Amor Improvável

17 Capítulo 16 - A Lua-de-Mel: Parte 01


O carro se moveu na longa estrada, já estava uma noite fria e enluarada e o silêncio chato dentro dele. Mac depois de entrar ficou em total silêncio e Stella também. O único barulho era o roncar do carro no asfalto e foi assim até o hangar do aeroporto de Westchester County (HPN) onde o jatinho de Mac os esperava. Ele desceu e estendeu a mão ajudando-a sair. Stella olhou em volta e viu: Um jato e três helicópteros, um bimotor e um planador, todos com o emblema da empresa em ambos os lados. Um enorme T com duas letras C em ambos os lados com o brasão da família. Eles tinham uma grande linhagem membros de sua família já haviam sido duques e condes, italianos, irlandeses e galeses. Mac estendeu a mão e a ajudou entrar, era muito refinado, couro legítimo nas poltronas, todo branco, as poltronas em couro caramelo umas doze mais ou menos, um minibar com bebidas diversas e mais a frente um cômodo que continha uma cama com lençóis brancos e dourados em suas bordas. Por fora parecia muito pequeno, mas por dentro era enorme, Stella se perguntou como é que cabia tudo aquilo ali dentro.

— Quer beber alguma coisa? – Mac quebrou o silêncio enquanto se servia de uísque duplo.

_ Não, eu não bebo. – Abraçou a si enquanto olhava em volta, examinado cada detalhe.

Mac sorveu de uma vez o conteúdo do copo que desceu rasgando em sua garganta, ele precisava daquela sensação para poder se controlar perto dela.

— Senhor já podemos ir? – Perguntou o loiro alto de olhos verdes, com uma impecável farda branca cheia de emblemas e pequenas medalhas.

— Sim Alexander, podemos sim. Quero chegar logo em Madri. – Ele o olhou e Alexander concordou com a cabeça.

Ele confirmou e saiu rumo à cabine, onde já havia mais um sentado checando às coordenadas.

— Melhor sentarmos. Já vamos decolar.

Stella concordou e sentou-se em uma das poltronas afivelando os cintos. Logo ouviu o barulho das turbinas ao lado ela olhou pela janela e viu os motores se aquecendo.

Mac sentou-se a sua frente e fez o mesmo, mas continuava com o copo cheio de bebida em mãos. Por um momento Stella cogitou ele ser alcoólatra para o tanto que ele já havia bebido na festa e agora ali.

Logo o frio na barriga surgiu enquanto o avião se preparava para levantar voo, as luzes da cidade foram ficando mais distantes onde o escuro estava predominando, ela tentou ficar acordada, mas estava exausta. Havia acordado cedo para se arrumar para seu casamento, não conseguia mais segurar os olhos abertos as pálpebras pesavam e logo adormeceu.

Stella se mexeu e viu que já não estava mais na poltrona, e sim deitada na cama, seus olhos se arregalaram em um salto logo se sentou e olhou para si. Respirou aliviada ainda estava do mesmo jeito com o vestido de casamento, mas sem os sapatos, quem a, pois na cama? Como ela foi parar ali?

Sua resposta logo foi respondida quando Mac surgiu na porta sem o fraque, com uma blusa branca limpinha dobrada até o cotovelo e a barba já surgindo em seu rosto, nossa como ele era quente, o homem transpirava excitação em seu corpo.

— Você me colocou aqui? – O olhou.

— Sim, você estava babando naquela poltrona. Não queria que estragasse o couro. – Disse sem mover nenhuma emoção enquanto mexia em uma mala de mão.

Stella cerrou os olhos e o encarou bufando.

— Você é muito grosseiro sabia? – retrucou fazendo uma linha dura com os olhos e boca.

— O quê? – Mac rolou os lábios em um belo e perfeito sorriso. Nossa chega faltava o ar nos pulmões quando ele sorria. – Se prepare. Vamos já pousar em Madri em cinco minutos.

— Tá bom. – Esfregou os olhos e bocejou.

Mac saiu lhe dando mais privacidade. Ela soltou os cabelos, as presilhas estavam fazendo sua cabeça doer. Ela retirou a tiara e pôs dentro de sua bolsa, os cachos rebeldes logo bateram em seu ombro caindo em uma cascata ondulada.

Olhou-se no espelho e viu a borrada maquiagem. Com um lencinho retirou o excesso. Já melhor ela saiu e caminhou rumo à poltrona afivelou o cinto e olhou por cima dos cílios e viu Mac que folheava uma revista distraído.

Logo a voz grossa do piloto ecoou pelos áudios do avião, Stella deu um salto na poltrona com o susto inicial e respirou fundo. Ele anunciava o pouso imediato no aeroporto de Barajas Madri (MAD), em Madri. Ela olhou pela janela e já havia amanhecido. Era um lugar muito bonito, o sol estava deixando tudo mais bonito e chamativo para uma descoberta uma aventura, ela iria aproveitar tudo aquilo.

A Mercedes logo estacionou na frente do luxuoso Hotel Villa Magna, Stella ficou deslumbrada com tudo, ainda não tinha conhecido aquela cidade e estava encantada, descendo do carro segurando o vestido para não sujar a barra ela adentrou com Mac, seguindo para enorme recepção onde os homens que por lá estavam a cercavam com os olhos gulosos e de desejo. Mac logo franziu a testa e encarou-os sério.

— Bom dia, eu fiz uma reserva. – Mac olhou para a recepcionista sério.

— Nome de quem senhor. – Jogou o melhor sorriso para o casal.

_ Taylor, Senhor e Senhora Taylor. – Olhou para Stella que corou.

— Um momento. – Digitou freneticamente o teclado. – Aqui, achei suíte Premium. Aqui suas chaves, senhor. – Lhe deu dois cartões. – O mensageiro logo irá levar suas malas para o quarto. Sejam bem vindos ao Villa Magna, qualquer coisa é só nos falar, estamos aqui para servi-los.

Mac concordou com a cabeça e seguiu pelo saguão para o elevador. Os dois adentraram e ficou o silêncio por uns dois minutos enquanto escoravam seus corpos nas paredes frias do elevador. A porta se abriu e mostrou o belo corredor branco com pisos de madeiras, as paredes com pinturas renascentistas, aparadores do lado de cada porta com lindos jarros de flores diversas. Mac caminhou até o fim do corredor rumo à porta dupla e posicionou o cartão na abertura onde logo se abriu, lhe revelando o vislumbre de um quarto enorme e incrível. Branco, marfim e creme predominava o lugar, um requintado lustre de cristal iluminando o que já não precisava se iluminar mais, com a imensa janela de vidro que iam do piso ao teto que mostrava uma linda vista das imediações. Correndo os olhos ela viu a imensa cama envolto dos lençóis vermelhos com bordas em ouro, não teria problema em dormir com ele. Jamais ele poderia tocá-la tudo ali era grande demais, o cheiro de lavanda com um toque cítrico deixava o lugar aconchegante um imenso tapete felpudo branco no centro do piso de mármore branco, uma mesinha para café da manhã na varanda, os criados mudos em ambos os lados da cama com abajures marfim. Do outro lado um barzinho repleto de bebidas de todos os gostos, e uma porta, mas ao lado devia ser o banheiro, mas no canto um sofá em forma de L, uma TV gigante acoplada na parede, e a cozinha com uma ilha no centro e geladeira com porta dupla.

O som de batidas na porta a tirou de sua exploração pelo lugar. Mac seguiu para porta e rapaz entrou posicionando as malas uma junto da outra, Mac lhe deu a gorjeta e puxou-as para o lado da cama.

— Aqui suas coisas, creio eu que você quer retirar este vestido. Eu agora vou tomar um banho, com licença. – Seguiu para o banheiro enquanto desabotoava a blusa pelo caminho.

Stella sentou na borda da cama, passou as mãos no lençol de vários fios, com toda certeza era egípcio, macio e delicado. Ela tirou os sapatos e puxou a mala para mais junto de si. Onde abriu e a surpresa inesperada.

Em sua mala havia apenas roupas íntimas bem sexy, camisolas transparentes, calcinhas que já não podia nem chamar de fio dental, tudo muito sensual. Teve até vergonha de olhar mais em baixo e achar um vibrador ou algo do tipo, como sua mãe teve coragem de por aquilo ali?

— Τι στο διάολο, δεν πιστεύω ότι η μητέρα μου το έκανε αυτό σε μένα. Ω, αλλά θα μου πληρώσει όταν επιστρέψω. – Ela esbravejou em grego irritada.

(Mas que droga, não acredito que minha mãe fez isso comigo, Ah, mas ela vai me pagar quando eu voltar)

Mac que vinha saindo do banheiro apenas de calças a ouviu falar assim e arregalou os olhos.

— Espero que não esteja me xingando. – Ergueu as mãos para o alto.

Ela correu os intensos e escuros olhos verdes pelo seu corpo exposto e viu como ele era delicioso. Um peitoral definido, definitivamente era seu Adônis e ela sua Afrodite.