Amor Maior Não Há

3 Quando eu te perdi


Notas iniciais
Boa noite, gurias! Espero que gostem desse capitulo. Beijos

Amor Maior Não Há

Capitulo

Quando eu te perdi

Anos Atrás.

Frederico montava em direção a fazenda que jurou nunca mais colocar os pés. Todos os seus planos de uma vida estava se esvaindo em sua frente. A mulher que ama estava preste a casar com outro. Aquilo o matava por dentro. Era como se um veneno penetrace a alma. As lembranças dos momentos dos dois o distraem e o causa ainda mais agonia. Por muito pouco um acidente terrível não acontece quando o carro freia diante do seu cavalo. E lá estava Victoria. De branco, tão perfeita que por um momento Frederico se esqueceu de tudo. Ele só olhava a perfeição, ela mais parecia um anjo. Mas aquele momento mágico, foi acabado com o olhar frio, e penetrante de Victoria.

— Victoria, saia desse carro... Eu quero falar com você! _ Diz Frederico, descendo do cavalo.

Victoria sentiu o ódio percorrer seu corpo. Ela desce do carro, seu vestido arrastava no cão.

— O que tu queres pião? _ Pergunta Victoria. _ Está querendo se matar, se colocando na frente de um carro... Por que se é isso existe maneiras mais fáceis.

— Eu que pergunto o que pensa que está fazendo, vestida assim? Onde acha que vai...

— Eu vou ao meu casamento! Parece obvio, não é? _ Diz Victoria, com meio sorriso.

— Tu já és casada, e com um homem de verdade. Largue de bobagem e suba aqui... _ Diz Frederico se referindo ao cavalo.

Victoria desatar uma a gargalhada. Em tamanho deboche.

— Você acha que aquilo, foi um casamento? Pião você é tão tolo. Olhe pra mim... _ Victoria ergue as mãos em torno de si. _ Olhe pra você... Ah tu não passa de pião, de empregadinho, de um morto de fome... Achou mesmo que eu Victoria Sandoval, iria te levar a sério? _ Cada palavra açoitava Victoria, doía como se um ferro a queimasse a garganta. Mas ela precisava feri-lo, assim como ele fez com ela.

Frederico sentiu cada palavra, como se um chicote o acerta-se e. Como se algo o tivesse matando. Ele segura Victoria pelos braços...

— Só não faço tu engoli tudo isso, por que tu és uma mulher... _ Frederico se distancia. _ Tu és desprezível. E igualzinha teu pai, a copia fiel dele.

— Desprezível tai um adjetivo que se enquadra totalmente a você. _ As lágrimas já queria se manifestava, mas Victoria tentava se controlar. _ Saia da minha frente... Meu noivo me espera.

Frederico engoliu-o o orgulho, ao falar...

— Se tu entrar nesse carro, se tu casar com aquele, almofadinha. Eu te odiarei em todas as vidas, que eu tiver. _ Frederico, mesmo tentando não deixar o desespero transparecer estava ali, diante de Victoria quase implorando... _ Não posso acreditar que tudo foi uma mentira, foi tudo mentira? _ Pergunta Frederico.

— Foi... _ E a única palavra que Victoria, consegue dizer. Ela abriu a porta do carro.

— Mentira, por que está fazendo isso? Por que está destruindo o nosso amor? Eu exijo que me diga!

— Não se destrói o que nunca existiu. Solte-me, e deixe de ser patético. _ Diz Victoria se livrando dos braços de Frederico.

— Você vai se arrepender! _ Diz Frederico

— Faça o seu pior! Nada que vem de você, não me surpreenderá mais. _ Victoria diz isso e entra no carro.

Ela olhava pelo retrovisor... Frederico parado no meio da estrada. Quando a distancia era segura ela deixa as lágrimas cair.

Mansão Sandoval

Frederico continuava com o dedo no interfone.

— Luiza um pouco de paciência, por favor. _ Fala Victoria, ao se deparar com Frederico. Victoria não poderia acreditar no que via... E um pesadelo... Só pode ser um pesadelo! Ela pensava. Mas seu coração se agitava e batia descompassadamente. Todas as sensações de vinte anos retornam para seu pobre corpo.

Frederico sentiu o chão se abrir diante dos seus pés. Victoria, a mulher que o destruiu, estava ali diante dos seus olhos. Depois de tantos anos...

— O que faz com esse homem Luiza? _ Pergunta Victoria apavorada.

A voz de Victoria era com uma melodia triste aos ouvido de Frederico.

— Me chamo Frederico Rivero... A senhora como se chama? _ Pergunta Frederico, cinicamente.

— Victoria Sandoval. _ Responde Victoria, entrando no jogo de Frederico. _ O que faz com minha filha?

— Vejo que além de ladra sua filha, é uma grande mentirosa. _ Responde Frederico mirando Luiza.

— Do que está falando? _ Pergunta Victoria também mirando Luiza.

— Eu posso entrar? Ai eu explico como sua filha conseguiu passar de ladra a mentirosa. _ Frederico estava estremecendo por dentro, mas por fora era como uma rocha.

—Mãe, eu posso explicar... _ Diz Luiza

— Acho melhor, você ficar caladinha... Deixe que eu me entenda, com sua mãe. _ Frederico toca o queixo de Luiza. _ Posso entrar, ou vou ter que fazer como sua filha, invadir?

Victoria queria estrangula-lo. Quando o deixa entrar.

— Agora se explique! _ Ordena Victoria.

— Seu nome é... Victoria? _ Ele esnoba um sorriso, ao perguntar.

— Isso! _ Responde Victoria, entre dentes.

— Tivemos um contra tempo... Eu não sei que tipo de educação que a senhora passa para sua filha...

Victoria o interrompe quando percebe o tom de desaprovação.

— A melhor, eu posso garantir!

Claudia paralisa ao vê Frederico na sala de Victoria.

— Senhora Sandoval, acho que temos ideias diferentes sobre melhores... Afinal, peguei sua filha roubando minha casa! _Dispara Frederico.

— Eu não estava roubando. _ Argumenta Luiza.

— Desculpe Luiza. Expressei-me errado!_ a ironia era tamanha na voz de Frederico. _Luiza sua filha estava tentando roubar minha casa.

— Minha filha, o que?

— Mãe, me desculpe... _ Pedi Luiza.

— Luiza que absurdo é esse... Por quê? Como... _ Victoria nem sabia o que dizer.

— Mãe eu sei que eu errei, mas eu posso consertar. Eu prometo que isso nunca vai se repetir. Eu sinto muito, senhor!

— Vai sentir mesmo!_ Diz Frederico, fitando ainda Victoria. _Como você pode perceber eu não chamei a policia, pelo menos ainda não.

Victoria sentiu segundas intenções nas palavras de Frederico.

—Suba para seu quarto, Luiza. _ Ordena Victoria.

— Mãe...

— Agora, Luiza!

— Senhor Frederico me acompanhe... _ Chama Victoria.

Os dois seguem para o escrito. Claudia observava tudo ainda pasma.

— O que você vai querer... Dinheiro? Por que se tem uma coisa que você não é uma alma caridosa. _ dispara Victoria.

Frederico solta uma gargalhada, ao ver Victoria o oferecendo dinheiro.

— Senhora, Sandoval seu dinheiro pouco me interesse. _ Frederico fica um pouco mais próximo... O perfume de Victoria era doce como as rosas. Ela parecia tão diferente, mas os olhos eram tão belos e penetrantes como antes. Frederico tentava não pensar, na necessidade que sentiu de toca-lá. E agora ela estava ali, tão perto.

— Isso é novidade... Frederico Rivero não querendo dinheiro. O que vai querer, qual vai ser o seu preço?

— Você...

Victoria sentiu o coração disparar. Como depois de tantos anos, depois de tudo aquele homem, ainda conseguia fazer seu sangue ferver.

— Você, continua achando que tudo tem um preço. Poderia dizer que não, mas realmente vou querer algo...

— Deixe de rodeio, fale de uma vez.

— Sabe Victoria. Quando eu coloquei os olhos na sua filha, eu percebi certa arrogância. E claro, o fruto não cai longe do pé. _ Frederico pega uma fotografia de Victoria, e Luiza. Enquanto fala. _ Não chamei a policia, e nem vou chamar... Porem eu quero que sua filha preste serviços, na minha fazenda.

— Você só pode ter pedido o juízo. _ A última coisa que Victoria queria, era aproximação de Frederico e Luiza.

— Acha que não é um trabalho digno? Acha que ser uma ladra é ter mais dignidade. Por que se quiser eu ligo agora para policia.

— O problema não é o trabalho e se a convivência com um ser tão asqueroso. _ Victoria falava de forma áspera.

Frederico se aproxima mais de Victoria, agora o perfume dela o consumia por inteiro...

— Não me lembro, de você me chamar de asqueroso, quando se derretia em meus braços. _ A voz de Frederico era baixa e sedutora. _ Muito pelo contrário. Precisa que eu a lembre dos nomes que você me chamava?

— Preciso mesmo que você fique longe de mim. _ Diz Victoria, se livrando do toque de Frederico. Seu corpo parecia não ter esquecido aquelas, mãos. E se agitou, como se tantos anos não tivesse passado.

— Não se preocupe, não tenho nem um interesse de ficar perto de você. Mas acho que sua filha merece aprender com os erros. Alguns finais de semanas de trabalho, a fará bem, ou eu posso denuncia-lá. Você que decidi! _ Diz Frederico. _ O que vai ser?

Victoria não poderia admitir que a filha enfrentasse um processo. Mas também sabia o quão era perigoso e e mantê-lá tão perto de Frederico. E quanto seria difícil, ter Frederico tão perto.

— Tudo bem... Confirma Victoria, sem ter realmente certeza.

— Fico feliz que concordamos. _ Frederico, estende a mão para Victoria. _ Foi um grande prazer revê-la. _ Seu tom, tinha um toque suave de deboche.

— Eu não posso dizer o mesmo! _ Victoria, pega a mão de Frederico contra o gosto, mas seu corpo novamente dar sinais de satisfação com aquele simples toque. _ Boa noite, eu lhe acompanho até a saída.