Notas iniciais
Espero que gostem dessa nova Fanfics... Beijos e boa leitura.

Amor Maior Não Há

Capitulo

Roubo

Fazenda pantanal

Federico descia a escada, seu humor estava ótimo, coisa rara naquela fazenda. Ele cantarolava uma musica quando chega à sala, e se depara com Rosário que limpava a lareira.

— Olha só quem acordou de bom humor... _ Observa Rosário.

_ Um homem não pode está feliz? _ Pergunta Federico, sorrindo.

— Mas é claro! Só estou é mesmo surpresa, afinal você está sempre com essa cara amarrada. _ Brinca Rosário.

Federico ignora a brincadeira, e vai até a cozinha.

— Deixe isso ai, você sempre bagunça minha cozinha. Espere lá na sala, que eu levo seu café.

— Rosário, você é a causa do meu constante mal humor... _ Federico, diz isso sorrindo, e pega uma maça. _ Me traga o jornal, por favor! _ pedi Federico.

Rosário prepara o café, e quando pega o jornal, vê o rosto de Victoria Sandoval, na primeira pagina.

— O bom humor, do patrãozinho vai por água abaixo depois de vê isso. _ Pensa ela.

— Rosário, amanha o Fernando, e o tio Gabriel chegam... Vou ficar na cidade uns três dias, mas sábado nos voltamos. Se quiser pode ir vê sua neta, tire esses dias pra você.

— Oh Deus, que pecado! _ Exclama Rosário.

— Pecado o que? Do que fala mulher? _ Pergunta Federico.

— E que o senhor está tão bem, acordou cantando, agora me dar folga, chega a ser pecado, eu entregar esse jornal ao senhor! _ Diz Rosaria segurando firme o jornal.

— O que é que tem esse jornal? _ Diz Federico, enquanto ergue a mão pra pegar o jornal.

— Acho que o senhor não deveria ler isso só vai chateá-lo.

— Me der logo isso Rosário!

Rosário entrega ainda que relutante... O semblante de Federico muda completamente, o sorriso, há alguns minutos antes foi substituto por uma dor, que se notava em seus olhos.

“A renomeada advogada, Victoria Sandoval. Concorrera ao cargo de procuradora. Ao lado de seu noivo, Luciano Alcatra ela confirma que mudará por tempo indeterminado para a cidade do México.”

O jornal estampava a foto de Victoria e Luciano— Eu disse que era melhor o senhor não vê! _ Falava Rosário, tentado tirar Federico dos seus pensamentos.

♪ ♪ Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor,
Ao lado de um tipo qualquer?

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço,
Que nem um pedaço do seu pode ser?

Federico coloca o jornal em cima da mesa, ele tenta manter a calma, não queria que Rosário notasse o quanto aquela noticia o deixava transtornado.

— Nada que tem haver com essa mulher me interessa. A existência dela é tão insignificante quanto esterco que eu uso para melhorar a terra. _ A sua voz era áspera, e mesmo tentando transparecer indiferença, seus olhos ainda estavam na foto de Victoria. _ Rosário, mande Eugênio trazer meu carro. E pode levar essa bandeja perdi o apetite.

— Vou fazer isso... _ Rosário pega a bandeja, quando ela vai pegar o jornal é interrompida por Federico.

— Deixe o jornal. _ Ordena ele.

Rosário sai, resmungando algo que Federico não entende.

Patrãozinho, pensa que engana quem? Até um cego vê que ele ainda arrasta um caminhão por Victoria... — Resmungava Rosário. _ Eugenio... _ Gritava Rosário.

Cidade do México

Mansão Sandoval.

Victoria se arrumava para ir ao tribunal. Tinha uma audição, muito complicava, e pouco dormiu na noite anterior. Passara a noite inteira preocupada com Luiza. Ela descia a escada, quando pega Luiza entrando de fininho.

— Que bonito? _ Exclama em alto e bom som. _ Eu passo a noite inteira preocupada... _ Eu não sei mais o que fazer com você, realmente eu não sei o que posso fazer!

— Poxa, mãe... Vai começar a me criticar tão cedo. _ Diz Luiza com a voz rouca.

— Poxa, mãe! E isso que você me diz? _ Victoria, detestava gritar, mas a raiva controlou seu tom de voz. _Você é uma inconsequente, imatura... Pensa que completou 18 anos, e já é dona do nariz... Enquanto você usar meu dinheiro, você vai agir de acordo com minhas regras.

— Eu não ligo pra droga do seu dinheiro, acha que eu preciso dele, acha que eu vou passar fome, acha que eu não tenho quem cuide de mim... Pois se engana! Senhora dona verdade! _

Victoria sorrir sem alegria quando fala...

— Que interessante! Pois a partir de hoje, a senhorita não verá um centavo do meu dinheiro... Por que se você acha que aquele imprestável do seu namorado, pode arcar com seus luxos, se engana minha criança. _ Victoria organiza a pasta, enquanto fala.

— Se engana a senhora, Humberto pode me dar o que eu quiser...

— Opa, que o dia começou animado aqui... _Diz Claudia, entrando na sala, e presenciando mais uma das brigas de Victoria e a filha.

— Oi tia, Cacau! _ Luiza cumprimenta, aproveitando a oportunidade para subir para o quarto.

— O que houve, dessa vez? _ pergunta Claudia, para Victoria.

— O de sempre! Eu não sei mais o que fazer... Essa menina me tira do serio! _ Reclama Victoria.

— A cada dia que passa Luiza fica mais parecida com ele... O mesmo gênio! Toda vez que presencio uma briga de vocês duas, é como se eu voltasse no tempo, e visse você e Federico brigando. _ diz Claudia com uma cara de esparto.

— Cacau, por que você tem sempre que desenterra cadáver? _ _ Victoria Suspira irritada

_ Que eu saiba ele está bem vivinho... E quer sabe, o que falta pra Luiza é o pulso o masculino. Aquele Humberto, já não seria um problema! Federico Rivero era bom de briga, tu lembras?

— Não, não lembro! Deixe de prestar serviço de coveira. E por favor, me ajude com esses documentos! _ Só o nome de Federico Rivera, fazia todo seu corpo reagir de imediato. Era uma luta constante para esquecê-lo, mas apenas o nome dele, causava dano em seus milhares de tentativas.

— A Victoria, eu não sei por que você precisa mentir pra mim... Eu sei o quanto você o amou, e o quanto ele a machucou. Mas a Luiza...

— Chega Claudia! Se não vai ajudar, faça o favor de me deixar em paz! _

— Quer saber, vou te deixar sozinha mesmo... _ Claudia ia saindo embrabecido, quando decidi voltar... _ E quer saber, eu me enganei, a Luiza tem seu gênio... Na verdade a coitada tem o seu e o do Rivero, só Deus, por ela!... Porque vocês dois são perfeitos uma para o outro... Dois grosseirão! _ Antes que Victoria falasse algo ela sai batendo a porta.

Noite

Luiza sairá, antes que Victoria chegasse, estava à espera do namorado.

— Oi gata... _ diz Humberto, abrindo a porta do carro para Luiza entrar.

— Oi amor... Aconteceu algo? Eu disse que hoje as coisas lá em casa estava feia... A minha mãe está chateada, e não quero aborrece-la ainda mais.

— Ah gata, esquece a coroa lá... Preciso da sua ajuda, em um trampo ai... _ diz isso a beijando.

— O que precisa? _ pergunta Luiza.

— Coisinha de leve, eu só preciso que você fique de olho enquanto eu pego, algo que foi tirado de mim.

— Roubar? Você está de brincadeira né, Humberto?_ Diz supressa.

— Ah gata, deixa desse termo careta, vou pegar o que é meu por direito...

— Termo careta? Roubar é isso, pra você? E ser descolado? _ A voz da Luiza passava raiva e decepção.

Humberto percebe e muda de tática.

— Luiza, eu vou realmente pegar o que é meu... Fiz um trabalho para o dono da casa, e ele não me pagou... Você acha certo?

— Eu acho que existem outras maneiras, da gente resolver isso... _ articula Luiza. _ Podemos pedir ajuda a minha mãe, existem termos legais pra isso.

_ Sua mãe Luiza? Sua mãe me desteta... Ela acha que eu sou pouco pra você. Talvez ela tenha razão, você merece um mauricinho desse com dinheiro.

— Não diga isso meu amor, eu te amo! Não me importo se você tem ou não tem dinheiro.

— Então me ajude, não vai ter ninguém, o dono passa a maior parte do tempo na fazenda, que é muito longe daqui... Vai ser rápido. Você nem precisa fazer nada, só ficar ao meu lado... Lembra que nós prometemos?

— E claro que eu lembro, mas isso é errado... E contra todos os valores que eu fui criada. _ fala Luiza.

— Valores hipócritas, como você mesmo disse uma vez pra mim. Vamos me ajude meu amor, prove que me ama... _ pedi Humberto.

— Vai ser hoje? _ Pergunta Luiza, com medo e duvida na voz.

— Vai ser hoje sim, diga que sim!

— Prometa que só vai pegar o que esse homem lhe deve, nem um centavo a mais... Prometa

— E claro meu amor, só o que infeliz do Rivero me deve, nem um centavo a mais. Prometo!