Amor Por Aluguel
4 ღ Um Pouco De Amor ღ
Notas iniciais
Anastásia Steele
Katherine puxa Emma, Sophie e Lulu para seus braços enquanto o elevador sobe. Christian está em um canto do elevador, aguardando impaciente a subida. Maria está abraçada a minha perna, segurando firmemente Pop em sua bolsa, e Lana apenas está no meu colo, encarando Christian. As portas se abrem e todas nós nos assustamos, talvez para ansiedade. Christian nos olhos e balança a cabeça. Ele sai primeiro e nós o seguimos, revelando um pequeno hall com portas dublas.
Dou o primeiro passo e as meninas me espelham, então logo estamos atravessando as portas dublas e tendo a visão de uma gigantesca sala. Há duas pessoas na sala, uma menina que deve ser Mia, ela é linda, cabelos longos e escuros, olhos azuis, bem parecidos com o de Christian, ao lado dela está Elliot, imagino, que é a cópia de Christian, até mesmo o olhar duro.
—Mia, Elliot, essa é a Anastásia, e as meninas são irmãs dela, elas vão morar aqui a partir de agora, e eu espero que vocês não ajam como duas crianças, aliás, eu espero que todos vocês não ajam assim. —Christian murmura friamente.
Nesse momento, no olhar de Mia e Elliot posso perceber como as coisas são, posso perceber que falta amor até mesmo para eles dois, que o grande empresário, é uma pedra de gelo até mesmo com os irmãos.
—Eu estou saindo, alguém precisa trabalhar. —Christian murmura em tom de deboche e eu arqueio uma sobrancelha para ele. —O jantar chega as sete.
—Você não cozinha? —Pergunto confusa.
—Mas é claro que não. —Christian fala revirando os olhos. —A empregada vem duas vezes por semana, mas talvez eu precise contratá-la para vir todos os dias.
—Super engraçado, Sr. Grey. —Murmuro e ele me olha com raiva. —Não precisa pedir comida, eu posso cozinhar, e aposto que as crianças preferem assim, do que comida de restaurante.
—Tanto faz, Anastásia, faça o que quiser. —Christian diz impaciente. —Não deixe a casa ser destruída.
—Se você não conseguiu isso, acha que menininhas vão conseguir? —Provoco e posso ver um sorriso surgir no rosto de Mia. Christian me olha furioso, mas apenas bato os cílios. —Bom trabalho, querido, fique tranquilo, aposto que seus irmãos me ajudam a conhecer a casa.
—Que seja. —Ele murmura e passa por mim, quase direto, mas eu seguro seu braço. —Tchau, querido.
—Tchau, Anastásia. —Christian murmura dando um beijo rápido no meu rosto e eu sorrio maliciosamente. Solto seu braço e ele sai furioso.
—Isso foi demais. —Mia diz rindo. —Ele nunca agiu assim, você é demais, aliás, eu sou Mia.
—Eu sei, Mia e Elliot. —Murmuro sorrindo. —É um grande prazer conhecê-los.
—O prazer é nosso. —Elliot diz abraçando Mia. —Nós estamos felizes que haja mais pessoas aqui, além do Christian.
—É verdade... é...
—Ruim. —Katherine, Emma, Sophie e Lulu falam juntas e todos começam a rir.
—Ah, meu Deus, é um gato. —Mia diz fazendo Maria rir. —Eu posso vê-lo?
Maria encara Mia e Elliot sorrindo, sem saber o que fazer. Sorrio calmamente e afago os cabelos da minha pequena.
—Ela não fala. —Sussurro e Mia me olha envergonhada. —Tudo bem, mas ela adora quem gosta de gatos.
—A Mia sempre quis um gatinho. —Elliot diz e Maria sorri timidamente.
—O que você acha, Maria? —Pergunto e ela sorri para mim balançando a cabeça. Ela tira Pop da bolsa e caminha até Mia lhe entregando.
—Ele é lindo, qual o nome dele?
—Pop. —Falo calmamente. —Ei, o que vocês acham de sentarmos um pouco? Nós podemos nos apresentar, já que seu irmão, educadamente caiu fora.
—Vem, vamos sentar aqui. —Mia diz segurando a mão de Maria que parece gostar. Caminhamos todos até o centro da sala, Elliot joga as almofadas no chão e senta com Mia que logo acolhe Maria e Pop em seus braços. Sento-me e ajeito Lana em meus braços, e minhas irmãs se aconchegam ao meu lado.
—Então, Mia, Elliot, essas são minhas irmãs. Katherine, Emma, Sophie e Luiza. —Digo apontando cada uma. —A Maria vocês já conheceram e o Pop também, e essa bebê aqui é a Lana.
—Vocês são uma família bem grande. —Mia diz empolgada. —Nós... somos só nós mesmo. O Christian não é muito legal conosco.
—Ele não é nada legal. —Elliot diz com um olhar magoada. —Desde que nossos pais morreram, ele é uma pessoa horrível.
—Ah, não fale assim. —Murmuro.
—Mas é. —Mia diz encolhendo os ombros.
—Mas a Ana é tão boazinha. —Sophie diz me olhando. —Agora ela também é de vocês, e ela faz ótimas panquecas em formato de ursinhos. São super gostosas.
—E ela também nos conta história. —Lulu diz sorrindo de forma sapeca. —Eu amo a história do Lorax.
—Ei, eu gostava dessa história. —Elliot diz e Lulu sorri. —Meu pai sempre nos contava quando éramos pequenos.
—A Ana é mandona. —Emma diz rindo.
—Ei, eu não sou não.
—É sim. —Katherine concorda rindo. —Vocês têm regras aqui?
—Não. —Mia diz confusa. —A última regra que eu lembro era sobre não comer biscoitos antes das refeições. Eu tinha dez anos.
—Ah, não fiquem tristes, se o problema é regra, a Ana tem um monte. —Lulu diz levantando as mãos exageradamente.
—Isso parece divertido. —Elliot sussurra.
Passamos cerca de duas horas conversando, para nos conhecer melhor; nesse pouco tempo posso notar a falta de amor entre Christian e as crianças, é claro, Mia e Elliot se amam e isso é muito evidente, mas quando eles falam sobre o irmão parece tão doloroso quanto a morte dos pais. Eu sei que sou só uma estranha, mas eu vou dar o meu melhor para eles, tudo que eles precisam é amor, e amor nós temos de sobra.
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—Ana, isso está ótimo. —Elliot diz enquanto come o macarrão que eu acabei de fazer.
—Está mesmo, eu nem me lembro quando comi algo tão bom. —Mia diz.
—Obrigada. Vocês são muito gentis. —Digo sorrindo e me sento ao lado Maria e Lulu para ajuda-las a cortar a carne.
—A Lana já dormiu? —Mia pergunta. —Ela é tão fofinha, com todas aquelas tiaras.
—Dormiu sim, mas logo ela acorda. Ela está agitada pela mudança. E com cólica. —Murmuro cansada.
Suspiro pesadamente e olho no celular, vendo que já são quase sete horas.
—Meninas, está na hora do dever. —Digo vendo que todas já estão terminando de comer. —Vocês vão fazer a lição, tomar banho, escovar os dentes e ir direto para cama.
—Mas... não é nem sete horas. —Mia diz confusa.
—Isso vale para você também, Mia, e nem comece a rir, Elliot, vá já arrumar aquele quarto.
—Eu? —Elliot diz incrédulo. —Por quê? E a empregada?
—Você não precisa de uma empregada para bagunçar, pode arrumar sozinho também, agora saiam da minha frente todos vocês.
As meninas se levantam rindo e começam a retirar seus pretos, o que Elliot e Mia não fazem, encaro-os semicerrando os olhos e logos eles entendem o recado, ainda me olhando incrédulos eles saem da cozinha junto com minhas meninas. Continuo sentada na mesa... sozinha até as sete horas, e nesse meio tempo começo a pensar como tudo aqui é diferente, até mesmo com Elliot e Mia, mas... eu preciso me adaptar a isso.
Algo me vem à cabeça também, Christian ainda pensa que Maria e Lana são minhas irmãs, não sei porque motivos, mas do jeito que ele é, imagino que saiba que só faz cinco meses que minha mãe morreu, e não seis anos como as meninas pensam. Eu deveria dizer a verdade, e não há um dia que não pense sobre isso. Mas elas já passaram por tantas coisas ruins, eu jurei a papai que não ia contar a verdade a elas. E eu não vou. Elas não têm que passar por isso. Nunca.
—Sonhando acordada, Anastásia? —A voz de Christian ecoa na minha cabeça e logo meus pensamentos se dissipam.
—Acabou de virar um péssimo pesadelo. —Digo calmamente batendo os cílios. Levanto-me e caminho até o armário de pratos, pego um e coloco o jantar de Christian enquanto ele fica me olhando sem entender. Coloco o prato sobre a mesa e o encaro. —Bom apetite Sr. Grey, senão se importa, eu preciso olhar as crianças.
—Você não precisa fazer isso, eu posso comer fora. —Christian fala me parando.
—Não, quem não precisa aqui é você. —Murmuro soltando-me. —Já que eu não vou poder trabalhar, ao menos posso cuidar da casa, isso não vai me matar. Agora, com licença Senhor Grey.
Saio da cozinha e sigo para o meu novo quarto. Sento-me na cama olhando tudo em volta. É tão... estranha e desconfortante estar aqui. Eu adorei Mia e Elliot, e fico feliz que as meninas tenham mais espaço, mas aquela era a nossa casa. Infelizmente eu não sou uma criança, e sei que chorar e tentar correr não irá resolver as coisas, mas ainda é tão fora do comum, estar com alguém que você acabou de conhecer, e não estar realmente.
Olho para o berço vazia e percebo a presença dele só agora.
Christian é tão absurdamente frio, mas por algum motivo eu ainda consigo enxergar algo bom nele. Por mais que até mesmo seus irmãos achem um monstro. E a quem eu estou querendo enganar? Eu mandei as crianças para a cama as sete porque ele se incomoda com a presença delas, isso é horrível. Eu sou a pior irmã e mãe do mundo, eu sei disso.
Ouço uma leve batida na porta e logo Elliot entra com Lana em seus braços.
—Oi. —Murmuro sorrindo para eles. —Venha aqui.
—Ela chorou e eu resolvi trazê-la. —Elliot diz se aproximando e senta ao meu lado entregando-me Lana.
—Tudo bem. Obrigada. —Digo aconchegado minha filha.
—Anastásia, você seria sincera comigo? —Encaro Elliot sem entender.
—Claro que sim. O que você precisa?
—Você... você e o Christian, é mentira, não é?
—Não. —Minto começando a ficar nervosa. —Eu realmente amo seu irmão, Elliot.
—Não, não ama, você não precisa mentir para mim. —Elliot diz suspirando. —Eu não vou contar as meninas, seria doloroso eu sei. Elas te admiram muito, mas isso não me impede de saber a verdade.
—Verdade?
—Sim, você é boa, você é o tipo de pessoa que faz tudo por quem ama, e, meu irmão é o tipo de pessoa que se aproveita de pessoas assim. A Lulu estava comigo hoje na hora da lição, e ele me contou porque vocês vieram para cá. Sua avó morreu, você perdeu o emprego e vocês também foram despejadas.
—Elliot... não me entenda mal, por favor, eu precisava disso...
—Eu não te entendo mal, nem te acho interesseira ou coisa do tipo. —Elliot diz sorrindo ele se levanta e me encara. —Ele não gosta de você, Ana, nem vai gostar, ele nem sequer notou que a Maria e a Lana são suas filhas, e não irmãs.
—Como você sabe disso? —Pergunto apavorada.
—A Lulu tem oito anos, seus pais morreram a sete, e a Maria pelo visto acabou de fazer seis, ela tem seus olhos, a Lana também, e você tem cheiro de leite materno. —Elliot diz me fazendo rir envergonhada. —Eu não vou contar a ninguém, não se preocupe.
—Obrigada, Elliot, é bom ter um amigo. —Sussurro sorrindo. Ele balança a cabeça e caminha até a porta, mas para e me encara.
—Sabe Ana, apesar de você estar aqui por motivos ruins, é bom ter alguém que se pareça com uma mãe. Obrigada por ter vindo.
Elliot sai do quarto deixando-me com um sorriso bobo, por algum motivo me lembro de quando eu era criança e vivia pedindo um irmãozinho para os meus pais. Acho que acabei de ganhar um. Elliot parece tanto com Christian, ele tem até o mesmo olhar duro, mas ele tem algo que o irmão mais velho não tem, amor. Muito amor.
—Ei bonequinha, vamos ver como suas tias estão? —Falo com Lana que me olha sorrindo. Coloco minha mão sobre o seio sentindo que está cheio. —Depois a mamãe vai te amamentar, certo?
Lana sorri e se recosta contra meu peito, dou um cheirinho na sua cabecinha e ela gargalha. Ela adora quando faço isso. Abraço minha bonequinha de forma apertada e começo a dar beijinhos enquanto ela gargalha toda feliz. Como alguém poderia não querer estar perto dela? Ela é a coisa mais lindo do mundo. O pai dela já foi um idiota, e Christian então? Tem tantas pessoas boas ao lado e só vê escuridão. Mas eu não acho que ele está realmente no fundo do poço, porque quando você está no fundo do poço você percebe que só tem uma direção a seguir, e é para cima. Todos passamos por coisas ruins, mas ele é mais dramático.
Deixo meus pensamentos de lado e decido ir ver logo as meninas. Passo primeiro no quarto de Mia, bato na porta e ela diz um entre bem empolgado.
—Lana. —Mia diz sorrindo e pelo visto Lana a adorou já que não para de sorrir para ela. —Ana, oi.
—Oi, querida, você precisa de algo?
—Não. —Mia fala calmamente e noto que ela já está de pijama.
—Certo. Fez o dever?
—Sim.
—Tomou banho e escovou os dentes?
—Sim. —Mia sorri e parece empolgada.
—O que você acha, Lana? Ela merece um beijinho de boa noite? —Lana ri e estica os bracinhos para Mia. —Sortudo.
Caminho até Mia e ela deita na cama, puxo suas cobertas e ajeito enquanto seguro Lana. Abaixo-me um pouco e dou um beijo na testa de Mia, depois deixo ela dar um beijo em Lana.
—Ana, eu estou feliz que você está aqui. —Mia sussurra pegando um livro no criado-mudo. Afago seus cabelos e sorrio.
—Eu também estou feliz por estar aqui. Boa noite, querida.
—Boa noite, Ana e Lana.
Caminho até a porta e apago as luzes deixando apenas a da cabeceira acesa para Mia ler, sorrio para ela e saio do quarto fechando a porta. O próximo quarto é o que Katherine, entro e a vejo já de camisola, ela está sentada na cama segurando sua boneca, a última que papai lhe deu.
—Princesa, você achou sua boneca. —Murmuro me aproximando, abaixo-me e ponho Lana no chão para ela engatinhar um pouco.
—Sim, estava no sótão. —Katherine diz sorrindo com algumas lágrimas presas.
—Como você está? Gostou do novo quarto?
—Sim, é lindo. —Ela murmura olhando em volta. —Obrigada Ana, eu sei que você sempre faz o melhor para nós.
—Sempre meu amor. —Sussurro dando um beijo em sua testa. —Você fez o seu dever?
—Sim, eu já tomei banho e escovei os dentes também.
—Certo. —Sussurro tentando não chorar. —Precisa de algo antes de dormir?
—Não, eu estou bem. Será que eu posso ler um pouco antes de dormir?
—Claro que pode. —Sussurro abraçando-a. —Boa noite, querida.
—Boa noite, Ana. Eu amo você.
—E eu amo você.
Cubro minha irmã depois de lhe entregar seu livro favorito e deixar outros no criado-mudo, apago as luzes deixando apenas uma acesa, saído do quarto com Lana e entro no quarto da frente, de Emma, eu acho. Eu já estou confusa.
—Ana. —Emma diz saindo do banheiro escovando seus cabelos. —Oi Lana.
—Oi, Emma, está confortável? —Pergunto e ela sorri balançando a cabeça.
—Eu amei o novo quarto, é estranho não o dividir mais com a Sosô e a Lulu, mas eu pude estudar em paz. —Emma caminha até a cama e puxa sua coberta.
—É mesmo? —Digo sorrindo enquanto vou lhe dar um beijo. —Eu estou feliz que tenha gostado, se você precisar de algo...
—Eu sei. Eu estou bem, Ana, mesmo.
Olho para Emma e sorrio, às vezes ela é tão madura, de todas nós, ela sempre foi a mais compreensível. Ela ama passar horas e horas estudando, ela sempre cuida das mais novas, e é minha melhor ouvinte, nós conversamos tanto, se bem que nos últimos dias eu mantive distância, mas ela ainda sim é minha melhor conselheira.
—Eu amo você, pequena.
—Eu também amo você, Ana, e amo você Lana.
Dou um beijo nela e saio do quarto indo ver Sophie, ela já está dormindo, tranquilamente abraçada a um travesseiro. Ajeito suas cobertas e fico alguns minutos olhando-a. De todas, Sophie é sem dúvida a mais parecida comigo. Quando eu tinha a idade dela amava usar bonés e jogar futebol, eu era louca por tudo isso, e ela é igualzinha... só extremamente mais sensível e chorona. Ela ama implicar com Katherine e usar suas coisas, mas no fim sempre sai chorando por Katherine brigar com ela, no fundo eu acho que ela só quer ser como a irmã.
Entro no quarto de Luiza e semicerro os olhos ao vê-la pulando na cama, ela me olha e gargalha caindo sentada sobre a cama.
—Posso entrar? Ou você já montou alguma armadilha?
—Ainda não. —Lulu diz rindo de forma sapeca.
Essa menina é a mais sapeca do mundo. Ela ama fazer pegadinhas com as bolsas, ama montar pequenas armadilhas, como o dia que encheu o secador de Katherine de talco, ou quando pintou os cabelos de Emma de azul, Emma realmente odeia azul. Ela não pode ter só oito anos e saber sobre tudo isso. A única que escapa das suas brincadeiras é Maria, Luiza superprotege Maria.
—Ei, posso pedir algo?
—Sim. —Lulu murmura estendendo os braços e eu lhe entrego Lana.
—Vamos tentar não montar armadilhas, ok? E pegadinhas também não.
—Por que não? —Lulu pergunta fazendo beicinho.
—Lu, é a nossa nova casa, e tem o Christian.
—Ele me dá medo.
—Você não precisa ter medo dele. —Digo me sentando ao seu lado. —Por favor, nada de pegadinha por enquanto.
—Tudo bem, Ana.
—Obrigada, monstrinha. Durma certo?
—Certo.
Pego Lana e dou um beijo em Luiza, depois saio do quarto apagando as luzes. Bato no quarto de Elliot e pergunto se ele precisa de algo, ele diz que não. Fico feliz ao ver seu quarto arrumado, mas tenho que lhe dar um branco para ir escovar os dentes logo e largar o computador, depois disso vou ver minha Maria.
—Oi princesa. —Coloco Lana no chão e fecho a porta do quarto de Maria, ela está sentada na cama, com um lápis e um caderno na mão, aproximo-me e sento ao seu lado. —O que é? —Maria levanta o caderno e eu me surpreendo ao ver metade de um rosto já desenhada, metade do rosto de Christian. —Você gostou dele?
Maria encolhe os ombros e coloca o caderno e o lápis em cima do criado-mudo. Ajeito suas cobertas e me debruço um pouco sobre ela.
—Você está confortável? Está tudo bem? —Maria balança a cabeça sorrindo e olha para Lana que sorri apaixonada pela irmã. Lana começa a engatinhar em nossa direção e gunguna dando gritinhos para Maria. —Está vendo, ela ama você, você ama ela?
Maria ri e balança a cabeça, pego Lana e coloco deitada ao lado da irmã.
—E a mamãe, você ama? —Pergunto e minha Maria sorri amplamente balançando a cabeça. —Eu também te amo, querida, para sempre.
Fico com Maria até ela dormir, e pego Lana colocando Pop ao lado da minha primogênita. Acendo o abajur e saio do quarto fechando a porta. Logo estou no meu quarto, amamentando Lana enquanto ela brinca com as próprias mãozinhas. Não sei ao certo explicar o que sinto toda vez que estou nesse processo com ela. Na verdade, a conexão entre mãe e bebê não pode ser explicada. Eu amo tanto minha bebê.
Depois que Lana dorme, eu a deixo do meu lado, mas quando são por cerca de duas da manhã eu tenho que leva-la para o berço, já que Sophie, Lulu e Maria não conseguiram dormir direito, e como de costume elas vem pra minha cama, e depois é Katherine e Emma que vem, a sorte é que a cama é bem grande, e eu posso aconchegar todas, somente assim eu pego no sono, ao lado dessas pessoas por quem eu moveria o mundo todo.
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