Amor, Loucuras e Muita Diversão

21 Não é uma volta, ela nunca foi.....


Notas iniciais
Olá, fofos e fofas! Como estão? Senti saudades e quero pedir desculpas pelo atraso, mas estou tentando adiantar o máximo que posso para postar mais e atrasar menos. Capítulo importante (e qual não é?rsrsrsr), espero reviews.....

Bill Pov

Minha cabeça estava doendo e meu corpo parece ter sido atropelado por uma manada de elefantes. Tentei erguer o corpo mas só consegui me desequilibrar e quase cair em cima da....ah, meu Deus! Bella, eu me esqueci completamente que ela estava ali (também, com tanto neurônio destruído pela nausea e pelo álcool) e o que eu havia feito na noite anterior.

Levantei devagar e com o maior cuidado possível, mas caí com tudo no chão pela minha falta de equilíbrio e coordenação.

Bella: Bill? — Seu lindo rosto virou em minha direção, um pequeno sorriso reprimido se formando. Seu cabelo estava de lado e ela deixou a cabeça tombar, fingindo desinteresse, mas se levantou e foi até onde eu estava.

Bill: Eu só.....tentei levantar sem fazer barulho. — Pra que tentar melhorar o que já estava piorado até o último nível? Bill Kaulitz consegue piorar ainda mais.

Bella: Sei....só não tenta melhorar as coisas que no seu caso, senhor Kaulitz, estão muito complicadas. — Ela expressou, fingidamente, raiva e depois sorriu, pegando meu rosto entre as mãos e me beijando.

Bill: Eu pensei que.... — Fui interrompido por seu dedos finos calando gentilmente meus lábios.

Bella: Pensou errado, bobinho. Eu jamais brigaria com você antes mesmo de te avisar. — Ela parou por um momento e suspirou. — Mas confesso que o que aconteceu ontem me deixou muito chateada.

Bill: Bella, eu....eu não sei o que aconteceu.....quer dizer, os motivos....foi tudo tão bobo. Eu acho que estava parecendo uma criança mimada, que exagera no drama só porque algo que quer não acontece. Não quero ficar longe de você, tivemos tão pouco tempo juntos até agora....por que simplesmente viajar e voltar com tudo frio? Iniciar do zero novamente?

Bella: E quem disse que será assim, Bill?

Bill: Eu só sei....só sei que beber me fez esquecer de onde estava, com quem estava, que você estava lá e ainda por cima diminuiu meus poucos reflexos. Poderia explicar isso? — Um sorriso se formou em seu rosto e levei minha mão até sua bochecha. — Tão linda, você é a única pessoa que não pensei durante aquilo de ontem. Sabe por quê? — Ela negou. — Porque sabia que isso te magoaria e não pensar em você foi a saída mais viável e precisa que eu tinha. Me desculpe, Bella, se não pensei em você quando deveria. Se fiz tudo mesmo sabendo das consequências, se fui um péssimo namorado ontem.

Bella: Não se culpe assim, Bill. Sei como é pra você a pressão que sente com essa viagem, mas não se preocupe. Eu vou ficar bem aqui e, com certeza, estarei te esperando. — Sorri, o primeiro do dia tinha que vir das palavras dela. — E de maneira alguma você foi um "péssimo namorado", apenas não faça isso novamente. Fale comigo ao invés da cerveja, ok?

Bill: Nem precisa repetir, coronel Bella. — Fiquei em posição de sentido e ela riu. — Mas, não sei você, acho que é melhor sairmos desse chão e comermos alguma coisa, não acha? Que tipo de cavalheiro sou eu que nem consigo manter minha nobre dama? — Me levantei e dei-lhe a mão.

Bella: Com toda a certeza. — Levantamos e depois das higienes pessoais, fomos tomar nosso café. O clima descontraído e leve até darmos de cara com o pessoal lá embaixo.

Gustav: Bom dia? — A expressão quase tão engraçada quanto a sua pergunta. Bella e eu nos entreolhamos e caímos na risada, bem a tempo de ver os ombros de Gust relaxarem e ele soltar um suspiro. — Puxa vida, pensei que fossem se matarem lá em cima.

Bill: Você me bateu? — Perguntei, rindo um pouco. Bella, sem conseguir responder, apontou pra ela e negou.

Tom: Que ótimo que o casalzinho feliz está bem, mas ainda precisamos aumentar o ritmo porque daqui a pouco pegamos o voo.

Merry: Estraga prazer. — Murmurou, com um bico, extremamente irritada.

Reynolds: E eu aconselho irem rápido, os aviões daqui parecem meio confusos. Digo isso porque demorei mais do que deveria pra chegar aqui. — Comentou, os olhos fitando o cereal na tigela. Bella puxou meu braço e me fez sentar ao seu lado.

Tomamos o café numa boa e então seguimos para o aeroporto, muitos rostos angustiados e poucos sorrisos.

Bella olhou em meus olhos e sorriu, adivinhando que eu não conseguiria dizer muitas palavras. Gustav já estava aos prantos, havia molhado toda a blusa de Sally e agora queria abraçar todos de uma vez. Tom e Merry, os mais civilizados dali, foram fazer o check-in e talvez se despedirem pois desde ontem eles estão um pouco diferentes. Georg tentava acalmar Gust e Reynolds foi o mais solicitados na missão, tendo que dizer milhões de vezes a mesma coisa.

Bella: Então é isso? Toda vez que tivermos nossas carreiras nos levando pra longe, iremos chorar e sofrer a dor da saudade? — Ela sorriu, estava brincando. — Eu sei que não vai ser fácil, mas é só a primeira vez. O mais importante é que estaremos juntos novamente assim que um de nós voltar, de qualquer país que seja.

Bill: Eu te amo, Bella. Eu vou, mas meu coração fica aqui com você. — Ela deixou então que uma lágrima rolasse pelo seu rosto e eu a peguei, afundando minhas mãos em seu rosto. Sem nem olhar para quem estava ali ou se importar com o que diriam, eu a beijei intensamente e apaixonadamente. Quase me esqueci que estávamos em um aeroporto e aprofundei o beijo, mas logo o ar faltou e nos separamos.

Bella: Tenho uma proposta para você.

Bill: E qual é? — Abracei sua cintura, pousando meu queixo em seu ombro.

Bella: Cuide bem do meu coração que o seu estará seguro aqui comigo. — Afastei o rosto para ficar de frente para ela e respondi.

Bill: Já faço isso desde que nos conhecemos, amor. Esses dias vão passar rápido e logo logo estarei de volta.

Bella: E eu estarei aqui te esperando. — A beijei novamente, dessa vez aproveitando cada instante, cada centímetro de sua boca, cada sentimento compartilhado. Ali, a certeza de nossas palavras tomou conta de mim e eu sabia que todo o medo fora incapaz de eliminar a verdade.

Merry Pov

Realmente fomos fazer o check in, mas não resistimos ao momento "só nós dois" e ficamos um tempo juntos, de vez em quando trocando carícias, mas só a companhia já trazia um ar de conforto em vista do que o momento estava sendo para os outros.

Tom: Então, agora que estamos juntos eu preciso te dar uma aliança e pedir permissão para os sogrinhos? — Perguntou, e eu ri, não pela forma engraçada que as palavras sairam de sua boca, mas pelo fato de ele estar realmente questionando isso porque não sabia mesmo.

Merry: Tom, você tem certeza que é tão....iniciante nesse assunto?

Tom: Tá duvidando de mim? — Seus olhos demonstravam indignação e eu nem precisei responder. — Ok, pergunte meu histórico para o Bill e verá que o resto é diferente.

Merry: Espera aí, quer dizer que quando você resolver que "sente algo diferente do que já sentiu antes" por outra, você vai me considerar "o resto diferente"? — É claro que estava zombando, mas é bom dar uns sustos e ainda ouvir a verdade sem pregá-los de costas para a parede.

Tom: C-claro que não, Merry. É tudo novo pra mim, mas sei bem o que sinto por você e, no meio de tantas incertezas, a única realidade certa é que te amo e nunca deixarei de amar. — Nisso, seus olhos focaram nos meus e nossos corpos se inclinaram involuntariamente, um impulso, algo que já estava se tornando um hábito ou uma ação comandada pelo que sentimos. Suas mãos, grandes e incrivelmente adeptas à minha pele, percorreram minhas costas e desceram para a cintura, nossos lábios unidos e sedentos pelo do outro. O ar não foi uma barreira, pois tudo o que queríamos era um beijo como aquele.

#: Senhores passageiros do voo Califórnia/Londres, por favor direcionem-se ao portão de embarque 4E. — A voz anunciou e nos separamos, trocando pelo olhar a mensagem de despedida. Levantamos e caminhamos até os outros, a essa altura já mais calmos, porém com o frio na barriga e o nó na garganta típico de despedidas.

Gustav: Cuida bem delas, Reynolds. — Deu tapinhas no ombro do primo e sorriu.

Reynolds: Tenho sorte de ser o protetor das três mais belas garotas que conheço, ein? — Piscou para nós, enfiando as mãos nos bolsos e se encolhendo ao ver Tom vir até mim e beijar o topo da minha cabeça.

Tom: Se cuida, tampinha. — Riu, descontraído e...Tom Kaulitz.

Merry: Desde quando minha altura te incomoda, Kaulitz? Devo me lembrar disso a todo momento? — Questionei, as sobrancelhas arqueadas dando o sentido exato que eu queria. Sorri maliciosa e soletrei em silêncio C-O-M-P-O-R-T-E-S-E-O-U-C-A-S-T-I-G-O. Sua expressão foi hilária.

Bill: Bom, meninas, sentiremos a falta de vocês, mas continuaremos em contato. Ah, qualquer dúvida das duas.... — Apontou para Bella e eu. — A Sally já tem um tempo de experiência, então....Amo vocês. — Sorriu e engoliu o choro.

E assim, em uma formação já conhecida, Georg, Tom, Bill e Gustav embarcaram no avião, sorrindo feito bobos.

Reynolds: Tenho que admitir, meninas......eles são caras legais, merecem vocês sem pensar duas vezes. — Ele sorriu, e mesmo sabendo que aquilo estava doendo nele, assenti virando de volta pra casa.

Quando chegamos em casa (tecnicamente, porque ainda sim era a casa dos meninos), achei que cada uma fosse para o seu canto, mas ali iniciava o clube da Luluzinha que sempre se unem quando os meninos não estão por perto.

Sally: E então, o que querem fazer? — Nenhuma de nós respondeu. — Ah, qual é? Vão ficar assim até os meninos voltarem? Querem saber o que sugiro? Podemos fazer compras, ir ao cinema, sair com outros amigos....e aí, qual vai ser?

Bella: Estamos falando sério? Vamos mesmo fazer isso? Não vivemos para eles mas, qual o problema de ficarmos mais família por enquanto? — Disse e eu sabia que logo ela mudaria de ideia. Sabem, a Bella tem fases completamente estranhas durante o namoro, mas vai saber......cada louco com a sua loucura.

Merry: Ah, sério Bella? Já ouviu dizer que "quando os gatos saem, os ratos fazem a festa?" — Sorri deixando claro o que queria e fiquei de pé, em frente Bella com os braços cruzados.

Sally: É, Bella. Não é o tipo de festa em que ficamos com qualquer um ou bebemos até não lembrarmos que somos, mas sim uma diversão entre amigas. — Ela contornou o sofá e se colocou ao meu lado, dando mais enfase ao nosso papo.

Merry: Os meninos saem e nós também. Vai ou não? — Dei o ultimato e esperamos sua resposta.

Bella: Se é assim, já era para estarmos fora de casa. — Riu e se levantou rapidamente.

Sally: Ótimo, só vou buscar minha bolsa. — E correu pro quarto de George.

Merry: Relaxa, Bella. Nós não estamos indo cometer um assassinato.

Bella: Nós não, mas tenho a impressão que alguém bem que me queria morta. — Ela fitava atentamente o nada, com um olhar vazio e medonho.

Merry: Credo, garota. Vira essa boca pra lá. — Murmurei, estranhando e desaprovando a certeza de Bella.

Bella: Sabe aquele filme que estreou ontem? Estou louca para assistir. Que tal se formos fazer compras e depois irmos ao cinema? — Disse animada e o olhar vazio e medonho não estava mais ali, e se não estivesse no dela por que ainda estaria no meu. Larguei os maus pensamentos e entrei na sua frequência.

Merry: Pode ser. Eu vi um vestido tão lindo na Carry's, é um decote em "V" azul com uns detalhes de strass. — A conversa inibiu todo o clima pesado e eu tinha certeza de que logo a harmonia estaria de volta aos nossos lares. Ou pelo menos, assim eu espero.

Bella Pov

Saimos e no meio das compras, eis que me aparece Louis Radle sem a menor sombra de mudança em seu jeito. O único sentimento que eu tinha por ela era decepção, mas isso não ajudaria em nada nem pra mim e nem pra ela, do que adianta odiá-la sem que ela tenha feito algo realmente indiscutível ou aceitável?

Louis: Bella? Pensei que nunca saia de casa em suas férias. — Comentou sínica.

Bella: Mas nada melhor do que renovar o guarda-roupa em nova fase, não é? — Bella se controla, não vale a pena deixar escapar algo desse tipo e depois inventar desculpas.

Louis: Sei que éramos amigas, Bella, mas a partir do momento em que Bill Kaulitz apareceu no meu caminho, você não passa de uma concorrente fajuta. Pelo que sei ele está viajando, não é mesmo? Pois bem, quando voltar estarei lhe esperando e irei propor algo que ele jamais vai esquecer. Afinal, nem mesmo o mais puro e ingênuo romântico preferiria uma garota desleixada e desarrumada feito você ao invés de uma dama estonteante que sou. — Seu sorriso se alargou mais assim que serrei os punhos. — All Star e tênis? Isso me parece coisa de quem corta para os dois lados. Sabia que o Bill gosta de meninas de corpo definido e que usa roupas justas? É, você nem chega perto disso. Ah, e claro uma família estruturada....ele jamais cederia a uma filha de "mingau de pinga", certo?

Nesse momento, não foram meus punhos que se fecharam, mas sim o limite da minha paciência juntamente ao longo prejuízo que Louis concedeu aos meus ouvidos. Ergui meu olhar e, com um sorriso maléfico no rosto, simplesmente murmurei.

Bella: Tem certeza, queridinha? Porque ele já cedeu, ou melhor.....sempre. — Sorri e, vendo que ela não acreditava em minhas palavras, resolvi deixá-la com a pulga atrás na orelha. — Não me importo com o que diz, mas também não admito que fale mal da minha família e muito menos de quem não conhece. Se não acredita, comece a prestar atenção no Bill ao invés de achar que sabe tudo sobre ele, quando nem conhece a vida pessoal dele. Sempre foi tão obsessiva por ele? Então como não sabia que nos conhecíamos antes mesmo da entrevista? — Ela arregalou os olhos, de frente com a verdade. — Não vou perder meu tempo com você, Louis. Ninguém precisa do seu drama hilário pra alegrar o dia, nem ouvir sua pura inveja. Passar bem.

Merry, do outro lado da loja, olhava curiosa e mesmo sem saber o que aconteceu ali, sorria com um ar de divertimento.

Sally: Acho que tivemos emoções demais pelo dia inteiro, não? — Tocou meu ombro e fez sinal para andarmos. — Olha, não me lembro de ter saido com as namoradas de Tom, Bill ou Gustav que, em uma manhã, conseguiram arrumar mais confusões do que uma semana de dia dos pais na Alemanha.

Pov Autora

Apenas algumas quadras dali, um encontro inesperado e uma aliança perigosa estava sendo selada. Quem diria que Dom Damon, chefão da La Vendeta e a megera, vingativa e louca sem limites, Louis Radle iriam se encontrar e o ódio poderia uni-los?

Louis: Ai! Olha por onde anda. — Gritou com o desconhecido que passava apressado por ela. Este parou e respondeu para a moça, que ele jurava ter algo que certamente serviria para seu grupo.

Damon: Dia ruim, senhora? — Perguntou educado, tentando ser gentil e atrair a atenção da moça.

Louis: Por que eu deveria dar informações sobre a minha vida para você, aliás, nem sei porquê estou parada conversando com você.....

Damon: Geller, Damon Geller. — Estendeu a mão, esperando que ela colocasse a sua sobre a dele em um cumprimento formal.

Louis: Geller? Ah, era só o que me faltava. Vai dizer que é da família daquela garçonete imbecil que derrubou café em mim?

Damon: Você tem um ótimo senso para dizer as coisas na frente de pessoas que são ligadas ao coitado que você critica. — Olhou para ela de novo e sorriu. — Mas, também tem tudo o que admito para a minha organização. Raiva, revolta, vingança e o mais importante, um alvo. Gostaria de tomar um café e quem sabe fechar um negócio que pode satisfazer seus desejos, senhorita....

Louis: Radle, mas pode me chamar de Louis, senhor Geller. — Sorriu, considerando o que ganharia levando em consideração o que o senhor disse.

Damon: Se não se importa, prefiro que me chame de Giusto. — Se virou, olhou para trás e questionou novamente. — E então, aceita o convite?

Louis: Sim, Giusto, plenamente.

Horas depois, as duas figuras macabras e raivosas fechavam negócio, já sabendo cada um o seu papel e também tendo informado sobre motivo, nível e planos da vingança.

Damon: Ajudo você com seu plano contra essa moça quando quiser, desde que cumpra seus deveres na organização, "chefe de imprensa Luísa". — Disse usando o apelido escolhido pela loira, que agora ganhou sua vingança e um cargo no que realmente gostava de fazer: encobrir a própria sujeira e a de quem se envolvesse com ela.

Notas finais
Gostaram? Criticaram (bem ou mal)? Tenho mais uma parte, só que postarei mais tarde e, pra quem gosta de ação e drama, está muito...pscicótico.
Mas aproveitando o horário e a data importante, quero desejar um ótimo dia das mães para as mamães do Nyah e, lógico, para todas nós mulheres, pois todas já nascemos mães....a única coisa que falta é todo o processo que já conhecemos e passamos um dia (ou mais) em nossas vidas. Boa noite, até mais!!!!