Amor Por Aluguel

10 ღ Emoções Misturadas ღ


Notas iniciais
Meninas, olha só quem apareceu a uma da manhã com um capítulo novo? Eu estou me sentindo muito culpada por não ter postado mais cedo, juro, mas eu passei o dia muito mal, e muito ocupada, mas eu não esqueci de vocês. Eu não tenho nem o que falar, desde a hora que acordei ainda estou "Ah, MDS, Ah, MDS" passei o dia repetindo isso, porque não estou sabendo lidar com CINCO RECOMENDAÇÕES, MDS VOCÊS SÓ PODEM ESTAR QUERENDO ME MATAR! SABEM O QUANTO EU GRITEI HOJE? EU ATÉ MESMO CHOREI LENDO TANTAS PALAVRAS BONITAS, Fernanda Cardoso, Yasmin7511, Mara Leite, Mell e Roberta Pires. O QUE VOCÊS FIZERAM COMIGO? MDS, MUITO OBRIGADA, DE TODO MEU CORAÇÃO, VOCÊS ME FIZERAM PASSAR O DIA SORRINDO FEITO UMA TONTA, EU SIMPLESMENTE AMEI , AMEI TANTO QUE ESTOU USANDO GRITANTES MAIÚSCULAS. Muito obrigada meus amores, por tornarem meu dia tão feliz. Capítulo dedicado as garotas que recomendaram e as que favoritaram: Fernanda Cardoso, Yasmin7511, Mara Leite, Mell e Roberta Pires ♥ Favoritos: Mell, Roberta Pires e Anastásia Steele ♥

Anastásia Steele

Alguns Dias Depois...

Por algum motivo que eu ainda não entendi, Christian mudou radicalmente. É claro, ainda há aqueles dias de ‘mande essas crianças ficarem quietas’, ‘Anastásia não me coloque apelidos’, ‘Anastásia não ri’, ‘Sophie, não jogue bola’, ‘Calem a boca! ’, e depois de alguns minutos, normalmente quando Maria chega, tudo soa como ‘Sophie, você quer ir no campo amanhã? ’, ‘Anastásia sua comida está ótima’.

Acho que estou começando a entender como funciona a mente dele... na verdade não! Eu nunca vou entender ele. Acabo sorrindo no fim, eu não quero entende-lo, ele é bem legal assim. Continuo meu caminho pela escada, pegando algumas roupas, que Fifi, a nova cachorrinha de Maria, espalhou. Essa cachorra é maluca, só pode. Deixa Christian descobrir que ela pega meias dele e esconde por aí. Chego ao andar de cima e continuo pegando roupas e pondo no cesto, mas algo me faz parar. Alguém está cantando, mas é estranho, eu não reconheço essa voz. Eu conheço bem as vozes das minhas irmãs, de Mia também.

Mas... não... não poderia ser. Aproximo-me da porta de Maria e o som vai ficando mais alto. Paro na porta, sem conseguir respirar direito. É Maria, ela está cantando. Minha filha está cantando! Minha menininha está cantando, e sua voz é absurdamente linda. É calma como a de um anjo. Me dou conta do como senti sua voz, a última vez que a escutei ela só tinha dois anos, e agora ela está cantando. Minha Maria.

Abro a porta e ela para rapidamente, depois de um solavanco ela me olha rindo, com a mão no peito.

—Maria, você estava cantando? —Pergunto e ela me olha rindo, balançando a cabeça, negando. —Estava sim, filha, eu ouvi.

Maria me olha rindo e balança a cabeça, ela me dá as costas e continua pintando em seu cavalete. É uma imagem de Elliot agora. Mas eu sei bem que ela está tentando mudar de assunto. Coloco o cesto de lado e me aproximo, sou atacada no meio do caminho, por Fifi, e Maria aproveita o momento para sair correndo do quarto.

Ah, que garota danadinha!

Empurro Fifi com o pé e ela sai rolando pelo chão.

—Maluca! —Exclamo e ela ri. Saio do quarto balançando a cabeça e vejo Maria descendo as escadas. —Maria, volta aqui.

Chego ao topo da escada bem a tempo de ver Christian entrar e Maria pular em seus braços. Reviro os olhos e suspiro, desço as escadas e tenho que aturar a cena de Christian enchendo-a de beijos enquanto ela gargalha. Para ele Maria gargalha, claro! Agora eu que eu sou a mãe, ela foge!

—A conversa não acabou ainda, mocinha. —Murmuro semicerrando os olhos e Maria ri escondendo o rosto na curva do pescoço de Christian.

—Que conversa? —Christian pergunta curioso.

—A Maria estava cantando. —Digo cruzando os braços e Christian me olha boquiaberto. —Mas ela não quer assumir.

—Você estava cantando, bebê? —Christian pergunta e Maria nega.

—Melosos! —Murmuro revirando os olhos. —Maria, guarde as roupas depois, todas que aquela cachorra maluca espalhou pelas casas.

—Não fale assim. —Christian murmura defendendo Maria.

Bufo e sigo para a mesa do jantar, para pôr os pratos.

—Já que você gosta tanto dela, vai juntar as roupas! —Grito e posso ouvir os dois rindo. Balanço a cabeça e começo a arrumar as coisas para o jantar.

ღღღღ

Christian Grey

Levanto-me com uma pequena correria pela casa, mas isso não costuma me incomodar tanto, não como antes. Quando olho para o lado, minha doce Maria está aqui, dormindo tranquilamente com Fifi, se fosse outros dias, eu juro que expulsaria as duas, principalmente a cachorra, mas... elas são parte de mim agora.

Vou tomar um banho, e depois me trocar para o trabalho, Maria ainda está dormindo, e eu a deixo assim. Pelo que entendi, Anastásia vai levar ela e Lana para tomar vacina, elas ficaram gripadas nos últimos dias. Dou um beijo na minha bebê e saio do quarto, vendo uma bola vir rolando em direção aos meus pés. Chuto e Sophie rebate dando pulinhos.

—Sempre pontual, Christian. —Ela diz rindo e se abaixa pegando a bola.

Já az alguns dias que ela está com essa mania, quando eu saio do quarto ela já está me esperando. Acho que eu gosto disso.

—Isso é ótimo. —Murmuro e ela sorri indo para a sala. Sigo-a e vejo Anastásia no balcão da cozinha, falando com alguém no telefone, ela parece animada, e eu estranho isso.

—Ela está no telefone há mais de meia hora. —Lulu diz se aproximando, com uma tigela de cereais.

—Vá comer na mesa. —Digo sério e ela balança a cabeça. Caminho com ela até o balcão e a ajudo a subir. Encaro Anastásia, incomodado por algum motivo. Ela me encara e revira os olhos, desligando logo. —Quem era?

—Ninguém de importante. —Anastásia sussurra indo para detrás do balcão e começa a preparar meu café.

—Onde estão os outros? —Pergunto ao ver apenas Lulu e Sophie na mesa.

—Eu não sei, Christian. Se arrumando. —Ana diz encolhendo os ombros.

—Mas está na hora do café. —Digo seriamente.

—Desde quando você liga? —Ela pergunta colocando meu prato sobre o café.

—Mas é claro que eu ligo. —Murmuro realmente surpreso com suas palavras. —Quem era no telefone?

—Christian, isso não é da sua conta, ok? —Anastásia diz começando a ficar brava, então Luiza e Sophie saem correndo para o andar de cima.

—Claro que é! Você é a minha noiva! —Exclamo impaciente.

—De mentirinha. —Ela murmura e eu sinto vontade de bater nela. —Agora não venha com seu estresse para cima de mim, enche a boca de comida e me deixa em paz.

—Não me dê as costas, Anastásia! —Exclamo e ela continua andando para o quarto. Soco a mesa furioso e ouço um grito, Mia está lá quando me viro. —O que foi?

—Me desculpe. —Ela diz encolhendo os ombros, pronta para correr.

Prendo o ar por alguns segundos. Não... eu não quero que ela tenha medo de mim. Eu sou o irmão dela, devo protege-la. Ela não pode sair correndo toda vez que me ver.

—Certo, Mia, está tudo bem. Faça-me um favor?

—Claro. O que?

—Chame todos aqui, agora.

—Certo... Christian, está tudo bem?

—Sim.

Mia dá um sorriso fraco e balança a cabeça, ela se vira e corre para as escadas, minutos depois todas as crianças estão reunidas na sala, sentadas pelo sofá.

—Eu quero deixar uma coisa clara. —Murmuro e eles já se encolhem. —Vocês não têm muitos horários a cumprir, ou regras, já que tudo que Anastásia faz é mimar vocês.

—Isso não é verdade. —Lulu diz.

—Eu estou falando, Luiza. —Digo sem calma e ela se encolhe ao lado de Katherine que me olha furiosa. —Não adiante me olhar assim, a partir de agora as coisas vão ser diferentes. Eu não quero nada espalhado pela casa. Absolutamente nada. Vocês são responsáveis pelas suas coisas, senão cuidarem não tenho por que ganhar. Vocês têm sim que estar na cama as oito, os mais velhos podem ir até as nove. A hora do café é as sete e meia, e vocês têm que estar aqui esse horário. Chegou da escola, e dever e fim de papo. Depois vocês fazem o que quiserem, ouviram?

—Isso vale para a Maria também? —Sophie diz ajeitando seu boné.

—Sim, vale para todos. Principalmente Maria. Ela não é diferente de vocês. —Murmuro, mesmo sabendo que isso não seja verdade. Aproximo-me de Sophie e tiro seu boné.

—Ei. Não. —Ela diz com os olhos marejados.

—Você sabe que não pode usar bonés para o café, nem colégio.

—Você é tão mandão! Eu não sei como acreditamos que você poderia mudar. —Katherine diz se levantando. Ela puxa o boné de Sophie da minha mão e me fuzila. —Eu tenho pena da Maria, ela te venera tanto, mesmo sabendo o monstro que você é. Não volte a nos dar ordens, e nem pense em encostar em uma de nós de novo.

Elliot se levanta e pega Luiza no colo, Katherine puxa Sophie e Mia leva Emma, todos vão em direção a saída, e acho que já estão de saída. Olho furioso para a porta. Ela não pode falar assim comigo. Quem ela pensa que é? Respiro fundo tentando me acalmar e olho para o lado, surpreso ao ver Maria. Ela está com um olhar bravo, olhar que eu nunca vi. Anastásia está atrás, com os braços cruzados.

—Maria... —Sussurro, mas ela me ignora e vai em direção as escadas.

Como eu sou idiota! Mas é claro! Eu sou assim, não é mesmo? Eu sou o cara que sempre estraga tudo. Que prefere ainda viver com seu passado fodido a tentar coisas novas, mas o que adianta? Anastásia irá embora de qualquer forma, e levará Maria e todos os outros de mim. Eu sinto que até mesmo Elliot e Mia podem acabar indo juntos.

—Você está bem? —Anastásia sussurra se aproximando, mas eu recuo.

—Melhor do que eu mereço. —Murmuro me afastando mais. —Eu estou saindo, tenha um bom dia, Srta. Steele.

—Christian. —Ela sussurra, mas lhe dou as costas e saio o mais rápido que posso.

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Entro na empresa, com meu humor menor ainda. Passo por Andrea e ignoro seu ‘bom dia’. Caminho até a minha sala e sento-me na cadeira, nada contente. Por que eu sempre consigo estragar tudo? Por que eu agi daquela forma só porque Anastásia estava no telefone? Isso é ridículo. Ela não é minha, nunca vai ser. Ela não gosta de mim. Mas quem seria capaz de gostar? Soco minha mesa e jogo a cabeça para trás, suspirando. Eu sinto que há algo diferente. Sinto algo forte dentro de mim. Eu comecei a gostar do futebol logo de manhã, das disputas que fiz no videogame com Elliot e Katherine. Gostei de estudar com Emma, de aprender alguns truques com Lulu. Gostei de ver Mia sorrindo quando eu a abracei, confortando-a. E sobre Maria e Lana... eu não tenho o que falar.

Esfrego meu rosto com as mãos e tento me concentrar, mas como? Eu não consegui nem abrir o computador ainda. Não. Eu preciso ir para casa. Levanto-me e saio da empresa rapidamente, falo com Andrea, avisando que não voltarei, e que ela pode passar tudo a Ross.

Chego em casa logo, mas tudo está vazio, nem mesmo Taylor. Caminho até o sofá e jogo meu blazer no chão, deito-me no sofá e arranco a gravata, soltando no chão também. Passo as mãos pelos cabelos nervosamente. Ouço um pequeno latido e olho para baixo vendo Fifi.

—Olá. —Murmuro e ela late empinando o rabo. —O que você quer? Passear? É isso?

Fifi late dando pulinhos e começa a rodar, tentando pegar o próprio rabo. Balanço a cabeça e me levanto, pego apenas meu celular, carteira e as chaves do carro. Pego a coleira de Fifi e ela automaticamente começa a me seguir enquanto caminho para o elevador, ela entra e parece estar muito feliz. Para a minha surpresa ela começa a cheirar e corre até o meu carro, o que uso para sair com Maria normalmente. Caminho até lá e abro a porta, Fifi pula no banco do carona, entro e fecho a porta.

—Passear, certo? —Murmuro e ela lati. A cadelinha se abaixa e pega algo debaixo do banco, uma boneca de pano, de Maria. Pego a boneca e sorrio. —Você acha que eu fui um idiota também?

Fifi me olha e abaixa e a cabeça, escondendo com as patinhas.

Acho que isso foi um sim, e acho que estou falando com uma cachorra.

Suspiro e ligo o carro, começando a sair da garagem, abro a janela para Fifi e ela começa a latir para todas as pessoas que vê na rua. Dirijo até um parque e estaciono, Fifi nem espera, quando abro a porta ela sai correndo e pula no meio de um monte de folhas, fazendo todas as crianças rirem.

Balanço a cabeça e fecho o carro indo até lá, sento-me no banco embaixo da arvore e fico vendo Fifi brincando. Sinto meu celular vibrar, tiro-o do bolso e vejo que é da escola, atendo rapidamente, preocupado que algo tenha acontecido.

—Sr. Grey. —Diz o Sr. Bolt.

—Olá, no que posso ajudar?

—Eu tentei falar com a sua noiva, mas ela não atendeu. É sobre Sophie, ela caiu, não foi nada sério, arranhões apenas, eu preciso saber se você virá buscá-la, ou ela pode ser medicada na enfermaria e voltar as aulas.

—Eu vou busca-la. —Murmuro me levantando. —Obrigada por avisar Sr. Bolt.

—Não há de que, Sr. Grey, eu aguardo.

Desligo o celular e assovio para Fifi que vem correndo, abaixo-me e a prendo na coleira, decido ir andando até o colégio, é apenas um quarteirão de distância. Talvez eu posso levar Sophie para um sorvete, e me desculpar por ser tão idiota com ela hoje mais cedo.

Caminho com Fifi, e ela não para de pular, mas imagino que se decepcione a ver que não estamos indo buscar Maria. Nunca vi um cachorro gostar tanto de alguém, mas ela adora Maria. Na verdade, eu acho que não tem a ver com Fifi, e sim Maria, ela conquista todos a sua volta.

Chego ao colégio e vou até a sala do diretor, algumas crianças estão no corredor quando passo, e brincam com Fifi, mas ela rejeita e empina o focinho. As meninas riem e continuam seu caminho.

Como foi que essa cachorra ficou assim? Balanço a cabeça confuso e sigo para a sala do diretor, Sophie está sentada na porta, joelhos e cotovelos ralados, ela me olha, brava, sei que ela tem motivos. Fifi olha para Sophie e procura em volta, parecendo decepcionada.

—Ei, eu também sou legal. —Sophie diz e Fifi late, virando a cabeça para o outro lado.

Deixo Sophie e Fifi e vou até a sala do diretor, assinar a retirada da minha pequena ‘cunhada’. Enquanto caminhamos pela rua, ela vai levando Fifi, que está ignorando-a completamente. Eu não sabia que essa cachorra era assim, estou começando a ficar preocupada. Ela só quer saber de Maria?

—Christian... —Sophie diz parando. —Eu não posso me abaixar.

Olho para seus pés e vejo seu tênis desamarrado, ajoelho-me em sua frente e amarro seu cadarço, ela sorri gentilmente e continua andando, mas acho que seus joelhos estão doendo.

—Onde estamos indo?

—O carro está no parque.

—Você não estava na empresa?

—Não. —Suspiro. —Eu não estava bem para trabalhar.

—Você está doente? Precisa de remédio? —Sophie pergunta preocupada e eu sorrio.

—Não, quem precisa de um remédio é você. —Murmuro olhando seus joelhos e ela ri. —Como você caiu?

—Jogando bola. —Sophie diz encolhendo os ombros.

Balanço a cabeça e sorrio. Não há como mudar alguém dando broncas, e eu sou idiota. Sophie adora jogar bola, adora seus bonés, e ninguém vai muda-la, muito menos eu, e eu nem quero.

—Ah, meu Deus! —Sophie diz dando um gritinho eufórico, quando percebo ela está parada na vitrine do pet shop, encarando um chow-chow preto. —Ele é tão fofinho.

—Você gostou? —Pergunto e ela balança cabeça eufórica.

—A Katherine iria adorar vê-lo, ela ama coisas peludas. —Sophie diz brincando com o cachorro pelo vidro.

—Nós podemos leva-lo. —Murmuro encolhendo os ombros e ela me olha semicerrando os olhos.

—Isso é alguma forma de pedir desculpas?

—Talvez... —Murmuro e ela sorri.

—Mas... nós já temos a Fifi.

—Qual o problema?

—A Ana pode não gostar e... você também não.

—Não há problemas, com tanto que você o leve para passear, você e suas irmãs.

—Ah, certo.

Sophie sorri e empolgada e isso me deixa mais calmo. Na verdade, essas crianças tem um dom de me acalmar. Eu não quero ser tão duro com elas, mesmo sabendo que elas não vão ficar para sempre. Elas passaram por coisas ruins, e merecem coisas boas, aliás, coisas ótimas.

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Anastásia Steele

Entro em casa com Maria e Lana e caminho até o andador, onde ponho Lana. Maria corre escada acima, mas desce minutos depois, sem Fifi. Ela me encara preocupada.

—Ela deve estar no quarto de Christian. —Murmuro e Maria suspira. Ela se aproxima e senta na minha perna, nesse momento noto que ela está com febre, mas imagino que seja a vacina, as vezes dá efeito colateral. Acaricio seu rosto e sorrio. —Ei, meu amor, não fique tão chateada com ele, ele adora você. Você sabe que ele é meio... confuso às vezes. Eu tenho certeza que ele não quis dizer aquilo.

Maria suspira e dá de ombros, ela sorri ao ouvir a voz de Christian, mas seu olhar muda completamente quando ele entra na sala, conversando com Sophie. Fifi está com eles, ela corre imediatamente para Maria, mas não é isso que me deixa surpresa, e sim o grande filhote peludo e chow-chow nos braços de Sophie.

—Olha Ana. —Sophie diz animada, ela se aproxima e senta ao meu lado, nesse mesmo momento Maria se levanta com Fifi no colo, ela olha para Christian e sai correndo para o andar de cima.

—Querida. —Murmuro, mas ela me ignora.

—O que eu fiz? —Sophie pergunta chateada.

—Nada, Sosô. —Sussurro franzindo os lábios e encaro a bola de pelos. —E quem é esse aqui?

—O Christian comprou para mim. —Sophie diz sorrindo. —Na verdade para nós. Ele não é lindo?

—É sim. —Sussurro olhando para Christian. —Vocês deveriam estar em casa?

—Não, mas eu não estava bem no trabalho, e a Sophie se machucou no colégio, eu fui busca-la.

—Ah, querida. —Agora noto os joelhos de Sophie. —Você quer passar algo?

—Não, o Christian já passou. —Sophie sussurra e eu sorrio acariciando seu rosto. —Ana, eu posso escolhe um nome para ele?

—Claro que pode. —Murmuro. —Suas irmãs vão adorar. Só me dá licença, eu vou se a Maria precisa de algo. Por que você não mostra ele para a Lana?

—Está bem.

Levanto-me e encaro Christian, não sabendo o que fazer. Ele foi gentil com Sophie, muito, mas Maria... ela realmente gosta dele, e agora ela está achando que ele não gosta dela, pela forma como ele falou hoje de manhã. Suspiro pesadamente e vou em direção as escadas, atrás da minha filha.

Tento abrir a porta do seu quarto, mas está trancada.

—Maria. —Digo mexendo na maçaneta, mas eu não ouço nada, apenas um latido assustado de Fifi. Nesse momento me apavoro. —Maria, querida. Sou eu. Abra a porta. Vamos, meu bem.

Não tenho respostas, apenas latidos de Fifi que parecem gritos, choros. Tem algo errado. Fifi não latiria assim.

—Maria. Abra a porta! —Grito batendo, mas não tenho respostas. —Vamos, Maria, é a mamãe, abra a porta.

Imploro enquanto as lágrimas começam a cair. Eu estou apavorada. Maria nunca agiu assim. Ela... ela precisa de mim, mas não abre a porta.

—Anastásia. —Christian diz vindo em minha direção, e sei que ela subiu as escadas correndo.

—Ela não abre a porta. —Digo entre lágrimas e solavancos.

—Maria. —Christian diz mexendo na maçaneta, mas nem a ele ela responde. —Querida, abra a porta.

—Christian, ela não está bem, eu sei disso. —Digo quando percebo que Fifi ainda está latindo muito.

—Se afasta. —Christian diz me empurrando com a mão. Dou alguns passos para trás e ele faz o mesmo, então com apenas um chute a porta se abre.

Meu coração para quando vejo tintas espalhadas por todos os lados, a tela de Maria toda destruída e minha filha caída no chão. Empurro Christian e corro até ela, tomando-a em meus braços.

—Maria. —Sussurro sacudindo-a. —Querida, acorde. Eu estou aqui.

—Ana...

—Não! —Grito quando Christian tenta pegá-la. —Não toque nela, isso é culpa sua. Está vendo o que fez com ela?

Levanto-me e corro para fora do quarto com Maria em meus braços, enquanto Fifi nos segue, latindo desesperadamente. Sophie se levanta assustada quando chego a sala, mas passo direto e corro para o meu quarto, levo Maria até o banheiro e a coloco debaixo do chuveiro, ligando o mesmo. A água gelada caí sobre ela, fazendo-a despertar assustada.

—Não faça mais isso comigo! —Grito puxando-a para os meus braços, onde ela começa a chorar. —Ouviu? Nunca mais faça isso comigo.

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Horas Mais Tarde...

Maria está deitada na minha cama, junto com Fifi, Lana também está lá, sentada ao lado da irmã enchendo-a de beijinhos babados. Eu acho que ela sente que Maria não está bem, e de alguma forma está tentando animá-la. Sento-me ao lado de Mara e acaricio seu rosto. Ela dormiu por algum tempo, mas mesmo depois que acordou, não quis saber de Christian, ou de levantar.

—Ei... o que você acha de comer um pouquinho? —Sussurro e ela balança a cabeça. —Certo, cuide de Lana, a mamãe vai fazer uma sopa para vocês, ok?

Maria balança a cabeça e puxa Lana para seus braços, a mais nova vai de bom grado, deitada nos braços da irmã e fica tentando falar com ela. Sorrio e dou um beijo na cabeça das duas, depois me levanto e saio do quarto. Quando entro na sala todos se levantam.

—Ana, como ela está? —Katherine pergunta preocupada.

—Bem. Só cansada. Acho que foi apenas a injeção. O médico veio vê-la, e disse que tudo está bem. —Murmuro abraçando Katherine. —O que vocês acham de pedir pizza hoje? Vocês podem escolher o sabor.

—Tudo bem, Ana. —Minha irmã murmura.

—Está tudo bem, crianças, mesmo. —Murmuro ao ver todas as carinhas tristes.

—Mas e o Christian? Ele não voltou ainda. —Sophia pergunta quase chorando, enquanto abraça seu cachorro.

—Ele é bem grandinho, Sosô. —Digo enquanto caminho para a cozinha.

Começo a prepara a sopa para Maria e Lana e escuto quando Elliot liga para pedir a pizza, algum tempo mais tarde, quando eles já estão comendo, e eu já estou terminando, Christian chega, carregando seu blazer, cabelos bagunçados e uma cara de quem foi atropelado.

As crianças olham para ele e depois para mim.

—Ei, que tal um filme? —Elliot sugere olhando Katherine.

—É, uma ótima ideia. —Ela diz se levantando pegando seu prato. As crianças começam a se levantar e fazer o mesmo, então eles saem da sala rapidamente.

Christian está parado no mesmo lugar, encarando o nada. Por algum momento penso que ele está chorando, mas ele não está. Suspiro e o encaro.

—Eu fui dura com você, sinto muito. —Murmuro encolhendo os ombros. Ele levanta a cabeça e me encara, então noto o quando seu olhar é ferido e duro. —Christian, eu sinto muito mesmo, eu só fiquei assustada. Eu nunca vi a Maria daquele jeito.

—Anastásia, quando você ia me contar que a Maria é sua filha? —Christian pergunta e eu arregalo os olhos, completamente muda.

Ah, não.

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Cachorrito Novo

Notas finais