Amor, Loucuras e Muita Diversão
18 Suspeitas e....o que?
Notas iniciais
Bill Pov
Tom e Gust já sairam, Georg e Sally também, agora só falta eu ir buscar Bella e pensar no que fazer pro jantar. Tudo bem, não temos muitas opções vindo do ponto de vista de qualquer um que souber meu pobre menu de refeições, a não ser no café-da-manhã onde eu faço sucesso com os waffles. O que faço agora? Estou mais perdido do que barata tonta ou cego no meio do tiroteio, se duvidar sou uma barata cega e tonta no meio de um tiroteio.
Passei pelo banheiro e dei uma última olhada no look, desde as botas simples de couro, a calça jeans branca e um pouco solta, a camiseta branca com jaqueta preta, a quase imperceptível maquiagem, o cabelo penteado em topete e pronto, tudo em seu lugar. Fui em direção ao carro e já peguei o celular.
Ligação on
Bella: Oi, Bill. — Atendeu com a voz animada e depois nervosa, mas não comigo e sim com alguém que a irritava.
Bill: Oi, está tudo bem? Pensei ter ouvido você responder pra alguém.
Bella: Vick. — Falou ao mesmo tempo em que eu cheguei até esta conclusão, o que só me fez rir.
Bill: Só podia ser. Mas então, está pronta? Estou indo para aí.
Bella: Sim, já arrumei as coisas por aqui e só estou te esperando.
Bill: Ok, então beijo......já estou chegando.
Bella: Beijo, te amo. — E desligou, quase que como um sinal de timidez. Deslizei o celular pela mão até chegar ao meu bolso, sempre repassando o diálogo em meus pensamentos, a doce voz animada que me fazia delirar. Dei uma rápida olhada no retrovisor e me peguei sorrindo tolamente sem motivo, não....na verdade o motivo era minha Bella.
Ligação off
Passei por uma floricultura, que eu nunca fui, e fiquei observando as flores e ramalhetes, curioso e pensativo, quando de repente dou de cara com uma senhora simpática e com um largo sorriso no rosto.
Bianca: Olá meu jovem, deseja alguma flor especial para alguém especial? — Pude sentir meu rosto ruborizar de timidez e ao mesmo tempo demonstrar o espanto e a vergonha por ter entrado sem avisar.
Bill: Sim, quer dizer, procuro tulipas vermelhas da época.....ou seria melhor rosas brancas? — Pensei comigo, mas alto e ela não podia deixar passar.
Bianca: Desculpe rapaz, nem me apresentei que indelicada fui. Me chamo Bianca Fiori, sou dona desta floricultura desde que meus pais vieram da Itália para cá com o comércio de jardins. Receio de que esteja meio perdido com a escolha da flor pra uma certa moça bonita e tímida, que tem seu coração e irá encontrar daqui a pouco. — Mais uma vez me espantei com aquela senhora.
Bill: C-como você sabe? — Droga, devia ter despistado.
Bianca: Longa história jovem Bill, terá que vir aqui outra hora pra conversarmos sobre isso....o fato é que já trabalhei muito em um camping daqui de perto e conheci sua mãe, daí que soube seu nome e deu seu irmão Tom, mas o resto é tudo daqui. — Apontou pro amuleto que simbolizava a meditação e os cinco chácras medíunicos e depois passou as mãos pra cabeça.
Bill: Aprendeu os conceitos do ying yang? Meditação faz bem pros momentos de raiva e descontração. — Murmurei me lembrando de algumas aulas que frequentei com um velho buda meio que médium que conheci na Alemanha.
Bianca: Vejo que aprecia esse, digamos, manual de energia. Como disse, podemos marcar um horário para que possamos conversar sobre isso, mas sobre o outro dilema......acredito que a garota venha preferir as tulipas.
Bill: Tulipas? Vermelhas e cheias, simbolizando a paixão e o desejo. — Comentei aprovando a dedução da senhora. — Acredito que ela vá gostar das tulipas....a senhora tem um ramalhete bonito destas flores?
Bianca: Sim, venha até o balcão. — Segui a dona da loja e observei os vários livros sobre artes orientais e jardins empilhados segundo seus gêneros e nomes, pelo que pude ver. Quando coloquei a mão no bolso pra pegar o dinheiro, as mãos quentes e reconfortantes da velha me impediram disso apenas com um toque. — Ah por favor, essas são por cortesia da velha aqui.
Bill: Bom, obrigado, mas aceite pelo menos por cortesia minha pela dica e gentileza, senhora Fiori.
Bianca: Podemos acertar isso depois, mas agora precisa ir encontrar sua amada e aproveitar o tempo.....e digo isso não como médium ou vendedora, mas como prova viva do tempo perdido. Não deixe que seus medos e angustias o afastem de seus reais interesses e desejos, eles só estão aí porque você não os quis e assim se tornou obsessivo por eles. Atraiu o que menos queria, pense mais antes de fazer o que acha certo ao invés do que sua humanidade e razão, que de algum modo é seu eu verdadeiro, quer. Boa sorte, rapaz, até logo.
Peguei as flores com todo cuidado possível e agradeci com um gesto de cabeça, saindo dali pensativo e reflexivo. Assim que cheguei na porta de Bella e a vi, planejando fazer exatamente o que a simpática senhora da floricultura aconselhou, parei espantado com a visão. Bella sorria timidamente em um vestido preto e branco como se tivesse um top branco com corações pretos junto, que seguia cinco dedos acima de seus joelhos deixando a mostra um pouco de sua coxa delicada e irresistível. Seu rosto estava claro, mas não por maquiagem ou algo do tipo apenas algo que não sei explicar por quê, um pouco de lápis preto e uma sombra da mesma cor sem exageros, e um batom vermelho bem destacado no meio das outras cores.....os cabelos estavam perfeitos, como sempre, e até mais sedosos.
Bill: B-boa noite. — Disse, ainda paralisado e só me mexi quando ela ergueu uma das sobrancelhas.
Bella: Boa noite, Bill. Acha que exagerei? — Perguntou e eu me aproximei, a tomando nos braços e beijando seus lábios sedento por aquilo. Intensificamos o beijo, trocando qualquer chance de respirar por mais tempo daquele momento amado por ambos.
Bill: Não, com certeza não. — Respondi com um pequeno sorriso nos lábios após nos afastarmos. Ergui uma das mãos para tocar a dela e me lembrei das flores. — São pra você, pensei que gostasse de tulipas e queria começar a noite demonstrando meu amor.
Bella: Bill.....são lindas. — Recebeu as flores e abraçou o ramalhete com tanto carinho, que até achei que ela estava imaginando um bichinho de pelúcia macio e cheio de algodão. — Obrigada, amor. — Me deu um pequeno, mas não menos aproveitado, beijo e eu fiz sinal para que ela entrasse no carro, abrindo a porta como em qualquer situação obrigatório para alguém que recebeu a educação que recebi.
Bill: Está curiosa quanto ao local? — Perguntei depois de entrarmos no carro.
Bella: Agora que me lembrou, confesso que surgiu uma pequena ponta de curiosidade. — Riu com a frase, pelo jeito teve o mesmo pensamento que o meu. Antes nós nunca assumíamos algo um pro outro, e agora tinhamos uma facilidade tão grande que chegava a ser engraçado.
Bill: Nesse caso, terá uma surpresa. — E segui o caminho não tão distante até minha casa. Ri quando vi a expressão de confusão no lindo rosto da minha namorada.
Bella: Então você será o chef gourmet esta noite? — Perguntou fazendo graça.
Bill: Bom, acho que sim.....a não ser que queira ser minha assistente, pensando bem desconsidere essa ideia.
Bella: Por que? Ia ser tão divertido. — Fez cara de cão sem dono, o que quase me fez desistir, mas continuei firme com a decisão.
Bill: Não posso te convidar pra jantar e depois fazê-la cozinhar a própria comida.
Bella: Cozinhar a própria comida? — Perguntou rindo enquanto e assentia. — Sabia que eu faço isso desde que aprendi a cozinhar? Sério, isso não é novidade afinal é assim que sobrevivo.
Bill: Não desse jeito, bobinha. Meus deveres de cavalheiro não deixam que eu faça algo assim com você. Não seria justo. — Expliquei.
Bella: E está entre seus deveres de cavalheiro não fazer os meus gostos, ein Sir Kaulitz?
Bill: É......tudo bem, você venceu. Pode me ajudar com a janta, mas o resto é por minha conta. — Sorri mordendo o lábio.
Bella: E quem disse que seria pela conta de outra pessoa? — Disse tentadora.
Bill: Vamos? — Ela assentiu e seguimos pra casa. Silêncio, tudo como havia planejado. Acendi as luzes depois de abrir e fechar a porta e dei de cara com uma Bella curiosa e encantada.
Bella: As tulipas que você me deu e essas flores por aqui, não sairam do mesmo lugar, certo? — Perguntou olhando pras inúmeras artes que aprontei tentando deixar o lugar mais calmo e romântico. Ela escolheu ver os arranjos de flores que cultivo no jardim da casa.
Bill: Sim, essas são do jardim daqui. Gosto de plantas e quando vi que essas estavam perfeitas pra hoje, não pude deixar de fazer isso.
Bella: Está tudo lindo, Bill. — Comentou chegando perto de mim. — Sabe, quando éramos adolecentes insolentes e rebeldes, nunca imaginei que um dia tudo isso fosse acontecer. Eu sempre te amei, claro, mas nunca fiquei imaginando isso porque de algum modo tinha certeza de que você não me amava. E quando a banda começou a fazer sucesso e você encontrou uma namorada, perdi as únicas e poucas esperanças que tinha......tentei fugir das notícias sobre você, mas nossas famílias são unidas e.... — Ela riu balançando a cabeça.
Bill: E? — Perguntei, apenas ouvindo.
Bella: E ficou impossível não me apaixonar mais ainda por você, pela sua força de vontade, seu carisma e auto confiança, sua inteligência e seu conhecimento. Tudo em você me atraia, até mesmo os defeitos. — Confessou e eu levantei seu queixo, a fazendo me olhar.
Bill: Atraia?
Bella: Não, ainda me atrai.
Bill: Então isso deve ser bom, mas de tudo isso que falou uma coisa eu posso contradizer. Só uma coisa, bem pequeninha mas de muita importância. Sabe qual é? — Perguntei olhando em seus olhos.
Bella: Qual? — Riu.
Bill: Eu sempre te amei, Bella. Sua certeza era incerta e até mesmo cruel consigo mesma......tudo o que passei, todas as garotas que passaram por minha vida foram reflexos não insignificantes, até mesmo porque jamais desmereceria qualquer experiência que tive, mas vagos da minha ilusão de que nunca encontraria alguém que eu amasse mesmo sentindo que já havia amado alguém assim. Na verdade, só não soube pesquisar em mim mesmo quem era essa pessoa. E hoje, tenho certeza de quem era e ainda é. — Encostei meus lábios nos seus, discretamente mas correspondido pelos dela.
Bella: Bill...eu...acho que...o jantar. — Disse em meio aos beijos.
Bill: Ah claro, vamos logo com isso afinal, teremos a noite inteira. — Sorri malicioso pra ela que correspondeu rindo. A puxei para a cozinha e fomos pegar os ingredientes.
Bella: E então, o que vamos cozinhar? — Perguntou ansiosa do outro lado do balcão preto e branco.
Bill: Estava pensando em fazer umas misturas com culinária alemã, talvez de salada, uma lasanha vegetariana...se não se importa, e uma sobremesa que eu acho que é brasileira.
Bella: Hmm, e qual seria?
Bill: É chamado de..bri-briga-brigadeiro, eu acho. — Puxa, ela tinha que perguntar o nome desse negócio?
Bella: Ah sim, eu adoro brigadeiro....mas como fez? Andou pagando aulas de culinária brasileira? Só eu posso te ensinar ein.....
Bill: Receitas, minha cara, sempre dão certo. — Ela me olhou ainda não convencida. — Ok, tive que pedir ajuda pra uma das empregadas daqui.....Vivian é brasileira e disse que podia ajudar.
Bella: Sério? Que ótimo, parece que finalmente encontrei alguém aqui que veio do mesmo país que eu. Depois quero conhecê-la.
Bill: Tudo bem, mas agora viu como temos muitas coisas pra fazer, então.....mãos na massa. — Falei arrancando risos dela. Pegamos todos os ingredientes e fiz Bella prometer que apenas iria cortar o que fosse preciso, me passaria os ingredientes e faria a supervisão, só por precaução. Em um momento olhei pra Bella e fiquei admirando-a, reparando em cada detalhe e ato dela, todos os sorrisos nas diferentes situações, os olhares que as vezes se encontravam com os meus, a concentração no que fazia e descobri que ela tinha uma mania. Sempre que se concentrava em algo, mordia os lábios.
Bella: Bill.....querido, vai queimar o molho. — Chamou minha atenção, e eu rapidamente mexi novamente com a colher antes que um desastre acontecesse. — Está distraído, pensando em que?
Bill: Em você, como sempre. — Disse tímido e ela sorriu, se aproximando de mim e corando um pouco. Ergueu uma das mãos e acariciou meu rosto.
Bella: Que fofo, é difícil parar de pensar em você e no que já senti com tanto pouco tempo que estamos juntos.
Bill: É mesmo, as vezes penso no que mais poderia acontecer, quer dizer....não que já fizemos tudo o que poderia ser feito, como um médico tentando salvar alguém ou um casal que tenta salvar seu casamento, mas é que tudo o que você faz.....os mínimos detalhes e acontecimentos, me fazem tão feliz e realizado que imagino o que algo em maiores proporções faria.
Bella: Verdade. — Um segundo de reflexão de ambas as partes.
Bill: Mas então, já ouviu falar de uma salada Kartoffelsalat? — Ela fez cara de quem não entendia, tipo "karto-o que?". Eu ri entendendo sua resposta. — É alemão, na verdade uma salada de batatas típica de lá, pode ser feita com maionese ou com vinagre e óleo vegetal, sendo que vamos fazer o primeiro. É um prato que fazemos mais na véspera do Natal alemão, mas hoje vou fazer especialmente pra você.
Bella: Quem disse que Bill Kaulitz não é cultura? — Disse nos fazendo rir. Continuamos a preparação do jantar e depois foi só colocar tudo na mesa. Fui até a mini-adega e peguei o melhor vinho dali.
Bill: Bebe vinho?
Bella: Não sou fã de bebidas, até porque meu passado foi marcado por isso, mas um ou dois goles eu aceito sim. — Confessou e eu fiz uma anotação mental de depois, quando ela achar que deve responder, perguntar sobre esse passado alcóolico. Sentamos e começamos a degustar a mistura de culinárias.
Bill: E então, já posso casar? — Perguntei com a velha e insistente brincadeira da nota da comida.
Bella: Só se for comigo. — Nós rimos e depois ela completou. — Mas é sério, está tudo perfeito. Nunca imaginei que cozinhasse tão bem, quer dizer, nunca provei então....
Bill: Tudo bem afinal, quem supervisionou tudo foi você. Obrigado pela ajuda. — Toquei sua mão por cima da mesa, que estava decorada com velas perfumadas e redondas e os pratos postos devidamente em seus lugares. — E a propósito, só me casaria com você mesmo, apesar de achar essa coisa de casamento que é o único sinal de união e blá-blá-blá, só tenho você em mente.
Bella: Bill, nós estamos indo..... — Não terminou por se sentir mal em dizer isso e talvez até não querer dizer, mas captei a mensagem.....completei.
Bill: Rápido demais, sim eu sei e também acho que isso e o papo de crianças me pareceu assustador na hora. Não é que eu não queira, mas vamos dar tempo ao tempo, ok? — Ela balançou a cabeça positivamente.
Bella: Gostei desse Kartoffelsalat.
Bill: Hmm, já aprendeu a pronunciar e ainda aprovou o gosto? Por acaso você passou pela Alemanha?
Bella: Não, tá aí um bom passeio pra nós dois ou até quem sabe, o Tom e a Merry junto.
Bill: É mesmo, estou gostando de ver ele lutando pra conseguir conquistar Merry e provar seu amor. As coisas sempre foram muito fáceis pra ele, nunca deu a mínima para os namoros e ainda magoava as garotas.......meu irmão tinha esse lado adormecido e estou feliz que seja Merry quem o está despertando.
Bella: Não vejo a hora dela sair daquele hospital. Odeio hospitais, mesmo, só ia em último caso e mesmo assim ainda batia o pé.
Bill: Teimosa. — Murmurei brincando e ela escutou.
Bella: Foi o que?
Bill: Nada só citei sua teimosia. — Disse calmo, ainda brincando.
Bella: Ah, ainda não viu até que ponto de teimosia posso chegar. Espero que nunca tenha que usar com você.
Bill: Uhhh, que medo. Isso é uma ameaça?
Bella: Depende do ponto de vista. — Terminamos o jantar e fomos assistir um filme na sala. No meio do filme, resolvi provocar um pouco, nós dois ainda com as taças de vinho em mãos.
Bill: E quais seriam seus outros aspectos cruéis? — Brinquei, depois de beijar o topo de sua cabeça.
Bella: Como eu disse, depende do ponto de vista. Pode ser e pode não ser, considera isso um aspecto cruel? — Acenei positivamente pra ela, esperando ela continuar. — Posso ser extremamente irritante quando vejo alguém aguniando pra saber a opinião de quem nem tem nada a ver, ou chata quando estou certa e alguém que tentou me convencer do contrário não admitir que estava errado, as vezes sou gananciosa quanto ao meu capuccino e meu chocolate e.....ah, amo acordar e ver o rosto de quem amo....nem que seja ao meu lado. — Ela tá me provocando? É, acho que sim.
Bill: Uau, interessante, mas sabe? Não tenho o mínimo medo de tudo isso, como dizem, como um casal temos que ter equilíbrio e respeitar um ao outro. Ainda bem que as regras não valem para beijos roubados. — Falei e roubei um dela, que se surpreendeu, mas aceitou. Aprofundei mais o beijo, inclinando meu corpo sobre o dela, indo e vindo com uma mão por suas costas e com a outra segurei o peso de meu corpo. Sem parar pra respirar, exploramos cada vez mais a boca um do outro, sempre procurando saber mais e tentar descobrir algum ponto fraco.....pelo menos eu fazia isso.
Bella: Seu vinho! — Tentou avisar, mas sem nem ao menos eu ter chance de me virar, vi a taça se espatifar no chão manchando o carpete branco de vermelho vivo e espalhando cacos de vidro pela sala. — Viu, foi querer dar uma de espertinho e agora vai ter que esperar.
Bill: Hmmm, eu? — O que eu fiz de errado? Quer dizer, além de derrubar a taça e dar uns vinte de minutos de atraso nos planos, qual é? As coisas acontecem, nem me preocupo se o tempo passa rápido quando estou do lado de Bella e no trabalho, aí as coisas ficam ruins. É tudo na linha, mas com cuidado pra não ser atropelado ou atropelar alguém. — Como vou limpar isso? Vivian só vem segunda e só pra cuidar da casa enquanto estamos na viajem, Tom é pior que eu pra isso.
Bella: Eu ajudo...é sério, seu carpete vai manchar. Vamos precisar de algo pra enrolar os cacos, tirar esse carpete é urgente e devemos deixar de molho, um pano e algum líquido de limpeza também seria bom. — Depois de arrumarmos tudo, voltamos pra sala mas nem sentamos no sofá e em nenhum lugar disponível, conversamos em pé.
Bill: Nem sei como agradecer tudo isso. Valeu mesmo, mas....tá, da próxima vez vou levar você pra jantar em algum restaurante. Lá pelo menos se cai você só paga e eles limpam, e já tem um chef decente pra fazer a comida, e ninguém pra te encher e reclamar e.... — Fui calado por seus doces lábios, uma ótima maneira a propósito.
Bella: É você quem está dizendo, porque eu não achei nada disso e....aqui nós temos privacidade. — Disse me empurrando pra trás, com as mãos em meu peito.
Bill: O que..... — Tentei dizer algo, mas ela continuou até minhas costas baterem na parede. Com nossas bocas ainda em um beijo, entrei na dela e usei o peso dos corpos pra inverter a situação, prendendo seus pulsos ao lado do corpo. Quando paramos pra respirar, nossos olhos se encontraram. — Eu te amo, Bella....minha Bella.
Bella: Te amo também, meu
nörgler. — Olhei quase rindo e a peguei no colo, conduzindo até meu quarto onde teríamos uma noite inteiramente perfeita e de descontração, demonstrando fisicamente o nosso amor. Enquanto Bella dormia profundamente em meus braços, sua pele macia e quente aquecendo meu peito desnudo, estranhamente senti como se aquilo fosse um adeus....ou melhor, era bom aproveitar pois parecia que algo muito ruim aconteceria e eu não tinha ideia do que era, mas não gostei do que senti. — Ainda acordado, amor?Bill: Ah, me desculpe. Estou sem sono, mas logo me junto a você nesse seu soninho que parece tão bom, acho que até vou roubá-lo de você. — Brinquei, apertando meus braços em volta de Bella e beijando seus lábios calmamente.
Bella: Não sei não, você não parece estar totalmente bem. Tem certeza de que não quer dormir? Faz bem sabia? O sono revigora todas as nossas energias e as vezes acalma, você parece intrigado com algo. Não quer me dizer o que é?
Bill: Nada, Bella, é só uma sensação de que vamos passar por poucas e boas mais pra frente. Sinto que vamos nos separar e não quero ficar longe de você. — Disse e ela se virou, se apoiando no cotovelo e olhando nos meus olhos.
Bella: Essa viagem veio em um péssimo momento, né? Afinal, nem tivemos tanto tempo juntos e já vamos ficar longe pelos limites do mapa. Fica tranquilo, amor, logo você volta e aí sim poderemos aproveitar nosso tempo juntos. — Disse com um enorme sorriso, o que me fez perder os pensamentos que pairavam em minha mente.
Bill: É, talvez seja isso. Agora, posso ganhar outro beijo? Estou precisando, se é que me entende. — Sorri malicioso e ela ergueu uma sobrancelha.
Bella: Só um? E nem precisa pedir, mas nesse caso vou ter que atender o pedido, né. — Ela se levantou, ficando em cima de mim e desceu o rosto beijando meu pescoço. Reprimi um gemido e abocanhei seus lábios, sedento e selvagem, invertendo a situação e explorando seu corpo com as minhas mãos. Ouvi Bella sussurrar algo como "Descobri seu segredo, querido. Agora vai ter que me aturar." e sorri, aprofundando o beijo e tentando ignorar os pequenos fisgos que sentia quando Bella afundava os dedos em minhas costas, me provocando e ainda sim aproveitando meus toques. A segunda rodada estava aberta, agora teríamos que aproveitar, pois nenhum de nós dois sabemos quando poderemos ter outro momento assim depois dos próximos e inevitáveis acontecimentos. Algo ruim estava próximo, e eu só quero que se for com Bella ou Meredith ou qualquer outro, eu esteja perto pra ajudar. E o pior é que algo me dizia que eu sabia com quem seria, só tenho medo de aceitar.....e dizer o doce nome que precisava proteger.........Bella!
Tom Pov
Gustav: Tom, é sério eu tenho pavor de hospitais......vai cara, me deixa aqui e segue o seu caminho. Eu te garanto, vou sobreviver. — Gust estava parecendo aqueles guerreiros de filmes que toma um tiro ou é ferido no meio da guerra e implora para que o parceiro continue sua jornada sem ele.....só que com medo e em um filme, mas de terror.
Tom: Para de drama, cara. Vou deixar você aqui e te passo notícias pelo celular, mas não mexa em nenhum fio do meu carro. Repetindo NÃO mexa em nada do "Car Júnior", ouviu bem? — Ele apenas assentiu encolhido enquanto eu parecia o Jason grunhindo para que ficassem longe da cabana do camp. Fechei a porta e o deixei lá, tendo em mente que logo ele descobriria o CD que "peguei" emprestado de Bella, e colocaria no meu carrinho lindo e inteirinho. Qual é? Não posso tomar conta do que é meu?
Rapidamente passei pela recepção e, como já me conheciam ali, fui liberado pra visita e praticamente me teletransportei pro quarto onde Merry estava. Lá encontrei o amiguinho de Bella e Meredith dormindo feito uma pedra ou como o senhor Gibbs dorme nos Piratas do Caribe. Já Merry, estava......ok, o que era aquilo?
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