Amor Por Aluguel

25 ღ Dia Cansativo ღ


Notas iniciais
Meninaas, voltei rs. Desculpem a demora, mas não consegui postar antes, espero que gostem. Beijos meus amores, boa noite e boa leitura ♥ ♥

Anastásia Steele

Encaro Christian, nervosamente. Estamos há cerca de vinte minutos no meu quarto, e não trocamos uma palavra. Ele está em sua cadeira, ao lado da minha cama. Seus olhos estão em um ponto fixo na parede, o tempo todo. O passar do tempo, silencioso, ao seu lado, torna as coisas mais nervosas. É estranho... parece como... quando Maria não falava. Eu sinto que ele está mal, mas ele não me diz nada. Era exatamente assim com a nossa primogênita.

—Ana... —Christian sussurra e eu o encaro. —Você... você me perdoaria se eu mentisse para você?

Olho para Christian, sem entender sua pergunta.

—Você seria capaz disso? —Ele insiste.

—Christian, você lembra... lembra da nossa conversa antes do acidente? —Pergunto encarando-o, ele abaixa a cabeça depois de assentir. —Você não pareceu me perdoar.

—Você acha que... que eu te odeio?

—Eu não sei, Christian, diga-me você.

Christian me olha e abre um sorriso torto, o que me confunde, logo o silêncio se estende novamente. Dura minutos... eu acho, então ele me olha novamente, largando seu ponto fixo da parede, que agora descobrir ser a foto de Theodore junto com Maria e Lana.

—Ana... Rose... —Ele diz sorrindo, é a primeira vez que ele me chama assim. —Sabe? Eu conheci a Lilian.

—É mesmo? —Pergunto sorrindo, minha avó... só o seu nome me faz sorrir.

—Foi ela, de certa forma, que me encorajou a ir até você.

—Ela? —Gargalho jogando a cabeça para trás. —A velha amiga que você disse?

—Sim, bem, ela não me encorajou ao contrato, mas disse que se eu te achava especial, eu deveria lutar por você.

—Especial? —Pergunto franzindo o nariz.

—Quando... quando eu te vi, naquele colégio, brigando com a Katherine, eu me lembrei de algo... quando você tinha dezesseis anos, e eu te vi naquele parque, gritando: ‘Kate, não jogue terra no cabelo’. Eu lembro que eu apenas balancei a cabeça e disse, não, ela não é a minha Rose, ela nem parece.

Christian me olha, com todos os seus sentimentos de volta no olhar; ele balança a cabeça rindo e volta olhar para a foto das crianças.

—Então, eu tive certeza que você era, de alguma forma, especial. Você foi a primeira pessoa que me fez lembrar dela. Então eu corri e liguei para a Lilian, e eu disse: ‘Lilian, eu estou em apuros, alguém está mexendo comigo’.

—O que ela disse? —Pergunto tentando conter as lagrimas.

—Christian, vá atrás dela!

—E eu disse: ‘como eu vou conseguir chegar nela? ’. —Christian sorri e balança a cabeça. —Ela gargalhou e perguntou o nome da garota, e eu disse, Anastásia Steele. Então ela gargalhou, por minutos, eu não entendi, mas hoje eu entendo.

—Entende?

—Sim, porque ela sabia que era você, minha Rose, que você não havia morrido. Ela sabia, e ela sabia que eu ia te encontrar. Eu apenas... apenas me lembro do que Walsh me falou, sobre casar, apenas por dinheiro. De alguma forma absurda, eu achei que daria certo, aquele... aquele contrato, foi a única forma que eu achei de conseguir chegar até você.

Coloco a mão sobre a boca, encarando-o, e eu não tenho a menor noção do que dizer.

—Eu soube, sabia?

—Do quê?

—Que no dia que você entrou na minha casa, com todas aquelas meninas lindas, que a minha vida jamais seria a mesma. —Christian sorri e enxuga suas lágrimas. —Então, a cada dia, eu notava o quanto você era como a Rose, porque você é ela. Mas eu não conseguia acreditar, eu sabia que a Lilian era a avó da Rose, agora da Ana? Não, eu nunca imaginaria. Mas você era a minha Rose, e eu a vi em você, o tempo todo. Seu jeitinho mandão, protetor. Você era ela, você é! Mas eu não queria acreditar, porque pela primeira vez, em tantos anos, alguém mexeu comigo, e se você não fosse, eu sabia que estaria ficando louco, e não poderia me apaixonar, mas eu me apaixonei por você, Anastásia Rose.

Abaixo a cabeça, rindo, sem acreditar no que estou ouvindo. Christian também está rindo, posso ver suas lágrimas pingando em seu colo enquanto ele ri.

—Eu te amo, sabia? Sabia disso? —Olho para Christian e balanço a cabeça rindo, confirmando. —Você me ama?

—É claro que amo.

—Você pode me perdoar, por ser um grande idiota?

—Você não fez nada demais.

—Eu deixei você ir. —Christian me olha, no fundo dos olhos, e nisso posso ver todo seu arrependimento, e sua dor.

—Você, estava com medo apenas.

—Não... eu menti.

Encaro-o, confusa, frustrada. Quando se tem, todo o passado, assim, jogado sobre você, não de uma forma ruim, mas relembrar todas as coisas. A separação, vê-lo voltar, toda a dor quando nos separamos de novo, agora tudo isso, estar aqui; não é tão fácil quanto eu imaginei, mas eu ainda sinto que tem algo a mais.

—Ana, eu tenho um filho.

Sinto minha expressão do rosto, se esvaziar, meu coração acelerar, minha voz sumir. Ele tem... um filho?

—Eu descobri antes de você ir, por isso eu não te impedi.

—Onde ele está?

—Eu não sei. —Christian diz, um soluço escapa e ele desaba em lágrimas. Levanto-me rapidamente e corro até ele, sento sobre suas pernas e ele envolve minha cintura com seus braços, enquanto sua cabeça repousa sobre meu ombro. —Ele também é filho da Elena, e eu sinto muito, eu estava bêbado, eu nunca teria algo com ela, mas ela ficou grávida. Ela me disse que tinha e abortado, e....

—Está tudo bem, eu estou aqui.

—Ela me ligou, eu não ia deixar você ir, mas ela disse que ele estava vivo, ela disse que o mataria. Ela queria fugir, e pediu dinheiro. Disse que eu tinha que ficar longe de você, até você ir. Ela iria me devolvê-lo, mas, ela descobriu que eu havia mandado a polícia atrás dela, e ela fugiu com ele. Meu filho, Ana. Ela vai mata-lo.

—Não, não vai. —Digo chorando, sentindo toda sua dor. —Nós vamos achar ele.

Christian me abraça, desesperado. Eu posso sentir toda sua dor, todo seu desespero pelo filho, como se fosse o meu desespero, a minha dor. Nesse exato momento eu percebo como nós poderíamos ter feito tudo diferente, mas que se dane! Eu não vou deixá-lo ir, nunca mais. E nós vamos encontrar o filho dele, eu sei que vamos.

Fico segurando-o, enquanto ele chora, chora feito criança, por horas, e ele não se acalma, ele continua chorando, desesperado. E eu sei que estaria assim se fosse alguma das crianças, eu vou apoiá-lo, eu vou estar com ele. Eu vou sentir sua dor, mostrar que ele não está sozinho.

—Não, não me deixe. —Christian diz me apertando quando ameaço levantar.

—Eu não vou te deixar. —Murmuro saindo de seus braços. —Apenas venha comigo.

Caminho até o banheiro e Christian vem atrás, quando ele entra eu fecho a porta, ele me olha, confuso, tentando entender o que vou fazer.

—É apenas um banho. —Digo rindo e ele balança a cabeça.

Ando até o chuveiro e o ligo, então encaro Christian, ele está me olhando, olhando-me com fervor... com amor. Amor. Ele me ama. Sorrio olhando-o e ele sorri quando um leve rubor toma conta do seu rosto. Encaro-o um pouco envergonhada antes de tirar minha camisa, ele sorri jogando a cabeça para o lado, então eu tiro minha sala, escorregando-a pelas minhas pernas. Fico apenas em peças intimas.

Caminho até ele e o ajudo a tirar a camisa, ele trava as rodas da cadeira e se apoia para eu poder tirar sua calça, deixo-o de cueca e o ajudo a chegar até o chuveiro, então o ajudo a sentar no chão, embaixo da agua. Abaixo-me e sento sobre as suas pernas, ele me envolve com seus braços e deitada a cabeça sobre meu ombro, então novamente ficamos abraçados, por um ótimo tempo, apenas deixando a água cair sobre nós, nesse momento eu tenho certeza que o amo, e que nunca o deixarei.

ღღღღ

Christian está deitado sobre a cama, e eu estou ao seu lado, com a cabeça sobre seu peito enquanto ele alisa minhas costas com as pontas dos dedos, estamos completamente nus, com um lençol nos envolvendo.

—Qual o nome do seu filho? —Pergunto apoiando meu queixo em seu peito, para poder olhá-lo. Ele sorri e fecha os olhos. —Arthur.

—É um lindo nome.

—Sim, como ele. A Elena me mandou uma foto apenas, junto com algumas mexas de cabelo, onde eu pude contestar que ele é meu filho.

—DNA?

—Sim, eu não confio nela.

—Entendo...

Torno a me deitar, mas acabo rindo quando Theodore começa a chorar, com muita força. Levanto-me e visto-me antes de caminhar até seu berço e pegá-lo. Christian se ajeita na cama, sentando-se, ele estende os braços e eu lhe entrego nosso filho, depois o ajuda a vestir sua cueca. Dou a volta na cama e sento-me ao seu lado, para amamentar nosso pequeno homenzinho.

—Essa... é a melhor cena do mundo. —Christian murmura nos olhando. Sorrio e ruborizo.

—Mamãe. Mamãe. Mamãe.

—É a Lana. —Digo rindo ao ouvi-la bater na porta. Levanto-me segurando Teddy e caminho até lá para abrir para ela. Ela abraça minhas pernas e sorri levantando a cabeça.

—Oi.

—Olá. —Murmuro rindo.

Chlis! —Lana grita animada e corre para abraçar Christian. —Oi.

—Olá, princesinha. —Christian murmura beijando sua testa. Sorrio e volto para em sentar e terminar de amamentar Teddy.

—Ana, você viu... —Olho para a porta e vejo Mia parar, boquiaberta e encarar Christian apenas de cueca, na minha cama, segurando Lana e sorrindo feito um bobo. Ela cobre o rosto e solta um gritinho. —Que nojo. Que nojo.

Mia se vira e sai correndo fazendo Christian rir, ele balança a cabeça e abraça Lana lhe dando cosquinhas. Cinco minutos depois de Mia ver a cena, Lulu e Maria entram correndo no quarto e pulam na minha... digo, na nossa cama. Maria corre para os braços do pai assim como Lulu.

—Vocês fizeram as pazes? —Maria pergunta sorrindo com esperança.

—Acho que sim. —Christian murmura sorrindo.

—Então... você também é nosso pai agora? —Lulu pergunta sorrindo com vergonha.

—Ah, sim. —Christian diz puxando as duas, juntamente com Lana para um abraço e elas gritam animadas. —Nossa, mas que filhas mais lindas, e cheirosas, que eu tenho. —Christian murmura dando beijos e cheirinhos em todas que riem animadas, até Teddy está rindo.

—Papai, também tem o Teddy, a Sosô, e a Emma, e tem a Kate. —Maria diz contando nos dedos.

—Tem mais um também. —Murmuro e Christian me olha, surpreso.

—Quem? —Lulu pergunta confusa.

—Meninas, o Christian, ele tem mais um filhinho... o nome dele é Arthur.

—E onde ele está? —Maria pergunta.

—Ele não está aqui. —Christian diz com pesar. —Mas logo, logo ele estará conosco.

—E mesmo, mamãe? —Maria pergunta me olhando.

—Sim, querida.

Logo as meninas começam a encher Christian de perguntas, então eu aproveito para lhe entregar Teddy e fugir para ajudar Marisa com o jantar, mas sou barrada na sala, por Elliot, Mia, Katherine, Emma e Sophie.

—O que eu fiz? —Pergunto confusa.

—Você sabe... —Mia murmura rindo, arqueando a sobrancelha.

—Coisinha. —Murmuro e ela ri.

—Vocês... voltaram? —Emma pergunta com esperança.

—Acho que você já pode chama-lo de pai. —Digo e ela ri batendo palmas assim como Sophie.

—Como? —Katherine pergunta.

—Vem, vamos conversar um pouco.

Levo as crianças para o sofá e me sento com eles, então começo a contar tudo, explicar sobre Arthur, Elena, e todas as outras coisas. Todos ficam revoltados, eles se acalmam somente quando Christian chega e explica um pouco melhor, avisando que a polícia e seus homens também estão atrás de Elena e Arthur. No meio de tudo, acabamos contando para as crianças, toda a história, desde que nos separamos, para que eles possam entender tudo o que aconteceu.

ღღღღ

—Nossa, o engraçado, de tudo, é que tudo acabou cooperando para você aceitar ficar com ele. —Mia diz e agora que me toco sobre isso.

—É verdade. —Murmuro confusa, sem querer acabo olhando para Maria e sei que tem algo aí.

—Mamãe... sobre isso. —Maria murmura levantando. Ela me encara e encara o Christian, então começa a falar muito rápido. —Vocês vão rir muito. É muito engraçado até. E divertido e....

—Fala logo. —Ordeno impaciente.

—A vovó bolou tudo, eu ajudei. Eu falava com ela.

—Você o que? —Grito assustando-a.

—Como você acha que eu sei falar tão bem? —Maria diz nervosa. —Eu precisava conversar com alguém. Então, quando o papai foi lá a primeira vez, ela me contou que o conhecia, que falava com ele muitas vezes. Ela foi até a Judite, e pediu que ela mandasse a ordem de despejo, e pediu ao Sr. Clayton para te demitir. Ela não queria que você ficasse sozinha.

—Você sabia disso? O tempo todo? —Pergunto semicerrando os olhos.

—Sim... eu tinha a carta da vovó. Ela disse que o advogado te ligaria, para falar da herança, que era só eu pôr a carta no correio, sem você saber.

—Maria, eu vou arrancar a sua cabeça! —Grito e ela corre para os braços de Christian, rindo de nervosismo enquanto as outras crianças e Christian gargalham. —Como você pode fazer isso comigo?

—Eu queria o papai de volta. —Maria murmura abraçando Christian, então toda a raiva passa.

—Querida, venha aqui. —Sussurro e Maria vem para o meu colo. —Você não deveria ter feito tudo isso.

—Espera, se ela não tivesse feito, vocês não estariam juntos hoje. —Elliot diz defendendo a sobrinha.

—É mamãe, o tio Elliot disse a verdade. Eu só queria que vocês ficassem juntos. —Maria murmura.

—Tudo bem, querida. —Sussurro abraçando-a. —Mas se você fizer de novo, eu nunca mais te deixo sair de casa.

—Está bem, mamãe, eu não faço. —Maria promete me abraçando.

ღღღღ

Alguns Dias Mais Tarde...

Abro meus olhos lentamente, procuro pelo relógio e quando o acho vejo que são três da manhã. Acendo a luz e Christian acorda.

—Mamãe. Abre. —Maria diz do outro lado, chorando.

Levanto-me correndo e abro a porta ela me abraça desesperada e começa a soluçar.

—Maria, o que houve. —Christian pergunta extremamente preocupado.

—Papai! —Maria diz correndo para seus braços. —Eu não acho a Fifi.

—Querida, ela deve estar lá fora. —Murmuro tentando acalmá-la, mesmo sabendo que Fifi não saio do seu lado.

—Não, mamãe, ela não está. Ela dormiu comigo, e quando eu acordei ela não estava lá, e ela não está com o CG. —Maria diz entre soluços.

—Calma, bebê. Eu vou pedir ao Taylor para procura-la. —Christian murmura pegando seu celular.

—Eu falo com ele, fiquem aí. —Murmuro saindo do quarto, mas Taylor já está na sala quando chego.

—Sra. Grey?

—Taylor.

—O que houve?

—A Fifi não está por aqui, você pode ver se ela saiu?

—Imediatamente, senhora. —Taylor diz indo para a porta e vejo que há mais seguranças com ele.

Suspiro e sigo para o andar de cima. Chamo por Fifi algumas vezes, mas somente CG aparece. Que estranho. Fifi não sairia assim, eu sei que não. Ela pode ficar longe de Maria durante o dia, mas não a noite, ela nunca deixa Maria sozinha durante a noite.

Vejo a porta do quarto de Katherine abrir, mas me surpreendo ao ver Elliot saindo de lá.

—Elliot? —Chamo-o e ele vira completamente apavorado. Encaro-o boquiaberta. —O que você fazia aí?

—Ana? —Katherine diz saindo do quarto, completamente vermelha.

—Ah, meu Deus. Não. —Digo escondendo o rosto entre as mãos. —Eu não quero saber.

—Está bem. —Kate diz rindo. —O que houve?

—A Fifi, sumiu.

—Como assim sumiu? —Emma diz saindo do seu quarto.

—Quem sumiu? —Sophie diz saindo, e logo Lulu e Lana também.

—A Fifi, ela estava com a Maria durante a hora de dormir, mas não está mais no quarto, nem pela casa.

—Eu vi ela latindo para a porta lá do jardim. —Mia diz saindo do seu quarto.

—Latindo? —Pergunto confusa.

—Sim, eu também vi. —Elliot murmura. —Ela tem feito isso há alguns dias. —Ela fica lá na porta, latindo por horas.

—Ah, meu Deus.

Corro para as escadas e logo para as portas francesas da cozinha, atravesso e corro para a porta do jardim, que leva para o bosque que tem atrás da casa. Apavoro-me ao ver a coleira de Fifi caída e o portão aberto.

—Droga! —Exclamo cobrindo o rosto com as mãos.

—Mamãe?

Viro-me apavorada ao ver Maria. Ela olha a coleira no chão e o portão aberto, então seu choro só aumenta. Ela corre e eu tenho que segurá-la para ela não sair.

—Não, mamãe, ela não pode ficar sozinha lá, não pode. —Maria grita apavorada tentando se soltar. —Por favor, mamãe, ela precisa de mim.

—Filha, calma, nós vamos encontrá-la.

—Sra. Grey. —Taylor diz correndo em minha direção com os seguranças, todos com lanternas.

—Taylor. —Murmuro olhando para a coleira.

—Certo. —Taylor murmura pegando a coleira. —Sawyer, fique aqui, reforce a segurança. Uma cachorrinha não teria aberto esse portão sozinha. Vocês, comigo. Nós só voltamos com ela.

Taylor e mais uns dez seguranças saem pelo portão que Sawyer fecha em seguida. Ele pede para eu entrar com Maria, que pode não ser segura aqui, nisso eu entendo que algo está acontecendo. Entro com Maria que está completamente desesperada. Tenho que ficar com ela no colo, para ela não sai correndo. Reúno todos na sala e entrego minha filha a Christian, que fica tentando acalmá-la.

—Como ela conseguiu sair? —Kate pergunta confusa.

—Alguém entrou aqui. —Christian murmura furioso.

—Elena? —Mia pergunta preocupada.

—Eu não sei, mas nós não estamos seguros. —Ele diz me olhando. —Nós vamos todos dormir juntos aqui embaixo, amanhã nós iremos ficar fora até que tenham checado toda a casa. Entendi?

—Sim. —As crianças respondem em uníssono.

Ficamos todos juntos, em silêncio até que algumas das crianças começam a dormir, então eu decido levar todos para os quartos. Ajeito os pufes e travesseiros no chão, Elliot, Kate e Mia deitam junto com Sophie e Emma, mas Lulu e Lana preferem ficar na cama ao lado de Christian. Teddy está no berço e Maria nos braços do pai, ainda chorando muito. Eu estou ao lado do berço, encarando Teddy. Se Elena chegou até aqui, ela pode tentar algo, e eu jamais suportaria. Jamais...

Quando deixo os pensamentos todos estão dormindo, menos Christian, ele está me olhando, curioso. Sorrio e caminho até a cama, sentando ao seu lado, ou tentando, já que todas as meninas estão abraçadas a ele.

—Eu vou cuidar de você... —Christian murmura me abraçando, ele beija minha testa e eu me sinto mais segura.

—Eu sei que vai.

Fecho meus olhos e sinto o cansaço pesar e logo então o sono chega, e eu me entrego, nos braços desse homem que tanto homem, e ele vai nos proteger, eu sei que vai.

ღღღღ

Ouço o chorinho de Teddy, longe... e logo vai chegando perto, e perto... abro os olhos preguiçosamente e vejo o sol invadindo o quarto, mas todos dormindo. Levanto-me e caminho até o berço, curvo-me e pego meu bebê, então noto a porta aberta. Tem algo errado. Olho para o chão e vejo Elliot e Kate dormindo abraçados, com Sophie no meio deles. Mia dormindo abraçada a Emma, então meus olhos correm para cama. Lana está sobre o peito de Christian e Lulu sobre as suas pernas..., mas... ah, meu Deus... Maria!