Amor Parisiense

2 Capítulo 2- 1°Dia (Parte 1)


Notas iniciais
Olá pessoal! Faz tempo que não apareço, não é mesmo? Este capítulo foi divido em duas partes, para não ficar muito extenso. Boa Leitura!

–Andrew,prepare-se, pois esta será a viajem de sua vida...

Uma voz sussurrava ao meu ouvido,eu estava em um lugar vazio,não um cômodo vazio,mas, um local que não tinha nada, me sentia preso no infinito.

–Quem é você?

–Eu? Bom,eu sou...

A sala clareou mais ainda e depois tudo escureceu. Abri meus olhos, tudo não passava de um sonho.

–Andrew! – alguém batia na porta da minha suíte (não me canso de falar isso, sou ostentador mesmo) e gritava meu nome insanamente.

–Já vai porra!

Caminhei, parecia que eu estava drogado, o cansaço da viajem fez isso comigo. Abri a porta e lá estava, branco como a neve, olhos azuis como o Rio Senna e o cabelo vermelho como o fogo, mas, para variar, ele estava com aquela expressão indiferente de sempre, a única coisa que o estragava era ele mesmo!

– Já viu que horas tem? –Wallace me pergunta, aquela face indiferente me irritava por que não sabia o que ele estava sentindo.

–Não, que horas tem?

–Está na hora de você comprar um relógio – por essa frase eu soube o que ele estava sentindo.

– Grosso!

–São 8:45! Você queria que eu estivesse sorrindo? Esperei quarenta e cinco minutos no Hall do Hotel!

–Desculpe,estou muito cansado da viajem.

–Eu sei, passei por isso, logo você se acostuma! Já tomou café?

–Acredita que eu não como nada desde ontem?!

–Mereço...Eu vou pedir para entregarem seu café da manhã aqui em cima.

–Ok,vou tomar um banho e botar roupa para sair.

–Acho bom não é? Já está com essa roupa desde ontem.

–Prefiro não responder!

Saí da sala e fui pegar as roupas na minha mala que estava no quarto. Peguei as roupas, meu celular e fui tomar banho.

A música do banho de hoje foi: Little Mix-Black Magic.

Não demorei muito no banho, apesar que eu ficaria naquele banheiro eternamente, só o banheiro já era sala, cozinha e quarto da casa de minha mãe. Coloquei uma calça jeans, uma blusa branca, meu colar de pedra-da-lua (muito good vibes), uma colete preto e um chapéu panamá preto. Assim que saí do banheiro, Wallace que estava sentado no sofá se levantou e foi ao meu encontro, ficou uns 30 segundos olhando para mim.

–Muita informação, tira isso- e ele retirou meu chapéu panamá, jogando-o para o canto.

–EI!

–Não reclama, você trabalha para a Vogue, não para uma editora de livros. O pessoal da Vogue Brasil não sabe se vestir? Venha vamos tomar café.

Por aquela frase, eu vi que o dia seria longo...muito longo...

Acabamos de tomar café e Wallace apressado que só não me deixou nem arrumar o meu cabelo, me empurrou para a porta

–Calma porra, eu tenho que arrumar o meu cabelo!

–NÃO! PELO AMOR DE DEUS NÃO FAÇA ISSO.

–Calma, quero arrumar o meu cabelo e não causar a 3° Guerra Mundial!

–Calma nada, seu cabelo e liso e fica bonito despenteado. Fica bem melhor do que você estava usando ontem!

–Vem cá, vocês franceses só ligam para a aparência?

–Sou brasileiro e não os franceses não ligam só para a aparência, mas a França é o país da moda então, as pessoas andam pelo menos de um jeito apresentável. Algumas mulheres vão na Boulangerie (Padaria) maquiadas e com perfume da Chanel!

–Tá bom estilista, vamos? –não aguentava mais aquele papo desnecessário sobre a minha roupa.

–Vamos! Mas antes vamos passar em uma loja de material fotográfico!

–Por que?

–Lá você vai descobrir!

Não quis estender muito o assunto por que ele reclama de mais. Saímos do Hotel e fomos a uma loja que vendia câmeras e objetos do tipo.

–Escolhe

–O que?

–Uma câmera. Não se preocupe com preço

–Então nesse caso quero a mais cara que tiver

–A melhor câmera que tiver por favor –Wallace se dirige ao atendente –não importa o que ela tenha, é para fotos em estilo jornalístico e que dê para trocar a lente.

–Sim senhor –nunca vi um atendente tão feliz.

O atendente pediu licença para buscar a câmera no depósito da loja

–Vocês daqui gostam de ostentar não é? –perguntei incrédulo do que estava acontecendo.

–Não, este é um presente da Vogue para você!

–Acho que vou mudar para a Vogue Francesa

–Ahahaha – ele disse em tom sarcástico- quem contratas as pessoas lá sou eu! E eu não te contrataria.

–Eu não ia querer mesmo!

–Jura? Que pena...tinhamos uma vaga...

–Sério?!

–Não ahahahaha!

–Ridículo!

Wallace pagou a câmera e saímos da loja.

–Agora que já compramos a câmera nós vamos te falar qual tema queremos que você escreva para a Vogue Brasil... Eu e sua chefe concordamos que o tema será: O amor em Paris!

–O QUE?! Como eu vou escrever sobre algo que não sinto?

–Não sei, se vira. Mas eu vou te auxiliar nessa matéria.

–Ata, acho bom. Mas como?

–Nos próximos dias você terá um intensivo sobre a vida parisiense comigo. A câmera será para você tirar fotos para sua matéria.

–Era o que me faltava, um bruto querendo me ensinar sobre o amor em Paris.

–Não reclame, também não queria estar aqui. Vamos logo ao primeiro ponto turístico. Entre no carro.

Entramos no carro dele (que não era nada luxuoso).

Nossa, como Paris é linda, vocês não tem noção. As lojas são todas organizadas e com suas fachadas lindas. Até mesmo a Farmácia é linda. As árvores, as crianças brincando e as mulheres francesas nem se fala.

–Chegamos, conheça o Rio Senna.

Fiquei parado durante um tempo apreciando o que estava vendo. O rio era lindo, e os casais a sua beira namorando dava um ar realmente romântico até para pessoas como eu.

–O Senna desagua no oceano atlântico e sua extensão é de 776 km. É inspiração até hoje para muitos artistas, ele é propriedade de Paris desde 1864.Muitos de nossos produtos passam pelo Senna, um exemplo é o material que usamos para fazer as famosas baguetes francesas, o trigo. Após ter sido queimada Joana D’arc teve suas cinzas jogadas no cinza. Desde 1991 este rio é considerado patrimônio cultural segundo a UNESCO.

–Alguém andou estudando e decorando textinho hein!

–Para de palhaçada, uma das coisas que mais gosto na França são seus patrimônios culturais.

Wallace parecia uma criança olhando para o rio, era uma cena realmente bonita, aqueles casais alguns olhando o rio abraçados, outros rindo e alguns até cantando e tocando violão.

–Quer passear pelo rio? –Wallace me perguntou com um sorriso no olhar e na boca.

–Claro!

–Nós vamos de Bateaux Mouche.

–O que é isso?

–São barcos, em português significaria Barco Mosca. Vamos se não vamos perder aquele que sairá agora!

Corremos, mas corremos muito, compramos nossa passagem e entramos no barco, sentamos e respiramos por que depois de correr tanto eu nem precisava fazer academia por uns 5 meses (meu espirito é preguiçoso, muito).

O barco começou a se movimentar, não estava tão cheio. Era lindo (estou dizendo bastante isso, mas mesmo assim não dá a grandiosidade da beleza daquele lugar).

–Me dá minha câmera, por favor, quero tirar uma foto.

–Ok, toma. –ele me entregou a câmera.

Quando eu estava focando a câmera e ia bater a foto Wallace falou:

–Não, espere, você tem que centralizar a imagem, assim

Ele chegou por trás de mim, botou a mão por cima da minha e centralizou a imagem parta mim. Eu sentia a respiração dele na minha nuca, meu coração estranhamente acelerou e ficou eufórico, nunca sentira aquilo antes, com ninguém

–Obrigado – bati a foto rapidamente para ele sair de trás de mim.

–De nada, se quiser depois te explico como usa-la.

–Vou querer sim, obrigado. Tem algo que você não saiba fazer?

–Sim, apenas uma coisa... –o celular dele tocou, interrompendo a frase. Ele viu quem era e desligou a tela do celular- então...

–Não vai atender?

–Não é importante. Vamos continuar passeando.

Não terminamos o passeio pelo rio, saltamos em uma das partes dele.

–Vamos almoçar?

–Vamos!

Notas finais
Eaí? O que acharam? Vocês preferem ele longo (como o primeiro capítulo) ou curto (como este)? Dê sua opinião sobre a história! Até o próximo capítulo!