6 meses depois

As coisas estavam entrando nos eixos. Eu e Dante estávamos tendo uma vida estável, mamãe vinha nos vê quase todos os finais de semana.

Eu não tinha notícias de Noah á mais de 5 meses.

Mas quando tudo está em paz, é bom desconfiar. Eu e Aurora não estávamos conversando. Eu contei para ela que eu estava namorando com Dante, a reação dela não foi nada agradável, me julgou até não dá mais. Eu e Harry estávamos meio que afastados, depois do meu termino com Noah, Harry ficou distante.

Duas semanas atrás Dante falou para me mudar de escola para tentar fazer amigos novos, no começo fiquei relutante, mas ele conseguiu me convencer que era a melhor decisão a se tomada.

Agora aqui estou eu, indo para a nova escola.

Logo depois que eu e Dante fomos morar juntos, ele me deu um carro, alegando que ele não teria sempre como me levar para escola, eu adorei o carro.

Quando chego à nova escola, vou para o estacionamento, e vejo aqueles típicos meninos filhinhos de papai, não queria ter que estudar em uma escola particular.

Desço do carro, e todos me olham, era normal, já que muito difícil alguém se mudar no meio do ano. Pego o papel que falava onde é minha sala, escuto um barulho vindo de dentro da mesma, quando entro vejo três meninos batendo em um menino, ele era lindo olhos azuis e cabelos bem longos.

— Ei, vocês parem com isso agora!

Eu grito e eles me olham com um sorriso malicioso, agora a coisa ficou bom, quem vai apanhar agora sou eu.

— Olha o que temos aqui. De onde você veio princesa?

— Não interessa. Deixem-no em paz!

— Nossa além de bonita também é muito corajosa.

— Aprendi a nunca abaixar a cabeça e sim passar por cima.

Eles me olham surpresos, talvez por que tudo que eles falam não me dá medo.

— Ok.

Ele olha para o menino e fala:

— Nos vemos depois, ela não vai esta aqui sempre para te defender. Vamos meninos, temos mais o que fazer. Nos vemos depois princesa.

— Prefiro nunca mais olha para essa sua cara de tacho.

Dou um sorriso cínico e eles saem.

—Oi você está bem?

—Sim, obrigado por me ajudar.

Eu o ajudo a levantar, ele estava um pouco tonto, por causa dos chutes que recebeu na cabeça.

— Por nada, mas me conta, porque eles estavam fazendo aquilo?

— Digamos que eles não gostam de pessoas como eu.

— Como você?

— Eu sou gay.

— Só por isso?

— Sim. As pessoas aqui não são muito tolerantes.

— Eles são idiotas. Sua orientação sexual não muda quem você é.

— Queria que todos pensassem assim.

— Também, mas o mundo não é do jeito que queremos, não é mesmo?!

— É. Você é nova aqui?

— Sim, e o meu primeiro dia aqui não está sendo nada agradável, mas pelo menos eu conheci você.

— Também foi um prazer te conhecer.

Todos começam a entrar na sala e nós nos sentamos um ao lado do outro, passamos todas as aulas estudando, tentei ao máximo prestar atenção na aula.

Quando o sinal para o intervalo bate fico aliviada.

— Até agora eu não sei o seu nome?

— Meu nome é Ayla Werneck Alencar.

— Nossa que nome bonito, o meu nome é Ariel Deluca.

— Ok, vou te chamar de Ari.

— Gostei, agora vamos, por que estou morrendo de fome.

— Eu também.

Quando chegamos no refeitório, compramos comida que dava até para alimentar a metade da África, estávamos morrendo de fome.

Comemos muito e conversamos muito descobrir que Ari não tinha amigos na escola por causa de sua orientação sexual, bando de idiotas, não sabe o que estão perdendo, ele é um menino adorável.

Quando fomos assistir a aula de química eu vi aquele menino que tinha batido em Ari, ele é muito bonito tipo bonito fora do normal. Eu fiquei o analisando durante toda a aula.

Não acho que ele não goste do Ari, em minha opinião ele está tentando esconder um sentimento, mas não vou me meter.

Quando o sinal bate pego minhas coisas e me despeço de Ari. Eu o levo até o carro dele, para evitar que aquele menino bata nele.

Carro do Ariel.

Vou para o meu carro, quando estou dando partida, meu celular toca. Olho na tela e não tem nome.

— Oi, quem fala?

— Olá, quanto tempo.

Fico um tempo pensando em quem poderia ser.

— Noah?

— Acertou. Estou com saudades amor.

— Nós terminamos entenda isso de uma vez, eu seguir em frente, sugiro que faça o mesmo.

Desligo antes mesmo dele responder, ligo o carro e vou pra casa o mais rápido possível.

Quando chego em casa, não vejo Dante.

— Amor que bom que você chegou.

Dante me beija de forma gentil e calorosa.

— O Noah me ligou.

Ele fecha a cara e vejo sua expressão ficar raivosa.

Ele me guia até a sala de está.

— O que ele falou com você?

— Ele falou que está com saudades e que me ver de novo, mas deixei bem claro que eu e ele não teremos mais nada.

Me sento no seu colo e começo a beijar o seu pescoço.

— Você está bem?

— Estou, não fica assim.

— Eu estou normal, se qualquer coisa acontecer, por favor, me informe está bem, você é tudo que eu tenho você é tudo de mais precioso que eu tenho.

— Pode deixar, mas me fala como foi o seu dia?

— Foi bom, tive algumas reuniões e daqui a pouco terei outra, só vim aqui tomar um banho e trocar de roupa.

— Você volta para o jantar?

— Claro. Mas anjo você pensou no que eu te pedir?

— Sério isso, eu já disse que estou pensando.

Depois que nos mudamos Dante não para de falar em ter um filho sou muito nova para ter um filho, depois que terminar a escola quem sabe.

Contínuo:

— Tudo bem. Mas não seria melhor depois que eu me formar?

— Por que sempre depois e depois, por que não agora?! Talvez amanhã nós nem estejamos aqui, como mamãe fala porque deixar para amanhã se podemos fazer hoje.

— Nem sem por que você pergunta, se você vai me convencer depois.

— Isso é um sim?

—Isso é um sim, mas você vai ter que se dedicar muito à esse filho entendeu, não vai ter disso de quem cuida do filho e da casa e a mulher, entendeu?

— Entendi. Então vamos fazer o nossa filho ou filha agora.

Ele dá um sorriso largo para mim, e aperta minha bunda.

— Não, agora você vai terminar de se arrumar e vai para sua reunião e quando você voltar nós iremos fazer nosso filho, ok?

— Ok.

Ele me beija e se levanta para terminar de se arrumar.

Agora tenho que me preocupar em conseguir terminar esse ano e ter um filho, o que eu não faço por esse homem?