Amor No Gelo.
1 01.
Victória...
Eu já estava a mais de uma hora esperando Matt, que mais uma vez estava mais do que atrasado, realmente uma coisa que eu não tolero são atrasados nos meus ensaios ele sabe o quanto isso é importante pra mim porque ele insiste em dormir até mais tarde? Ele pode ser meu namorado, mais eu já não agüento mais , as brigas constantes , a irresponsabilidade dele com a nossa carreira.
-Olá Victória, esperando o seu namoradinho ? – Ah não Bieber.
— Cala a boca Bieber, porque hoje eu não estou com paciência para agüentar você . – Eu realmente odiava ele, esse menino acha que manda em alguma coisa aqui no ringue do meu pai ele pode ser o fodão na escola, na cidade, mas aqui sou eu quem manda.
— Oh está de TPM Vic? – perguntou aquele viado
— Olha querido, se eu estou ou não o problema é meu, e agora me dá licença que eu preciso patinar. – disse voltando a me sentar na arquibancada calçando meus patins. É , se pro Matt não é importante pra mim é, não quero saber, eu vou ensaiar sozinha hoje.
— Ui a patricinha vai agora dar uma de patinadora? – zombou.
— Quer mesmo saber Bieber? Cala a tua boca que é melhor pra tua vida, ou você quer que eu tenha uma conversa com meu pai e quer que eu diminua o tempo de treino de vocês? – sorri divertida.
— Você não seria capaz Parker. – arqueou uma sobrancelha
— E você ainda duvida?
— Ok, eu vou indo, pode continuar dando suas piruetas estúpidas.
De uma coisa eu sei, que aqui eu tinha poder sobre o Bieber, ele não passava e um galinha idiota, que se achava o tal, pegava todas as meninas, mas não passava de um menino carente, que provavelmente não tinha amor.
Entrei no gelo, era tão mágica aquela sensação, lembro da primeira vez que eu pisei aqui, quando meu pai deu a notícia que ele estava num novo ramo, um trabalho onde ele iria ganhar bastante dinheiro. Eu tenho muito orgulho da minha família, eu era pobre, mas meu pai sempre me deu tudo, e quando ele investiu o dinheiro da nossa hipoteca para comprar o ringue, minha família entrou em crise, mas nem por isso ele deixou de acreditar que iríamos dar a volta por cima, e que um dia iríamos ser muito bem de vida.
Com 6 anos eu ganhei meu primeiro patins depois que meu pai terminou de reformar tudo por aqui, ele quem me ensinou a me posicionar sobre os patins, e meu sonho sempre foi ganhar os campeonatos, não é a toa que eu tenha muitas medalhas e troféus pelo meu quarto, eu sempre me dediquei a patinação, isso sempre foi e sempre será a minha vida.
Eu já estava em posição, e deu meu sinal para que Derek ligasse a musica e desligasse as luzes centrais.
Fui até o meio do ringue, ninguém , ninguém mesmo sabia e nem entendia o que eu sentia quando estava aqui.
A música começou a tocar, era uma das minhas favoritas Apologize , ela era na medida perfeita, eu sentia cada parte do meu corpo pedir por aquilo, a sensação era indescritível, sem mais. Comecei a coreografia de leve abri meus braços, e como eu estava sozinha , comecei a avançar para pegar velocidade, eu podia sentir já quando eu fechava os olhos imaginava todos atentamente me assistindo, e sorrindo para mim, era como se tudo aquilo fosse único e só meu. Ali só existia eu, e mais ninguém, não existia problemas, não eu tivesse do que reclamar, mas era só eu que importava, era só aquele momento.
Abri meus olhos, e vi um par de olhos castanhos me olhando mais foi tudo tão rápido, que nem liguei muito, eu já estava com velocidade o bastante para dar uma pirueta, e depois tentei um sit spin* e a musica soava em meus ouvidos, ela já estava decorada de trás pra frente e de frente para trás em minha consciência.
Deixei que a velocidade me dominasse, no começo eu arriscava uns passos, e depois comecei a minha coreografia de verdade , meus passos cada vez mais arriscados, e a sensação só melhorava, mas quando me dei por conta, acabei resbalando no meu próprio patins e cai com toda a força no chão eu apenas vi que minha meia calça e minha perna sangravam e uma dor horrível veio, e começou a pingar sangue no gelo, fazendo com que ele perdesse sua cor natural.
A música já tinha parado sinal que Derek já tinha saído da sala, eu sabia que a essa hora todos estavam saindo e voltando pra casa, hora do intervalo, e ninguém poderia me ajudar. Mas mesmo assim.
— TEM ALGUÉM AI? SOCORRO! – gritei fazendo o eco da minha própria voz, e vi a porteirinha que dava entrada do gelo sendo aberta pelo Bieber, que veio correndo meu ajudar.
— O que houve Vic? — perguntou ele, me pegando no colo, e me levantando em direção a saída do gelo.
— Ah sabe Bieber, eu tava afim de ver a cor do meu sangue, ai me atirei no chão. – disse sem paciência que garoto que só faz perguntas ridículas.
- Ah sempre assim né Victória, a gente ajudando e voce com suas ironias . – disse irritado.
- O que voce queria que eu te disse eu te amo, meu super herói. – ele tinha me colocado sentada já numa cadeira.
- Que bom saber que voce me ama, e que eu sou super herói Vic, não sabe como alegrou meu dia. – disse em tom de deboche.
- Epa espera ai, não sabia que agora a gente tinha intimidade o bastante para voce me chamar de ‘’ Vic’’ .
- Ah cala a boca garota, eu já volto vou pegar lá em cima a caixa dos curativos . – assenti e ele saiu correndo em direção ao andar de cima.
Com mais de seis milhões de pessoas no mundo, e quem diria quem me ajuda é logo o Bieber, mesmo ele me ajudando não a santo nenhum que me faça gostar desse idiota repugnante.
Ele não demorou muito pra voltar. Ajoelhou-se e esticou minha perna que não tinha um corte tão grande assim, mas mesmo assim tinha saído bastante sangue.
— É, eu posso rasgar essa parte da sua meia calça?
— Pode Bieber.
Ele rasgou bem na parte onde ficava meu corte, limpou em volta, e enfaixou, depois, já nem estava doendo mais.
— Obrigada – murmurei.
- O que voce disse Parker? – perguntou maroto.
- Obrigada Bieber, ta feliz?
- Ah agora de fato estou muito, quem diria Victória Parker a garota que mais me odeia no mundo me agradecendo, realmente isso vai entrar pra história – disse ele brincando.
- Realmente voce tem razão Bieber eu te odeio mesmo – entrei na brincadeira e nós dois começamos a gargalhar juntos.
Meu celular começou a tocar, no mínimo era o idiota do meu namorado o Matt, ah se ele estivesse vindo no horário, ou pelo menos tivesse dado um sinal de vida eu não estaria com esse machucado na perna.
- Desculpa eu vou atender – disse pro Bieber.
- Ah ok, eu já estava de saída mesmo. – disse ele em direção a saída peguei meu celular e sim era o Matt:
- O que você quer? – disse sem paciência alguma.
- Nossa, Oi pra você também amor – disse ele se fazendo de vitima.
- Te perguntei, O que você quer?
-Eu queria me desculpar, por não ter ido no treino hoje – disse se enrolando com as palavras, no mínimo ele ficou com preguiça, conheço esse meu namorado .
- Ta, mas nada do que você disser vai mudar , o que aconteceu comigo hoje – ah agora era a minha vez, de fazer ele se sentir culpado, chantagem emocional, eis o meu forte.
- O QUE ACONTECEU COM VOCÊ VICTORIA? – berrou no telefone.
- Por causa da tua ausência hoje, eu cai no ringue, cortei minha perna com o patins! – choraminguei
- OQUE? COMO VOCÊ TÁ MEU AMOR? – ah sempre funciona
- Já to bem melhor, o Bieber me ajudou .
- Aquele viado, passou a mão em você?
- Se eu disse que o Bieber , me ajudou é claro né, ele foi muito legal em me ajudar, já que o meu namorado nem se prestou em vir no treino né, agora eu vou desligar porque você já me cansou, tchau. – nem esperei resposta e desliguei, bom agora ele iria dar um chilique como sempre de ciúmes, particularmente eu amava quando ele sentia ciúmes, de mim um gesto tão fofo vindo de um menino.
Fui até o vestiário e troquei a minha roupa coloquei uma algo quente, estava começando a ficar inverno aqui em Stratford , era minha época favorita. Peguei minha mochila, e fui apagar as luzes, passei pela sala de som, tudo estava vazio, eu realmente estava sozinha, não que eu me sentisse sozinha, mas as vezes era boa essa sensação, era tanta pressão dos meus pais, e eu também me cobrava muito nos treinos, eu queria ser perfeita, queria ultrapassar meus limites.
Tranquei o ringue e sai andando, coloquei meus fones de ouvido, coloquei para tocar Beautiful da Cristina Aguilera, no ultimo volume, e sai andando pelas ruas, eu não era uma menina comum, estava longe de ser comum, as coisas pra mim não eram fáceis, e eu também não era de desistir, sempre conseguia o que eu queria , por mais que as vezes eu tivesse que chantagiar meu namorado um pouquinho.
Cheguei em casa, subi para o meu quarto, como de custume aquele silencio, se eu não estava sozinha, meu pai estava no escritório, e minha mãe deveria estar com as suas amigas. Joguei minha mochila para qualquer canto, fui tirando meus tênis e deixando no meio do meu quarto, e comecei a tirar minha roupa afinal, eu iria tomar um banho e trocar meu curativo. Fiz isso mesmo , minha perna estava com um corte não muito fundo, na verdade era só um arranhão , mas que por sinal tinha sido um pouco forte. Sai do banho, coloquei uma roupa simples, e fui em direção a minha cama, eu estava de férias, sim, escola só ano que vem pra mim. Me aconcheguei, relaxei e num ato apaguei.
Notas finais
Oooi, por favor é importante que deixe review com mais eu posto o proximo capitulo (:
beeijos bb_biieber
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