Amor ItaHina

33 Um meio surto da Hinata


Depois daquilo, alguns dias se passaram e o Hiashi, nesse momento estava batendo na porta do apartamento da Hinata, que, depois de um tempo abriu a mesma.

Hinata — Papai?

Hiashi — Posso entrar?

Hinata — Pode.

Hiashi entrou no local e viu que estava um pouco bagunçado, logo se lembrou do quão organizada a Hinata costumava ser quando pequena.

Hinata — Me desculpe, eu já vou arrumar. — Disse a Hinata percebendo que ele notou a bagunça. -

Hiashi nada fez, apenas sentou-se no sofá a observando limpar tudo, que, quando terminou sentou-se nervosa de frente para elem

Hiashi — Como você vai?

Hinata — Bem.

Hiashi — Hm... Tem, trabalhado bem?

Hinata — Sim! O meu trabalho pode não ser visto como difícil e importante, mas eu gosto dele.

Hiashi — Não quer trabalhar na empresa comigo?

Hianata — Eh? — Perguntou surpresa. -

Hiashi — Você pode fazer outra coisa por lá, mas se quiser também pode ficar com um cargo parecido com o que você tem. — Falou Hiashi tentando olhar nos olhos da filha, mas sempre ela desviava para um canto qualquer.

Hinata — Eu não quero.

Hiashi — Não quer? Está com raiva de mim?

Hinata — Não é isso.

Hiashi — Então o que é?

Hinata — É que onde eu estou, ninguém sabe que sou assim. Eu ganhei o emprego sem sentirem "pena" e se eu for demitida não vai ser por ser assim.

Hiashi — Como ninguém sabe? O seu chefe sabe.

Hinata — O senhor disse para ele!? — Perguntou Hinata. -

Hiashi — Não. Sua amiga Sakura que contou.

Hinata — Está mentindo para mim pai?

Hiashi — Você sabe que eu não minto não é?

Hinata — Sei.

Hiashi — Eu vou indo. Se mudar de ideia, me ligue. — Falou dirigindo-se a porta. -

Hinata — Certo. — Levantou-se e abriu a porta para ele. -

Povs Hiashi

Eu contei para a Hinata que aquele psicólogo sabe, como ela está namorando com ele? Será que não sabe que só está com ela por pena? Tive que dizer, eu não quero ver a minha filha magoada, já que eu sempre a magoo, é melhor que seja sempre por mim.

Vozes — Hahahaha Idiota estúpida! Você achou mesmo que ele gostava de você? Ninguém gosta de uma maluca que ouve a gente. O melhor sentimento que ele tem por você é pena mesmo.

Hinata — CALEM A BOCA! — Falava Hinata gritando e tapando os ouvidos com as mãos. -

Vozes — Por que você não se mata? Se mata vai, o Itachi não gosta de você. Ele na verdade odeia ficar grudado com você. Por que não faz isso logo? Sabe que vai te aliviar não é? Cara, anda, faz isso e prometemos que te deixaremos em paz.

Hinata — POR QUE ESTOU OUVINDO ISSO!? SAIAM DAQUI, SAIAM. O QUE QUEREM?

Vozes — Te ajudar, nós te amamos! Nó te odiamos Hinata, o seu pai também te odeia, toda sua família te odeia!

Hinata continuou gritando e quebrando o que via pela frente. Primeiro foi a tv, depois os pratos, as taças, e, quando não tinha mais o que quebrar procurou por uma faca, quando a encontrou passou na perna direita, abrindo um corte não muito fundo, apenas como uma maneira de ver se as vozes iam embora caso ela estivesse distraída com a dor, mas elas não foram...

Vozes — Nossa Hinata, você não entendeu? Não é assim que se faz. Escuta o que estamos dizendo.

Hinata — CALEM A BOCA CALEM A BOCA CALEM A BOCA CALEM A BOCA CALEM A BOCA VÃO EMBORA VOZES. — Continuou dizendo isso repetidas vezes enquanto se deitava no chão e agarrava-se a faca.

Enquanto essa barulheira toda estava vindo do apartamento da Hinata, o Itachi estava chegando do mercado quando viu alguns clientes de outros apartamentos escutando atrás da porta, logo ele também ouviu os gritos e aproximou-se correndo.

Itachi — O que está acontecendo aqui!?

Vizinho — Não sei, do nada a garota estava gritando e ouvimos muitas coisas sendo quebradas, será que alguém está aí!?

Itachi — Podem ir? Eu tomo conta a partir daqui.

Vizinho — Como?

Itachi — Eu a conheço, ela não está sendo atacada.

Vizinho — Como não está? Já até chamamos o segurança para que diga a alguém.

Itachi — Podem dizer que está tudo sobre controle.

Vizinho — Você é surdo rapaz?

Itacho — VOCÊ É O SURDO! ACABEI DE TE FALAR.

Hinata — SOCORRO! AS VOZESQUEREM EUQUERO SAIAM DAQUI EU ODEIO ODEIO PAPAI? AAAA SAIAM SAIAM SAIAM — Dizia Hinata aos gritos. -

O Itachi então começou a tentativa de arrombar o apartamento, quando conseguiu, foi o primeiro a entrar, seguido por alguns caras que estavam ali.

Vizinho — Vamos olhar quem está?

Nesse momento a Hinata se encontrava com uma faca na mão e a perna direita sangrando. Estava deitada no chão, agarrada na faca e gritando loucamente para calarem a boca. O Itachi rapidamente a pegou no colo encaminhando-se para o carro, a colocou no banco de trás e com calma tirou a faca de suas mãos enquanto ela se mexia e dizia:

Hinata — ME LARGA! ELAS ME QUEREM, ELAS ME AMAM E ME ODEIAM, ME LAARGA , ME AJUDA, ITACHI, PAAAAI EI, DEIXEM DISSO. EU NÃO QUERO TE OUVIR, EU NÃO QUERO TE OUVIR SUAS IDIOTAS VOZES ESTÚPIDAS. ME DEIXEM EM PAZ! EU QUERO FAZER E EU FAÇO!

O Itachi a olhou ali, gritando e se batendo, segurou as mão dela com uma das suas mãos e com a outra tentava rasgar a manga da camisa, quando conseguiu tentou amarrar na perna da garota que continuava com os gritos e pancadas em si mesma. O Itachi poderia tentar acalmá-la mas não conseguiria pois ela estando sangrando não queria esperar mais um pouco. Puxou ela ajeitando no assento e colocou o cinto de segurança na mesma. Com isso, conseguiu amarrar o pano na perna da garota. Logo ele foi para o banco do motorista e seguiu para o hospital.

Povs Itachi

Eu estava louco de pressa, eu sabia que o ferimento não era grave, mas sangrar não é bom para ninguém. Eu continuava dirigindo e a Hinata gritando. Mas o que será que aconteceu? O senhor Hiashi disse algo para ela? Mesmo a família estando meio assim a um tempo, pelo que soube ela não fica violenta. Cheguei no hospital e a Hinata foi posta numa maca e levada para uma sala, eu fui junto é claro pois tenho influência com alguns médicos daqui.

Dr Orochimaru — SEGUREM ELA! — Ordenava que os enfermeiros a segurassem. Logo o Itachi também estava ajudando mas este segurava a cabeça da Hinata. -

Itachi — Orochimaru, o que acha?

Dr Orochimaru — Ela está claramente tendo uma crise psicótica, você é psicólogo e não sabe?

Itachi — Eu quis dizer do ferimento na perna dela!

Orochimaru — Preciso que a segurem para que eu possa dar uma olhada.

O Itachi segurava a cabeça da Hinata, ele estava um pouco abaixado com o rosto bem próximo ao seu para poder tentar acalmá-la.

Itachi — Hianata, tenha calma, estamos aqui para te ajudar tá? Pode ficar sem se mexer um pouquinho? Só enquanto o Dr Orochimaru da uma olhada? — Dizia Itachi com o rosto próximo ao da menina e a olhando nos olhos. -

Hinata — EU QUERO IR PRA CASA! ME LEVA PRA CASA ITACHI? ELES VÃO QUERER ME LEVAR PARA O MANICOMIO. EU JÁ ESTIVE LÁ UMA VEZ E É HORRÍVEL, VOCÊ VAI FAZER ISSO COMIGO? VAI MESMO? FOI PRA ISSO QUE ME PEDIU EM NAMORO? EU SABIA, VOCÊ SABIA. POR QUE NÃO ME DISSE?

Itachi — Não grite Hina. Eu não vou deixar ninguém te levar para manicômio nenhum.

Hinata — FAZ ELAS PARAREM, QUEREM ME MATAR, ESTÃO ME ENLOUQUECENDO.

Orochimaru — Vamos ter que dopá-la.

Hinata — NÃO! EU NÃO QUERO, NÃO DEIXA ITACHI. OLHA EU NÃO TENTEI ME MATAR. É QUE ELAS NÃO CALAVAM A BOCA E QUERIAM QUE EU O FIZESSE. O MEU PAI... ITACHI ELES VÃO ME DOPAR?

Itachi — Orochimaru, precisa mesmo fazer isso?

Orochimaru — Para dar uma olhada no ferimento, sim.

Hinata — SEU PORCO IMUNDO!

Itachi — Eu posso acalmá-la.

Hinata — ESTÚPIDO!

Orochimaru — Você não está na sua ala. Além do mais, melhor do que ter que amarrá-la não é?

Itachi — Okay. — Falou Itachi olhando para a Hinata que continuava dizendo para calarem a boca.

Orochimaru — Okay. — Falou Orochimaru quando colocou todo o liquido da seringa na garota. -

Itachi — Shh, as vozes já vão embora Hinata