Amor Por Aluguel

1 ღ Onde Eu A Conheci ღ


Notas iniciais
Meninas, olha só quem já voltou :D :D , espero muito que gostem dessa nova FIC, e quem possam comentar deixando sua opinião , beijos meus amores, boa noite e boa leitura ♥

Christian Grey

Novamente sou acordado pelos gritos de Mia e Elliot. Novamente sou acordado frustrado por esses dois que só sabem agir como crianças e ficar gritando pela casa. Levanto-me sem um pingo de paciência e saio do quarto, caminho até a sala e vejo os dois discutindo, e Mia com um papel na mão.

—Que merda é essa? —Pergunto puxando o papel e os dois se calam. —Respondam! O que é isso?

—O Elliot, ele rasgou meu trabalho, eu tinha que entregar hoje. —Mia diz brava.

—Eu não quero saber, isso não é motivo para vocês discutirem. Agora saiam da minha frente antes que eu perca mais minha paciência! —Digo sem nenhum pingo de paciência.

—Você não pode falar assim conosco. —Elliot diz e eu o encaro.

—Não posso? —Encaro e ele não abaixa o olhar, continua com o queixo levantado me encarando. Aproximo-me e paro na sua frente, então vejo ele abaixar a cabeça. —O que eu não posso é ter que aturar vocês discutindo as sete da manhã. Agora saia da minha frente!

Elliot cerra os punhos e suspira saindo da minha frente, sigo-o com o olhar até que ele suba as escadas. Viro a cabeça e encaro Mia, que ainda está de pijamas. Ela cruza os braços e me encara.

—Eu não vou para a escola se você não for explicar isso! Eu vou tirar um zero senão entregar esse trabalho. —Ela fala num tom desafiador.

—O trabalho é a sua responsabilidade. Eu não quero saber.

—Isso não é justo! —Mia grita. Aproximo-me e semicerre os olhos para ela.

—A vida não é justa, Mia! Agora saia da minha frente porque minha paciência já se esgotou com vocês dois.

—É, eu percebi isso a muito tempo, quando você se tornou um monstro! —Mia diz com os olhos marejados, mas todo esse sentimentalismo não me comove. Ela caminha até a escada, mas se vira para me encarar. —Sabe de uma coisa? Eu preferia ter morrido naquele acidente com os nossos pais, a viver aqui com você.

—E por que não morreu? —Pergunto arqueando a sobrancelha. Ela me encara horrorizada e se vira subindo as escadas correndo.

Eu não aguento ter de lidar com adolescentes, principalmente Mia e Elliot. Eu não entendo como fui aceitar ficar com eles. Nós temos uma tia, algo assim, talvez eu poderia mandá-los para lá, mas... se eu fizesse isso, o que seria da minha imagem? Eu poderia perder muitas coisas.

Não... eles ainda vão ter que ficar.

Volto para o meu quarto e começo a me arrumar para a empresa. Eu sei que não vou voltar a dormir, e eu ainda tenho que deixar esses dois adolescentes na escola. No fim eu sei que vou ter que falar com aquela maldita diretora oferecida. Mia já tirou notas baixas no bimestre passado, e por algum motivo isso estava nos telejornais. “Empresários famoso tem irmã mais nova com notas baixas na escola”. Isso é ridículo, tudo vira notícia.

As sete e meia eu já estou pronto, esperando Elliot e Mia descerem. Mia desce na frente, já com seu uniforme e Elliot vem atrás, com uniforme e a alça da mochila pendurada no ombro. Mia me encara, ainda extremamente chateada, ela pega sua mochila no sofá e passa direto indo para o elevador.

Elliot me encara por alguns segundos, e imagino que a chorona da Mia tenha indo falar com ele.

—Anda Elliot! —Exclamo impaciente. Ele balança a cabeça e vai andando até Mia que o espera.

Já na garagem, e mando Elliot ir dirigindo com Mia em um dos carros, e vou em outro atrás, eu realmente prefiro dirigir sozinho do que tê-los falando ao meu ouvido. O caminho do colégio é meio longo pelo transito matinal que já se forma, mas logo chegamos. Enquanto ando pelo pátio, em direção a escola, posso ouvir suspiros e algumas alunas cochichando, mas ignoro. Elas são até bonitinhas, mas não vou me envolver com pirralhas.

Entro no colégio e logo vejo a diretora vindo na minha direção. Eu nem sequer me lembro o nome dela, mas ela vive no meu pé, tudo isso porque já transei com ela. Mulher maluca.

—Sr. Grey. —Ela diz sorrindo amplamente. Seus seios estão esmagados em um terno, e nem mesmo isso chama a minha atenção. —Que prazer em tê-lo aqui.

—Não posso dizer o mesmo. —Murmuro indiferente. —Eu só vim falar sobre Mia.

—Ah, claro. Vamos até a minha sala.

—Claro. —Digo olhando no relógio, ameaço dar um passo, mas os gritos dos alunos me fazem parar e encarar a pequena multidão que se forma em volta de duas meninas que estão se estapeando.

—Sr. Grey, um minuto. —A diretora diz correndo em direção as meninas.

Como ela pode correr usando saltinhos?

Balanço a cabeça e me viro cruzando os braços enquanto espero impaciente até a briga cessar com os berros da diretora, quem está brigando é uma garota loira e outra de cabeços ruivos, mas a diretora segura apenas o braço da loira.

—De novo em briga, Srta. Steele? —Ela diz nada contente. —Aposto que sua irmã vai adorar saber disso.

—Então conta para ela! —A loira grita puxando o braço. —Não toque em mim, sua maluca.

Não consigo segurar o riso com a cara de surpresa e frustração da diretora. Ela fuzila a menina com os olhos.

—Na minha sala. Agora!

—Com prazer. —Diz a garota num tom desafiador.

Ela passa por mim e me encara semicerrando os olhos, a diretora a segue furiosa, mas antes pede que eu vá junto. Ótimo, além de Elliot e Mia, ainda tenho que aturar uma adolescente briguenta. Caminho sem paciência pelos corredores. Eu odeio enrolações, e graças a essas, sei que vou chegar atrasado na empresa. Eu tenho uma porra de reunião muito importante hoje.

Entro na sala, já de mau-humor, querendo apenas dizer que estou de saída, mas a merda da diretora está no telefone, falando com algum responsável da menina. Ela faz um gesto para eu me sentar e o único lugar vago é ao lado da menina. Ela me olha com raiva quando sento ao seu lado batendo o pé no chão e bufando de raiva.

—Sr. Grey, eu só peço um minuto, por favor. —Diz a diretora impaciente, então se direciona para a menina. —Então, Katherine, vai me falar o motivo.

—Ah, diga-me você, uma escola aonde a maioria das alunas são vadias, poderia dar no que? —A menina diz pegando-me de surpresa e eu acabo deixando um riso escapar.

Ela é tão... desafiadora de certa forma, e pelo visto não tem medo ou vergonha de falar nada. Essa menina até me lembra Elliot um pouco, se ele não fosse um idiota que sempre abaixa a cabeça. O pensamento por algum motivo me chateia, Elliot realmente já foi melhor que isso, mas sentimentalismo não faz nada voltar ao que era antes. Eu sei bem disso.

Estou tão perdido em pensamentos que não noto a sua chegada, não até ela passar da cadeira e puxa a tal Katherine pelo braço, dando algum tipo de bronca nela. Ela não pode ser sua mãe, no mínimo ela deve ter uns vinte anos. É morena, lindos olhos azuis. Cabelos lisos em ondas na cor castanha. Ela é tão linda, sua pele é da mesma cor que a mais pura das porcelanas e.... ela daria uma bela de uma submissa, mas que mulher perfeita!

—Eu não entendo, Kate! —A garota diz num tom quase choroso. —A vovó está doente, nós estamos prestes a perder tudo e você ainda consegue arrumar brigas? Como você pode?

—A culpa não foi minha.

—Sra. Gold, me desculpe, por favor. —A garota pede, acho que ela nem sequer notou minha presença.

—Olha Ana, eu entendo, mas... é a segunda vez em uma semana, ela vai ter que pegar uma suspensão. —A diretora diz esfregando a testa. —A sua irmã está fora de controle.

—Eu sei, e sinto muito, mas é só uma fase ruim. —Sua voz soa tremula e ao mesmo tempo tão angelical.

—Eu não posso fazer nada, sabe...

—É só uma fase ruim, Sra. Gold. —Murmuro decidindo intervir. Ambas as três me olham, e por um momento a morena parece estar surpresa. Ajeito meu terno e me levanto. —Aposto que você não vai querer que uma das suas alunas perca tanta matéria por causa de uma suspensão, aliás, se já não é a primeira vez, significa que quem está falhando na disciplina dos alunos é você.

—Sr. Grey... —Murmura a diretora, mas eu a corto.

—Eu só vim dizer que a Mia teve problemas, e não pode concluir o trabalho, ela irá entrega-lo amanhã, com um conteúdo extra.

—Está bem, Sr. Grey, me desculpe pelo incomodo. —Diz a Sra. Gold.

Balanço a cabeça e me viro saindo da sala. Enfim isso acabou. Eu odeio essas enrolações, agora vou poder chegar na empresa e me esquecer desses problemas um pouco. Eu realmente estou cansado de Mia e Elliot, e todos os problemas junto a eles. Se eu pudesse... eu sei... eu os mandaria, mas em nome dos meus pais eu não posso fazer isso, e em nome do poder muito menos.

—Ei, Sr. Grey.

Viro-me rapidamente e vejo a garota morena correr em minha direção. Paro e a encaro com uma sobrancelha arqueada.

—Eu só queria agradecer pelo que fez por mim lá dentro, ela disse que não vai suspender...

—Eu não fiz por você. —Murmuro cortando-a e ela me olha envergonhada. —Fiz por mim, eu não tenho tempo para perder, senhorita, agora se me dá licença.

ღღღღ

Passo por Andrea e Olivia e vou direto para a sala de reuniões, onde sei que homens muito importantes já me esperam. Paro confuso na porta ao ver o embargador de Portland compartilhando algo, que parece ser uma foto, com o magnata de Los Angeles.

—Senhores? —Murmuro indo tomar meu acento.

—Sr. Grey, desculpe. —O Sr. Clarck diz sorrindo. —O Sr. Patty, estava me mostrando a foto da sua filha, ela nasceu há dois dias.

—É mesmo? —Digo ainda sem entender o propósito disso.

—Ela é uma graça. —Diz o Sr. Patty, babando na foto da filha.

Respiro fundo para não revirar os olhos. Eu não acho que em uma reunião tão séria, fotos de bebês devem ser compartilhadas, aliás, para que filhos? Eles só servem para ficar chorando, dar gastos e ainda tem aquelas fraldas nojentas. Isso é ridículo.

—E o senhor, Sr. Grey, não pensa em filhos? —Pergunta o Sr. Patty. —Isso seria ótimo. Não que isso vá contar em algo, mas filhos são bons. A impressa está toda atrás de mim, para ter uma foto da minha filha.

—Eu sei bem disso. —Diz outro homem que também está presente. —Quando minha filha nasceu era uma loucura, tantas pessoas atrás de mim.

—Família presente status para muitas pessoas. —Diz o Sr. Clark. —Se você tem uma você é sortudo em muitas coisas.

Respiro fundo e tento não os mandar para o inferno, mas que tipo de assunto é esse? Desde quando somos homens loucos por família ou crianças? Isso é uma reunião séria, não entendo como não caiu a ficha deles sobre isso. É totalmente ridículo.

O resto da reunião, sou tomado por muitas perguntas sobre meus irmãos, enquanto fechamos negócios, e eu tenho que mentir muito nas minhas respostas para conseguir o que quero, no fim acabo percebendo que você pode ter o que for, mas senão tiver a porra de uma mulher gostosa e crianças choronas, você não é ninguém.

Entro na minha sala e caminho direto para a minha mesa, eu ainda tenho muito a resolver, mas não consigo meia hora de paz, novamente sou interrompido, agora por Walsh.

—O que foi agora? —Pergunto impaciente.

—Nós estamos caindo. —Walsh diz.

—O que? —Pergunto confuso.

—Olha isso. —Ele diz me entregando uma planilha.

—O que é isso? —Digo sem olhar.

—Você está perdendo contratos.

—Como assim perdendo contratos? Eu não perco contratos! —Vocifero. —Como você deixou isso acontecer?

—A culpa não é minha, Christian.

—E de quem é?

—Sua. Eles estão cancelando o contrato por sua causa. —Walsh sussurra e sei que não quer que ninguém ouça. —Para a maioria das pessoas você é gay, ninguém nunca viu você com uma mulher, e além do mais, você nunca declara nada sobre seus irmãos, as pessoas acham que você nem sequer se importa com eles. Nem mesmo com eles você é visto.

—E o que você quer que eu faça? Saia por ai de mãos dados com aqueles dois adolescentes?

—Claro não. —Walsh diz sentando-se. —Mas você pode melhorar isso. Você nunca deu nenhum depoimento sobre a morte dos seus pais, todos querem saber como a família ficou.

—Isso não é da conta de ninguém.

—Tudo bem, eu sei, mas sei lá... você já pensou em casamento?

—Está maluco? Acha mesmo que quero me casar?

—Você não precisar se apaixonar ou coisa do tipo. Só encontre alguém, pague-a.

—Pagar alguém para se casar comigo? No que isso ajudaria, Walsh?

—Acredite ou não, em muitas coisas. Você já pensou em quantos contratos propostas novas surgiriam? E quantas coisas você alcançaria.

Paro por um momento para pensar. Isso não seria uma má ideia. Lembrando da reunião de hoje, eu vejo como aqueles idiotas alcançaram coisas com suas famílias, eu acho que poderia fazer o mesmo, aliás, fazer muito melhor. Não seria difícil achar uma pessoa interessada em dinheiro, principalmente no meu.

—O que você me diz?

—Eu... —Murmuro e paro quando alguém me vem à cabeça. —Eu acho que conheço a pessoa certa, Walsh.

—É assim que se fala. —Walsh diz sorrindo. —Isso vai ser ótimo para sua imagem, Christian, ótimo.

—É, eu espero que sim, caso contrário, você está fora.

—Você ainda vai me agradecer. —Ele diz se levantando. —Encontre a garota e me comunique, eu faço o resto.

—Eu não preciso procurar, eu já sei quem quero.

—Ótimo. —Ele diz saindo da sala.

Com certeza, ela vai ser perfeita.

ღღღღ

Anastásia e Katherine

Mia, Elliot e Christian

Notas finais
O que acharam, meninas?