Amor Por Aluguel

7 ღ Eu Declaro Guerra ღ


Notas iniciais
Meninaaaas, já que vocês insistiram, aqui estou novamente. Espero que gostem :D :D :D , mais uma vez obg por cada comentário ♥ Capítulo dedicado à LilianeABM, Maria Alice Fialho, Leitora Mista e Tha Pottier , obg por favoritarem suas lindas ♥ ♥

Anastásia Steele

Afasto-me rapidamente de Christian, com as pernas bambas, espalmo as mãos em seu peito e o encaro. Seu olhar está duro e ele parece tão apavorado com ele, viro-me para Maria e ela sorri batendo palmas.

—Sua danadinha, vá terminar o jantar, vai. —Murmuro dando tapinhas em seu bumbum e ela sai correndo. Quando me viro para Christian eu começo a sentir raiva, muita raiva, eu só quero que ele... —Como você pode fazer isso?

—Anastásia eu... —Ele começa, mas não o deixo terminar.

—Você foi a minha casa, Christian, você propôs o acordo. Você me pediu para manda-las para a cama as sete, porque você não queria ficar perto delas, e você age assim com ela? Logo com a Maria? Você tem noção do que fez?

—Eu sinto muito.

—Não, você não sente. —Digo chorando. —Ela vai querer estar ao seu lado agora, enquanto você quer distância.

—Você a trouxe aqui! —Christian exclama saindo da zona de medo. Ele assume uma posição dura e fria, mais do que o comum. —Eu não pedi para você trazer essa menina aqui! Você a trouxe.

—Você é um idiota! Eu a trouxe porque eu não quero que as crianças vejam a bosta que toda essa farsa é. Por algum motivo muito idiota, a Maria se importa com você.

—Não se preocupe quanto a isso, eu não me importo com ela, e quero ela longe!

—Ótimo. Porque ela vai ficar longe, o mais longe possível! —Grito saindo do quarto. Encosto na parede e posso ouvir Christian bater à porta.

As lágrimas começam a cair e eu penso que nada pode piorar, mas quando me viro Emma está lá. Para com a boca aberta, ela me olha e balança a cabeça antes de sair correndo. Levanto-me e penso em correr atrás dela, explicar que ela ouviu errado, mas para que? Como tentar fazê-la entender que existem pessoas como o Christian, que gostam de enganar a todos e viver de aparência, e que eu sou parte disso. Ao invés de correr atrás de Emma eu corro para o meu quarto. Tranco a porta e me deito, me deito esquecendo de tudo, ignorando o chamado das crianças, o choro de Lana. Eu só preciso ficar sozinha.

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Katherine Steele

Tapo os ouvidos e encaro Elliot sentado ao sofá tentando acalmar Lana. Anastásia não está num dia bom. Desde a morte dos nossos pais ela tem dias como esse, de se trancar e só abrir a porta quando toda a tristeza passar, mas acho que ela não avisou isso ao seu novo amiguinho, Elliot. Eu poderia muito bem pegar Lana, mas... Ana a deixou com ele.

—Kate, faz ela parar! —Sophie implora tapando os ouvidos.

—Por favor, Kate. —Lulu diz juntando as mãozinhas, mas não me movo, apenas encaro Elliot.

—Certo, por favor, faça-a parar. —Ele implora e eu sorrio, caminho até ele e tomo minha sobrinha dos seus braços, coloco-a contra meu peito e começo a passar a mão em suas costas, um pouco mais calma, ponho ela deitada no sofá e começo a massagear sua barriga para a cólica passar. —Como você é má.

—Não diga isso. —Lulu diz brava com Elliot.

—Sosô, você pode fazer massagem nela? —Pergunto e Sophia balança a cabeça, ela desce do sofá e senta onde eu estou, começando a massagear a barriga de Lana.

Encaro Elliot e franzo o nariz sorrindo, depois saio da sala e vou até a cozinha, pego a mamadeira de Lana que Ana deixou sobre o armário e começo a preparar seu leite. Logo Emma está na cozinha, ela se aproxima e me olha confusa.

—O que foi, pirralha? —Pergunto e ela suspira.

—Kate, você acha que o Christian não gosta de nós? —Emma pergunta e eu realmente não sei o que dizer.

—Por que você acha isso?

—Eu ouvi ele e a Ana brigarem. —Emma diz surpreendendo-me. —Antes dela correr para o quarto.

—Você sabe que a Aa não gosta quando ouvimos atrás da porta.

—Foi sem querer, eu só queria a ajuda dela.

—Certo, mas o que tem demais?

—Eu ouvi ela gritando com ele, dizendo que ele deve ficar longe de nós. —Emma sussurra com os olhos marejados. —Ela disse que nos manda para os quartos cedo porque ele não gosta de nós.

—Você tem certeza disso? —Sussurro sentindo meus olhos marejarem.

—Tenho, eu ouvi. —Emma afirma com convicção.

—Emma, reúna as meninas, eu tenho um plano. —Sussurro calmamente.

Emma suspira e balança a cabeça saindo da cozinha. Termino a mamadeira de Lana e vou atrás dela. Quando chego à sala apenas Elliot e Mia estão sentando. Semicerro os olhos para eles e vou em direção as escadas.

—Por que você sempre age como uma garota mimada? —Elliot pergunta e eu me viro encarando-o.

—Eu? —Sussurro fingindo-me de ofendida. —Ah, isso não é da sua conta.

—Katherine, pare com isso, nós não fizemos nada. —Mia diz encolhendo os ombros.

—Fizeram sim. Todos vocês fizeram. —Digo com raiva. —Vocês não têm noção do quanto as coisas são ruins. Nós odiamos ficar aqui, e não gostamos de você.

—Nós quem, você? —Elliot pergunta levantando-se, ele se aproxima, mas eu recuo. —Você é uma medrosa, Katherine, uma rebeldezinha sem causa alguma. Eu não sei como a Ana te aguenta.

—É porque diferente de vocês, que não tem ninguém, a minha irmã me ama! —Grito e vejo o olhar de Elliot ficar furioso, mas não dou atenção a ele, apenas me viro e subo as escadas correndo. Entro no meu quarto e tranco a porta.

As meninas estão todas sentadas na minha cama, elas me olham curiosas, mas primeiro eu pego Lana e a coloco sobre o pufe, entrego sua mamadeira e a deixo ali. Volto a minha cama e sento entre as meninas.

—Olha, eu vou ser sincera, eu acho que a Ana está mentindo para nós. —Digo e todas me olham surpresas. —Ela está escondendo algo, e no meio disso tudo, a Emma descobriu que o Christian não gosta da gente, por isso nós temos que ir para a cama as setes.

—Por que ela mentiria? —Sophie pergunta preocupada. —Ela nunca mente.

—Eu não sei, mas tem a ver com ele, ele está fazendo ela mentir para nós, e ele tem que pagar. —Digo e vejo Maria arregalar os olhos, ela balança a cabeça, mas não deixo ela sair. —Você não pode fugir, Maria, ele nem gosta de você, ele brigou com a sua mamãe, e agora ela está chorando, por causa dele.

Maria me olha por alguns segundos e eu sei que ela está magoada, mas se Christian não gosta de nós, ela não tem por que gostar dele. Se ele quer distância, é o que ele terá. Maria suspira e se ajeita na cama, eu sei que isso significa que ela está dentro.

—O que nós vamos fazer? —Emma pergunta.

—Primeiro, nós temos que descobrir a verdade. —Sussurro. —Sabe por que ela nunca nos contou sobre, ou por que eles dormem em quartos diferentes.

—Mas como nós vamos fazer isso? —Sophie pergunta.

—Nós vamos ter que fazer perguntas, sempre que eles estiverem juntos na nossa frente, nós temos que fazer perguntas bem inconvenientes.

—Mas a Ana não gosta disso. —Lulu diz arqueando as sobrancelhas.

—Mas ela não vai saber que é um plano. —Murmuro. —Lulu, você vai me ajudar muito.

—Como? —Ela pergunta me olhando com medo.

—Eu quero uma lista com as suas melhores pegadinhas e armadilhas. —Murmuro e ela acaba sorrindo. —Nós vamos acabar com ele. E Maria... hm... você vai ajudar, você vai fazer o seguinte...

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Anastásia Steele

Olho para o relógio e vejo que já são cinco da manhã. Eu ainda não saí do quarto, mas agora eu realmente preciso levantar e pegar minha filha. Talvez quando as crianças voltarem do colégio eu possa tentar convencê-las que a briga com Christian ontem não foi nada sério, e que eu estou bem.

Saio do meu quarto e caminho pela casa escura, indo até o quarto de Katherine, onde encontro todas as meninas dormindo, pego apenas Lana e desço as escadas, vou até o sofá, ainda no escuro e me sento aconchegando-a em meus braços. Eu queria tanto que as coisas fossem mais fáceis, que Christian fosse menos complicado de entender, mas ele é maluco, ele é como uma bomba prestes a explodir. Eu nunca sei como ele vai reagir.

Tudo que eu quero nesse exato momento é pegar as minhas irmãs e sair correndo daqui, mas eu não posso. Para onde eu iria? Eu não poderia deixar Elliot e Mia, eles também precisam de mim.

Jogo a cabeça para trás e fecho meus olhos, mas noto as luzes serem acesas. Não abro os olhos, sei que é Christian, de alguma forma eu sei. Ouço seus passos até o balcão, a cadeira sendo arrastada, a água sendo despejada no copo. Eu posso ouvir tudo, mas o que eu menos quero é vê-lo, mas como vou ignorá-lo?

—Eu não quero ficar discutindo. —Sussurro ainda com os olhos fechados. —Eu não quero que as crianças saiam feridas, por isso, eu vou mantê-las longe de você. Maria não irá no seu quarto novamente, não precisa se preocupar. Eu entendi o recado. Elas vão estar na cama antes de você chegar, e quando acordarem você já terá saído.

—Eu realmente não queria que as coisas fossem assim. —Christian murmura.

—Você queria. —Sussurro abrindo meus olhos. Levanto a cabeça e o encaro. —Você escolheu assim, mas não temos porque brigar, se você não gosta das meninas, tudo bem, você não vai nem as ouvir. Não haverá nada delas perto de você.

—O gato da Maria estava na minha cama. —Christian diz arqueando a sobrancelha.

—Eu vou pedir para ela não deixar isso acontecer, Sr. Grey, sinto muito. —Murmuro completamente ferida. —Eu também não vou fazer coisas que você não gosta, nem invadir sua privacidade. Se você precisar de algo, apenas me chame.

Levanto-me e encaro Christian por alguns segundos, mas não há mais o que dizer. Abraço Lana e volto ao meu quarto, fecho a porta e deito com a minha filha na cama para amamentá-la, e isso me acalma muito. Ela é um dos seis motivos para eu nunca desistir.

Quando minha bebê já está satisfeita eu a deixo no berço e vou preparar o café de Christian, espero que ele não enlouqueça com isso. Entro na cozinha e começo a preparar suas coisas, mas quando ouço seu grito de fúria me chamando, eu sei algo que está muito errado. Corro até seu quarto e paro boquiaberta na porta ao vê-lo apenas enrolado na toalha, mas é seu cabelo cheio de mechas azuis que me chama atenção. Não consigo segura o riso e explodo em gargalhada enquanto ele me olha furioso.

—Olha isso! —Ele grita enquanto eu gargalho. Christian semicerra os olhos e dá um passo na minha direção, mas eu recuo rindo. —Quem fez isso?

—Eu não sei. —Digo um pouco sem folego. —Até que combinou.

—Anastásia, não brinque comigo! —Christian grita e eu torno a rir. —Como eu vou trabalhar assim?

—Ah, são só algumas mechas.

—Não, não são só umas mechas. Eu sou um homem muito importante, e não posso sair por aí com o cabelo azul! —Christian grita.

—Coloca um chapéu. —Murmuro encolhendo os ombros.

—Anastásia! —Ele grita e se aproxima segurando meus braços, mas não me amedronta, de perto fica mais engraçado. —Você precisa punir que fez isso.

—Se toca. —Digo rindo. —Você está uma graça, e foi só uma brincadeira de criança. Eu não vou punir ninguém.

—Você está de brincadeira, não é?

—Não, eu nem sei quem foi, as meninas não vão assumir, como vou punir alguma delas?

—Você conhece suas irmãs. —Christian diz e agora noto o quão próximo ele está. —Você sabe quem foi.

—Claro que não, eu nunca vi nenhuma delas fazendo isso. —Minto na maior cara de pau enquanto tento não rir da sua desgraçada.

—Você precisa me ajudar a resolver isso, como eu vou sair de casa?

—Com as pernas? —Murmuro e ele semicerra os olhos. Reviro os olhos e suspiro. —Certo, nem é tinta de verdade, espera aqui.

Solto-me e saio do seu quarto rindo. Ah, Lulu, sua danadinha.

Entro no meu quarto e caminho até a cômoda para pegar o shampoo de Lana. Volto ao quarto de Christian e lhe pego encarando seus cabelos. Cruzo os braços e tento não rir.

—Se você deixar para cima, não vai ficar ruim. —Provo e ele me olha furioso. —Estou brincando, pega isso.

—O que é? E de bebê? —Christian diz tomando o shampoo da minha mão. —Eu não vou usar isso.

—Então fica com o cabelo azul. —Viro-me e saio do quarto rindo.

Volto a sala e vejo Lulu e Sophie na escada, semicerro os olhos e elas riem e saem correndo.

Danadinhas.

Notas finais