Amor Por Aluguel
27 ღ O Melhor Do Amores ღ
Notas iniciais
Anastásia Steele
Encaro Maria sentada no sofá, Arthur está ao seu lado, ele não disse nada, nem a Christian, esteve ao lado de Maria o tempo todo, segurando firmemente a mão dela. Eu não poderia nem contestar a paternidade de Christian em relação a Arthur, o menino é a cara dele, e uma versão masculina de Maria, ele se parece até mesmo com Ted e Lana. É assustador.
—Me explica, como você o encontrou. —Peço abaixando na frente de Maria.
—A Fifi me levou até ele. —Maria diz simplesmente. —Sabe aquelas arvores, onde nós acampamos?
—O círculo de árvores? —Pergunto confusa.
—Sim, mamãe, o Tuntum estava lá.
—E como você soube que ele era seu irmão? —Christian pergunta encarando os dois.
—Porque ele me disse que ele se chamava Arthur. —Maria diz emocionada. —Eu... apenas senti que era ele, e vocês são parecidos, papai.
—E por que ele não diz nada? —Christian pergunta nervosamente enquanto bate o pé no chão.
—Porque ele está com medo, não é Tuntum? —Maria murmura encarado Arthur que apenas se encolhe mais ao lado dela.
—Querida, você não que não foi certo o que você fez. —Sussurro e sinto o medo me invadir ao lembrar de todo o risco que ela e Arthur correram. —Você não deveria ter feito isso.
—Deveria, mamãe, eu deveria. —Maria sussurra olhando para Arthur. —Lembra o que a Vovó dizia?
—Seja gentil, educada e diga sempre a verdade, mas o que tem a ver?
—A Fifi sempre esteve comigo, desde a morte do pop. —Maria murmura. —Não seria educado nem gentil da minha parte deixar minha melhor amiga sozinha no bosque. E tudo acontece da forma que tem que acontecer, se eu não tivesse ido, o Tuntum não estaria aqui agora.
—Tudo bem, você pode até ter razão, mas você está de castigo. —Digo e ela bufa.
—Isso é horrível. —Maria diz.
—Horrível foi a preocupação que tivemos com você, mocinha. —Murmuro encarando-a.
Olho para Christian e noto que ele não para de encarar Arthur, então me toco como deve estar sendo para ele ver o filho que achou estar morto, não que ele não tenha passado por isso com todos os filhos. Claro que não! Arthur é muito parecido com Maria até mesmo o silêncio, e eu acho que vou precisar ajudar nisso, eu não quero que ele fique distante de Christian. Esse menino lindo, já sofreu demais, e agora ele precisa saber o pai maravilho que tem.
—Olha só mocinha, as janelas estão fechadas, pela chuva, pelo frio, e por segurança. —Murmuro encarando Maria. —Não ouse abrir. Entendeu?
—Sim, mamãe. —Maria diz calmamente.
—Tem alguém lá fora, que pode nos fazer mal, por enquanto nós vamos ficar em casa, as saídas serão apenas com os seguranças. Entendido?
—Sim.
—Ótimo. Eu tranquei tudo com a chave, e a porta dos fundos é área proibida, para qualquer um, até mesmo você, Arthur. —Arthur me encara e balança a cabeça ruborizando.
—Por enquanto, até as coisas melhorarem, você a Sophie e a Lulu vão dormir no quarto da Kate, a Emma e a Lana irão dormir com a Mia, e o Arthur vai ficar no quarto com Elliot.
—E o Teddy? —Maria pergunta pensativa.
—Comigo e o papai. —Sussurro. —Qualquer coisa que você ver, e achar fora do normal, você deve correr e contar ao Taylor ou a nós, certo?
—Certo, mamãe.
—Agora vá para o banho, depois nós conversamos sobre o castigo.
Maria suspira e encara Christian, ela tenta se levantar, mas Arthur impedi, ele segura a mão dela firmemente e começa a ficar nervoso, ameaçando chorar.
—Querido, olha só. —Murmuro abaixando na frente de Arthur, que me encara fazendo um biquinho lindo. —A Maria, sua irmãzinha, ela precisa tomar banho, e você também, você não precisa temer nada, nós estamos aqui para cuidar de você, certo?
—Certo, mamãe. —Arthur murmura fazendo meu coração explodir com tanta fofura.
—Eu disse que poderia emprestar você para ele, mamãe. —Maria diz rindo e eu entendo.
—Tudo bem, eu vou adorar mais um filho. —Sussurro acariciando o rosto de Arthur e ele sorri, igualzinho ao pai.
Arthur solta a mão de Maria e ela dá um beijo na testa dele antes de correr para o andar de cima. Sento-me no sofá e seguro a mão de Arthur enquanto Christian nos encara.
—Amor, o que você acha de darmos um banho no Tuntum? —Sugiro e Christian balança a cabeça.
Ele ainda parece confuso, e não parou de encarar Arthur, e eu estou começando a achar que o menino está com medo dele, o que é normal já que ele não conhecia o pai, e vê-lo assim, tão sério, assustaria qualquer um.
Levanto-me e ofereço minha mão para Arthur, ele hesita e fica apenas encarando minha mão.
—Está tudo bem, querido. Eu vou dar um banho em você, e depois te dar comida. —Sussurro sorrido. Abaixo-me e acaricio seu rosto. —Depois, você vai conhecer seu irmãozinho, e sua outra irmã, e também tem seus tios.
—Eu tenho um irmãozinho? —Ele diz baixinho.
—Tem sim, e vocês são muito parecidos. —Sussurro sorrindo.
—Está bem. —Arthur murmuro.
Ele é bem pequeno, e não aparenta ter quase quatro anos, mas uma coisa não se pode negar, Arthur é a cara de Christian. O menino está usando apenas um short velho, chinelos gastos, uma regata meio rasgada e o casaco que Maria colocou nele quando ainda estavam no bosque. Isso é absolutamente horrível. Ele é apenas um garotinho, quem seria capaz de fazer mal a ele?
Deixo os pensamentos de lado e ajudo Arthur a descer do sofá, levanto-me e seguro sua mão, então encaro Christian. Ele se levanta com a ajuda de sua muleta e encara o filho.
—Segure a mão do papai, querido. —Murmuro e Arthur encara Christian. Ele nem hesita, estende a mão para Christian que dá um sorriso torto e segura a mão do filho, que sorri da mesma forma.
Acabo deixando os dois irem atrás enquanto sigo para o banheiro e preparo a banheira para o banho de Arthur. Ele fica empolgado com a água, os brinquedos, e com certeza com a presença do papai dele. Christian senta ao lado da banheira, num banquinho, ele coloca sua muleta de lado e começa a tirar a roupa do filho.
Deixo um grito de surpresa escapar ao ver todos os hematomas no corpo do menino. Afasto-me um pouco horrorizada e Arthur me olha envergonhada, então tento não pensar sobre isso, eu não quero assustá-lo, quero que ele sinta que está seguro aqui.
Fico apenas auxiliando Christian que faz todo o trabalho. Arthur parece estar adorando todo o carinho que está recebendo do pai. Eles ainda não trocaram uma palavra, mas há... uma conexão. A mesma conexão que está evidente entre Maria e Arthur, eu senti isso enquanto eles estavam juntos. Christian também tem isso com o filho, o carinho já é muito evidente.
—Eu vou pegar uma toalha. —Sussurro me levantando.
Saio do banheiro e caminho até a minha cômoda, abro-a e tiro uma toalha de Teddy de lá, ela é toda de sapinho e tem uma toquinha, por ser grande acho que vai servir para Arthur... sorrio com o pensamento. Eu sempre estive com tantas meninas, tudo bem, agora tem Teddy, mas eu fico feliz com a presença de Arthur aqui, fico feliz por ele, por Christian. E eu já me peguei imaginando como vai ser o quarto de Arthur.
—Sra. Grey. —Marisa diz entrando no quarto. Ela se aproxima e noto o gatinho de Arthur, agora limpo e enrolado em uma coberta, enquanto Marisa o amamenta com uma pequena mamadeira. —Ele está faminto.
—Deixe-me vê-lo. —Sussurro pegando o pequeno gatinho e a mamadeira. —Você pode preparar algo para o Arthur?
—Posso sim, senhora. —Marisa diz sorrindo.
—Peça ao Taylor que deixe a cama no quarto de Elliot, Arthur ficará com ele.
—Sim, senhora. —Marisa diz calmamente. —Com licença, senhora.
—Toda. —Murmuro.
Ela sorri e sai do quarto. Caminho até a minha cama e deixo o gatinho deitado nela, enquanto ele briga com a mamadeira. Reviro os olhos e sorrio ao ver Fifi entrando no quarto, ela sobe na cama e deita ao lado do pequeno filhote, aconchegando-o.
—Você também ganhou um filho? —Pergunto e ela late abanando o rabinho.
Sorrio e caminho novamente até a cômoda, abro a sacola que Taylor trouxa com roupas para Arthur, é claro que isso é muito pouco perto do que esse menino lindo irá receber, mas por enquanto vai ajudar muito. Deixo a roupa separada sobre a cama e volto ao banheiro com a tolha, Christian pega da minha mão e logo ajuda Arthur a sair, enrolando-o.
—Pronto, agora você é muito limpo. —Christian diz sorrindo ao pegar Arthur no colo, ele se levanta se a ajuda da muleta, e eu sorrio com orgulho. Os dois vão para o quarto e eu organizo as coisas no banheiro. Quando entro no quarto, Christian está secando os cabelos de Arthur que já está bem vestido em seu conjunto de moletom. —Ele é tão... lindo.
—É sim. —Murmuro me sentando ao lado deles.
—Eu posso conhecer meu irmãozinho? —Arthur pergunta me olhando.
—Claro que pode. —Sussurro sorrindo, levanto-me e ofereço meus braços para Arthur, ele sorri e vem ao meu lado. Christian olha com um pouquinho de ciúmes, mas não diz nada, apenas se levanta e dá um beijo na cabeça do filho.
—Eu gosto disso. —Arthur diz sorrindo para Christian que olha todo bobo.
—Vem, vamos conhecer seus irmãos.
—Nós podemos levar o pop? —Arthur pergunta olhando para seu gatinho.
—Ele vai ficar bem aqui, campeão. —Christian diz afagando seus cabelos.
Arthur balança a cabeça e nós saímos do quarto, quando chegamos a sala todos estão lá. Katherine e Elliot sentados conversando com Mia, Emma e Sophie brincando com o Ipad, Lulu, Maria e Lana brincando no chão com algumas bonecas e CG no meio delas. E dormindo, quietinho no cesto ao lado do sofá, está Teddy.
Todos ficam em silêncio, e nos encaram.
Mia sorri e se levanta indo pegar Teddy, então todos ficam em pé, os maiores atrás e os menores na frente. Todos sorrindo para Arthur que esconde o rosto com as mãos.
—Ah, ele é lindo. —Mia diz sorrindo toda boba.
—Arthur, olha só. —Sussurro em seu ouvido e ele vira para as crianças. —Esses aqui, são seus tios. A Mia e o Elliot são irmãos do papai, a Kate, Emma, Sophie e Lulu são minhas irmãs, e também são suas tias, a Maria você já conhece, aquela ali é a Lana, sua outra irmãzinha e aquele bebê ali é seu irmão.
Arthur sorri para todos, mas ainda está muito envergonhado. Mia sorri amplamente, completamente apaixonada pelo sobrinho, ela se aproxima com Ted e para na nossa frente. Teddy já está acordado, sorrindo amplamente para o irmão, e eu tenho a leve impressão que Maria deve ter conversado com Ted sobre isso.
—Olha, esse é seu irmãozinho, querido. —Sussurro. Arthur sorri e se inclina um pouco, ele acaricia os cabelos de Ted que começa a gungunar fazendo o irmão mais velho gargalhar.
—Ele gostou de você. —Mia diz sorrindo, ainda completamente boba.
—Tuntum. —Maria chama e Arthur olha, apaixonado por ela. Coloco-o no chão e ele vai até ela, segurando sua mão. —Eu queria dizer... que todos nós estamos muito felizes que você esteja aqui conosco, e vai ser muito divertido ter mais um irmãozinho, não é Lana?
—Sim. —Lana grita e corre para abraçar Arthur que parece se emocionar, ele chora e abraça Lana com um carinho evidente.
—Ei, baixinho. —Elliot diz abaixando ao lado de Arthur. —Eu sou seu tio, e eu estou muito feliz mesmo que você esteja em casa, nós vamos brincar muito, e eu vou dar muitos carrinhos para você.
—Eu gosto de carrinhos, tio Elliot. —Arthur murmura e Elliot sorri com emoção e os olhos marejados. Arthur encara Kate e depois Elliot, ele parece confuso, então pergunta baixinho. —Ela é sua namorada?
—Sim. —Elliot diz rindo enquanto Katherine gargalha.
—Ela é muito linda. —Arthur diz ganhando o coração de Kate.
—Ah, meu Deus! Eu quero beijar muito ele. —Katherine diz indo para perto de Arthur, ela abaixa na frente dele e segura a mão do pequeno que ainda está abraçando Lana. —Você é um amor de criança, sabia? E eu vou adorar ter você aqui, só fique longe das minhas coisas.
—Eu não vou mexer nas suas coisas, tia Kate. —Arthur murmura de forma doce fazendo Katherine sorrir. Ele olha para todos e para os olhos em Sophie. —Puxa, esse boné é muito legal.
Sophie sorri e joga a cabeça para o lado, ela tira o boné e regula então se aproxima e põe na cabeça de Arthur.
—Ele é seu agora. —Sophie diz sorrindo. —Seu presente de boas vidas.
—Obrigada, tia Sophie. Eu adorei meu presente. —Arthur diz abraçando Sophie.
Meu Deus, com certeza ele é filho de Christian, ele já ganhou o coração de todos aqui, até mesmo o de Teddy que é só um bebê. Olho para Christian e o vejo observar tudo com os olhos marejados, ele se aproxima e me abraça, depois pega Teddy dos braços de Mia, beijando o filho.
Arthur se vira e olha para o pai, completamente feliz. Bem, acho que agora sim a nossa família está completa de novo.
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Duas Semanas Mais Tarde...
Hoje foi um dia completamente perfeito. Após Taylor avisar que ele, os outros seguranças e a polícia fizeram um patrulhamento por todo o bosque, em busca de algo ou alguém suspeito e não encontraram nada, nós finalmente ficamos mais tranquilo. Para a segurança. Christian decidiu colocar grades e cercas elétricas ao redor de toda casa, eu não discordei, eu quero ver a minha família bem.
Christian está completamente bem, ele já está andando normal, e, hoje foi o dia de montar o quarto de Arthur, que é claro, foi todo planejado pelo papai dele, que é completamente louco pelo filho, mas quem não é? Arthur é simplesmente a criança mais meiga desse mundo.
As coisas estão voltando ao normal, Kate e Mia estão fazendo estágio na Editora, e Elliot começou a trabalhar com Christian na empresa, eles entram na faculdade ano que vem, e eu mal posso acreditar nisso. As coisas estão indo bem, e eu não poderia estar mais feliz do que estou.
—Mamãe. —Arthur diz correndo em minha direção. Sorrio e abaixo para abraça-lo. —Mamãe, meu papai disse que vou poder ir à escola.
—É verdade. —Sussurro acariciando seu rosto. —Assim que você fizer quatro anos, você vai poder ir junto com a Maria e a Lulu.
—E Sophie e a Emma?
—Elas vão em outra escola, porque elas são mais velhas. Entendeu?
—Sim, mamãe. —Arthur diz sorrindo.
Acho que, eu estou completamente encantada. Qualquer pessoa pode ter a sorte de ter um filho, sabe? Gestação, nascimento, planos, tudo, mas não é qualquer pessoa que tem a sorte de não planejar e mesmo assim ganhar um filho lindo e carinhoso como Arthur.
—Vem, Tuntum. —Lana diz entrando na cozinha, todo eufórica. —Vamos, vamos blincar.
—Eu estou indo, Lana. —Arthur diz sorrindo, ele me dá um beijo e sai correndo da cozinha com a irmã.
Eu estou tão feliz por Arthur, depois que eu fiquei sabendo de tudo, tudo que ele passou nas mãos de Elena, as surras, a fome, frio, toda a tortura; saber que ele está bem agora, que está feliz, isso me deixa muito tranquila. E nem se fale em Christian, ele... ele é a pessoa que eu amo, e eu não me vejo mais longe dele. Ele está aqui, feliz, com os filhos, voltou a empresa. Ele tem agido como se estivesse em um paraíso, e na verdade, eu acho que esse é o nosso paraíso.
—Sonhando acordada, Sra. Grey? —Christian murmura entrando na cozinha.
—Não, apenas lembrando como a vida é boa.
—Boa? —Christian diz sorrindo, ele se aproxima e me puxa para um abraço aconchegante. —Ela é ótima.
—Você está feliz? —Pergunto segurando seu rosto.
—Feliz... —Christian murmura testando a palavra. Ele me solta e segura minha mão puxando-me para as portas francesas, então para, atrás de mim e me abraça. —O que você vê?
—Eu vejo... nossos irmãos e nossos filhos brincando, se sujando de tinta com aqueles balões cheios delas. —Digo olhando para as crianças brincando no jardim. —E eles parecem se divertir muito com isso.
—Isso é estar feliz. —Christian diz beijando meu pescoço. Ele me vira e em encara. —Você me mostrou isso, e sim, eu estou feliz, eu não poderia estar mais, eu te amo, mais do que eu consigo descrever. Você é simplesmente a melhor coisa que já me aconteceu. Eu amo você, meu bem.
—Eu também te amo, Christian, mais que tudo.
Christian sorri e se curva um pouco, ele encosta seu nariz no meu e sorri, nós ficamos assim por alguns segundos, antes de Elliot e Kate nos acertarem com balões cheio de tinta, então acabamos entrando no meio da brincadeira, e enquanto brincamos eu só tenho mais certeza, que essa, é sem dúvidas a vida mais feliz que alguém pode ter. A melhor forma do amor.
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Dois Meses Mais Tarde...
Jogo a cabeça para trás e suspiro completamente cansada. Olho no relógio e vejo que já passa das seis. Meu Deus, como o dia foi corrido hoje, e que saudade que eu estou dos meus filhos. Decido encerrar o trabalho e ir para casa. Ajeito todas as minhas coisas e saio.
—Tchau meninas. —Murmuro quando saio da minha sala, para as meninas da recepção e para Mary, minha secretária.
—Tchau, Ana. —Elas dizem juntas.
Caminho para o elevador desço, logo estou no hall, caminho para fora da empresa, mas antes de chegar ao meu carro acabo decidindo tomar um café; entro no Starbucks e caminho até a fila. Noto algumas pessoas me olhando e isso me confunde, até uma menina chegar correndo com um dos meus livros na mão.
—Você pode... autografar? —Ela pergunta sorrindo amplamente.
—Claro. —Digo rindo, pego a caneta da sua mão e autografo o livro. —Prontinho.
—Muito obrigada. —Ela diz me roubando um abraço.
A menina volta correndo para perto das amigas e eu continuo na fila, peço um café e espero mais alguns minutos, então vou em direção a saída, acabo me distraindo e esbarro em alguém na porta, mas fico aliviada quando vejo que não derramei o café nele.
—Ana? —Ele diz e agora o reconheço.
—Paul. —Falo surpresa. —Eu não sabia que tinha voltado da Espanha, quanto tempo.
—Sim. —Ele diz me dando um abraço rápido. —Eu voltei há alguns meses... eu soube da sua avó.
—É, já faz algum tempo. —Digo encolhendo os ombros, então tomo um gole do café para tentar aquecer.
—Como vão as coisas? Com todas as meninas e... a...
—Lana, o nome dela é Lana. —Sussurro sorrindo. —Ela está bem, vai completar três anos daqui alguns meses.
—É mesmo. Ela deve ser... linda.
—Ela é, pode ter certeza. —Murmuro sorrindo com orgulho.
—Eu ouvi muito sobre você e, Christian, não é? É o mesmo Christian? —Paul pergunta rindo.
—Sim, o mesmo. Pai da Maria. —Sussurro e ele ri.
—Você se tornou alguém importante. —Paul diz olhando para a minha Editora. —Parabéns, Ana. Você sabe, que... eu tenho um grande carinho por você, e pela Lana, mesmo não tendo conhecido ela. Eu aposto que ela é uma linda garotinha.
—Ela é, Paul. —Sussurro. —Sabe, você deveria conhece-la.
—Você acha? —Paul pergunta confuso.
—Sim, eu acho. Ela é sua filha. —Digo encolhendo os ombros.
Eu nunca tive nada com Paul, nós sempre fomos bons amigos, e, quando eu engravidei, foi apenas o resultado de uma noite inteira bebendo. Paul estava perto de ir viajar, ele tinha conseguido sua tão sonhada bolsa de estudos, e eu não poderia impedir isso. Eu nunca o obriguei a estar perto de Lana. Quando se tem um filho... eu acho que você tem que querer ficar perto dele, não estar ali por obrigação.
—Ana, você sabe que... que eu adoraria isso, não é? —Paul diz com sinceridade. —Mas eu não quero estragar nada.
—Você não vai. —Digo rindo. —Que tal um café? Eu tive uma ideia.
—Tudo bem, Ana. —Paul diz rindo.
Nós voltamos para dentro do Starbucks e procuramos uma mesa, então Paul também pede um café, mando algumas mensagens para Christian e então começo a conversar com Paul, sobre Lana. Ele parece gostar de ouvir as travessuras que ela sempre apronta.
Algum tempo depois eu vejo Christian atravessar a porta do Starbucks com Lana nos braços. Ele a coloca no chão e ela procura em volta, até que me vê.
—Mamãe. —Lana grita e vem correndo me abraçar. Paul parece emocionado ao vê-la. Ele a encara encantado e ela olha para ele sorrindo. —Olá.
—Oi. —Paul diz rindo, com os olhos marejados.
Christian se aproxima e encara Paul, ele aperta a mão dele e o cumprimenta antes de sentar ao meu lado.
—Você é uma garotinha muito linda. —Paul diz para Lana que ruboriza envergonhada.
—Como diz, filha? —Pergunto e ela sorri.
—Obligada. —Lana murmura fazendo Paul sorrir.
—Eu acho que eu errei muito. —Paul murmura sorrindo. Ele olha para Christian e balança a cabeça. —Mas eu fico feliz, porque eu tenho certeza que a Lana achou um pai incrível.
Christian sorri balançando a cabeça e recebe Lana em seus braços.
—Ana, eu adorei conhecer a Lana, mas, eu não sou o pai dela, entende? —Paul murmura com os olhos marejados. —Ela não poderia ter pai melhor, eu tenho certeza.
—Paul... —Sussurro com o coração partido. —Você ainda pode fazer parte da vida dela.
—Não, eu tive essa oportunidade, e eu não estava pronto, mas... eu não posso mais, ela já tem um pai, e eu não vou confundi-la. Eu apenas desejo que ela cresça bem, e feliz, e eu sei que ela vai. —Paul se levanta e estende a mão para Christian. —Sr. Grey, cuide bem delas, e de todas as outras, elas são... garotas maravilhosas.
—Pode deixar. —Christian diz apertando sua mão.
—E você, docinho. —Paul diz segurando a mão de Lana. —Você é uma garota linda, sabia? Eu desejo que você seja muito feliz, você merece.
Lana sorri e fica me pé no colo de Christian, roubando um abraço de Paul que parece se emocionar. Ele fica parado alguns segundos encarando ela, e então se vai, com um largo sorrido e lágrimas nos olhos. Eu... entendo-o, ele está deixando-a com o que acha melhor.
Encaro Christian e sorrio abraçando-o. Paul tem razão. Eu achei um ótimo pai para Lana, e para nossos outros filhos também. Um ótimo pai.
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