Amor Por Aluguel
3 ღ Um Lar Em Pedaços Regado Pelo Amor ღ
Notas iniciais
Anastásia Steele
Entro em casa, com o rosto repleto de lágrimas, caminho até a cozinha para tentar sentir a presença da minha avó, mas... parece que a cada mais ela se desfaz um pouco. Puxo a cadeira e me sento, repousando o envelope com o dinheiro de trabalho dentro. Katherine entra na cozinha e me olha preocupada. Eu quero sorrir e dizer que tudo vai ficar bem, mas na verdade eu não sei. Eu não sei o que vai acontecer.
—Você... chegou mais cedo? —Katherine pergunta.
—Não. —Murmuro levantando o envelope. —Eu fui demitida.
—Não... —Katherine sussurra. —Não. Não pode ser. O que nós vamos fazer agora?
—Nós temos que sair daqui.
—E para onde nós vamos? Nós não podemos sair daqui, é a nossa casa, Ana. A casa dos nossos pais.
—Eu sei... e sinto muito, mas não há o que fazer.
—E para onde nós vamos?
—Eu... —Paro um pouco e, eu sei que não tenho mais saídas. —Kate, onde a Maria está?
—Com o Pop. —Katherine murmura.
—Vá se arrumar para o colégio, certo? Ajude as meninas também.
Levanto-me e corro até o andar de cima, entro no meu quarto e vejo Lana dormindo no berço e Maria brincando na cama com Pop.
—Maria, oi filha. —Sussurro e ela sorri. —Como você está, bem?
Maria balança a cabeça e sorri, ela levanta a mão e acaricia meu rosto, depois se levanta um pouco dando um beijinho na ponta do meu nariz.
—Filha, você lembra do Sr. Grey? Aquele que veio aqui aquele dia. —Sussurro e ela balança a cabeça, tentando parecer indiferente. —Então meu amorzinho, eu preciso do cartão, com o número dele, está com você, não está?
Maria me olha e balança a cabeça rapidamente, negando, mas se não me engano eu a vi com o cartão pouco depois de conversar com a minha avó, e essa menina tem esse costume, ela adora pegar coisas e guardar, principalmente coisas que ela julga importante.
—Vamos lá, Maria, a mamãe precisa disso, é importante. Por favor. —Implora e ela fica parada por alguns segundos me olhando, ela se levanta e caminha até a gaveta, tirando o cartão de dentro. Pego de sua mão e sorrio. —Obrigada, querida. Precisa de ajuda para ir ao colégio?
Ela balança a cabeça e sorri, dou um beijo na sua testa e saio do quarto. Passo no outro quarto para ter certeza que todas já estão se arrumando, depois desço para prepara algo para elas comerem. Por volta das sete e meia Katherine desce, ela come rapidamente e corre para o colégio, depois é a vez das mais novas. Emma, Sophie, Lulu e Maria. Dou algo para elas comerem e depois as levo até a porta, para esperar o ônibus da escola.
Quando as meninas já foram eu vou ver Lana que já está acordada. Pego minha filha e deito-me com ela para amamenta-la, e enquanto o faço, fico imaginando o quanto sou sortuda por ter uma filha tão linda, aliás, duas. Maria e Lana são meus maiores tesouros, não só elas, mas minhas irmãs também. Eu faço qualquer coisa por elas. Qualquer coisa.
ღღღღ
Suspiro nervosamente enquanto caminho até a porta. Abro a porta e me deparo com ele novamente, agora a meu pedido. Sua presença ainda me dá raiva, confesso, mas pelo visto ele é minha única opção.
—Posso entrar, Srta. Steele? —Ele pergunta arqueando sua sobrancelha.
—Infelizmente... pode. —Murmuro e ele balança a cabeça negativamente, dou espaço e ele entra, olhando em volta como da outra vez.
—Você disse que está pronta para os meus termos, Srta. Steele. —Murmura enquanto anda pela antessala. —Pensei que eu não era uma opção.
—Infelizmente você se tornou.
—Você não parece muito contente com isso, Srta. Steele. Eu estou te ajudando.
—Não, eu não estou. Casar com você para viver de aparência não é algo que eu pensaria. Nem nos meus piores pesadelos. —Cruzo os braços e encosto na porta.
—Você quer que eu vá embora, então?
—Ah, Sr. Grey, eu não caio em joguinhos. Eu sei que você também precisa de mim, por isso está aqui. —Murmuro sorrindo falsamente e ele me olha surpreso. —Quanto você está ganhando por esse casamento?
—Você acha que estou ganhando algo?
—Eu tenho certeza disso. —Murmuro. —Me pare se eu estiver errada. Olha que boa matéria e boa imagem você teria. Empresário mais famoso da América se apaixona por jovem com seis irmãs e a pede em casamento. Jovem desempregada e com ordem de despejo se casa com Empresário famoso. Imagina quando negócios novos. Quantas portas vão abrir para você, Sr. Grey.
—Você é uma garota esperta. —Ele murmura sorrindo maliciosamente. —Isso é boa, você entende minha parte, então?
—Sim, Sr. Grey. Você quer um contrato, sem sentimentos, sem nada. Eu só tenho que ficar ao seu lado. Mas agora é a sua vez de ouvir o meu lado, e aceitar os meus termos, nós temos um contrato a ser discutido.
—Certo, Srta. Steele, vamos discutir!
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Sirvo uma xícara de chá para o Sr. Grey e me sento do lado direito da mesa, enquanto ele toma o acento principal. Ele abre sua pasta e tira um Macbook de lá. Encaro-o até ele provar o chá e fechar os olhos saboreando.
—Isso é está bom. —Diz com estranheza.
—Claro. —Murmuro confusa. —Quer começar?
—Claro. —Ele diz tomando sua postura fria.
—Me diga o que eu tenho que fazer ao aceitar seu... ‘contrato’. —Murmuro fazendo aspas no ar.
—A primeira coisa que nós faremos é uma falsa notícia.
—Falsa notícia, como assim? —Pergunto confusa.
—Eu sei que sua irmã estuda no mesmo colégio que a minha.
—Sim, isso é evidente, Sr. Grey. —Arqueio a sobrancelha e coloco as mãos sobre a mesa, com os dedos entrelaçados.
—Bom... o que nós temos que fazer é ser vistos juntos, o colégio é um bom lugar.
—E quando será isso?
—Amanhã mesmo. Você deve levar sua irmã ao colégio, o resto eu improviso. —Ele murmura com um olhar malicioso, e nem quero saber o que ele está pensando. —E depois?
—Essa é parte mais interessante Srta. Steele. —Ele murmura sorrindo debochadamente, e isso está começando a me incomodar. —Você irá morar comigo, aliás, vocês.
—Certo, que relacionamento precoce.
—Não será. Minha agente irá dar uma entrevista. Ela irá falar que nós já estamos juntos há cerca de um ano, e que você só veio a público graças ao nosso casamento, que irá ocorrer dentro de um mês.
—Isso soa tão frio quanto você. —Sussurro me debruçando um pouco sobre a mesa. —Certo, e quem foi que te deu todas essas ideias.
—Isso não é da sua conta. —Rosna parecendo sem paciência.
—Na verdade, é sim.
—Foi uma miga, antes dela meu advogado. Ela concordou, achou que seria bom, e eles têm razão.
—Ótimos amigos você tem. —Sussurro franzindo o nariz e isso parece diverti-lo.
—Você não tem uma trava na língua?
—Não, nenhuma, nasci com defeito. —Sussurro sorrindo. —Ótimo, deixe-me ver se entendi. Eu vou a público amanhã, como a noiva de Christian Grey, qualquer um que me perguntar deverá saber que nós estamos juntos a cerca de um ano.
—Certo.
—Mas e nossos irmãos? Eles vão ficar curiosos.
—Isso não é assunto para eles.
—Claro que não. —Digo revirando os olhos e ele me fuzila. —Mais alguma coisa a acrescentar?
—Sim, amanhã vocês terão o auxílio que precisarem para se mudar para lá. Uma pessoa virá mais tarde, falar com as meninas, elas podem decorar o quarto delas como quiserem, e você... você ficará no quarto ao lado do meu.
—Ah, ainda bem, que tortura seria dividir um quarto com Christian Grey. —Digo colocando a mão sobre o peito com falso drama e isso parece irritá-lo mais. —Certo, e como vai ser? Você tem dois irmãos, eu tenho as minhas. Explica isso.
—Sobre isso. —Ele suspira pesadamente, parecendo um homem sem paciência alguma. —Eu não lido com meus irmãos, eles sabem se virar. Eu odeio bagunças de manhã ou à noite. Então eu saio antes delas acordarem, e quando eu volto, por volta das sete, eu quero elas já em seus quartos.
Fico tão horrorizada com o que acabei de ouvir que as palavras não surgem mais. Ele... não, ele não pode ser tão frio a ponto de falar assim sobre os próprios irmãos. São apenas crianças. Isso é ridículo.
—Isso está bom para você?
—Isso está frio, como você. —Murmuro com incredulidade. —Mas eu não tenho escolhas, então vai ser do seu jeito, Sr. Grey, mas eu tenho umas coisinhas a dizer.
—Diga.
—Não ouse, nunca, jamais na sua vida, levantar a voz ou a mão para qualquer uma das crianças, e isso inclui meus irmãos. Eu não sou uma boneca que você vai usar quando quiser, eu tenho dias ruins, e eu quero meu espaço, não grite comigo achando que eu vou fazer o que você quer, porque com certeza eu não vou. Eu sei que você é importante, e eu não estou nem aí para isso, eu só saio com você se eu estiver bem com isso, ouviu?
—Você está exigindo muito para quem não tem escolhas.
—Quem disse que eu não tenho? Eu tenho e muitas. Você decide, Sr. Grey.
—Certo. —Ele diz frustrado.
—E o que eu ganho com tudo isso?
—Quando eu já tiver algumas coisas, eu vou te dar 10 milhões de reais, isso será o suficiente para você recomeçar longe de todos.
—Uau. Você é exageradamente maluco.
—Eu posso. Te vejo amanhã então, aliás, não me chame de Sr. Grey mais, nós vamos ser um casal, não é?
—Tudo bem, então, querido. —Sussurro de forma docemente falsa e Christian me olha confuso, ele balança a cabeça e se levanta saindo da cozinha.
Sorrio mesmo incrédula e me aconchego a cadeira pensando nas formas mais divertidas de irritá-lo. Se vai ser da pior forma, ao menos eu tenho que me divertir.
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Olho no relógio e suspiro ao ver que já são cinco horas. Deixo Lana no berço e vou para o andar de baixo, e no topo da escada já posso ver as meninas entrarem correndo. Maria corre imediatamente até o primeiro degrau, aonde Pop repousa e o pega sufocando-o em um abraço.
—Meninas, que bom que chegarem. —Murmuro descendo e as cinco me olham desconfiadas. —Katherine, Emma, Sophie, Luiza e Maria, nós temos que conversar.
—O que houve? —Emma pergunta colocando a bolsa no cabideiro. Desço todos os degraus e me sento no último, rapidamente todas se sentam no chão a minha frente.
—Vocês sabem que a situação não é muito boa, não é mesmo? Mas... eu consegui um lugar para ficarmos.
—Onde? —Sophie pregunta surpresa.
—Vocês lembram do Sr. Grey? Aquele que veio aqui aquele dia.
—O irmão da Mia? —Katherine pergunta e eu balanço a cabeça.
—Bom... eu sei que eu deveria ter contado antes. —Começo a falar e já me sinto culpada por estar mentindo para elas. —Mas nós já estamos juntos há algum tempo e...
—O que? —As quatro mais velhas gritam enquanto Maria me olha confusa.
—Há quanto tempo? —Luiza pergunta.
—Cerca de um ano... —Murmuro tentando soar convincente.
—A vovó sabia disso? —Katherine pergunta.
—Sabia.
—E por que você não nos contou? Era por isso que você ficava até tarde fora.
Eu realmente não quero mentir mais. Eu ficava fora até tarde trabalhando, para conseguir remédios para vovó, mas eu tenho que fazer isso, pelo bem delas.
—Era. —Murmuro esfregando o rosto com as mãos.
—Isso não é justo, nós não escondemos nada uma das outras. —Emma diz chateada. Ela se levanta e começa a andar de um lado para o outro. —Nós vamos morar com ele, é isso?
—Sim. —Suspiro.
—Mas nós nem o conhecemos. —Sophie diz assustada. —E se ele não gostar da gente?
—Ele não precisa gostar... vocês são ótimas. Vocês mal vão vê-los. —Sussurro tentando não chorar.
—Você gosta dele? —Katherine pergunta olhando no fundo dos meus olhos.
—Sim. Claro. —Sussurro depois de prender o ar por segundos.
—Quando nós vamos? —Katherine pergunta depois de segundos, e o silêncio entre as mais novas estabelece.
Nós temos algo muito... diferente. Quando eu tomo uma decisão em um momento ruim, todas entendem, e não questionam, elas aceitam da melhor forma. E quando parece que eu estou decidindo errado, Katherine diz o que fazer, e novamente as mais novas aceitam.
Eu não queria estar mentindo, principalmente sobre gostar de Christian, mas isso precisa ser feito, eu jamais deixaria minhas irmãs sofrerem sem um lar, ou longe de mim.
—Amanhã... —Sussurro. —Vocês... vocês vão ter um quarto só para vocês, cada uma, e vão poder decorar como quiser, e... vocês vão poder estudar na mesma escola.
—Tudo bem, Ana, é o melhor para todas nós, não é? —Katherine pergunta com os olhos marejados.
—É sim. —Digo tentando prender as lágrimas.
—Meninas. —Katherine diz sorrindo. —Vamos, vamos arrumar nossas coisas.
Emma se levanta e ajuda Sophie e Lulu, as três se aproximam e vem me abraçar, depois sobem as escadas vagarosamente. Katherine se aproxima e me abraça, ela acaricia meu rosto depois de se afastar e dá um beijo na minha testa para depois subir as escadas. Olho para Maria e ela sorri com os olhinhos marejados.
—E você, filha? Vai gostar da nova casa? —Pergunto e ela balança a cabeça tentando sorrir. Puxo-a para os meus braços onde ela se aconchega. —Eu vou cuidar de vocês, meu amor, eu prometo.
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No dia seguinte...
Bato na porta e entro no quarto. Katherine está sentada na cama segurando uma foto dos nossos pais. Aproximo-me e sento ao seu lado. Ela sorri para mim e deixa a cabeça no meu ombro.
—Você sente falta deles, não sente?
—Claro que sim. —Murmuro tentando conter as lágrimas. —Mais que tudo.
—Eles não eram pessoas más.
—Não ligue tanto para o que os outros dizem, ok? Nossos pais eram ótimas pessoas. —Afago os cabelos da minha irmã enquanto ela abraça a foto de nossos pais. —Você arrumou tudo?
—Sim. —Ela diz fungando. —Eu organizei as coisas da Sophie e da Lulu, e a Emma me ajudou.
—Certo. —Sussurro. —Não fique triste, querida, nós seremos muito felizes, mais que tudo.
—Você promete, Ana?
—Prometo. Eu vou fazer o que for preciso para isso acontecer.
—Eu te amo, tanto. Obrigada por ainda estar aqui.
—Eu sempre vou estar. Eu amo você, querida. Nós temos que ir.
Levanto-me e caminho até a porta. Praticamente toda casa está vazia. Nossos móveis irão ser doados, bom... a maioria deles. As crianças insistiram em ficar com algumas coisas, e eu não poderia negar. Fora isso, só estamos levando roupas e brinquedos, entre outras coisas como livros... e essas coisas.
Deixo minha irmã sozinha por alguns minutos, para ela se despedir da casa, desço as escadas e pego Lana do colo de Emma, Christian está nos esperando do lado de fora, quando olho para ele me lembro da cena de hoje mais cedo, no colégio de Katherine e Mia, eu estava lá como ele pediu, então ele desceu do seu carro e se aproximou, então ele simplesmente me abraçou, foi como abraçar uma pedra de gelo. Oh, homem frio!
Um homem desce de uns dos carros que nos aguardam, ele é alto, cabelo raspado e um olhar duro de militar. Ele abre o carro e eu vejo duas cadeirinhas e um espaço vago. Christian me olha e depois encara as quatro mais novas ao meu lado.
—Emma, que tal levar as meninas até o carro? —Sugiro e Emma me olha desconfiada. Ela segura a mão de Sophie e Lulu e vai caminhando até o carro, mas Maria continua parada me encarando, ela se vira e sai correndo e sei que está em busca de Pop.
O olhar furioso de Christian ao ver Pop, me faz perceber que ele não gosta nenhum pouco de gatos, ou de crianças com gatos. Ele se aproxima com os punhos cerrados e os dentes trincados. Maria dá um passo para trás rapidamente e se esconde atrás das minhas pernas.
—Você não me falou sobre um maldito, gato! —Ele vocifera.
—Não diga esse tipo de palavra na frente das crianças. —Murmuro começando a perder a paciência. —E sim, ela tem um gato, e vai continuar tendo.
—Eu não o quero perto de mim. —Christian murmura baixinho.
—Então fique longe dele. —Digo calmamente. —Maria, quer ir para o carro?
Maria me olha e encara Christian, ela balança a cabeça negativamente e abraça as minhas pernas enquanto tenta segurar Pop.
—Ótimo, você acabou de assustá-la! —Exclamo impaciente. Seguro a mão de Maria e com o outro braço seguro Lana firmemente, que ainda está cochilando. Caminho em direção ao carro e logo o homem se aproxima.
—Srta. Steele, eu sou Taylor. —Ele diz formalmente.
—Por favor, Ana.
—Eu não acho que o Sr. Grey aprovaria isso. —Taylor diz se abaixando. —E você mocinha? Posso levar seu gatinho?
Maria abraça Pop firmemente e nega com a cabeça. Taylor sorri balançando a cabeça e se levanta, ele caminha até o porta-malas e pega uma bolsa para gatos, mas logo imagino como ele sabe e Christian não? Ele se aproxima de Maria e abre a bolsa. Minha menina sorri desconfiada, mas aceita por seu gatinho na bolsa, depois o segurança de Christian lhe entrega a bolsa e a ajuda a entrar no carro.
—Srta. Steele, eu vou levar as quatro, você pode ir no carro com Sawyer e as suas outras duas irmãs. —Taylor diz calmamente.
—Obrigada, Taylor. —Murmuro aconchegando Lana. Aproximo-me das meninas e vejo que as quatro estão olhando para casa. Maria, Sophie e Lulu estão no banco de trás, e Emma está na frente.
—Ei, gatinhas, tudo vai ficar bem. —Sussurro sorrindo. —Vocês precisam de algo?
—Nós estamos bem. —Emma sussurra.
—Certo. —Digo sorrindo e me afasto para Taylor fecha a porta.
Viro-me e vejo Katherine saindo da casa com sua mochila pendurada nos ombros e segurando a foto de nossos pais. Ela encara Christian de cima abaixo e por esse fato sei que não foi nenhum pouco com a cara dele. O outro segurança se aproxima, imagino que seja Sawyer, ele me ajuda a pôr Lana no outro carro e depois abre a porta para Katherine.
Olho para Christian e depois encaro a nossa casa... não mais nossa. Eu sei que essa não foi a melhor decisão do mundo, mas foi preciso toma-la, nem todas os caminhos são largos e floridos, as vezes nós precisamos seguir pelo caminho mais difícil. Bem mais difícil.
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Sinto que não estou mais em casa quando entramos pela garagem subterrânea de um edifício, aliás, eu tenho certeza que não estamos. O prédio lá fora estava cercado por jornalistas e fotógrafos, e foi meio impossível entrar.
—Srta. Steele. —Sawyer diz tirando-me de meus devaneios. Desço do carro e com a ajuda dele pego Lana, Katherine desce e olha em volta da garagem, ela parece assustada, e eu nunca a vi assim.
—Está tudo bem, querida? —Pergunto preocupada.
—É só que... nós nunca nos mudamos. —Katherine sussurra e eu entendo seu medo.
—Não fique assim. —Sussurro afagando seus cabelos. —Quer ir ajudar as meninas?
—Claro.
Katherine dá um leve sorri e caminha em direção as irmãs enquanto Christian vem em minha direção, com o mesmo olhar duro e soberbo.
—Preparada para a sua nova vida, Anastásia? —Ele diz olhando-me maliciosamente.
—Mais do que você pensa. —Sussurro batendo os cílios.
ღღღღ
Pop ^^

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