Amor Impossível?
7 Aula de Natação
Notas iniciais
Já haviam se passado quatro dias e em nenhum deles tinha sonhado, com aquela menina. Mantive distância de Lucy também, mas uma coisa que não estou entendendo é o porquê de eu estar sentindo sua falta, de pelo menos falar com ela. Natsu, para com isso! O que deu em você? Você não é assim, lembra? Você é o mulherengo e o alvo de todas as garotas da escola. Não é você que pensa nelas, são elas que pensam em você.
Continuei naquele diálogo comigo mesmo durante um bom tempo, até que meu pai começou a puxar assunto na mesa do café-da-manhã. Assim que terminei, subi para o meu quarto, escovei os meus dentes, peguei minha mochila e fui para o inferno que todos chamam de escola.
Chegando no mesmo, fui direto para a sala, pois faltavam apenas dez minutos para começar a aula. Hoje teríamos aulas de filosofia, que era a primeira com o professor Rufus, depois história, artes e por último educação física.
O professor já estava na sala e terminava de se apresentar à turma. Tive aula com ele ano passado — na verdade, parece que tive com a maioria — ele é um cara muito doido, sempre que vai começar a falar alguma coisa, tem que dizer: Memory Make, com dois dedos na têmpora direita. Possuí longos cabelos loiros, olhos castanho-claros e sonhadores, e se vesti como as pessoas na época medieval.
Sentei-me em meu lugar e como nos outros dias olhei à carteira, que ficava perto da porta. Lucy estava junto de suas amigas como de costume, porém parecia meio desligada e pensativa. Será que aconteceu alguma coisa? Não, não deve ser nada, ela sempre fica com essa expressão.
A aula passou rapidamente, como sempre ninguém da classe prestou atenção na mesma, muito menos eu que fiquei conversando, com Gajeel — o único dos meus amigos que permaneceu acordado — e as vezes dava uma olhada de esguelha, para a esquizitinha.
A próxima aula seria de história, com o professor Gildarts, ele é um cara muito maneiro — se bobiar, deve ser o único -, sempre que pode ele está viajando por algum país em busca de aventura e também vive contando suas histórias para a turma. Seu cabelo cor de fogo e penteado para trás, chega a ser até um pouco arrumado de mais para o seu estilo rockeiro, seus olhos são um pouco mais claros que os meus e mesmo pela sua idade, não apresenta nenhuma ruga e possui um porte bem atlético.
– Cana, quantas vezes já falei para parar de trazer bebidas à escola, muito menos de pegar das minhas adegas? — Falou meio irritado, tomando a garrafa das mãos da garota.
– Mas pai...
Cana é uma garota alcoólatra lá da sala, ela é muito bonita, tem longos cabelos ondulados castanho-claros, seus olhos são de um azul escuro arroxeado, que combinam perfeitamente com sua pele morena e possuí um belo corpo curvilíneo. E também é a filha de Gildarts, apesar de ser muito gostosa nenhum garoto tenta se aproximar dela na escola, porque seu pai no primeiro dia de aula, ameaçou todos os garotos que ousa-se chegar perto de sua querida filha, entretanto o mesmo não sabe que a sua "Caninha" — assim ele a chama — quando não está na escola e sim nas baladas, já ficou com vários garotos, inclusive eu.
A aula de Gildarts também passou rapidamente e dessa vez ninguém sonhou em dormir, porque sempre que faziam isso o professor ficava com uma aura assustadora mandando todos prestarem atenção, senão eles veriam como é o paraíso.
Agora estava sentado em uma das mesa de pedra do pátio, com Gajeel e Rogue, enquanto Sting se pegava com alguma menina por aí. (Sim, ele tem a Lisana, mas a relação deles dois é mais como uma amizade colorida). Começamos a conversar sobre o nosso time de basquete e se esse ano estaríamos jogando novamente, afinal esse era o nosso último ano do ensino médio e queríamos fechar com chave de ouro, então decidimos esperar chegar a aula de educação física, para perguntar ao professor Elfman, entretanto ainda temos dois tempos de artes antes.
Terminei meu lanche no exato momento em que o sinal tocou, nos avisando que o intervalo havia acabado e devíamos ir para as nossas respectivas salas.
Essa era a aula que mais gostava, pode parecer estranho, porém amo artes e desejo fazer uma faculdade de ilustração, mesmo que meu pai queira que eu assuma a empresa de jornalismo, mas eu acho que quando ele perceber o quanto gosto disso, não irá se importar em deixar eu fazer o que mais amo e, ainda temos a minha irmã, que mesmo sendo um pouco avoada fará um bom trabalho.
O professor era o mesmo que havia me dado aula no ano passado e disse que não iria passar nenhuma matéria, apenas nos pediu para que fizéssemos o desenho que quiséssemos. Lembrei-me de um quadro, que o meu pai tem no seu quarto de um grande dragão vermelho, com as asas abertas e soltando um rugido. Assim que terminei meu desenho entreguei ao professor, que ficou maravilhado e me elogiando o tempo todo.
Ouvi alguém reclamando, enquanto voltava para a minha carteira e virei-me para saber quem tinha sido, percebi que era Lucy. Ela também estava entregando o seu desenho para o professor e me olhava com ódio, resolvi implicar um pouco com ela.
– Que foi careta, não gostou de saber que sei desenhar melhor do que você?
– Rárá, como se isso realmente importa-se para mim. — Disse, como quem não estava ligando.
– Ah, pode dizer que você também achou o meu desenho maravilhoso. — Falei, com um sorriso convencido.
– Você se acha muito, né idiota? — Perguntou, indo se sentar irritada, me fazendo apenas rir.
Depois disso, a aula acabou e um coordenador entrou na sala, nos avisando que nossa aula de educação física seria de natação e deveríamos ir até o vestiário perto da piscina, que as nossas roupas de banho já estavam lá separas, com o nome de cada aluno. Todo mundo achou estranho, porém fomos assim mesmo.
Assim que coloquei a sunga e a bermuda, fui para a piscina onde uma mulher alta, de longos cabelos azul celeste e olhos da mesma cor, se encontrava em pé com os braços cruzados e de expressão séria, vestia apenas um maiô azul marinho, mostrando seu belo corpo.
– Olá, sou a professora Aquarius. O professor Elfman e eu estaremos nos intercalando toda sexta, para dar aula de educação física. E eu acho que também não preciso nem dizer que estarei dando aula de natação e saltos ornamentais para vocês. — Especificou, com um tom irritado. — As nossas aulas sempre serão mistas, entretanto, caso algum garoto tente fazer alguma coisa com as garotas, irão se arrepender eternamente. — Os garotos que antes olhavam às meninas sem nenhum pudor, pararam na mesma hora, com o olhar assustador lançado pela professora.
– Não Erza, eu me recuso! — Ouço alguém gritar.
Tentei ignorar, mas aquela gritaria continuou, virei-me um pouco irritado para saber o que estava acontecendo e foi a melhor visão que já tive na minha vida. A garota tinha um corpo maravilhoso, todas as curvas estavam em seus respectivos lugares, os seus seios eram bem volumosos igual a parte traseira e as coxas também bem torneadas, subi o olhar para ver de quem pertencia aquele corpo divino e arregalei os olhos impressionada, era a Lucy. Puta merda, quase tive um sangramento nasal, ela estava com os cabelos soltos e com o rosto corado, elas estava incrivelmente sexy.
Os garotos começaram a olhá-la iguais aos leões, quando estão observando sua presa e pude ouví-los soltando algumas frases maliciosas, do tipo: "Não sabia que ela era tão gostosa!", "Nossa, já estou exitado!". Uma raiva começou a crescer dentro de mim e a minha vontade era de quebrar a cara de todos aqueles desgraçados, porém logo a professora lançou um olhar mortífero na direção deles.
Timidamente Lucy foi para o lado das menina e pedindo desculpas à professora, continuei a olhando — na verdade, eu não conseguia desprender o olhar dela — até que a mesma olhou para onde eu estava e nossos olhares se encontraram, ela imediatamente corou ainda mais — provavelmente eu deveria estar a olhando que nem um lobo faminto — e a minha vontade foi de agarrá-la na frente de todo mundo, mesmo assim virei o rosto tentando me controlar. O que está acontecendo comigo? Para com esses pensamentos Natsu e presta atenção no que a professora está falando.
Passamos a aula inteira praticando saltos e sempre que a loira subia no trampolim, os filhos da mãe falavam alguma gracinha, até mesmo os meus amigos soltaram alguma coisa maliciosa, porém me controlei ao máximo para não bater neles e eles irem parar em um hospital.
Assim que a Aquarius nos liberou, esperei todos irem embora e pude perceber que a careta e suas amigas também ficaram para trás, sem nem ao menos pensar duas vezes comecei a seguí-las, escondendo-me entre as pilastras até o vestiário feminino. Lucy iria entrar por último, aproveitei a oportunidade e a puxei pelo braço, para trás do prédio e ela em nenhum momento tentou resistir ou se soltar, provavelmente por ter sido tão de repente que ela ainda não tenha entendido o que estava acontecendo.
– O que está acontecendo? — Perguntou assim que a soltei, com uma expressão confusa.
– Presta atenção. — Falei sério. — Nunca, nunca mais use essa roupa nas aulas de natação
– Hã? — Disse, agora totalmente confusa.
– Isso mesmo que você acabou de ouvir. Você não escutou o que aqueles garotos estavam falando sobre o seu corpo? — Comecei a alterar a voz.
– E desde quando você se preocupa com alguma coisa que me diz respeito? Eu não sou apenas uma esquisita? E que roupa você acha que eu devo usar em uma aula de natação?- Perguntou irritada.
– Mas mesmo assim...
– Você não manda em mim. — Gritou e tentou ir embora, porém segurei seu braço a puxando de volta.
Ela tentou se soltar, mas continuei a segurando com força, até que a mesma desistiu e parou irritada, cruzando os braços e fazendo seus seios ficarem ainda maiores, o decote do maiô quase não tampava nada, ou seja, estava tendo uma bela visão, já estava começando a ficar exitado.
– Por que está se preocupando comigo? Por acaso está sentindo ciúmes, senhor Dragneel? — Perguntou provocativa, que para mim soou mais como um jeito sedutor.
– Não é nada disso, é só que... — Não estava aguentando mais e já começava a chegar no meu ápice.
– Então é o que? Será que não gostou de ver meu corpo? — Não era impressão minha, ela realmente estava falando de um jeito sedutor e passando sua mão pelo meu tórax desnudo. Que Lucy é essa?
Aquela foi a gota d'água, ela estava me fazendo enlouquecer e não aguentando mais, ataquei seus lábios com voracidade, houve uma resistência no início, mas logo depois nos beijávamos como se não houve-se amanhã. A imprensei na parede, seu corpo molhado e seus seios volumosos contra meu peitoral estavam me deixando ainda mais louco, eu a queria, a queria possuir. Passei meus beijos para seu pescoço, dando no mesmo leves mordidas e lambidas, pude sentir ela estremecer um pouco e arfar em meu ouvido, enquanto puxava meus cabelos da nuca, me deixando mais exitado. Passava as minhas mãos por todas as suas curvas e fui até o glóbulo de sua orelha dando uma pequena mordida, ela gemeu e voltei a atacar seus lábios.
Natsu, acorda! O que está fazendo? Isso já está passando dos limites. Separei-me dela ofegante a observando, seus lábios estavam um pouco inchados e avermelhados, também estavam um pouco entreabertos tentando puxar o ar, para recuperar o fôlego e seus cabelos dourados estavam meio bagunçados, ela estava tão sexy e linda!
– É, melhor eu ir me trocar. — Falei, virando-me meio atordoado.
– O que foi isso agora, Natsu? — Escutei ela falando meu nome em um sussurro, não consegui me controlar e me virei, atacando ela novamente.
Nossas línguas pareciam um casal dançando por toda parte, elas se moviam ferozmente e sua mão passeava por todo o meu peitoral, sem deixar nenhum músculo para trás.
– Lucy, cadê... Que porra é essa?
Nos separamos rapidamente, podendo ver uma ruiva muito puta da vida, não tive tempo nem de falar nada, pois a mesma agarrou o pulso da loira e saiu arrastando ela.
– Mas que merda aconteceu aqui?!
"Não sabemos o preço das nossas ações."
(De minha autoria)
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