Amor Impossível?
8 Especial de Natal
Notas iniciais
Era mais um Natal como qualquer outro, as ruas estavam desertas e cheias de neve, as casas totalmente enfeitadas e as famílias fazendo a ceia, com os seus familiares e distribuindo os presentes, que estavam debaixo do pinheiro todo enfeitado, com: pisca-pisca, bolinhas de tamanhos diferentes e cores diversas, entre outros adereços. Porém, em uma certa casa, uma certa mulher loira só faltava enlouquecer e pensava que esse seria o pior natal dela.
Lucy Heartfilia, estava preparando a comida desesperadamente e a todo momento olhava o chester que estava no forno, com medo de que queima-se. Tomava conta do filho pequeno, de apenas 4 anos de idade, mas que sempre estava aprontando alguma coisa que poderia machucá-lo e por isso, ela sempre tinha que estar indo atrás dele e brigando com mesmo, mas o pequeno apenas abaixava a cabeça, pedia desculpas e voltava a fazer tudo de novo.
Você, meu caro, deve estar imaginando aonde está o seu marido ou qualquer outra pessoa, pois é... O marido está apenas na sala, recebendo as visitas e conversando com os mesmo, enquanto sua amada mulher — assim, ele pelos menos fala que a ama — fica descabelando na cozinha.
– Natsu Dragneel, caso você não apareça agora nessa droga de cozinha, para pegar o seu filho e tomar conta dele, você já pode ir se despedindo dos seus pai, porque você será um homem morto. — A mulher loira gritou da cozinha, enquanto seu marido engolia a seco e pedia licença a todos os convidados, os mesmos apenas tentavam prender o riso, porém, aquilo era totalmente normal para eles.
– Fale, meu amor. — O rosado falou, assim que chegou na cozinha.
– Fale, meu amor? — Lucy repitiu, com raiva. — Você vai dizer apenas isso e com toda essa calma. Você não está vendo que estou toda ocupada preparando o jantar e ainda por cima estou tendo que cuidar do nosso filho e eu ainda nem tomei meu banho, estou toda fedida e peguenta. Então... amor, por que raios você não faz alguma coisa pra me ajudar? — Natsu já estava morrendo de medo, mas tendo se controlar pra não sair correndo.
– Tudo bem, amor. Então, eu termino de fazer a janta, você vai tomar seu banho, se arrumar e eu peço pra sua ou a minha mãe tomar conta do Natch, tá bom?
A moça que já havia se acalmado um pouco, apenas meneou a cabeça em confirmação e ganhou um beijo rápido de Natsu, ela tirou o avental e subiu a escada para seu quarto, assim que chegou foi direto no guarda-roupa, pegou um vestido azul-claro, um sapato preto, um par de brincos e cordão. Entrou no banheiro, tirou a roupa rapidamente e tomou um banho rápido, assim que saiu também se vestiu rapidamente e fez uma maquiagem leve e simples, no cabelo apenas fez uma trança espinha-de-peixe um pouco frouxa.
Lucy quando desceu e chegou na sala, a mesa já estava pronta e estava maravilhosa, Natsu apenas arrumava alguns detalhes. A loira pensou em como seu marido era perfeito, foi até ele e o beijou, assim que se afastaram o mesmo a olhou de em cima e embaixo e abriu um grande sorriso.
– Realmente, sou o marido mais sortudo do mundo.
– Vamos logo nos juntar a nossa família e aqueles retardados, que a gente chama de amigos. — Os dois riram e se sentaram no sofá, junto dos visitantes.
– Lu-chan, você está linda. — Disse uma mulher de cabelos azulados, olhos castanhos e de estatura baixa, que estava sentada ao lado de um moreno alto e musculoso,com vários piercings no rosto.
– Obrigada Levy-chan, você também está muito bonita.
– Erza, é pra quando o seu bebê? — Outra azulado perguntou, porém o seu cabelo era mais claro e seus olhos da mesma cor e estava sentada do lado de um outro moreno, com uma cicatriz na testa, porém esse tinha cabelos curtos e bagunçados.
A mulher de cabelos vermelho escarlate, passou a mão pela barriga e sorriu, enquanto o azulado ao seu lado abriu um largo sorriso e falou que era só pra fevereiro.
– E você Levy? — Erza perguntou, com um sorriso malicioso, enquanto a mesma corou violentamente.
– E-E-Eu o que? — Gaguejou.
– Ah, você sabe Levy? Juvia e Gray já até nos programamos.
– Enquanto eu e o Natsu somos os únicos sofredores aqui.
– Não fala assim, filha. O meu neto é uma benção pra mim e principalmente para vocês dois.
– Mamãe! — O menininho de cabelos róseos igual ao do pai, se aproximou choroso para sua mãe.
– Fala meu filho, aconteceu alguma coisa? — Lucy perguntou preocupada.
– Dodói. — O pequeno apontou para o joelho que estava um pouco ralado, enquanto tentava limpa as lágrimas.
– Ai, meu Deus! Então, vamos cuidar do dodói. — A moça falou pegando o filho no colo e o levou até o banheiro para cuidar do machucado.
Depois que Lucy cuidou do machucado de seu filho, voltou para sala e já estava quase na hora de dar meia-noite, então todos começaram a se aprontar. Cada um preparou o seu prato e voltaram a se sentar em volta da árvore de natal, onde debaixo da mesma tinha duas pilhas de presente do qual cada pessoa pegou um pacote assim que terminaram de comer e então começaram a distribuir os presentes aos seus respectivos donos, entretanto, fizeram como se fosse um amigo oculto junto com chá de bebê. Uma pessoa dava as características da pessoa que ele iria entregar a lembrança e depois o que recebia deveria tentar descobrir o que era.
– Bom, esse presente é para uma pessoa muito chata... — Começou a falar a Erza.
– Bom, eu acho que a única pessoa chata aqui é você. — Natsu comentou, fazendo com que a ruiva lança-se um olhar assustador.
– Continuando, essa pessoa é muito lerda...
– É o Natsu. — Gray, o moreno de cabelos curto e cicatriz na testa e o rosado que antes tinha um sorriso no rosto, fechou a cara.
– Será que vocês poderia deixar eu terminar de falar, para assim vocês poderem tentar descobrir quem é? — Erza perguntou irritada.
– Não, assim é mais legal. — O moreno e o rosado falaram juntos.
– Então, que tal vocês morrerem?
– Amor, você não pode se estressar, por causo do bebê. — O comentário do marido da ruiva fez com que ela se aclama-se um pouco.
– Graças a Deus, que o Jellal está aqui. — Juvia falou, enquanto todos concordaram.
– Então, continuando. Essa pessoa ama ler livros, é muito irritada e namora um grande idiota.
– Lucy! — Todos falaram juntos.
– Ei, eu não sou lerda.
– Filha, você é sim.
– Até você pai? — A loira perguntou incrédula.
– Ué, você é minha filha, então eu te conheço bem. — Todos riram, exceto Lucy que ficou emburrada igual uma criança.
Lucy pegou o presente, era um embrulho de tamanho médio e dourado, era leve e fino. A loira sacudiu, apalpou e não conseguia descobrir o que era, nada vinha em sua mente. Então, resolveu abrir logo o embrulho, só que no mesmo momento se arrependeu completamente e e fechou o presente na hora, o único problema foi que o seu amado marido estava do seu lado e tomou de sua mão e abriu, tirando de lá de dentro uma roupa — se é que pode falar que aquilo era roupa — de policial um pouco muito pequeno e fez co que brota-se um sorriso nada inocente no rosto do rosado.
– E aí, Lucy? Gostou do presente? — Erza perguntou.
– Eu adorei e vou aproveitar bastante. — Natsu falou.
– O moleque, como é que é? Você está falando da minha filha, não de uma mulher qualquer.
– Calma, velhote. Eles já fizeram muitas outras coisas. — Um homem de meia idade, com cabelos avermelhados, falou de um jeito sacana. — Esse é meu filhão.
O homem de meia idade, que antes havia ficado de pé se sentou abrutadamente e começou a respirar com dificuldade, mas sua mulher começou a tentar acalmá-lo. Natsu, apenas riu para seu pai, como se disse-se: "Você nem imagina o que?", enquanto Lucy cada vez mais se afundava no sofá.
– Então, vamos continuar a entregar os presentes? — Lucy perguntou.
– Mamãe, que eles tão falando? — Perguntou a criança no colo de sua mãe, com uma feição muito confusa no rosto.
– Nada filho, nada. — A loira disse nervosa.
Todos continuaram a distribuir os presentes, até todos estarem com seus respectivos presentes. Praticamente todos os presentes dados por Erza, era alguma coisa erótica, o que fazia com que todas as garotas ficassem mais vermelhas que o seu cabelo. Levy deu livros e outras coisas de acordo com o gosto de cada um, assim como Juvia. Os pais de Lucy e Natsu deram brinquedos e roupa ao Natch.
E assim foi o natal desse grupo de amigos e família dos donos da casa. Enquanto, os pais de Lucy pediam misericórdia para sair daquele lugar, porque Erza mesmo estando grávida estava quase destruindo a casa, por terem feito o seu tão querido bolo de morango e nem mesmo o Jellal conseguia acalmá-la. Gray que a todo momento tirava sua roupa e Natch as pegava e as escondia, conforme Juvia — que ainda não tinha acabado com sua mania — ficava o observando. Gajeel ficava implicando com sua esposa, que quando se irritava profundamente começa a correr atrás dele, pela casa inteira. E os pais de Natsu apenas ficavam rindo.
– Mô, você acha que foi uma boa ideia ter chamado eles de novo pra vir passar o natal aqui?
– Já era até pra gente ter se acostumado, depois de tanto tempo.
– Eu sei, mas agora o Natch está maior e está piorando ainda mais.
– Amor, o que importa é que todos estão se divertindo e que eu sou o homem mais feliz da Terra, porque uma mulher e um filho maravilhosos.
– Own, repete? — Lucy falou, se virando para o seu marido e colocando seus braços em volta do pescoço do mesmo.
– Eu tenho uma mulher e um filho maravilhosos. — Ele repetiu sorrindo, o que fez a loira aumentar ainda mais seu sorriso.
– Sabia que eu te amo?
– Eu sei que sou irresistível. — Falou convencido e fazendo aquela típica pose de herói, mãos na cintura, cabeça virada para o lado, os olhos fechados e o sorriso galanteador.
– Mas você ainda continua convencido, né?
– Sempre. — O rosado falou segurando o rosto de sua amada. — E eu também te amo muito, muito. — E ele começou a distribuir vários beijos pelo rosto de Lucy, o que fez a mesma começar a rir.
E então, finalmente eles se beijaram. Em um beijo tão apaixonante, que eles conseguiam transmitir um ao outro todos os seus sentimentos: amor, carinho, cuidado e acima de tudo paixão. Pois muitas pessoas acham que o amor e a paixão são as mesmas coisas, pelo contrário, eles podem até ser parecidos, mas o amor é o que faz as pessoas terem afeições umas com as outras, porém a paixão é o que une ainda mais as pessoas. Porque as pessoas vezes podem amar, mas se afastam das pessoas que amam, entretanto, quando se tem paixão também, as pessoas não conseguem se manter afastadas. E isso não acontece apenas com casais, acontece com seus familiares e amigos também.
E no natal é o momento onde mais se demonstra tudo isso, pode se demonstrar até em outros momentos, como por exemplo o aniversário, porém, no natal isso é ainda mais ávido. Então que o seu natal seja cheio de paixão e amor, pois desse jeito as coisas ruins serão apenas uma pequena pedra no caminho a qual você a chuta e ela vai parar longe de você.
"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe."
(william shakespeare)
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