Educação Física ? – Voltou seu olhar para ela.

– Até parece que não sabe. – Virou a cabeça meio de lado sorrindo. – Eu disse que jogaríamos o meu jogo não disse ? – Sorriu mais ainda ao ver ele a olhar surpresa. – E bem esse armário ? Ah ele é o único lugar onde não vai ter ninguém por perto para atrapalhar. – Falou indo em sua direção e o abraçando. – O que foi ? Esta nervoso? – Falou no ouvido dele, o fazendo se arrepiar e ela sorrir mais.

– E se alguém nós pegar ? – Falou olhando a porta.

Ela suspirou se afastando dele e olhou para baixo sorrindo.

– Tudo bem, vejo que foi um erro né ? Eu vou embora, perdeu sua chance. – Dito isto se virou e antes de dar mais de dois passos, sentiu seu pulso ser puxado com delicadeza a fazendo se virar e logo sentir seu corpo ser abraçado e seus lábios serem pressionados pelo dele, num beijo calmo que logo se tornou mais urgente para ambos.

Ficaram nesse amasso por minutos que para ambos pareciam horas, até que se separaram para recuperarem o folego, ficaram se encarando sem piscar.

– Você sabe que isso pode causar problemas para nós dois não é ? – O moreno falou depois de minutos em silencio.

– Eu sei... – Amu disse suspirando no final o olhando. – Mais eu não ligo para mim, me preocupo por você. – Ela suspirou dando um paço para frente e o abraçando. – Ikuto, eu não consigo mais ficar longe de você, sei que isso é errado mais para mim é tão certo. – Disse ela para ele o fazendo ficar surpreso.

– Amu. –Ele sussurrou a abraçando também enterrando a cabeça na curvatura do pescoço dela a fazendo fazer o mesmo. – Eu também não consigo ficar mais longe de você. – Revelou a fazendo ficar surpresa, mais feliz.

– O que vamos fa.. – Fora cortada pelo celular de Ikuto que começou a tremer fazendo os olhos de safira atende-se, logo após desligando.

– Eu preciso ir, logo a aula vai acabar e você precisa voltar para a sala e eu para a minha. – Ele disse a encarando.

– Nossa verdade. – Ela falou meio contrariada, o fazendo dar um sorriso de lado a fazendo ficar corada.

– Você fica linda corada Amu-koi. – Ele disse a beijando, beijo que fora retribuído e logo se separaram.

Ikuto se dirigiu para a porta a abriu e viu se não havia ninguém, logo saiu dela e antes de fecha-la encarou Amu dando uma piscadela para ela.

Ela suspirou, ficou esperando por uns minutos e logo depois saiu vendo se não havia mais alguém estava por perto.

Era inevitável mentir que não havia química entre ambos, que um não desejava o outro, que um não nutria algum sentimento pelo outro, mesmo que tivessem que disfarçar, mesmo que para os outros, isso parecesse errado e ultrajante, eles não achavam, pois um amava o outro.