Amor & Pecado
26 Capítulo 26 - Segunda Feira: Narrado por Marcos e Vinicius
Notas iniciais
Acordo com “pip” do despertador e juntamente com ele vem o golpe no peito, que faz meus olhos encherem d’água. Meu coração pulsa e lateja ao mesmo tempo, literalmente falando. As lágrimas escorrem pelo meu rosto incontrolavelmente. Vinicius dominou meu pensamento durante todo o final de semana e pelo visto, hoje não será diferente. A cena dele me colocando para fora do seu quarto, após nossa última conversa, se repete várias vezes em minha cabeça. Ao me sentar na cama, acho em meio o edredom a foto que em que dormi abraçado nos últimos três dias. Estamos no Jardim Botânico de Curitiba, super felizes, em uma viajem que fiz com ele e seus pais há um ano, apenas seis meses após dele ter me pedido em namoro. Quem diria que hoje, estaríamos separados.
Toc! Toc!
– Bom dia, meu lindo. – Minha mãe entra cuidadosamente no quarto. – Está na hora de levantar.
– Já estou indo tomar banho mãe. – Falo de cabeça baixa e passo rapidamente a mão no rosto para enxugar as lágrimas.
Minha mãe percebe que estou chorando, caminha em direção à cama e senta-se ao meu lado. Coloco a foto debaixo do travesseiro para que ela não veja.
– Me diga o que está acontecendo, Marcos. – Ela me abraça. – Você é o meu único filho, meu pequeno, odeio vê-lo desta maneira. Tão triste. – Ao falar “meu pequeno”, não aguento e começo a chorar mais. Amo, muito, minha mãe. Porém, não é ela quem eu gostaria de estar abraçando neste momento.
– Ficarei bem, mãe. – Digo baixo.
– Não sei o que aconteceu, mas peça desculpas à ele. Um lado tem que ceder.
– Pedir desculpas, a quem? – Pergunto surpreso.
– Ao Vinicius. – Minha mãe revira os olhos, como se fosse à coisa mais óbvia do mundo. – Vocês são como irmãos Marcos, sei que deve ser difícil estarem brigados. – Fico mudo, não sei o que dizer, é tão óbvio que estou assim por causa dele?
– Não é por causa dele que estou chorando. – Tento enganar não só minha mãe, mas eu mesmo.
– Não minta para mim, andei conversando com Diane e ela me disse que o comportamento de Vinicius, foi exatamente igual ao seu, durante o final de semana. Passou os dias trancado no quarto, nos poucos momentos que conversou, estava com o rosto inchado de tanto chorar e mal comeu. – Minha mãe passa sua mão, levemente, em minhas costas. – O que você acha de ligar para ele e desejar um bom dia? Hoje é o primeiro dia de trabalho dele, tenho certeza de que deve estar apreensivo.
– Talvez eu ligue. – Falo baixo. – Agora tenho que ir trabalhar. – Dou um pequeno sorriso.
– Vou preparar um café, para você. – Minha mãe se levanta e sai pela porta.
Vinicius
– Não! – Digo com o travesseiro no rosto.
– Levante-se Vinicius, deve estar na Delicatessen às oito. – Meu pai levanta a coberta que está sob mim.
– Não irei! Não me sinto bem.
– Você que sabe, porém se não for, haverá consequências. – Meu pai vira as costas e sai do quarto.
Meu peito está pesado como chumbo. Fecho os olhos e só consigo enxergar aquelas fotos, horríveis. As lágrimas já secaram, de tanto que chorei nos últimos três dias, mas a dor permanece intacta no peito. Como se algo o tivesse perfurado e fizesse com que ele ardesse. Crio coragem e me levanto, conviver com Letícia e aceitar suas condições para que meu caso com Marcos não se torne algo público, virou minha sina a partir de hoje. Olho-me no espelho e vejo um Vinicius que não via há muito tempo: magoado, inseguro e vulnerável. Abro um sorriso, mesmo que forçado, pois não posso demonstrar a mais ninguém minha tristeza.
X
O som do vidro se quebrando ecoa no salão. Todos me olham como se quisessem dizer “de novo!”. Mais uma vez peço desculpas aos clientes e pego o esfregão para limpar o chão.
– O que está acontecendo com você, hoje? – Mariana cochicha em meu ouvido antes de se agachar para pegar os cacos.
– Não sei. Só quero voltar para minha cama, lugar de onde eu não deveria ter saído.
Após terminar a limpeza volto para trás do balcão, antes mesmo de eu atender o próximo cliente, Thiago pede que eu suba a sala de Marcos, pois ele quer falar comigo. Respiro fundo e subo os degraus calmamente. Ao chegar à porta da sua sala, paro e me lembro da dor que estou sentindo. Ela irá afastar qualquer desejo que eu sinta e me ajudará a não ter nenhum ato inconsequente.
– Bom dia! – Marcos está sentado em sua mesa, vasculhando alguns papéis. Não respondo e fico de pé ao lado da porta. – Você está bem? – Marcos pergunta ao se levantar e vem em minha direção. – Sei que ainda está bravo comigo, mas...
Sua cabeça vira numa velocidade incrível, o movimento brusco faz com que seus cabelos castanhos caiam, ainda mais, sobre sua testa. Ao voltar a fixar seus olhos cor de mel, agora arregalados, nos meus, é visível seu espanto. Seus lábios estão entre abertos, suas sobrancelhas erguidas e sua mão pousa, delicadamente, sob a marca dos meus dedos. Minha mão arde e lateja, de tão forte que o tapa foi. Continuo parado, meu coração está na boca, tento não demonstrar, porém é inútil. Meus olhos se enchem d’água e as lágrimas começam a escorrer.
– O que foi isso?! – Marcos pergunta, com a feição de incredulidade.
Acho que a minha tentativa de não ter nenhum ato inconsequente, foi por água abaixo. Caminho em direção a uma das cadeiras e me sento com as mãos no rosto, fazendo com que elas fiquem molhadas com minhas lágrimas. Ouço o som abafado dos passos de Marcos vindo em minha direção, meu choro é um misto de emoções. Emoções as quais eu nunca senti juntas, emoções que eu não consigo administrar sozinho.
– Ei, não chore, por favor. – Marcos tira minhas mãos do meu rosto, pousando as no meu colo. Ele está agachado, me olhando com um olhar confuso, porém meigo. – O que está acontecendo? – Pergunta ao enxugar uma das lágrimas.
– Minha vida está de pernas pro ar Marcos! Tudo por causa daquele maldito beijo que demos no carro. – Falo inconsolável.
– Como assim?
– Fomos flagrados, com direito a fotos.
– Como? Por quem?
– Não interessa! Acontece que perdi uma das pessoas que mais amo, por isso. – O encaro. – Pedi a você para voltarmos à cafeteria, pedi para não complicar as coisas, mas você não me ouviu.
– Mas... – Marcos passa as mãos pelos cabelos. – Levante-se – Diz com a mão estendida. — Vamos dar umas voltas.
– Não posso, tenho que trabalhar.
– Te dou o dia de folga, vem comigo. – Marcos insiste, pega minha mão, fazendo com que eu levante e me abraça. – Não irei obriga-lo a dizer o que aconteceu, mas já peço desculpas a partir de agora. Deveria ter te ouvido e ter te respeitado. – Ele me solta. – Vamos!
Vinicius
É hora do almoço e por uma hora e meia, estou livre para fazer o que quero. Ter passado a manhã toda ao lado de Letícia me deixou enjoado. Não estou com fome, vou pegar o carro e ir para algum lugar que eu possa descansar minha mente.
– Aonde vai? – Letícia pousa sua mão em meu ombro, me segurando.
– Não lhe devo satisfação do que irei fazer em meu tempo livre. – Respondo entre dentes.
– Olha como fala comigo Vinicius! – Letícia aponta o dedo em minha direção, me advertindo. – Você não está podendo ser rebelde, posso espalhar aquelas fotos pela Igreja toda e falar do seu romance com Marcos.
– Lave essa sua boca nojenta, antes de falar dele sua vaca!
– Você ainda o defende? – Letícia ergue uma das sobrancelhas. – Tenho pena de você Vinicius, além de ser um viadinho enrustido e chifrudo, continua apaixonado por quem te trai.
– Cala a sua boca! – Grito no meio da rua. Letícia se assusta, pois não espera uma reação agressiva. – Você pensa que me tem nas mãos, mas você não tem garota! Não serei chantageado por você.
– Você já está sendo. – Letícia sorri. – Vou relevar esse seu excesso de fúria, pois sou uma pessoa muito bondosa. Aproveite sua uma hora e meia, livre, e vá comprar o que mandei sexta feira a noite, quando tivemos aquela conversinha no escritório do seu pai. Quero exibir meu presentinho amanhã no culto e de preferência na cara do Marcos. E nem pense em retrucar, senão seu emprego e reputação irão por água abaixo. Imagine o escândalo! Filho do Pastor mantinha um romance gay, debaixo dos olhos de todos. Justo quem deveria ser o exemplo, acabou sendo o mais sujo e pervertido de todos.
Engulo seco e lhe dou as costas.
X
O grande portão automático se fecha atrás de nós, ao descermos do carro dentro da garagem, percebo que há mais dois veículos, porém não consigo identificar quais são, pois estão cobertos por capas.
Ao entrarmos na casa, somos recepcionados por uma mulher de meia idade, com trajes sociais: Blazer e saia, na cor azul marinho, camisa branca de linho e sapatos de salto alto da cor preta. Seu olhar é de espanto ao nos ver.
– Sr. Accetti, aconteceu algo?
– Não, Cleuza. Só decidi tirar o dia de folga. – Marcos sorri. – Este é um amigo, Marcos Baldo. – Diz apontando para mim.
– Muito prazer Sr. Baldo. – Cleuza me cumprimenta e lança um olhar de aprovação a Marcos.
– Ah! Chame-me de Marcos, por favor.
– Como quiser, desejam algo?
– Água, por gentileza. – Respondo.
– E o senhor? – Cleuza refere-se a Marcos.
– Nada, por enquanto. Mas gostaria para o almoço, aquela lasanha deliciosa que você faz. – Marcos sorri. – Está tudo bem pra você Marcos? Ou deseja outra coisa?
– Como preferir. – Sorrio timidamente. Não tenho costume de pedir o que quero a outra pessoa, se quero algo, faço.
– Ok. – Responde Marcos. – Leve a água ao meu quarto, Cleuza.
– Sim, senhor. – Diz ao se retirar.
– Relaxe, ok? Decidi lhe trazer aqui em casa, pois é um lugar calmo e podemos ficar a vontade. – Marcos sorri. – Venha comigo. – Ele me pega pela mão e subimos a grande escada até o andar de cima. Tudo é muito bem decorado, com extremo bom gosto. A sala de estar, que acabamos de deixar é muito iluminada e decorada em tons pastéis e bege, com móveis brancos e alguns objetos transparentes e frágeis. Creio que sejam feitos de cristal ou algo parecido. O corredor que estamos atravessando é grande e com diversas portas, entre cada uma há um quadro com pinturas abstratas, com muita cor. Quando penso que o corredor acabou, viramos à direta e duas portas depois, Marcos abre uma delas.
O quarto é enorme, se fiquei espantado com a reforma que os pais de Vinicius fizeram no deles, com certeza eu não conhecia o do Marcos. O carpete é cinza claro, as paredes e teto da cor branca. A parede que dá para o lado norte, é toda de vidro, de cima a baixo, coberta por uma enorme persiana horizontal de madeira tabaco, dando um contraste com as paredes e chão. Sua cama Box King Size é encostada na parede do lado esquerdo, ao seu lado há uma mesa de vidro com dois vasos de cerâmica. Outro destaque é o abajur de chão preto, ao lado de um divã de couro escuro. Nas paredes há quadros com colagens de fotos, tanto pessoais, quanto de lugares, nunca vistos por mim. Procuro a televisão e não a encontro, quando olho para o teto novamente, vejo um retroprojetor. Sinto a falta de um armário, mas logo vejo ao lado do divã uma porta de correr. Deduzo que ali é um closet. Mas o que mais me chama a atenção, entre tanto luxo, é a estante de livros ao lado da porta.
– Livros! – Sorrio e corro para o lado da estante. Marcos fecha a porta e para ao meu lado.
– Gosta de ler?
– Adoro. – Respondo encantado.
– Tenho um que talvez você goste. – Marcos caminha e retira um exemplar, entre muitos, fino e puído e me e entrega.
– Le Rime. Não acredito que tem esse livro! Adoro Dante Alighieri. – Abro o livro com muito cuidado, é uma edição muito antiga e em seu idioma original, Italiano. – “Molto poco amore, con il quale le parole possono esprimere quanto amore.”
– Muito pouco ama, quem com palavras, pode expressar quanto muito ama. – Marcos sussura em meu ouvido. Me arrepio dos pés a cabeça. Ele tira o livro das minha mãos e me abraça. Seu cheiro amadeirado é tão bom e relaxante, correspondo fortemente o abraço, fecho os olhos e sinto que não estou sozinho. – Estou aqui pra você Marcos, posso ter te colocado em uma situação dificil, mas saiba que estou aqui para o que precisar. Você me encanta de uma forma que nunca conseguiram. Você é lindo, educado, honesto, dedicado e apaixonante, quem não gostaria de ter você ao lado? Agi de forma egoista sexta feira, te precionando a me beijar, sabendo que você tinha namorado. Mais uma vez lhe peço perdão, sei que não sou digno dele, mas mesmo assim lhe peço.
– Você não me obrigou a nada. Pode ter me pressionado um pouco, mas não foi o único culpado e eu não quero falar sobre isso. – Digo o afastando, calmamente. – Estou cansado, parece que nesses últimos dias fui atropelado por tratores. Posso me deitar um pouco?
– Claro, fique a vontade.
Pode parecer estranho mas me sinto protegido e confortável, de certa forma, aqui com Marcos. Nos conhecemos a pouco tempo, acabei sentindo uma atração por ele, mesmo namorando Vinicius, descubro que ele é o meu mais novo patrão e ele acaba sendo o pivô do termino do meu namoro. Cleuza bate na porta e trás minha água, Marcos pega e me entrega.
– Se importa de eu tomar uma ducha? Estou com calor. – Pergunta.
– Não, pode ir.
Marcos caminha até a porta que eu pensei que era um closet e na verdade é um banheiro, abre sua camisa e a deixa cair no chão. Vejo brevemente suas costas largas e pele branca. Deito-me na cama, me aconchego e caio no sono.
X
Acordo com um toque suave em meu rosto, sem abrir os olhos, sinto que a pele que me toca é sedosa, muito macia e cheirosa. A fragrância é doce, porém não é enjoativa. Abro os olhos e fico sem ar. Minha cabeça está apoiada no tórax de Marcos, que está sem camisa. Seu peitoral é muito bem trabalhado, com músculos definidos. Fico sem reação ao perceber que minha mão esquerda, está com a palma aberta em seu abdômen, trincado e rígido. Percebo que minha cabeça “sobe e desce” involuntariamente, com o ritmo de sua respiração. Sinto o peso de sua mão em meu ombro, ergo a cabeça cuidadosamente e vejo que seus olhos estão fechados e sua feição relaxada é tão... perfeita! Lábios vulneráveis, a qualquer toque ou beijo, pele branca, bochechas levemente vermelhas e para emoldurar uma obra de arte tão bela, lá estão seus cabelos castanhos claros, caídos em sua testa. Continuo o avaliando, sua mão direita está debaixo da cabeça, fazendo seu braço ficar flexionado e enrijecendo seu bíceps. Desço o olhar e vejo que está somente de short tactel, tipo aquele que usava no dia em que nos encontramos no parque. Para fora do short está o elástico preto da cueca, com a marca “Emporio Armani” em letras douradas. Ao contrário de Vinicius, a pele de Marcos é extremamente lisa, desde o tórax até suas pernas.
Olho para a parede e vejo que Marcos adormeceu assistindo um filme, em um daqueles canais “cult” de TV por assinatura. Reconheço uma das cenas e pego o controle só para confirmar o nome. “O pecado mora ao lado”, filme estrelado por Marilyn Monroe, o qual tem a famosa cena do vestido de cor marfim que é levantado na rua pelo jato do respiradouro do metrô. Fico feliz de que Marcos goste de clássicos, senão me engano este filme é de mil novecentos e cinquenta e cinco. E por ironia do destino, “meu pecado está ao meu lado”. Tão lindo e encantador... Por mais que eu esteja sofrendo por dentro, é impossível não se encantar com Marcos. Não só pelos seus atributos físicos, mas por sua personalidade também.
Reparo que ao lado da cama, em uma mesa de vidro encontra-se dois pratos, duas taças com água e talheres. Vejo que um dos pratos está apenas com um pouco de molho de tomate e uma das taças de água está pela metade. O outro prato está coberto com uma tampa de alumínio, redonda, como as de restaurantes. Com certeza ele almoçou, porém não me chamou para não atrapalhar meu sono. Confesso que estou faminto, levanto-me, destampo o prato e vejo uma suculenta lasanha. Pego meus talheres, sento-me no divã de couro escuro, do lado oposto da cama e olhando para a parede, onde se retro-projeta a imagem da TV, assisto o filme.
– Ei, dorminhoco! – Olho para o lado e vejo Marcos já sentado na cama, com o cabelo desgrenhado e olhos semi cerrados, pois acabou de acordar e a luz de imediato incomoda.
– Olha quem fala. – Sorrio.
– A lasanha está boa? – Pergunta.
– Maravilhosa.
– Vem cá. – Marcos pede e ao falar bate uma das mãos no colchão. Saio de onde estou e sento-me ao seu lado. Seus olhos mel estão mais escuros do que de costume. – Estou feliz por você estar aqui. – Sorri e me abraça. Seus braços grandes, fortes e desnudos me envolvem. Fico meio sem jeito.
– Posso te pedir uma coisa? – Pergunto ao me soltar.
– Sim, claro.
– Coloque uma camiseta.
– Por que? Estou te seduzindo? – Marcos pergunta em tom de brincadeira, levantando uma das sobrancelhas e mordendo o lábio inferior.
– Sim, está. – Rio.
– Ainda irei fazer você pedir para que eu tire a camiseta. – Marcos levanta e segue em direção a porta que corre, conforme ela é puxada outra passagem aparece e vejo o closet, ele pega a primeira camiseta que vê e veste.
– Já está tarde, me leve para casa, por favor. – Peço.
– Ok, use o banheiro, se quiser e te levarei.
Obedeço, no banheiro lavo o rosto e encontro uma escova dental lacrada, tomo a liberdade de abri-la e escovar meus dentes. Odeio ficar com minha boca suja.
– Pronto, vamos!
– Seu livro. – Marcos estende a mão, com o livro que me dera logo mais cedo.
– Obrigado.
– Tem certeza que já quer ir? Passamos a maior parte do tempo dormindo. – Sorri. – Se quiser podemos sair.
– Não precisa, eu estava precisando dormir mesmo. Vamos deixar o passeio para outro dia.
– Como quiser. Então vamos, se meu príncipe pede algo, devo fazer imediatamente.
– Seu príncipe? – Pergunto.
– Sim, meu. – Marcos sorri timidamente e me dá um beijo no topo da minha cabeça. – Prometo que a partir de hoje, irei fazer tudo que me pedir, isso inclui tirar a camiseta e te beijar. – Ri.
– Besta! Isso não irá acontecer.
– Nunca se sabe. – Marcos dá de ombros, pega minha mão e se dirige em direção a porta.
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