Amor Impossível?

9 Pretendente Desconhecido


Notas iniciais
Feliz Ano Novooooo! Que nesse ano vocês possam realizar tudo que não conseguiram no ano passado e desejo tudo de bom para vocês. Eu sei que já passou do tempo pra desejar isso, mas eu queria ter postado antes, mas não deu. Bom, muito obrigada aos comentários do especial e estou me sentindo honrada Anika :3 Desculpem-me pelos erros do capítulo anterior e pelos o desse também, se tiver. Espero que vocês gostem desse capítulo. Boa Leitura para vocês, meus amores.

Nunca havia imaginado que beijaria o Natsu daquele jeito, na verdade nunca tinha nem cogitado a ideia de beijá-lo, porém, quando senti o seu peitoral musculoso contra o meu corpo, as suas mãos quentes em minha cintura e o cheiro embriagante de seus cabelos, mesmo depois de ter mergulhado várias vezes e não ter saído, me fez ficar fora de mim, fazendo com que meu corpo não me responde-se.

Nós nos separamos apenas uma vez, até o rosado voltar a me beijar ferozmente e fazer com que os nossos corpos parecem que estavam em uma incrível dança sensual. E chegava a ser incrível como nos encaixamos perfeitamente. Infelizmente fomos interrompidos pela Erza, muito irritada, eu acho. Não, quer dizer, graças a Deus que ela nos interrompeu! E por que raios eu estava fazendo aquilo? E o pior, por que eu estava gostando? Não era pra eu ter gostado nem um pouco, aliás Lucy você o odeia, se lembra? Pelo menos recobrei a consciência agora.

– Lucy, explique-me agora o que foi aquela cena que acabei de presenciar? — Percebi que a ruiva tentava controlar a voz, para não começar a gritar.

– Err... bom. — Não sabia o que falar, até porque nem eu mesma sabia o que tinha sido aquilo e o olhar dela estava me dando muito medo.

– Acho melhor você não me enrolar, senão será muito pior.

– O pior é que eu também não sei. — Falei em um único fôlego.

– Como assim você não sabe? — Agora ela gritava que nem uma louca.

– Lu-chan, Erza! — Levy nos gritou, vindo correndo em nossa direção e pude perceber que já tinha trocado de roupa, na verdade as duas. — Onde vocês estavam? E por que a senhorita ainda não trocou de roupa? — Disse, fingindo estar irritada.

Obrigada, Levy-chan! Nunca poderei te agradecer verdadeiramente, por ter me salvado da versão demônio da Erza, sempre estarei te deveno. Aproveitei a oportunidade e saí correndo para o vestiário feminino, para me trocar antes que a ruiva fala-se alguma coisa.

Troquei de roupa rapidamente e quando estava saindo do vestiário, pude avistar uma cabeleira rosa também saindo do vestiário masculino. Fui para trás de uma pilastra e comecei a seguí-lo, pude perceber que ele falava alguma coisa, aproximei-me mais um pouco para ouvir.

– Por que eu fiz isso? Eu e aquela estranha não temos nada em comum e nem é grande coisa assim. O que deu em mim? Sério, acho que estou ficando louco, só pode, porque pra pegar aquela garota... — Disse, pisando duro.

Não sei muito bem o quê deu em mim, mas fiquei um pouco incomodada com aquilo que ele disse e eu nem gosto dele, por que fiquei triste? Também fui andando para a sala e quando cheguei na mesma a minha querida e amada Erza, já estava lá me encarando com uma cara muito feia, parecendo até que tinha comido e não gostou.

– Você ainda tem que me explicar muita coisa mocinha. — A ruiva falou emburrada.

Engoli a seco e fui em direção a minha mesa, comecei a arrumar meu material, na mochila. Assim que terminei, o sinal tocou avisando que já podíamos ir embora, levantei-me rapidamente e fui andando rapidamente para a porta, queria sair logo de lá, pois não estava nem um pouco afim de saber o que a Erza iria falar ou querer saber sobre o acontecimento.

– Pode voltando, temos muita coisa pra resolver agora, já se esqueceu? — Disse, quando eu estava na porta e se aproximando. — Será que a senhorita poderia me dizer o que foi aquilo atrás do vestiário mais cedo?

– Merda. — Praguejei e, a mesma me virou para que ficássemos cara a cara.

– Agora pode falar o que foi aquilo? — Perguntou, já ficando nervosa e essa era uma coisa que eu não queria ver, então resolvi falar logo.

– Não nada, tá? Aquele desgraçado que me agarrou, me obrigando a beijá-lo.

– Atá, mas você não fez nada pra poder parar ele? — Falou, meio desconfiada.

– Eu tentei, mas... ele era muito forte, então não consegui me soltar. — Sem querer acabei gaguejando, agora ela vai perceber que não foi nada disso.

– Pelo menos você beijou alguém, já estava mais do que na hora, não acha?

– Quê? Não é nada disso e fala baixo, Erza. — Falei, ficando muito vermelha.

– Ah, mas admite que você gostou?

– Claro que não, você acha mesmo que eu ia gostar do beijo daquela ameba rosa? — Droga, acabei gaguejando de novo. Ai, senhor!

– Tá bom, se é isso que você fala, então não está mais aqui quem falou. — Falou, rindo.

Ela pegou sua mochila e fomos embora, porém percebemos que não tínhamos visto a Levy, então começamos a procurá-la, afinal nós sempre vamos pra casa juntas. A procuramos por todos os lugares prováveis, agora estávamos saindo da biblioteca e o Max disse que ela já tinha ido embora. Já havíamos desistido e estávamos chegando perto do grande portão de ferro, quando uma Levy ofegante, descabelada e com os lábios vermelhos e inchados, apareceu correndo em nossa direção nos gritando.

– Levy-chan, o que aconteceu? E onde estava ? — Perguntei, enquanto a azulada tentava se recompor.

– E-Eu... estava resolvendo uma coisa. — Falou ficando vermelha. Por que ela estava assim?

– Urum, sei! Vamos logo embora, tenho muita coisa pra fazer.

– Mentira Erza, você nunca tem nada pra fazer. Então, vamos para a minha casa. — Levy disse, puxando a ruiva pelo braço.

– Tenho sim, preciso resolver os negócios do conselho estudantil e ainda tenho que jogar Warcraft, você sabe quanto tempo eu não vejo o meu bebê? — Falou de modo dramático, me fazendo rir.

– Isso tudo pode esperar. E eu preciso falar com vocês, ou seja, isso é muito mais importante que o jogos idiotas.

– Os meus bebês não são idiotas.

A nossa ida até à casa da Levy foi tranquila — se vocês olhar apenas pelo meu lado -, ou seja, eu andando calmamente na frente das duas, enquanto observava tudo que estava a minha volta e elas se gritavam e se estapeavam lá atrás.

A azulada morava sozinha em um apartamento, ela veio estou estudar aqui no Japão, conforme seus pais continuaram cuidando da livraria na Inglaterra. Seu apartamento era pequeno, tinha apenas quatro cômodos, mas era bem aconchegante.

Erza e eu assim que chegamos no apartamento fomos direto para o sofá e nos jogamos, enquanto Levy foi buscar alguma coisa pra todo mundo comer. Não demorou muito e ela logo voltou com alguns sanduíches, cheetos, sorvete de flocos e coca-cola. Que mistura maravilhosa, não? Meu estômago já deve até estar acostumado.

– Então, o que tanto você quer nos falar? — Perguntei, ficando curiosa.

Assim que perguntei a campainha tocou e Levy foi ver quem era, quando abriu a porta uma azulada se encontrava sorrindo e segurando uma caixa de tamanho médio. O que deve ter ali dentro? Espero que seja algo de comer.

– Oi, Levy-chan! É... Juvia encontrou um garoto na recepção que estava querendo lhe entregar isso, porém quando Juvia falou que disse também estava vindo aqui, ele pediu para que te entrega-se esse cartão e essa caixa. — Levy pegou as duas coisas em uma velocidade incrível e uma animação maior ainda. — O nome dele era... — A baixinha tampou aboca da prima rapidamente, a impedindo de terminar de falar e assustando a mesma, falou algo que não consegui ouvir de tão baixo que falou.

Juvia fechou a porta e veio para o nosso lado, enquanto a outra azulada lia a carta igual uma maluca e tirava de dentro da caixa uma bolinha preta e tinha um outro ataque, demorei um pouco para distinguir que era um filhotinho de gato. Porque a doida varrida não para de pular e apertar o pobre coita, assim não deixando que ninguém vi-se direito o que era, porém, quando percebi o que era, saí correndo na direção dela e peguei-o de seus braços, voltei a me sentar no sofá, com ele no meu colo. Levy ficou reclamando e toda hora tentava pegá-lo de volta, enquanto as outras garotas apenas ficavam rindo.

– Qual vai ser o nome dele? — Perguntei, ainda fazendo carinho no gatinho.

– Pantherlily. Agora me devolve ele. — A baixinha ordenou, fazendo bico e cruzando os braços, parecia até uma criança.

– Não acha esse nome muito feminino, pra colocar em um gato. — Enfatizei o "to" no final, para mostrar que talvez ela estivesse enganada.

– Não, é bonitinho e estava escrito no cartão para ser esse o nome. — Finalmente Levy conseguiu pegar o gatinho de mim.

– Falando em cartão, quem foi que te deu esse presente? — Erza perguntou, ativando o seu lado malicioso.

– Ninguém. — Gaguejou, ficando muito corada.

– Ah, claro, uma pessoa brotou no meio do caminho da Juvia e mando te entregar isso, faz todo o sentido. — A ruiva disse irônica.

– Não é isso, mas... Tá bom, vou contar logo, afinal foi por causa disso que trouxe vocês pra cá. — Levy falou, respirando fundo se sentou do lado do lado da prima, ficando de frente para Erza e eu, que a encarávamos intensamente. — Então, estou gostando de um garoto, porém, não direi quem é. — Antes que começaremos a protestar, ela completou. — Porque eu quero que vocês descubram, darei apenas uma dica e talvez eu dê outras, se eu estiver afim.

– Tá, mas por que você não quer contar quem é? — Perguntei, ficando mais curiosa.

– Porque vocês vão ficar me zoando e perguntando a vida inteira. Tá, vocês vão fazer a mesma coisa quando descobrirem, mas vai ser menos pior, pelo menos é o que eu espero. — Falou, soltando um riso nervoso no final. — E também, porque assim é mais divertido.

– Então, quer dizer que naquela hora que você apareceu toda descabelada, ofegante e com os lábios vermelhos, foi por que você tinha acabado de se agarrar com ele? — Levy ficou ainda mais vermelha, com o comentário da ruiva.

– Priminha, Juvia não sabia que você era tão safadinha assim. — Juvia falou também com um sorriso malicioso, o que fez a azulada ficar ainda mais vermelha — se é que isso era possível — e eu começar a rir descontroladamente.

– Lu-chan, para de rir! Isso não é legal!

– É Lucy, você não pode falar nada, muito ao menos rir. Não depois do que eu vi. — Erza falou, com um sorriso de: "Rá, você achou mesmo que eu não iria contar?". Aquela vaca, ela que me aguarde.

– O que você viu, Erza? — Levy perguntou interessada.

– Não foi nada. — Falei nervosa.

– Mentira, ela estava se agarrando com o... — A interrompi, tampando sua boca com a minha mão.

– Ela está delirando, não acreditem em nada que ela falar. — Ri nervosamente, enquanto as duas azuladas me olhavam de modo pervertido.

– Sei, até parece Lu-chan.

– Juvia está curiosa agora, pra saber com quem a Lucy-san estava se agarrando. E até a Juvia mesmo te conhecendo a pouco tempo sabe que está mentindo.

Ai, meu Deus! Quando foi que o assunto mudou para a minha vida? E elas são piores do que detectores de mentira, misericórdia. Erza me jogou no chão, assim ela poderia contar tudo e acabar com a minha vida. Porque depois que elas descobrirem, nunca mais largaram do meu pé. É, foi bom viver, adeus!

– Ela estava se pegando com o Natsu, atrás do vestiário. — Erza falou tudo pausadamente, como se quisesse que as garotas não perdessem nenhuma parte. E realmente era isso.

Pronto, ferrou! Levy me olhava chocada, enquanto Juvia continuava com a mesma cara de quem não estava entendendo nada e Erza me olhava com puro triunfo. Por que senhor? Por quê?

– Lu-chan e Natsu se pegando, mas você não o odeia?

– Sim, só que ele me forçou a beijá-lo, acredite em mim. — Implorei.

– Quando eu cheguei lá, não parecia que estava sendo obrigada.

– Mandei um olhar para Erza, de: "Cala a boca.", mas é claro, isso não adiantou.

– Lucy-san! — Juvia falou, chocada. — Mas quem é esse? Juvia quer conhecer.

– Não Juvia, você não quer conhecê-lo. Ele não é um cara legal, ele é do mal. — Falei, como se estivesse falando com uma criança. -

Então, vamos mudar de assunto? O que mais você iria nos contar, Levy.

– Ah sim, o meu primo por parte de mãe, também vai voltar para o Japão e vai estudar lá na Fairy Tail.

– O Gray-sama? — Juvia perguntou, ficando corada.

– Sim, ele mesmo. — Levy confirmou, enquanto um sorriso malicioso aparecia em seu rosto.

– Quem é esse Juvia? — A ruiva perguntou, curiosa.

– É uma longa história, mas voltando ao assunto. Eu falei com ele que queria apresentar vocês e como um amigo dele o chamou para uma balada no próximo final de semana, ele teve a ideia de nos encontrar lá?

– O que? Você está louca? — Gritei.

– Nós vamos, com certeza. — A ruiva falou, dando uma cotovelada nas minhas costelas.

Qual era o problema delas? Elas sabem que odeia festa, imagina balada. Porém, elas três estão muito enganadas se estiverem achando que vão conseguir me convencer a ir. Nesse final de semana, ficarei no meu quarto estudando, estudando e talvez eu até comece a jogar um daqueles RPGs que Erza me falou, mas balada está totalmente fora de cogitação. Mas é claro que vocês já perceberam que não foi nada disso.

Porém, o que eu posso fazer? Elas são as minhas amigas e elas servem para perturbar a nossa vida. Se não fosse isso, qual seria a graça da vida?

"A gente não faz amigos, reconhece-os."

(Garth Herinchs)

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Eu sei que quando vocês viram o título do capítulo pensaram que era Nalu, mas sou ruim - só que não. Gente, comentem, por favor. Vocês não sabem como eu fico tão feliz quando leio os comentários de vocês e também quero saber o que estão achando. Bom, até o próximo capítulo. Ah, alguém já viu Big Hero 6? Ele é tão fofo :3 :3 Beijos de algodão doce :)