Amor Por Aluguel
15 ღ...E o Tempo Foi Passando...ღ
Notas iniciais
Anastásia Steele
Dois Meses Mais Tarde...
Dois meses... e eu ainda não posso acreditar que estou casada com Christian, nós somos ótimos amigos, minhas filhas e irmãs os adoram e o nosso lar é quase real, exceto pela mentira que nos amamos, e que somos completamente apaixonados um pelo outro. Isso é... absurdo. Muito absurdo!
As meninas estão mais acostumadas com a nova casa, e super mimadas por Christian, como Mia. Elliot virou completamente meu xodó, e ele me ajuda em quase tudo, desde cuidar de Lana a fazer compras. Christian fica bastante tempo com as meninas, e Maria tem adorado isso.
Acho que depois de sermos sinceros um com o outro, nós aprendemos a conviver de boa maneira. É claro que ele ainda me irrita, e que eu ainda adoro provocá-lo, mas as coisas estão ótimas. Menos agora, que estamos brigando por causa de um maldito jantar.
—Eu não vou! —Digo me levantando do sofá.
—Por que não? Anastásia, você tem que ir.
—Não! —Grito brava. —Não tenho, e nem vou. Eu odeio esses jantares. E todas as outras pessoas nele. Eu odeio até você.
—Pelo amor de Deus, para com isso. —Christian diz jogando a cabeça para trás. Ele suspira e algo parece vir a sua cabeça. —Se você for hoje, eu juro não te chamar mais, pelos próximos dois meses.
—Isso é interessante. —Murmuro calmamente. —Trato.
—Ótimo. —Christian diz rindo. —Você precisa estar pronta as oito.
—E as crianças?
—O Elliot e a Kate disseram que tomam conta deles, você... pode levar a Lana e a Maria se quiser.
—Tudo bem, eu vou ver se a Maria quer ir. —Murmuro sentando-me novamente, Christian ri e me puxa para seus braços. —O que você quer?
—Nada, garota boba. —Murmura revirando os olhos.
Sorrio e me aconchego mais, aproveitando que ele está de bom humor.
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Katherine Kavanagh
Saio do meu quarto e olho para os lados, vendo que todas as portas estão fechadas. As meninas devem estar dormindo. É tarde... e a Ana ainda não voltou. Caminho pelos corredores até chegar a porta e Elliot, então bato na porta.
—Kate, o que houve? —Elliot pergunta preocupado.
—Elliot... eu acho que tem alguém lá embaixo. —Murmuro torcendo os dedos.
—Você também ouviu? —Mia diz saindo da porta do seu quarto. —Já faz meia hora que estou ouvindo barulhos.
—Vem, vamos ver as meninas. —Elliot diz passando por mim, ele bate na porta de Lulu enquanto eu vou ver Sophie.
—Kate. —Sophie diz se levantando. Ela estava no cantinho da cama.
—Ei. —Murmuro abraçando-o. —Você ouviu?
—Ouvi. —Sussurro saindo do quarto com ela.
Elliot está segurando Lulu e Mia está abraçada a Emma. Encaro eles sem saber o que fazer, até que um trovão ecoa e todas as luzes se apagam.
—Kate, eu estou com medo. —Lulu diz saindo do colo de Elliot, ela corre e me abraça. As luzes dos postes na rua estão clareando um pouco, mas é muito pouco mesmo.
—Elliot, é melhor nós saímos daqui... vamos ver o Ryan. —Mia murmura e seu nervosismos é grande.
—Vamos... —Ele sussurra. —Mas façam silêncio.
Abaixo-me um pouco e pego Lulu no colo, posso ver Elliot pegar Sophie enquanto Mia segura firmemente a mão de Emma. Ele vai na frente, cautelosamente, enquanto os barulhos lá embaixo só ficam maiores e mais assustadores. Aperto meus braços ao redor de Lulu e encaro Elliot. Posso ver seus olhos brilhando, e um pouco de medo.
Elliot para no topo da escada, ele coloca Sophie no chão e fica encarando escada a baixo. Está escuro. Muito escuro. Os barulhos estão maiores, e mais assustadores, então, de repente Fifi e CG aparecem correndo, ela está arrastando uma panela e ele tentando roubar dela.
Fecho meus olhos e viro para Elliot, rindo, mas todas as risadas cessam quando uma sobram se forma no início da escada, logo no primeiro degrau. Não é Christian, Ana, ou algum dos seguranças, eu tenho certeza.
—Kate! Corre! —Elliot grita pegando Sophie no colo.
Começamos a correr pelos corredores, meu coração disparado, Lulu chorando apavorada. Chegamos ao quarto de Mia, é o primeiro que vemos, Elliot nos empurra para dentro e tranca a porta com a chave.
—Ah, meu Deus! —Mia diz apavorada enquanto começa a chorar.
—Mia. Sem desespero. —Elliot sussurra.
—Cadê vocês? —Alguém grita. Uma voz assustadora.
Afasto-me da porta, sentindo meu coração disparar. Esbarro na cama enquanto minhas pernas fraquejam.
—Kate, não. —Emma implora, mas eu não entendo o que ela quer dizer, não até não sentir minhas pernas e desabar no chão.
—Kate. —Elliot diz correndo até mim, ele me segura em seus braços, usando uma das mãos para segurar meu rosto. —Baby, se acalme, eu estou aqui com você.
Encaro seus olhos, no escuro, mas posso vê-los brilhar, brilhar de forma forte. Minha boca não se mexe, assim como meu corpo não obedece nenhum dos meus comandos. Meus olhos começam a pesar, a cair de forma rápida, minha cabeça tomba para trás, então eu fecho meus olhos.
—Katherine Kavanagh, abra esses olhos, agora mesmo! —Elliot ordena, mas sua voz começa a ficar distante.
—Não, Kate, não desmaia. —Emma implora. —Você não pode. Não pode. Você precisa ficar com a gente. A Ana está vindo.
—Kate, olha para mim, por favor. —Elliot sussurra no meu ouvido.
Eu quero acordar. Quero levantar. Mas meu corpo não se mexe. Eu estou apavorada. Eu não sei quem é aquele homem, mas ele ainda está gritando no corredor.
—Kate... acorda! —Lulu grita desesperada. —Não me deixa sozinha.
—Kate, baby, vamos. —Elliot sussurra.
Meus olhos ficam mais leves, conforme ele vai sussurrando coisas em meu ouvido, então consigo me mexer, mas os gritos lá fora e as batidas nas porás ainda me assustam muito. Abro meus olhos, lentamente, Elliot me abraça de forma apertada, isso me conforta, o medo começa a ir, e eu começo a confiar nele.
—Ei, eu preciso que você fique acordada. —Elliot murmura acariciando meu rosto, ele me ajeita no chão, deixando-me sentada.
Encolho-me e tapo os ouvidos enquanto homem continua a gritar e socar a porta, até que um tiro é ouvido. Lulu grita juntamente com Sophie e elas correm para o meu lado. Não consigo abraça-las, pelo fato de estar completamente apavorada. Eu queria poder protege-las, mas eu não sou como a Ana, eu não sou tão forte.
—Elliot, abra a porta! —É a voz de Christian.
Elliot corre até a porta, junto com Mia, ele abre a porta e Christian os puxa para um abraço demorado.
—Christian. —Lulu diz chorando, apavorada.
—Ei, querida. —Christian sussurra recebendo-a em seus braços. —Está tudo bem agora. Mia, Elliot, eu... eu preciso que vocês peguem as meninas, não deixem que elas vejam nada.
Encaro-o sem entender ao certo o que houve lá fora, e por que não podemos ir lá. Christian me olha, preocupado, ele se aproxima e abaixa na minha frente.
—Ei, querida, tudo bem? —Murmura calmamente, ou tentando transpassar isso. —A Ana... ela me falou sobre as crises de pânico.
—Acontece as vezes... —Sussurro tremendo.
—Certo, eu entendo. Olha, eu vou te tirar daqui agora, eu vou te carregar e você vai olhar só para mim, entendeu? Você não vai olhar para os lados, ok?
—Eu não vou olhar. —Murmuro encarando seus olhos.
Christian balança a cabeça e me puxa para seus braços, ele se levanta e me ajeita, nesse momento vejo Elliot pegar Sophie e Mia pegar Lulu, tampando seu rosto com uma coberta. Elliot faz o mesmo com Sophie e depois puxa Emma para seu lado, logo após isso tudo é uma névoa que não consigo lembrar.
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Anastásia Steele
Ando de um lado para o outro no estacionamento do prédio, muito nervosa pela demora de Christian. Eu não acredito que isso aconteceu. Não acredito que aconteceu logo quando deixamos as crianças sozinhas. Pobre Christian. Ele esteve se culpando o caminho inteiro. Mas que iria imaginar que um ex sócio poderia odiá-lo tanto a ponto de querer machucar sua família? Ele não teve culpa disso. Eu sei que não.
Olho para o carro e vejo Maria, ela está sentada no banco, a porta está aberta e ela não para de encarar o elevador. Há uns vinte seguranças perto de nós, ou mais, há policiais também. Enquanto torno a encara as portas do elevador, posso lembrar do desespero quando Ryan telefonou dizendo que estava ferido e que as crianças não estavam seguras. Christian nos tirou do jantar e aqui estamos nós.
O barulho do elevador me faz acordar, então de lá Fifi e CG saem correndo, Maria se levanta, então Christian sai carregando Kate, Elliot levando Sophie e Emma ao seu lado, e Mia carregando Luiza.
—Ana! —Lulu grita pulando do colo de Mia, e Sophie faz a mesma coisa com Elliot, corro em encontro a elas e só me sinto mais calma quando abraço-as. Emma corre também, chorando e eu a aperto, aliviada.
Solto as menores e corro até Christian, até Katherine em seus braços, ela está bem, está apenas desmaiada, e eu a entendo. Ela sempre foi muito... sensível. As crises de pânico pioraram depois que papai morreu. Eu imagino como ela deve ter ficado apavorada.
—Ela está bem. —Christian sussurra enquanto eu acaricio o rosto da minha irmã.
—Certo. —Sussurro prendendo as lágrimas. Abaixo-me e pego CG, até tanto pegar Fifi, mas ela corre para Maria.
—Vamos sair daqui, Ana. —Christian murmura.
Não entendo o que ele quis dizer com ‘vamos sair daqui’, mas suas ações nos próximos dias me fizeram entender que nós realmente estávamos saindo daqui.
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Um Mês Mais Tarde...
O ‘vamos sair daqui’, fez sentindo quando ficamos alguns num hotel, depois Christian nos levou a uma casa no prado. Eu fiquei sentada por horas naquele prado, apenas vendo as crianças brincarem, então calmas e descontraídas. Fiquei observando os muros tão altos, até parece uma fortaleza, mas depois veio a notícia, aquela seria a nossa nova casa, e, nós teríamos outra mudança. Isso me fez temer, me fez gelar, porém, as crianças precisam ficar seguras. Christian não tem apenas um inimigo, eu sei disso, se um deles ousou entrar em sua casa e tentar matar um dos seus seguranças, o que o próximo poderia fazer?
Afasto as lembranças do último mês e continuo a dar banho em Lana, encaro minha bonequinha e sorrio. Eu não acredito que essa bebezinha já está com quase onze meses. Como o tempo pode passar tão rápido assim? Isso é loucura. Por um momento penso em Maria. Ela não voltou a falar. E u a ouço cantando, todos os dias enquanto pinta seus quadros. Ela está mais... reservada. Não fica muito com Christian, por mais que ele a mime tanto e queira passar horas com ela, em algum momento do dia ela apenas... quer ficar longe dele. Normalmente ela se tranca em seu quarto, fica cantando enquanto desenha, ou vem para o meu lado, nós ficamos juntas, em silêncio total, apenas... anotando os detalhes uma das outras.
Deixo os pensamentos de lado e resolvo tirar Lana da banheira antes que ela enrugue. Ela gargalha quando a pego e a enrolo na toalha, principalmente quando começa a dar cheirinho em seu corpinho. Caminho até a cama e a colo deitada, mas ela senta e começa a arrancar a toalha, sento-me na ponta e puxo seu pé, novamente minha pequena gargalha e começa a gungunar, ela fala muitas coisas, ou tenta, mas no fim o que prevalece por vários minutos é nome de Christian.
Estou começando a sentir ciúmes disso.
As coisas estão boas, e eu estou feliz, mas me preocupa muito o fato de que eu não tenho muito tempo aqui, e quando eu for embora com as crianças vai ser dolorido para todos os lados.
Tento deixar isso de lado, enquanto amamento Lana, ela não para de rir, mas deixa ela saber que vai ter um irmãozinho, que vai roubar todo seu leite. Talvez ela tenha ouvido meu pensamento, porque agora ela está me olhando com uma carinha bem séria, mas percebo o que é isso, é o bebê, ele está chutando. Abro a boca incrédula, Lana me olha surpresa e começa a rir.
Ah, meu Deus. Meu bebê, meu bebê está se mexendo, e está tão cedo. Com Lana e Maria eu demorei para sentir os primeiros movimentos, mas ele... ele está se mexendo, e por Deus, ele é forte.
—Ana... —Christian diz entrando no quarto, ele me olha envergonhado e eu arrumo minha blusa rapidamente.
—Christian, vem. —Chamo eufórica e ele se aproxima preocupado. Ajeito Lana em meus braços e puxo sua mão colocando no pé da barriga.
—Isso... —Christian sussurra emocionado enquanto bebê se mexe ainda mais embaixo do seu toque. —Ah, Ana.
Encaro Christian quando ele começa a falar com o bebê e Lana ao mesmo tempo. As coisas poderiam ser tão diferentes, não é mesmo? Se ele me amasse... se ele me pedisse para ficar, mas eu não sou a Rose, e nunca vou ser. Eu não posso estar com ela quando ele ainda ama alguém que não existe mais. Ele se prendeu ao passado, e mesmo que eu esteja aqui, depois a desistir de todo o contrato tolo por ele, ele não enxerga isso, não enxerga que eu o amo, não enxerga que eu cuido dele porque me importo. Que todas as vezes que eu o beije, não foram beijos falsos. Todas as carícias, abraços, e todos os sorriso que ele me rouba em público, não são uma mentira, são a maior realidade que existe dentro de mim, mas ele está muito preso ao passado para viver o presente. E eu não posso mudar as coisas.
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