Amor Lendário

1 Capítulo 1-A promessa-


E tudo começa em Moçamacau na cidade de Vactuá, habitada pela tribo indígena Kimuãn,as margens do rio Azak alí permanecem de pé homens,mulheres e crianças,imersos na escuridão,enquanto a água tépida do rio lhes banha as pernas nuas. Então,à medida que o céu se ilumina a leste e o astro-rei se ergue por entre as névoas do rio sagrado,os peregrinos entoam saudações,tocam sinuetas e rufam tambores. A maioria deles entram na água até a cintura e,com as mãos em concha,abrem os braços oferecendo ao sol a água do rio como singelo agredecimento pela luz do dia. E logo após esse momento sagrado
para a tribo todos passavam a fazer os afazeres do dia, os homens íam caçar e levavam com eles os filhos rapazes mais velhos,as mulheres ficavam na aldeias cuidando das crianças e dos trabalhos domésticos;E o que havia de mais valioso para os chefes índigenas era cuidar da família e de sua honra. Assim eram todos os dias em Vactuá.

Alí em uma das aldeias Habitava uma grande família indígena composta por dez pessoas;Sendo o pai um índio guerreiro muito experiente chamado Titã e a mãe, Mingá, uma mulher forte porém sensível, os demais eram todos filhos,sendo os oito, homens. O sonho de mingá era ter uma menina que a pudesse acompanhar e estar com ela
quando os homens fossem caçar, então todos da família rogavam aos astros nos rituais que iluminasse a aldeia com uma linda menina.

Todos os dias à noite os habitantes da tribo se reuniam em um determinado local que chamavam de Ósio,lá eles realizavam seus rituais sagrados,oferecendo o dia que passara para os seus Deuses Astros: o sol,a lua,e as estrelas, onde os mesmos concediam boas novas para os próximos dias que estavam por vir.

E era o último dia do mês; Chegara o dia do sacrifício. Todas as aldeias circunvizinhas são avisadas,e breve começam a chegar ao Ósio os homens junto com suas mulheres e crianças. O dia do sacrifício era considerado um dos mais importantes para a tribo,nele era oferecido aos Deuses Astros um dos filhos mais velhos de alguma das famílias, que era escolhido pelo Kimonumbá ( o chefe da tribo),eles acreditavam que ao oferecer um dos seus próprios guerreiros aos Deuses, a tribo teria um tempo de vida mais prolongado; As famílias também aproveitavam esse
dia tão sagrado para rogarem aos Astros que perdoassem seus pecados e fazer pedidos especiais. O Kimonumbá escolhia o rapaz no momento em que todos já estavam reunidos e o escolhido obrigatoriamente tinha o dever de entregar sua vida em nome da tribo; Para eles era uma honra ser entregue aos Deuses para o bem do seu povo.

É chegada a noite, alí estavam todos reunidos ao redor de uma enorme fogueira fazendo orações aos Deuses; O chefe da tribo
rondanva a fogueira falando uma língua diferente que era concedida apenas a ele por ser o líder,assim, ele se comunicava com os Deuses para saber quem seria o rapaz a ser sacrificado. Logo após as
orações, o Kimonumbá reuniu todos os rapazes para escolher quem seria honrado de ser sacrificado; Naquela noite o escolhido foi Jaftá, ele era o filho mais velho de Titã,enquanto o chefe anunciava, todos gritavam e tocavam os tambores.Então,Retiraram as vestes de Jaftá o amarraram e o levaram em direção a fogueira.Colocaram Jaftá amarrado perto do fogo e no mesmo momento a chama se espalhou sobre o seu corpo nú; As pessoas da tribo continuavam a fazer orações e a gritar em gratidão aquele momento.

Mingá (mãe deJaftá),no mesmo instante em que via seu filho sendo queimado por aquelas chamas,rogou aos Deuses, pedindo que em troca desse filho eles concedecem a ela a menina que ela queria a tantos anos; Ela pensava consigo desde o momento em que o Kimonumbá pronunciou o nome do seu filho em alta voz para ser sacrificado,considerando assim que já seria uma resposta dos deuses. E aquele momento ficou marcado na família de Titã, pois para os guerreiros da tribo, ter seu filho escolhido era de inteira importância, pois através disso toda a família a partir daquele dia seria abençoada pelos Deuses.

Alguns meses se
passaram, e Mingá quase sem esperanças de que poderia ser abençoada pelos Deuses com uma menina, orava com sua família perante o Sol que nascia às margens do rio Azak implorando aos deuses por mais uma resposta. Entregado aquele dia ao Astro-rei, Mingá e sua família voltaram a aldeia com o dever de mais um dia lutar para a sobrevivência; Sendo assim,Titã,juntamente com os sete filhos foram caçar e Mingá permaneceu na Aldeia realizando as tarefas do lar.

Mingá,praticamente só na aldeia fazendo suas obrigações como mãe de tão grande família,moía o milho e cantava uma das cantigas
tradicionais da tribo, então no instante em que ela cantava e moía o milho, uma dor forte dominou sua barriga,e ela sentiu como se estivesse sendo perfurada; Mingá não aguentou ficar de pé de tão forte dor e caiu derrubando tudo que estava a sua volta, inclusive todo milho
que moía. Após algumas horas chegara na aldeia Titã juntamente com seus filhos para se alimentarem do que haviam caçado, e Titã chamando por Mingá para mostrar-lhe o que havia de ser cozido para o alimento do dia, não conseguiu encontra-la em absolutamente nenhum lugar da tenda,estranhou porque ela não estava lá, nesse momento chegou seus dois filhos mais moços chorando e gritando, dizendo que Mingá se encontrara desmaiada na pequena cabana onde preparava os alimentos
bem ao lado da tenda.

Titã, ao chegar na cabana,surpreso ao ver sua mulher estirada perante aquele chão, entrelaçou-a entre os braços e desesperado a levou
imediatamente para a aldeia do líder,pois lá Kimonumbá saberia o que fazer. Ao chegar na aldeia, Titã colocou-a em frente ao chefe da tribo e rogou que ele pedisse ajuda aos Deuses,pois ele não queria perder sua mulher,o seu bem mais precioso, Titã não entendia o motivo pelo qual Mingá estava desacordada e tão pálida. Kimonumbá pediu que Titã saísse da tenda e se encontrando totalmente só com aquela mulher começou a pedir para os deuses uma resposta sobre o acontecido; Após horas de orações, Kimonumbá saiu da tenda em direção a Titã com um semblante muito feliz dizendo que os Astros deuses ouviram suas suplicas, afirmando que Mingá concederia mais um filho a Titã e esse o qual ela esperara seria abençoado pelos deuses, pois foi uma promessa feita por Eles desde o dia que Jaftá foi sacrificado;



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