Amor Por Aluguel
6 ღ Alguém Que Você Não Conhece ღ
Notas iniciais
Christian Grey
Mal consigo dormir à noite inteira, não sei por que, mas algo tem me perturbado, algo não! Alguém. Alguém no quarto ao lado. Encaro o relógio vendo que já são três da manhã. Levanto-me, totalmente decidido a tomar água. Aquela bebê passou a noite inteira chorando. Eu não entendo como alguém tão pequeno tem uma garganta tão... forte.
Saio do quarto e vejo a porta do quarto de Anastásia aberta, quando vou fechar tenho um vislumbre de sua cama, onde ela repousa com suas irmãs. Elas são tão parecidas, até mesmo as roupas. Todas usam camisolas longas para dormir. É tão estranho ver nos dias de hoje alguém que realmente prese a aparência ou coisa do tipo. Mais no meio delas, tem uma diferente. Maria, a menina que não fala. Ela é fora comum, assim como suas roupas. Ela me lembra alguém, mas eu não sei quem.
Balanço a cabeça e me viro para ir à cozinha, mas ouço o chorinho de Lana e acabo entrando no quarto. Anastásia não parece ouvir, e eu até entendo, a menina está chorando há horas. Aproximo-me do berço e Lana me olha com seus grande e brilhosos olhos azuis, ela para de chorar e sorri, curvo-me um pouco contra o berço e passo o polegar em seu nariz, ela sorri sonolenta e começa a fechar os olhinhos.
—Você é uma monstrinha, não é? —Sussurro e ela sorri fechando os olhos. —Você é sim.
Ela logo pega no sono, e eu me pego observando-a, e logo depois observando Anastásia e suas irmãs. O que eu estou fazendo com elas? Eu sei que elas merecem algo melhor que eu, eu poderia apenas dar algum dinheiro para ela, eu tenho de sobra. Ela poderia recomeçar, mas eu comecei com isso, e não vou dar para trás.
ღღღღ
Horas Mais Tarde...
Saio de casa, realmente furioso e atordoado. Eu a beijei. Eu beijei aquela maldita garota que mal chegou e já está me deixando louco. Por que eu fiz isso? Eu sei que não foi por Elliot, a opinião dele não faz diferença, mas eu a beijei, e eu gostei. Eu gostei de beijá-la. Isso é loucura. Eu não vou deixá-la fazer isso comigo, não vou!
Entro na empresa e apenas ignoro as pessoas. Hoje não é um dia nada bom. Eu estou realmente com medo de que possa piorar. Passo por Andrea e Olívia e acho que elas já entendem que é um péssimo dia. Bato a porta da minha sala, esse é o convite delas para se manterem fora!
Sento-me e começo a fazer algumas coisas, para me manter mais calmo, e por algum motivo isso me deixa calmo, mas fico lembrando daquela garota boba implicando comigo. Por que ela faz isso? Por quê? Olho para o lado quando sou distraído e vejo que é meu celular tocando.
—Grey! —Rosno ao atender.
—Sr. Grey. —Taylor diz do outro lado.
—O que houve, Taylor?
—Eu ainda não sei. —Ele diz me deixando confuso. —A Srta. Steele veio trazer as crianças na escola.
—E o que me importa, Taylor?
—A Sra. Gold a chamou para conversar, ela saiu chorando alguns minutos depois, ela estava furiosa, eu acho, ela levou as crianças, Elliot e Mia também.
—Droga! —Grito esmurrando a mesa. —Onde eles estão?
—Na praia, Sr. Grey.
—Certo, Taylor. Me espere no colégio, eu estou indo lá! —Exclamo desligando o computador. Desligo o celular e guardo no bolso, logo em seguida saia da sala. —Andrea, eu não vou voltar hoje!
—Problemas, Sr. Grey? —Ela pergunta por educação.
—Sim, minha noiva, o grande problema da minha vida. —Exclamo indo para o elevador, e isso foi tão estranho de falar quanto ouvir, mas Andrea pareceu se divertir.
Chego a garagem e corro até o meu carro. Eu vou acabar tendo um treco por causa dela, eu sei disso. Esse é seu segundo dia na minha casa e ela já conseguiu me estressar tanto. Que tipo de pessoas que coloca apelidinhos em mim? Ninguém nunca fez isso! E que tipo de pessoa prepara café da manhã para quem acabou de conhecer? Essa garota maluca ainda vai me dar um ataque cardíaco.
Quando chego ao colégio, minha raiva é ainda maior, porque eu não sei o que aquela vadia disse a Anastásia, e eu sei que ela pode desistir de tudo, mas eu não quero que ela desista. Eu não vou deixar ninguém estragar isso! Desço do meu carro e vou andando com tanta raiva que acho que esmurro pelo menos umas três vezes as paredes. Não bato para entrar, apenas empurro a porta com tanta raiva que a Sra. Vadia, dá um grito.
—Christian. —Ela diz sorrindo quando fecho a porta.
—Sr. Grey. —Corrijo-a me aproximando.
—No que posso ajudar? —Pergunta com medo quando me sento em frente à sua mesa.
—Eu estou curioso, Sra. Gold. Você vai me contar o que disse a minha noiva, ou eu vou ter que te dar uma surra até a merda sair? —Sussurro e ela me olha apavorada.
—Sr. Grey... eu acho que houve um pequeno mal-entendido com a sua noiva. Eu não disse nada a ela.
—Não? Não disse nada? —Sorrio e balanço a cabeça, então ela ri. Levanto-me rapidamente e bato a mão na mesa fazendo ela pular. —Você acha que sou idiota? Acha mesmo que consegue me enganar?
—Sr. Grey... eu...
—Diga! —Grito segurando pelo pescoço e ela começa a tremer, apavorada. —Me diga agora mesmo!
—Eu contei que nós transamos, aqui. —Ela diz começando a chorar.
—De que forma? —Pergunto apertando meus dedos.
—Eu disse que nós nos amamos sobre essa mesa, mais de uma vez. —Diz a Sra. Gold e eu gargalho empurrando-a e ela vai ao chão.
—Nos amamos? Eu nunca te amaria. Você foi só um dia de estrese. —Murmuro caminhando até ela e me abaixo em sua frente. —Diga, o que mais você falou a minha noiva?
—Eu chamei ela de vadia oportunista.
—Ah, Sra. Gold... por quê? —Sussurro antes de estapear seu rosto. Ela grita com o tapa e se encolhe. —Você nunca mais vai se aproximar dela, ouviu? As crianças não voltarão aqui, e se você contar sobre isso a alguém, eu acabo com a sua carreira e seu casamento, sua vadia interesseira. Eu tenho pena do seu marido, aquele babaca mal sabe que você só se importa com o dinheiro dele, e que transa até mesmo com os alunos.
—Não, por favor, não diga nada a ele. —Ela implora ajoelhando na minha frente. —Eu nunca mais vou chegar perto dela, me perdoe Sr. Grey, por favor.
—Eu não sou do tipo que perdoa, Sra. Gold. —Levanto-me e arrumo meu terno. —É o único aviso, fique longe dela.
Saio da sala batendo a porta e caminho mais tranquilo pelos corredores. Taylor já está me aguardando quando saio do colégio, aproximo-me dele e suspiro.
—Destrua a carreira dela, da pior forma possível. Eu quero ela fora. —Digo calmamente. —Exponha tudo, até mesmo a relação com os alunos. O marido dela deve ter todas as imagens.
—Está bem, Sr. Grey. —Taylor diz calmamente. —Eu devo ir atrás da Srta. Steele?
—Não, eu vou. Antes que algum paparazzo maluco a ataque.
—Está bem, Sr. Grey.
—Eu quero ela fora, Taylor, não se esqueça.
Caminho até meu carro e entro. Enquanto dirijo até a praia, me pego pensando por que eu fiz isso. Por que eu estou indo até ela? Por que eu a defendi? E por que não paro de chama-la de minha noiva? Ela é minha noiva, mas não é real. Eu sei que não é. Eu não gosto dela, não gosto.
Estaciona em frente à praia, já é um pouco tarde. Olho para o lado e vejo que o lugar está com poucas pessoas. Avisto as crianças brincando na beira do mar, Elliot e Mia estão lá... eles estão se divertindo. Eu nunca os vi assim. Talvez seja Anastásia. Bom Deus, eu sei que ela, pelo que eu percebi ela tem isso. Essa mania de sorrir e ser gentil com todos.
Semicerro os olhos ao ver um paparazzo a distância, tirando fotos das crianças e de Anastásia que está sentada na areia com a pequena monstrinha. Desço do carro e a vejo colocar a menina na areia, por algum motivo ela começa a vir na minha direção. Não sei se a deixo passar direto ou a pego, mas me abaixo e seguro suas mãozinhas. Ela sorri e eu realmente sinto algo dentro de mim. Me pego pensando em quando a vi hoje de madrugada. Afasto os pensamentos logo, limpo seus joelhos sujos de areia e suas mãozinhas, levanto-me pegando-a no colo e sigo até Anastásia que se levanta.
—O que você faz aqui. —Ela diz pegando a monstrinha de meus braços e a enrola na coberta.
—Vamos para casa, Anastásia. —Murmuro tentando não mostrar minha confusão. Ela olha para trás e noto as crianças nos olhando. Anastásia faz um gesto com a mão e eles começam a pegar seus sapatos e se aproximarem.
—Vocês podem indo para os carros. —Sussurra. Katherine olha para mim e depois para ela, ela se aproxima e pega Lana dos seus braços, logo as crianças estão nos carros, e ela fica parada encarando-me.
Encaro-a sem entender a vontade de tomá-la em meus braços. Seus olhos estão tristes, cheios de lágrimas. Ela parece ter chorado muito. Ela não é do tipo que chora tanto. Ela é meio durona, do tipo que adora uma gracinha. Eu não entendo como alguém pode tê-la machucado assim. Ela é tão absurdamente doce. Eu imagino-a chorando ao ouvir tudo o que aquela vadia lhe disse. Mas ela tem que saber que não é nada disso.
Olho para o lado e suspiro ao ver o paparazzo tirando nossas fotos.
—Não espere isso acontecer de novo. —Digo antes de tomá-la em meus braços.
É absurdo tudo o que sinto. Medo. Calor. Frio. Pavor. Vontade de continuar segurando-a; tudo me confunde muito. Mas eu a solto, solto mais rápido do que quero. Ajeito os cabelos dela de forma desajeitada e seguro seu braço levando-a até seu carro. Abro a porta e ela entra, apoio-me na janela e a encaro.
—Dirija com cuidado, ouviu? —Ordeno e ela balança a cabeça rindo.
—Pode deixar, querido. —Anastásia diz voltando a sorrir e eu reviro os olhos.
Ela já está bem.
ღღღღ
Anastásia Steele
Já são seis horas quando chegamos em casa. O caminho até a praia realmente é longe. Mando as crianças para o banho e vou tomar um banho rápido com Lana. Troco-a e deixo-a no berço dormindo para poder fazer o jantar. Christian está no sofá, trabalhando em seu computador, não trocamos palavra alguma desde a praia, apenas... apenas foi estranho. Depois que ele me abraçou tudo foi absurdamente estranho, eu me senti bem.
—Anastásia. —Christian chama e meu corpo responde antes de mim, eu o encaro e ele coloca o computador de lado, se aproximando. —Você vai mandar as meninas a escola?
—Eu não quero que elas fiquem perto daquela mulher. —Murmuro encolhendo os ombros.
—Não se preocupe, ela não vai mais estar lá. —Christian diz me deixando surpresa.
—O que você fez? —Pergunto preocupada.
—Nada, apenas com que ela não te encha mais.
—Certo, Christian. —Sussurro sem querer me intrometer nisso. Esse assunto não é um dos melhores. —Você quer comer agora? Ou depois que as crianças comerem?
—Eu não estou com fome. —Ele diz calmamente se afastando.
—Você vai deixar de comer? Só por causa das crianças? Isso é tão ridículo. —Digo revirando os olhos.
—Anastásia, isso não é da sua conta. Eu não estou com fome, e não gosto de crianças.
—Então fique longe delas! —Exclamo brava. —Ou você acha que pode ficar pegando a Lana no colo? Eu não quero você perto dela novamente!
—Ótimo. Eu não vou segurá-la! —Ele diz começando a ficar bravo.
—Ótimo. Eu não quero mesmo que ela se apague a um homem que só se importa com a sua própria imagem. Ou você acha que eu não vi aquele monte de paparazzi na praia? —Grito sentindo as lágrimas chegarem. —Você é um idiota, Christian, fique longe delas, ouviu?
—Anastásia, eu não vou aturar seus showzinhos! —Christian exclama impaciente. —Eu não quero comer, e não quero estar perto das suas irmãs. Não se preocupe, o máximo que quero delas é distância. Ouviu? E de você também.
—Ótimo. Então fique longe!
Sinto as lágrimas começarem a cair, Christian me olha com raiva, então quando ouvimos algo cair nos viramos vendo Maria na escada e seu caderno caído no chão. Ela está apavorada e com os olhos cheios de lágrimas.
—Maria. —Chamo, mas ela se vira e sai correndo. Caminho até a escada e pego seu caderno. Suspiro chateada ao ver o desenho de Christian agora completo. Ele se aproxima e para atrás de mim. —Fique longe delas, Christian.
Arranco a folha com o desenho dele e solto na escada, levanto-me e subo rapidamente para ir falar com Maria. Ela está no corredor, no colo de Elliot que a balança acalmando-a. Ele sorri, mas não consigo devolver o sorriso, apenas balanço a cabeça e sussurro um ‘obrigado’ antes de voltar a cozinha e terminar o jantar.
Quando é por volta das oito, todas as crianças estão na mesa comendo, eu estou sentada também, mas com Lana em meus braços dando sua sopinha.
—Ana... o Christian não vai jantar conosco? —Lulu pergunta encarando uma cadeira vazia.
—Acho que não. —Sussurro sem dar muita importância.
—Mas você sempre diz que as refeições são importantes. —Sophie diz. —Ele... cuidou de você lá na praia, você deveria cuidar dele também. Você é mandona. Por que não manda nele também?
—Eu não sou mandona. —Sussurro rindo e ela me encara arqueando a sobrancelha.
—Você é sim. —Mia diz rindo.
Balanço a cabeça rindo e encaro Maria. Ela não está comendo direito, apenas encarando o prato.
—Ei, Maria, o que você acha de levarmos comidas ao Sr. Mandão? —Sugiro e ela me encara encolhendo os ombros. —Certo... então eu acho que vou fazer o prato dele.
—Eu seguro a Lana. —Elliot diz e eu entrego Lana para ele, mas posso ver o ciúme de Katherine.
—Querida, você está bem? —Pergunto e Katherine me encara.
—Eu já terminei de comer. —Katherine diz saindo da mesa. —Posso ir terminar minha lição? Eu fiquei com nota baixa em matemática.
—Claro. —Sussurro.
—Eu posso te ajudar, Katherine. —Elliot diz arqueando a sobrancelha.
—Valeu, mas eu me viro. —Katherine diz indo para as escadas.
Suspiro e vou fazer o prato de Christian. Por mim ele poderia morrer de fome, o que eu quero mesmo é saber o que está havendo com Katherine, mas eu não posso deixar as meninas saberem que há algo de errado entre nós. Já não basta Maria ter nos visto discutindo.
Quando o prato está pronto eu encaro Maria, ela desce da cadeira e estende as mãos, lhe entrego o prato e pego os talheres e a bandeja, coloco as coisas dentro, mas ela insiste em levar o prato. Suspiro e sigo em direção ao quarto de Christian. Eu não quero elas perto dele, mas quero que ela veja que nós estamos bem.
Bato na porta e ouço um entre nada gentil, empurro a porta e vejo Christian sentado na cama. Perco o folego rapidamente, ele está apenas com uma calça de moletom. Engulo em seco e o encaro.
—Nós viemos trazer seu jantar. —Murmuro e Christian me encara pondo seu livro de lado.
—Nós? —Ele pergunta encarando-me. Empurro a porta e Maria entra, totalmente envergonhada. —A Maria quis ter certeza que nós estávamos bem.
—Claro. —Christian murmura levantando-se. Entramos no quarto a Maria olha atentamente tudo em volta, principalmente a cortina escura que está fechada. —Oi Maria.
—Vamos, Maria, leve para ele. —Sussurro olhando minha filha. Ela balança a cabeça negativamente e dá um passo para trás. Sorrio e balanço a cabeça. —Querida, vai lá. Nós estamos bem, mesmo.
—O que ela tem? —Christian pergunta encarando Maria.
—Ela acha que há algo errado entre nós. —Murmuro arqueando a sobrancelha.
—Mas está tudo bem. —Christian diz encolhendo os ombros, Maria semicerra os olhos e eu acho que ela não acreditou muito.
—Acho que ela precisa de uma prova, Sr. Grey.
—Certo. —Christian diz bufando. Ele se aproxima e pega a bandeja da minha mão, coloca sobre a cama e depois se aproxima de Maria tomando o prato da mão dela e pondo sobre a bandeja, ele abaixa na frente da minha filha e semicerra os olhos para ela que ri ruborizando. —Uma prova, certo? Eu provo se você me falar o que eu devo fazer.
Maria ri e me encara nervosa, mas ela está gostando. Ela morde os lábios e depois passa o dedinho pela boca imitando um zíper.
—Você não vai me falar? —Christian insiste e ela balança a cabeça arqueando as sobrancelhas. —Então eu não vou fazer nada.
Christian ameaça levantar, mas Maria segura seu braço, encarando-o rindo. Ela fica segurando o braço dele para que ele não se levante, e mesmo com um olhar duro ele parece se divertir.
—Anda, me fale. —Christian insiste, mas ela continua em silêncio.
—Ela não vai falar. —Murmuro calmamente. —Eu já tentei de tudo, Christian.
—Nem mesmo se eu disser que adorei meu desenho? —Christian sussurra e Maria sorri amplamente. —Vamos lá, diga qualquer coisa. O que você quer que eu faça para provar que nós estamos bem? Por favor, diga.
Maria ri e me olha, ela se vira para Christian e bate a pontinha dos dedos nos lábios dele.
—Você quer que eu a beije? —Christian pergunta surpreso e ela concorda balançando a cabeça. —Não... o que eu ganho com isso? Você não falou.
Eu não posso acreditar que Maria realmente está interagindo com alguém assim, e não posso acreditar que Christian parece estar gostando disso, aliás, ele parece estar adorando o que Maria está fazendo. Surpreendo-me muito, e ele também, quando essa danadinha dá um beijo rápido na bochecha de Christian e lhe abraça. Ele fica sem reação, com as mãos afastadas dela, então ele fecha os olhos e a abraça, abraça apertado, e eu fico encarando tudo, pasma, com os olhos marejados.
Maria o solta e segura a mão dele, nesse momento posso ver o quão abalado ele está, ele me olha, uma confusão de sentimentos em seus olhos. Minha pequena puxa a mão dele e me encara. Christian balança a cabeça e se levanta, ele se aproxima e me abraça, me dá um abraço sufocado, então seus lábios tocam os meus, e isso não parece ser mentira, é a coisa mais real que eu já senti sobre ele.
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