Amor Por Aluguel

14 ღ...E o Amor Muda Tudo...ღ


Notas iniciais
Meninas, olá, antes de tudo, quero muito agradecer a todas as garotas que estão orando e torcendo pela minha sogra, ela ainda está com oma induzido, mas a cada dia é uma nova melhora, e eu agradeço muito a Deus por isso, e a todas vocês que estão orando comigo. Yasmim Lima, esse capítulo é totalmente dedicado a você, em meio a tantos problemas, ver uma recomendação tão linda, me fez muito feliz. Meninas, sei que estou demorando a postar, e eu peço muitas desculpas, mas eu tenho andando tão preocupada que as vezes fica difícil. Espero que entendam, e obrigada por tudo. Beijos meus amores, que Deus abençoe cada uma ♥ ♥

Anastásia Steele

Fico abraçada com as minhas irmãs por um bom tempo, Elliot ainda está ao meu lado, com a mão no meu ombro, e eu agradeço por isso, é ótimo ter um apoio.

Tudo está em paz, que poderia durar para sempre, mas os gritos de Katherine e Mia provam ao contrário. Merda!

Viro-me rapidamente e me levanto, mas antes que eu possa fazer algo vejo Christian me olhar, me olhar de forma sério e... dolorida, mas ele não fica por muito tempo, ele se vira e vai para as escadas, então eu corro para lá também com Elliot, os gritos de Katherine e Mia estão ecoando por todo lugar, e eu sinto que as coisas não estão boas quando chegamos ao quarto de Katherine e vejo Mia com a boneca que papai deu para ela na mão.

—É só uma boneca idiota! —Mia diz chacoalhando a boneca antes do desastre acontecer e ela escapar da sua mão.

—Não. —Katherine grita empurrando Mia.

—Ah, meu Deus, Kate eu sinto muito. —Mia diz arrependida.

—Sai daqui! —Katherine grita ajoelhando em frente a boneca quebrada. —Saiam daqui, todos vocês, eu... odeio vocês!

—Mia, vem. —Christian diz segurando o braço de Mia.

—Christian, foi sem querer. —Ela murmura enquanto Christian a puxa para fora do quarto. Olho para Elliot e ele balança a cabeça saindo e fechando a porta.

—Kate... —Sussurro me ajoelhando em frente a ela.

—Olha só, Ana. Está destruída. —Katherine diz passando as costas da mão no nariz.

—Ei, querida. —Seguro sua mão e ela me olha.

—Ana, é minha culpa, não é? Isso é porque eu falei sobre a mamãe e o papai para as meninas. Eu não deveria ter feito isso.

—Vem aqui, Kate. —Murmuro estendendo os braços e ela vem. Ajeito-a e arrumo seus cabelos. —Eu sinto muito, querida.

—Sente, pelo que?

—Por ter sido tão dura com você, eu não deveria ter pedido para você guardar tantas coisas.

—Só foi difícil, eu...

—Eu te entendo, Kate, eu guardo isso desde quando conheci vocês.

—Como você conseguiu isso, como conseguiu guardar por tanto tempo? —Katherine diz fungando, ela se afasta e senta de frente para mim.

—Por sua causa, Kate. —Sussurro sorrindo e isso parece surpreendê-la. —Eu... tive depressão, Katherine, você sabe, desde o dia em que o papai foi embora, eu fiquei de cama, por dias, semanas... e isso se tornou meses. Quando eu levantei, e eu não falo de levantar e fingir que eu tudo estava bem, eu falo de levantar e as coisas realmente estarem bem. O dia que eu levantei e quis estar de pé, foi quando eu vi você entrando em casa, segurando a mão do nosso pai.

—Mas... ele era o seu pai. —Katherine diz tentando conter as lágrimas. —Eu tirei ele de você.

—Não, Kate, você nunca fez isso. —Acaricio seu rosto e sorrio. —O papai nunca seria só meu, e eu sabia disso, ele e a Luiza me deram você, e o dia que você entrou por aquela porta, eu fui a irmã mais velha mais feliz de todo mundo. Eu me apaixonei por você, e, quando ele levou você embora de novo, eu caí de novo, caí porque você é a pessoa mais importante do mundo para mim, vocês são. Você pode acha que eu não me importo, que eu estou distante as vezes, e eu estou. Porque as vezes eu só quero te poupar de sofrimento, eu guardo algumas coisas porque já são dolorosas o suficiente para mim. E se eu me afasto, é porque eu sei que você precisa do seu tempo, mas isso não significa que eu não te ame, ou que eu vá te deixar.

—Você está falando, sério?

—Sim, Kate, é claro que sim, você foi a melhor coisa que já me aconteceu, o dia que você entrou na minha vida, me mudou. Foi por você que eu levantei, foi por você que eu abri mão de tantas coisas. É por você, pelas suas irmãs, e pelas suas sobrinhas que eu sou essa pessoa hoje, mas é graças a você que eu estou aqui hoje, porque eu te amo, e se eu tivesse que levantar mais uma vez daquela cama, deixar a depressão de lado, sorrir e cuidar de você tudo de novo, eu faria.

—Ah, Ana!

Katherine se levanta rapidamente ela enrosca os braços no meu pescoço e me abraça, de forma desesperada, envolvo-a com cuidado e acaricio seus cabelos. Ela me solta e me olha, por segundos, acho que minutos, sem dizer nada. Nos seus olhos posso ver gratidão. Mal ela sabe que eu sou grata. Sou a grata pelo dia que ela entrou na minha vida. Pela forma que ela me deu vontade de levantar, de viver. Eu não poderia ter ganhado presente melhor no meu aniversário de nove anos.

Puxo-a novamente para os meus braços e dou um beijo em sua testa.

—Vem, vamos ajeitar essa boneca. —Murmuro sorrindo enquanto recolho os pedaços da sua boneca.

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Katherine Steele

Depois de conversar um pouco com Anastásia, e eu entendo como fui boba. Muito boba. As coisas são difíceis para mim, e muito mais para elas. Ela sempre teve que abrir mão de tudo por nós, e eu... eu sou só uma garota boba sem amigos. Balanço a cabeça e me jogo na cama, vendo nossa foto, nossa primeira foto no aniversário da Ana. Ela é uma ótima irmã mesmo. Eu nunca vou ser como ela. Ou como a minha mãe. Eu sempre vou ser a Katherine.

Rolo pela cama e fico encarando o teto, enquanto ouço alguém bater na porta, mas não abro, até o idiota do Elliot invadir meu quarto, segurando o braço de Mia. Sento-me na cama e os encaro.

—Caí fora! —Exclamo sem paciência.

—Não. —Elliot diz mandão e eu tenho vontade de soca-lo. —Agora levanta a bunda daí!

—Você está louco?

—Quer que eu te levante, Kate?

Bufo e me levanto, cruzo os braços e encaro os dois idiotas.

—Vai Mia. —Elliot ordena e Mia o olha com raiva.

—Olha, eu sinto muito...

—Mia, manda ele se ferrar. —Digo puxando Mia para mim e Elliot me olha incrédulo. —Isso não é da sua conta, Elliot, o problema foi entre nós, você não tem que se meter.

—Eu nunca vou entender vocês duas! —Elliot bufa saindo do quarto.

Mia me olha e me encara envergonhada. Ela torce os dedos e me encara.

—Olha, Kate, eu fui uma boba, eu não quero brigar com você, eu realmente sou sua amiga, e sinto muito pela sua boneca.

—Certo, Mia. —Murmuro. —Realmente era só uma boneca... foi meu pai que me deu, e eu de alguma forma achei que se eu cuidasse dela, ele ainda ficaria vivo, mas... meu pai morreu, e ele só vai estar vivo dentro de mim.

—Eu sinto muito, Kate, eu... também sinto falta dos meus pais, e imagino que seja doloroso para você. Eu realmente não deveria ter feito aquilo.

—Tudo bem. Fui eu quem pedi para a Lulu por tinta roxa no seu shampoo.

—Ah, eu não acredito. —Mia diz rindo e me dá um tapa. —Eu fiquei com o cabelo roxo por três dias.

—Já passou. —Murmuro acariciando seu braço e ela ri.

—Kate, obrigada. Mesmo. Eu fico muito feliz que você esteja aqui, e, você é a melhor amiga que eu já tive.

—Ah, Mia. Você também, por mais chata que seja. —Digo puxando-a para um abraço sem jeito. —Agora, vasa, eu tenho que fazer lição, ou a Ana vai matar a gente.

—Vai mesmo. —Mia diz rindo, ela balança a cabeça e sai do quarto.

Fora a Ana, eu nunca pensei que outra pessoa fosse me atuar, e Mia, bem, ela é diferente. Ela é... mimada. Tem tudo o que quer, mas... ela também passou por coisas ruins, e ela me entende, e mesmo com as nossas brigas, nós sempre acabamos nos dando bem no final, eu gosto disso.

Sento-me na cama e abro meu livro. Sorrindo. Bem, por mais que eu não tivesse gostado dessa mudança antes, eu gosto agora. Eu gosto da nova casa, da nossa nova família.

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Horas Mais Tarde...

Entro na sala e avisto Elliot fazendo seu dever no sofá, ele está sozinho pelo que parece. Caminho até o andador de Lana e a coloco, sobre o olhar desconfiado do meu cunhado. Encaro-o e ele me olha curioso, então balança a cabeça e sorri.

—Anastásia, você tinha algo a nos falar, não é?

—Quando? —Pergunto confusa.

—Hoje mais cedo, antes da Kate dar um show, o que você ia dizer fora não estar se alimentando direito.

—Ah. Isso... —Murmuro mordendo o lábio. Aproximo-me e sento sobre o braço do sofá. —Elliot, o que você acha ter um sobrinho?

—Ah, meu Deus! —Elliot grita quando ponho a mão na barriga. —Você está grávida?

—Estou. —Murmuro apreensiva.

—Meu Deus! Como isso aconteceu? Não, como não! Eu imagino, mas credo, eu não entendo. —Elliot diz nervoso.

—Aconteceu há uma semana. —Digo torcendo os dedos. —Você sabe que eu estou dormindo no quarto do seu irmão... e... naquela noite a Maria tinha ido dormir no quarto da Lulu, a Lana estava no outro quarto, e nós não estávamos conseguindo dormir. Acabamos bebendo um pouco.

—Isso é nojento. —Elliot diz rindo. —Eu só quero ver no que isso vai dar.

—Ah, eu também. —Digo sorrindo. —Ei, você viu o Christian? Eu não vi ele depois da briga.

—Eu só vi ele saindo, e, ele não voltou mais.

—Certo, eu o vejo mais tarde... —Murmuro suspirando. —Quer jantar?

—Pizza?

—Legumes, e carne. —Digo dando um tapa na cabeça de Elliot que sorri.

—Quase esqueci que tem um monstro se formando na sua barriga, que precisa de legumes e carnes. —Elliot provoca. Reviro os olhos e me levanto indo para a cozinha, garoto bobo.

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Katherine Kavanagh

Abro a porta e cruzo os braços ao ver minhas irmãs do outro lado. Emma, Sophie e Luzia, e suas caras nada contentes.

—Não foi justo o que você fez. —Emma diz semicerrando os olhos.

—Não mesmo. Você fez a Ana chorar. —Sophie diz e eu reviro os olhos.

—Não foi legal, Kate. Por que você é tão boba?

—Eu não sou boba. Ok? E eu pedi desculpas para a Ana. —Murmuro encarando as pirralhas. —Vocês não tiveram que guardar segredo, até mesmo porque vocês nem conseguem. Vocês são muito novas para entender.

—Entender o que? Que você é uma garota boba e sem noção? —Luiza diz gesticulando com as mãos. —Você é maluca. E não deveria falar assim com a Ana.

—Ei, pirralha, eu já pedi desculpas, ok? Desculpa também, eu não deveria ter falado aquelas coisas para vocês. Será que vocês podem me desculpar?

—Nós podemos pensar. —Emma murmura batendo o dedo no queixo.

—É claro que nós podemos. —Sophie diz revirando os olhos. —Se vocês nos levar na sorveteria.

—Feito. —Digo rindo e toco na mão de cada uma. —Vocês já fizeram o dever?

As meninas me olham rindo e balançam a cabeça, cruzo os braços e elas correm rindo para seus quartos.

Pirralhas.

Viro-me para voltar ao quarto, mas paro quando ouço Christian me chamar. Viro-me e cruzo os braços encarando-o, mas não consigo dizer nada quando ele estende minha boneca, agora inteira. Ele... concertou. Concertou a minha boneca, minha Aninha, que meu pai fez para mim.

—Olha, eu sei que... eu sou um grande idiota. —Christian murmura me pegando de surpresa. —Mas eu não tenho quero você tenha raiva de mim, e eu vou me casar com a sua irmã, e acho que nós podemos conviver sem brigas. Eu entendo que deve ser difícil para você, e eu não quero que se torne pior.

—Como você fez isso? —Pergunto tentando conter as lágrimas.

—Eu... levei ela para um amigo, ele é bom com bonecas, e ele disse que essa é uma peça muito rara. Demorou um pouco, mas ele conseguiu concertar. —Christian estende a boneca e eu a encaro, sem nenhum arranhão. —Seu pai deveria ser um grande homem, e eu aposto que ele teria muito orgulho de vocês. Cada uma.

—Obrigada, Christian. —Murmuro pegando-o de surpresa com um abraço.

Seu cheiro é diferente. Por algum motivo acho que me recordo desse cheiro. Talvez ele me lembre papai. Ele era exatamente assim. Chato. Pegava no pé de todo mundo. Não sabia impor uma regra e quando tentava sempre assustava a gente. Mas no fim, ele sempre será uma das pessoas que eu já tive o prazer de conhecer. Solto-o e ele sorrio enxugando as lágrimas. Christian me olha por alguns segundos, ele sorri balançando a cabeça e me entrego a boneca, abraço-a sentindo o cheirinho de papai, agora misturada com o de Christian.

—Obrigada, Christian. Essa foi a melhor coisa que já fizeram por mim. —Sussurro enxugando algumas lágrimas. Estendo a boneca e sorrio. —Sabe... essa boneca, foi meu pai quem fez para mim, uma semana antes dele... morrer. É a Ana, eu dei o mesmo nome. Toda vez que eu estou triste... eu abraço ela. Isso me conforta.

—Eu imagino que sim. —Christian diz sorrindo.

—E... eu acho que você deveria ficar com ela.

—O que?

—Eu sei... é uma boneca, mas... é um presente. É a coisa mais importante para mim, e, eu quero que você cuide dela, e quando você se sentir sozinho, lembra que nós somos amigos agora.

—Somos? —Christian pergunta sorrindo, logo após aceitar a boneca. Ele me olha sério e tateia os bolsos, então tira algo, um medalhão de lua com uma nebulosa azul. —Isso... era da minha mãe. Ela deixou algumas coisas, e eu guardei. Eu até dei alguns para a Mia, e, eu estava procurando uma pessoa especial para esse. Acho que acabei de encontrar.

—Christian... eu... —Suspiro e abaixo a cabeça. —Você acha que eu sou especial?

—Todo mundo é, Kate. —Christian murmura colocando o medalhão na minha mão.

—Obrigada. —Murmuro sorrindo amplamente. —Obrigada, Christian, por estar nas nossas vidas, você até que é legal.

Christian me olha e gargalha, ela balança a cabeça e bagunça meus cabelos antes de sair andando pelo corredor carregando minha boneca... nossa boneca. Sorrio e encosto na porta.

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Medalhão e Boneca

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Anastásia Steele

Encaro as meninas, tenho vontade de rir, mas elas estão muito sérias, e eu realmente não ouse. Fica mais difícil segurar o riso quando Lana está na sua cadeira, gargalhando enquanto come sua papinha com suas mãozinhas.

—Você está grávida? —Sophie pergunta e eu balanço a cabeça.

Olho para Maria e ela encara Lana, depois me encara, especificamente minha barriga. Ela desce da cadeira, encara Christian e vem em minha direção. Todos estão esperando por sua reação, então ela levanta minha blusa, revelando minha barriga. Fico em lágrimas quando ela passa o nariz na minha barriga e depois me abraça. Essa é sua forma de dar boas-vindas.

Encaro Christian e o pego sorrindo, sorrio ganhando um leve rubor, então abraço minha filha.

O resto da noite sou tomada por várias perguntas, sobre coisas do bebê. Christian fica no sofá, quieto, apenas apreciando as crianças perguntarem se eu já escolhi o nome ‘dele’, porque elas têm certeza que é um menino. E eu acho que também tenho certeza. Será meu bebê, meu pequeno Christian.

Levo um pouco de tempo para acalmar as crianças e por todas na cama, mas tenho sucesso. Até mesmo Elliot, Katherine e Mia estavam agitado hoje, mas enfim todos estão dormindo. Acho que toda agitação é pela entrada das férias. Termino de ajeitar as coisas na cozinha e sigo para o meu quarto, mas paro na porta de Christian ao vê-lo deitado com as minhas filhas, contando Lorax. Encosto-me no batente da porta e sorrio quando noto que as duas já estão dormindo.

—Elas dormiram, Christian. —Murmuro. Ele me olha, sério, então suspira e fecha o livro. —Nós... deveríamos conversar.

—Sobre o que? —Pergunto preocupada.

—Além do fato de nós termos um filho em comum.

—Ele nem nasceu ainda. —Interrompo-o e ele me olha sério. —Ok. Qual o outro fato?

—O que você falou hoje na sala para as suas irmãs... Ana, eu realmente não sabia.

—Christian, isso não é sua culpa. —Sorrio e me aproximo, sento-me na pontinha da cama e o encaro. —Sabe, todas as pessoas já tiveram problemas no passado. Eu não acho triste o que aconteceu. Eu sinto falto do meu pai, é claro, mas... eu sei que ele está comigo, e eu tive uma ótima criança.

—Você é uma mulher muito forte. —Christian murmura olhando para as minhas filhas. —Ana... eu sei que você é mãe, você sabe tudo sobre ter um filho.

—Eu acho que não sei tudo.

—Você sabe o suficiente...

—Acho que sim.

—Ana, eu não quero que meu filho cresce sem um pai. —Christian fala me pegando de surpresa. —Você perdeu pessoas que você amava, e você sabe como isso dói.

—Você também passou por isso.

—Mas eu não tive escolhas, e eu estou tendo nesse momento. Quando você for embora, por favor, não me deixe longe do meu filho, e das crianças. Eu... eu amo todos eles.

—Você está certo... —Sussurro. —Que tal... quando eu for, você passar o fim de semana com ele, ou ela.

—Isso vai ser incrível. —Christian diz animado. —Muito obrigado, isso é muito importante para mim.

—Eu sei.

Sorrio e me viro para levantar, mas... eu preciso saber de algo.

—Christian, posso perguntar algo?

—O que?

—Quem são as garotas quem você sempre fala, quando está dormindo? Você disse algo sobre elas quando estava bêbado.

—Ana... elas...

—Olha, se você não quiser falar...

—Eu quero. Nada mais justo. Eu sei sobre o seu passado. Só que é... difícil falar sobre elas.

—Quem são elas?

—O nome delas... era Rose e Mariana. —Christian diz e a dor já parece tocar seus olhos. —A Rose... bom, ela era uma garota que eu conheci no Texas. Ela tinha uma irmãzinha que eu nunca descobri o nome.

—E quem era a Marina? —Pergunto tentando conter as lágrimas.

—Era a nossa filha. —Christian sorri e balança a cabeça. —Eu tinha 21 anos, e ela só 16, quando nós nos vimos a primeira vez.

—Uau. —Sussurro sorrindo. —O que houve com elas?

—Bem... eu... eu era meio louco, e eu me apaixonei completamente pela Rose. Ela era a garota mais incrível que eu já conheci. Mas ela era uma garota, e eu um grande idiota. Eu a engravidei, e... eu fugi com medo, muito medo. Mas eu voltei, voltei alguns meses depois. Eu queria ficar com ela, porque eu a amava. E eu queria a nossa filha também. Mas a mãe dela não queria que ficássemos juntos. Então... quando a Mariana já estava com dois anos, eu decidi fugir com ela. Ela já tinha 18 anos mesmo, e ela disse que estava com problemas em casa, e que queria fugir. Nós íamos para Boston.

—E o que mudou?

—Estava nevando... eu perdi o controle. —Christian sussurra perdido em lágrimas. —Eu perdi as duas nesse acidente. Porque... porque eu fui idiota.

—Christian, não foi sua culpa. —Digo chorando.

—Foi Ana, lógico que foi. Eu não podia ficar com ela. E eu insisti nisso. Elas morreram naquele acidente. Minha filha e a garota que eu mais amava. E depois eu perdi meus pais, e me tornei essa pessoa.

—Você não é uma má pessoas, coisas ruins acontecem. —Aproximo-me e seguro suas mãos. As lágrimas estão escorrendo pelo meu rosto, mas tudo que eu quero é apoiá-lo nesse momento. —Você é a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci, e eu aposto que elas te amavam muito.

—Mas eu estraguei tudo.

—Não, é claro que não. —Digo sorrindo. Acaricio seu rosto e ele me olha com ternura. —Você... você é incrível, e ninguém pode dizer ao contrário. Elas... elas se foram porque isso tinha que acontecer.

—Mas... eu não consigo mais viver assim. Com esse buraco.

—Consegue, é claro que você consegue. Você viveu até aqui. Você está de pé. Se tornou um homem de poder, você tem uma empresa incrível, pessoas que fazem tudo por você.

—Mas e amor, Ana?

—Você tem, e muito. Tem dos seus irmãos, de todas as crianças... e... você tem o meu.

—O que? Você me ama? —Christian pergunta olhando no fundo dos meus olhos.

—É claro que sim, nós somos amigos, Christian, eu nunca vou ser a Rose, mas eu amo você.

—Obrigada, Anastásia. —Christian me puxa para seus braços e me sufoca em um abraço, então eu relaxo, relaxo mesmo querendo chorar, e eu sei, nesse momento, que as coisas jamais vão ser as mesmas.