Amor & Maldição

18 XVIII: amigos de infância


Notas iniciais
Riçar: arrepiar.

— Ele é sempre tão arredio, mas não com você — observou Aurora.

— Para mim é fácil — Bram se aconchegou na frente da lareira. — Nós crescemos juntos.

Aurora fechou seu livro e sentiu a pele riçar. Sátiros eram criaturas antigas, criadas por Ágape, a deusa da natureza, para auxiliá-la em sua tarefa.

— Eu sei o que está pensando — riu. — Ardan era um deus da cura, inicialmente.

Graiel é a deusa da cura.

Ou costumava ser, antes de perder parte do seu poder.

— O esquecimento foi um dos preços que ele pagou para se tornar humano... Agora não é nem divindade, nem humano.

Notas finais
Oi, gente, tudo bem? Bram abrindo o bocão dele. Ele é assim mesmo, sem freio na língua. Aurora achava que o Ardan era um humano comum, agora ela está ciente que não, embora não saiba os detalhes de tudo (isso quem deve contar é o próprio Ardan). Pelo menos nesse capítulo pude inserir o preço que a Graiel precisou pagar para trazer o Ardan de volta à vida (perdeu parte dos poderes). E também um dos preços que o Ardan pagou para se tornar humano (ser esquecido pela humanidade, ninguém lembra que, no princípio, houve dois deuses da cura). Como sátiro, o Bram ajuda a cuidar de florestas. No caso, ele cuida da Floresta Sombria (que é uma floresta normal, exceto à noite, quando os Infernais aparecem). Ele não mora com o Ardan, ele tem a própria toca, mas está sempre aparecendo e imagino que agora que a Aurora está lá ele apareça ainda mais para filar uma boia (ele é desses). Beijos e até a próxima :*