Amor Por Aluguel
18 ღ Sobre o Amor ღ
Notas iniciais
Anastásia Steele
Rolo pela cama, cansada, mas sorrio ao ouvir o choro do meu bebê. Meu Theodore. Dói só de lembrar tudo que eu passei. Eu apenas caí, e então tudo se complicou, eu pensei que iria perdê-lo, mas então meu pequeno guerreiro se manteve ali, forte, lutando a cada hora de distância do hospital. Ele lutou cada segundo, até seu primeiro chorinho. E então ele esteve forte a cada dia mais, e hoje ele está aqui.
Levanto-me com os olhos já marejados, completamente marejados, então eu caminho até o berço e me curvo vendo meu pequeno Christian resmungando no berço, enquanto suga as mãozinhas.
—Ei, Teddy. —Sussurro e meu pequeno procura por mim, até seus olhos me encontrarem; então ele me oferece seu melhor sorriso. —Olá meu amor, não precisa mais chorar, a mamãe está aqui.
Pego meu pequeno guerreiro com todo o cuidado e então o aconchego contra meu peito, ele se aninha, apenas dando alguns resmungos, mas logo se acalmar. Sorrio e acaricio seus cabelos castanhos, caminho devagar até a cama onde me sento ajeitando-o em meus braços, ajeito minha blusa com cuidado e logo ele está mamando, com muita fome.
—Você é tão lindo, filho, meu filho. Meu homenzinho. —Sussurro emotiva. —A mamãe ama tanto você.
—Mamãe?
Levanto a cabeça e olho para a porta vendo Maria e Lana. Elas sorriem todas descabelas e eu simplesmente explodo de amor. Faço um gesto com o dedo e elas se aproximam na pontinha do pé até chegarem a cama. Maria ajuda a irmã a subir e depois para na frente de Teddy.
—Meu mamá. —Lana diz de forma possessiva.
—Você já passou dessa fase. —Sussurro e ela sorri dando de ombros. —Agora você tem seu copinho, você gosta do copinho?
—Sim, mamãe. —Lana diz sorrindo amplamente. Sorrio e aproximo meu rosto do seu, dando um beijo no seu nariz.
—Oi Teddy... —Maria sussurra e Teddy para de mamar para olhar a irmã, ele sorri na hora, é claro. —Essa é sua primeira noite aqui, sabia?
—Acho que ele gosta de você. —Murmuro e Maria revira os olhos.
—É claro que ele gosta de mim, por que mais ele não gostaria? —Maria diz de forma convencida e eu tenho que me segurar para não gargalhar. —Mamãe, eu posso contar histórias para o Theodore?
—Que tipo de histórias? —Pergunto e ela sorri olhando para Lana.
—Papai! —Lana grita assustando Teddy, mas ele apenas dá uma risada e volta a mamar tranquilamente.
—O Teddy não conhece o papai. —Sussurro. —Então ele não vai entender suas histórias.
—É claro que ele conhece, ele chutava para o papai, só para o papai.
—Mas ele ainda estava na minha barriga.
—Isso não muda nada, eu aposto que quando ele conhecer o papai, ele vai saber.
—Certo. —Murmuro revirando os olhos. —Andem, subam na cama.
Maria sorri e corre para cima da cama, ela se ajeita com Lana e eu, cuidadosamente, colo Theodore entre as suas irmãs, irmãs que pelo visto estão babando no homenzinho. Maria sorri para Teddy antes de se curvar e tocar seu nariz no dele, ele parece gostar, então ela se afasta e começar a falar sobre Christian, e como eu nunca vi antes, uma criança de três meses, está completamente preso e atento as palavras da irmã mais velha, e ele não perde nada, absolutamente nada.
Por momentos, enquanto observo os três, acho que Maria tem muita razão, Theodore sabe quem é seu pai, e ele gosta de ouvir sobre ele, gosta muito. Eu só me pergunto por que Christian desistiria de Teddy, ele insistiu tanto em querer estar perto do filho, então agora ele não está aqui. Ele deveria estar. Deveria passar por isso, mas... eu simplesmente não sei o que houve.
Deixo os pensamentos de lado quando percebo que minhas crianças dormiram, um ajeitadinho do lado do outro, sorrio e me deito, mas não durmo, fico por horas observando os meus amores, minhas crianças, meus bebês.
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Ajeito Theodore em seu berço e acaricio seu rostinho redondo, ele sorri, mesmo dormindo, e isso só me faz ser uma mãe mais babona. Cubro-lhe e acendo seu abajur, então saio do quarto deixando-o dormir. Entro na sala e sorrio para Júlia, a babá das meninas, a única que tem coragem para cuidar delas na verdade.
—Juh, obrigada por vir. —Digo sorrindo. —A Emma está lá em cima, com o violino, então ela deve ficar lá até umas duas horas, ou três. A Sophie está no futebol, e a Lulu no boxe, elas vão chegar por volta das duas e meia, a Maria está no balé, e a Emma normalmente vai busca-la, é bem pertinho, as outras duas vem com no ônibus escolar, você precisa recebe-las lá na porta. Eu vou levar a Katherine e a Lana, o homenzinho está no berço, há leite para ele e...
—Tudo bem, Srta. Steele. —Julia diz e eu acabo rindo. —Não se preocupe, eu vou cuidar bem deles, e eu posso ir buscar a Maria, sem problema algum.
—Certo... eu não sei que horas eu vou voltar... eu estarei em Seattle. —Murmuro nervosamente. —Mas... qualquer coisa, por favor...
—Eu te ligo. —Julia diz sorrindo e eu balanço a cabeça.
—Ele adora conversar, principalmente ouvir a Maria. —Murmuro pegando Lana.
—Certo. —Julia diz rindo.
—Ana, estou pronta. —Katherine diz descendo as escadas. —Oi Juh.
—Oi Kate. —Julia sussurra sorrindo.
—Vamos então. —Murmuro nervosamente. —Seja o que Deus quiser.
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Estaciono o carro e olho no relógio vendo que já são duas da tarte. Uau! Realmente demoramos, mas aqui estamos... Seattle, depois de meses. Katherine desce do carro sem cerimônia, ela abre a porta de trás e tira Lana que já está sorrindo à toa. Respiro fundo e desço do carro, recebendo um olhar engraçado da minha irmã.
—O que foi? —Pergunto e ela ri.
—Você está apavorada, mesmo sabendo que o Christian não frequenta shopping. —Katherine diz e eu acabo rindo.
—Eu sei... —Murmuro e ela balança a cabeça antes de colocar Lana no chão.
—Por que aqui?
—Lá não há muitos shoppings. —Sussurro enquanto começamos a caminhar. —E você sempre gostou de comprar roupas aqui.
—Eu sei, mas... sei lá. —Katherine diz encolhendo os ombros. —Aqui nós temos mais chances de sermos vistas... por paparazzo.
—É, mas nós não podemos nos esconder para sempre, você sabe.
—Sim... —Kate sussurra e depois suspira.
Quando entramos no shopping, tudo parece normal, até que praticamente todas as pessoas começam a olhar para nós. Tento não ligar, mas Katherine realmente parece incomodada, mas ela finge não ligar. E nós não deveríamos nos importar. Nós não temos mais nada a ver com Christian. Bem... só nossos filhos.
Saio dos meus devaneios quando percebo que as pessoas não estavam nos olhando por causa de Christian, e sim porque Lana está andando acenando para todos desde a hora que entrando, não só acenando como distribuindo abraços. Katherine me olha e gargalha, enquanto Lana vai na frente acenando para as pessoas que estão sorrindo, enquanto eu estou toda boba para essa criança super carinhosa que é a minha filha.
Em algum momento Lana para, ela fica séria e olha para alguém, alguém que está de costas, tenho a leve impressão de conhecer a pessoa, é uma garota, levo alguns segundos, mas me toco quando Katherine dá um grito chamando por Mia. É Mia! E Elliot está ao lado dela. Mia vira e olha incrédula para nós. As pessoas começam a olhar, principalmente quando Kate sai correndo e pula em cima de Mia derrubando-a no chão.
Lana dá alguns gritinhos antes de correr para os braços de Elliot. E eu fico parada, fingindo que não conheço essas crianças meio loucas. Abaixo a cabeça balançando quando me aproximo. Katherine e Mia se levantam rindo, então Mia me olha, ela começa a chorar e corre para me abraçar.
—Ana, eu senti tanto sua falta. —Mia diz entre soluços e eu não aguento as lágrimas.
—Eu também senti a sua. —Sussurro apertando-a.
—Não me deixe mais, Ana, por favor. —Mia implora fazendo meu coração se partir.
—Ei, eu estou aqui. —Sussurro. Seguro seu rosto e olho nos seus olhos, vendo quando dor ela está sentindo. —Me desculpe.
—Eu amo você, Ana, nós precisamos de você. —Mia fala, tentando conter as lágrimas, tudo que eu consigo fazer é abraça-la.
—Mi! —Lana grita do colo de Elliot.
Mia sorri amplamente e me solta para ir pegá-la. É claro que ela lembra de Mia, ela sempre adorou essa garota.
—Nós podemos almoçar juntos. —Katherine sugere animada e eu a encaro.
Espera aí... eu conheço esse olhar. Ah, danadinha, é claro, ela sabia, sabia que eles estariam aqui. Semicerro os olhos e Katherine encolhe os ombros sorrindo, mas eu não posso culpá-la. Eles não têm culpa da minha relação com Christian, eu não deveria tê-los deixado, eles precisam de mim, são apenas crianças.
Suspiro pesadamente, com toda a culpa, e não consigo negar o almoço. Eu estou morrendo de saudade deles.
—Um almoço seria ótimo. —Murmuro encolhendo os ombros e Katherine comemora.
Ela se vira e puxa Mia, as duas vão andando na frente levando Lana, e eu vou atrás com Elliot.
—Como estão as coisas...? —Sussurro. Elliot me olha e balança a cabeça rindo.
—Não muito bem. —Elliot murmura indiferente. —A Mia... ela sofreu muito com a partida de vocês.
—Sério?
—Sim, eu tive que insistir muito para ela sair da cama. Ela esteve passando com um psicólogo, mas ela sente sua falta.
—Elliot... eu...
—Não é sua culpa, Ana, ela não imaginava que fosse tudo mentira.
—Você contou a ela?
—Sim, e ela está com muita raiva de Christian, só por isso aceitou sair hoje.
—Você sabia que eu viria aqui, não é?
—Sim... eu encontrei a Katherine a algum tempo, e nós temos conversado desde então.
—Elliot, eu não queria ter deixado vocês, eu sinto a falta de vocês.
—Nós também sentimos sua falta.
—Ei, que tal... bem, vocês passarem uns dias lá em casa?
—Sério? —Elliot pergunta animado.
—Sim, as meninas iam adorar.
—Claro, vai ser muito legal. —Elliot murmura sorrindo. —Mas... nós vamos ter que contar ao Christian.
—Não tem problema, Elliot, eu não odeio seu irmão. —Digo rindo. —Mesmo que ele não queira saber de nós.
—Como assim?
—Bem, ele... simplesmente não me procurou mais, nem para saber sobre o nosso filho.
—Ana, como assim? —Elliot pergunta confusa, ele para o que me faz parar também.
—Elliot. —Murmuro confusa. —Eu estava grávida, lembra?
—Sim, mas você perdeu o bebê. A médica disse isso ao Christian quando ele foi te ver.
—Ele não foi me ver, e eu... eu apenas tive um parto antecipado. —Murmuro confusa. —O Teddy está ótimo agora.
—É um menino? —Elliot pergunta animado.
—Sim. —Sussurro confusa.
Quando voltamos a andar e chegamos em um dos restaurantes do shopping, eu explico tudo sobre a complicação que tive na gravidez, para Elliot e Mia, e eles me dizem o que sabem de Christian. Eles me contam que Christian foi atrás de mim, um mês depois de voltar de viagem, mas que quando chegou ao hospital onde eu estava, a médica lhe disse que eu havia sofrido um aborto e não o que ocorreu de verdade. Mas por que ele não me procurou? Isso é tão confuso.
Fico conversando com eles, e depois decidimos comprar algumas coisas, ficamos no shopping até umas seis horas, então vamos para a minha casa, e é claro, Katherine vai no carro com Elliot, e Mia no fim decide ir comigo e Lana.
—Sabe... eu acho que a Kate e o Elliot têm alguma cosia. —Mia diz rindo.
—Você só acha? —Pergunto e ela gargalha me fazendo rir.
—Ana... você não vai nos mandar para longe de novo, não é? —Mia pergunta insegura.
—Querida, é claro que não! —Exclamo surpresa. —Vocês sabem que podem vir me ver quando quiserem. Nós ainda somos amigas, e podemos sair.
—Isso vai ser bem legal.
—Vai sim.
—E como estão as coisas?
—Ah, estão bem. Nós estamos numa casa ótima, que minha avó deixou de herança. Ela deixou mais algumas coisas, eu realmente não sabia, mas isso ajudou muito.
—E como as meninas estão?
—Ótimos, você precisa ver a Maria. Ela decidiu falar e ela não parou mais. Ela para o dia tagarelando.
—Ana... é verdade que a Maria... ela é a Mariana?
—Como você sabe disso? —Pergunto nervosamente.
—O Elliot, ele ligou todos os pontos. E você se chama Anastásia Rose, foi só o Christian que não percebeu isso, mas ele não percebeu porque ele nem se importou com essas coisas.
—Mia... é complicado, não culpe tanto o seu irmão.
—Você não sente raiva dele?
—É claro que não. Eu amo o seu irmão, ele estava tão cego pela Rose e a Mariana.
—Você e a Maria.
—Sim. —Suspiro pesadamente. —É complicado, sabe? Quando eu conheci o Christian eu tinha 16 anos, era uma garota super imatura, eu gostava dele, e muito. Mas... eu não sei se o amava, então eu fiquei grávida, e, eu sabia que minha mãe iria enlouquecer, eu aceitei fugir com ele, e tudo aconteceu. Mas eu queria ficar com ele.
—E por que você não disse tudo isso a ele?
—Porque eu achei que ele iria me reconhecer, eu esperei por isso, mas eu não o culpo, eu não sou nada parecida com a Rose.
—Rose? Por que Rose?
—Eu achava Anastásia um nome horrível e esquisito. —Murmuro rindo. —E meu pai gostava de Rose.
—Entendo, mas o que eu não entendo é porque o Christian não te reconheceu, fisicamente.
—Eu acho que sei também. —Sussurro encolhendo os ombros. —Eu tinha cabelos longos, abaixo dos quadris, loiros, completamente loiros, e eu tinha um estilo muito diferente. Adorava preto e lentes... vermelhas.
—Ah, meu Deus! —Mia diz rindo e coloca as mãos sobre o rosto. —Eu não te imagino assim.
—Nem eu. —Digo rindo. —Acho que seu irmão nunca me viu sem as lentes e....
—Ele nunca te viu como você realmente era. —Mia sussurra olhando para a janela.
—Não... é claro que eu fiquei magoada com tudo, sabe? Eu criei tanta expectativa sobre ele me reconhecer, que acabei esquecendo que se eu me visse há sete anos atrás, eu mesma não iria me reconhecer.
—Elliot contou a ele. —Mia sussurra e eu freio com tudo a assustando, mas volto a dirigir em segundos, ainda nervosa. —Mas ele não quer acreditar.
—Ah, meu Deus! Mia! —Exclamo nervosa. —Certo, o que Elliot disse?
—Que ele era cego, era óbvio que você e a Maria, eram a Rose e a Mariana. —Mia murmura. —Mas ele não está bem, nada bem. Desde a conversa com Elena.
—Com Elena? Elena a vadia?
—Essa mesmo. —Mia diz gargalhando. —Ele disse que você estava se aproveitando da morte delas, para tentar convencer Elliot que você era a Rose.
—Eu odeio ela. —Digo entredentes. —E eu tenho muitas fotos com Christian e Maria.
—Você tem?
—Tenho, mas depois resolvemos isso. —Murmuro estacionando em frente à minha casa.
—Uau. —Mia sussurra encantada.
—Vem, as meninas vão amar te ver.
Abro a porta do carro e desço, vendo Katherine e Elliot estacionarem atrás. Mia desce animada, ela abre a porta e ajuda Lana a descer, e a danadinha vai correndo na frente, gritando ‘Malia’. Abro a porta para ela que entra correndo em direção a sala. Olho para Mia e Elliot e coloco o dedo na boca, pedindo silêncio, então entro na sala primeiro, vendo as meninas brincando com a babá e os cachorros. Antes que eu consiga falar, CG e Fifi levantam e começam a latir para a porta.
—O que eles estão fazendo? —Lulu pergunta rindo.
—Eu nem estou fedendo tanto assim. —Elliot diz entrando na sala com Mia e Katherine.
—Elliot! —Lulu grita correndo para os braços dela, no meio do caminho ela já está chorando entre gargalhadas.
—Mia. Mia. Mia! —Sophie grita dando pulinhos e corre para abraçar Mia.
Emma olha os dois, chorando sem conseguir dizer nada. Elliot solta Lulu e olha para ela. Ela sorri e corre para os braços dele, que a tira do chão a rodando pela sala.
—Eu senti tanto sua falta. —Emma diz chorando. Ela olha para Mia e corre para abraça-la também, dando oportunidade para Sophie abraçar Elliot. —O que vocês fazem aqui?
—Nós viemos ver vocês. —Mia diz sorrindo amplamente, então olha para Maria, que está fazendo careta para eles. —Oi Maria...
—Ah, não! —Maria diz fazendo Mia rir. —Se ela me fazer cócegas eu vou morder ela.
Mia gargalha e Maria faz o mesmo, depois ela corre para abraçar a tia.
—Eu senti saudades, tia Mia. —Maria sussurra pegando Mia de surpresa, e logo ela está em lágrimas.
—Eu também senti, muita.
—Você precisa conhecer meu irmãozinho. —Maria diz extremamente animada.
—Eu posso, Ana? —Mia pergunta me fazendo revirar os olhos.
—Claro! —Exclamo e ela ri. —Juh, eu vou buscar o dinheiro.
—Está bem. —Julia diz pegando sua bolsa. —Meninas, vejo vocês amanhã.
—Tchau tia Júlia. —As meninas gritam fazendo-a gargalhar.
Acompanho Julia até a porta e lhe pago, depois vou ver meu bebê. Teddy já está chorando quando entro no quarto, mas quando o pego, ele abre o sorriso mais lingo do mundo.
—Oi... —Sussurro acariciando seu rosto. —A mamãe sentiu saudades, sabia? Você sentiu minha falta?
Teddy sorri amplamente e acho que isso é um sim, dou um cheirinho nele e sigo para a sala. Todos estão sentados. Elliot abraçando Katherine e Emma, Mia com Lulu e Maria, e Sophie brincando com CG no chão. Aproximo-me de Mia e sento ao seu lado entrando Teddy em seus braços, ela sorri emotiva enquanto encara o sobrinho.
—Mia, esse é o seu sobrinho, Theodore. —Sussurro e ela começa a chorar.
—Meu Deus! Olha esses olhos, são iguais ao do Christian. —Mia diz e Theodore começa a sorrir para ela. —Ele é tão lindo.
—Deixa eu segurá-lo, Mia. —Elliot pede ansioso.
Mia sorri e se levanta levando Theodore para Elliot, ele chora nos braços do tio, mas quando Elliot começa a falar com Teddy, ele logo se acalma pegando no sono.
—Ele é uma graça. —Elliot diz.
—O Christian vai adorar conhece-lo. —Mia murmura e eu sorrio amplamente.
Aposto que vai. Eu não sabia sobre Christian pensar que Teddy havia morrido. Isso é tão confuso, por que diabos a médica falaria isso?
—Meu pai vai vir aqui? —Maria pergunta nervosamente. Ela levanta e começa a torcer os dedos.
—Ele virá buscar Elliot e Mia. —Sussurro.
—Ah, eu... eu acho que já quero ir para cama, já passou da hora, não é mamãe, eu... —Maria gagueja na maioria das palavras, e isso me pega de surpresa.
—Eu pensei que você quisesse vê-lo. —Katherine diz confusa. —Você só fala dele, você até convenceu a Lana de que ele é pai dela.
—Ela fez isso? —Mia pergunta rindo.
—Olha só. —Katherine diz pegando Lana. —Lana, quem é o papai?
—Chlis, papai. —Lana diz sorrindo amplamente.
—Ah, meu Deus! —Mia exclama incrédula.
As crianças se envolvem em uma conversa animada sobre Theodore e eu fico com Maria, tentando acalmá-la com a chegada de Christian, mas o fato é que eu estou tentando ficar calma, eu acabei de descobrir que ele pensa que nosso filho está morto, que ele imagina que eu sou a Rose, e eu simplesmente estou fingindo calma, mas eu não estou nada calma.
A campainha toca e todos ficam em silêncio, Maria me larga e sai correndo da sala, Theodore começa a chorar e então todos se levantam.
—Esperem. —Murmuro levantando. —Katherine, leve o Teddy para o quarto. Vocês fiquem aqui. Vocês também.
CG e Fifi latem, como protesto, mas ao menos deitam e ficam quietos no chão. Encaro as crianças, respiro fundo e vou para o salão de entrada, seguro a maçaneta da porta sentindo meu coração disparar, e doer, doer porque eu esperei que ele viesse por mim, mas ele não está aqui por mim hoje, e sim por Elliot e Mia.
Fecho os meus olhos, respirando fundo novamente, abro a porta e lá está ele.
—Christian...
—Anastásia...
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