Amor Impossível?

15 Ajuda nos estudos


Notas iniciais
Konichiwa minna! Cá estou eu, com mais um capítulo novinho :) Acabei postando poucos dias depois, porque machuquei o meu dedinho mindinho e tive que colocar uma tala, por causa disso ficou um pouco complicado para digitar. Boa leitura!

Essa noite acabei não dormindo direito, o que resultou em grandes olheiras e em nenhum sonho, passei quase a noite inteira pensando no que aconteceu na noite passado — na verdade tenho passado muitas noites em claro pensando nas coisas que estão acontecendo na minha vida.

Hoje combinei com o Gray dele vir buscar, para irmos juntos até escola. Olhei o relógio, já estava quase na dele chegar e ainda faltava um pouco para terminar de me arrumar, arrumar o meu cabelo, colocar o moletom e tênis. Quando estava terminando de colocar o tênis, ouço o som da campainha e gritei que não precisavam atender, pois era para mim. Peguei a mochila e o celular em cima da cama, desci a escada correndo, quando cheguei na porta gritei um "tchau" para minha mãe saí. Assim que saí, o Gray se encontrava em pé, com as mãos nos bolsos, mochila jogada em um ombro e tirando a cara de sono ele estava com um ar bem descolado, eu até poderia realmente namorá-lo, se ele apenas não fosse um grande amigo, praticamente um irmão.

– E aí, loirinha? — Cumprimentou, dando um abraço apertado. — Como você não sente calor com esse moletom?

– Querido, moletom é minha segunda pele. Eu sem ele não sou eu.

– Tá bom, só tenha cuidado para não desmaiar igual ontem.

– Engraçadinho, vamos logo para a escola. — Falei rindo, enquanto o moreno abraçava minha cintura e eu a dele.

Fomos andando tranquilamente e conversando animadamente até a escola, assim que chegamos na mesma nos encontramos com Erza logo no portão, que lançou um comentário malicioso, fazendo nós dois corarmos muito, conforme a mesma apenas ria. Perguntei à ruiva onde se encontravam as duas azuladas: Juvia já estava na sala, porém, Levy ela não sabia onde onde estava ainda não tinha a visto.

Finalmente chegamos na sala, quase toda turma se encontrava presente e o professor de história também, entretanto o dia não seria normal se eu já não vi-se logo pela manhã a besta do mundo cor de rosa.

– Fala aí, cabeça de fósforo?

– Senhor cueca?! — Os dois se cumprimentaram normalmente me ignorando, não por muito tempo.

– Luidgi! — O rosado me encarou, com seus hipnotizantes, onde por um momento me perdi dentro deles e acabei me lembrando da noite passada, do beijo e do que ele falou.

– Meu nome é Lucy, quantas vezes vou ter que te falar isso? — Perguntei irritada, tentando disfarçar meu constrangimento.

– Tudo bem, Luchy. — Disse indo para o lugar dele.

– Barbie paraguaia. — Gritei de volta.

– Sério que você vai começar com essa criancice? — Ele perguntou parando no meio do caminho.

– Que foi? Não gostou de ser chamado de Barbie? E foi você que começou.

– Então tá! Você e pediu, protótipo de cheetos.

– My little poney.

– Cabeça de gema de ovo podre.

– Ah, parem vocês dois. — Erza gritou. — Caso não tenham percebido o professor está querendo começar a aula.

Natsu foi para o seu lugar resmungando alguma coisa indecifrável. Uma coisa que não estou entendendo é porquê ele está agindo assim, ele ficou me chamando daquelas coisas mas dava para perceber que não era verdade e sim uma brincadeira, diferente dos outros dois anos que ele me humilhava completamente e eu só sabia abaixar a cabeça, sair correndo e chorar todas as noites. Só que agora não sou mais assim, prometi a mim mesma nunca mais chorar ou abaixar a cabeça por alguma coisa que ele ou qualquer outra pessoa fala ou fazer.

Era mais um dia normal, tinha acabado de me arrumar e já estava saindo para a escola. Hoje era minha segunda semana de aula do 2º ano e o Natsu e sua trupe ainda não tinham me perturbado, mas estava confiante, talvez tivessem feito aquilo apenas por eu ser caloura. Porém, assim que cheguei na sala, percebi que estava totalmente enganada, quando abri a porta um líquido preto e gosmento caiu em cima de mim e logo em seguida jogaram papéis também, assim que consegui limpar meus olhos, pude ver todas as pessoas da classe rindo e o Natsu parado na minha frente, sorrindo vitorioso.

– Que foi, careta? Te fiz um favor, não precisa me olhar assim. Afinal, você é um lixo, apenas te ajudei mais um pouco a se parecer com um. — Ele cuspiu em mim e deu as costas.

– Eu te odeio, odeio. — Gritei de raiva, tentei prender o choro, mas era inevitável, as lágrimas rolavam.

– Não te pedi para gostar de mim.

Alguém me cutucou, fazendo-me acordar de meu devaneio e dizendo que o professor estava falando comigo, rapidamente limpei uma lágrima que ameaçava cair. Nunca mais chorar, lembre-se disso Lucy.

– Sim, professor?

– O que eu estava dizendo?

– Desculpe-me professor, mas não estava prestando atenção.

– Então passe a prestar.

– Sim, senhor.

– Lucy,você está bem? — Erza perguntou preocupada.

– Estou sim.

– Você está um pouco pálida, tem certeza?

– Tenho sim, não precisa se preocupar. — Forcei um sorriso, que pareceu tranquilizá-la um pouco.

Passei a aula inteira lembrando de coisas que não queria, por causa disso quase não prestei atenção na aula. Quando tocou o sinal Gray veio para o meu lado e descemos junto com as garotas, sentamos em uma mesa dev pedra bem afastada da bagunça e debaixo de uma cerejeira, que nos proporcionava uma enorme sombra fresca. Eles começaram a conversar, entretanto apenas fiquei refletindo sobre aquela lembrança e depois me veio a memória o sonho, que já estava me deixando bastante encabulada. Primeiro aparece um garoto muito parecido com Natsu, depois descubra que a garota que estou seguindo era a minha versão mais feminina, eu sei que apenas um sonho e que por causa disso pessoas que conheço podem aparecer, mas tenho uma estranha sensação de que não é um simples sonho, é mais como se fosse uma lembrança muito antiga, praticamente... uma vida passada.

– Lu-chan, você está bem?

– Sim.. mas quando foi que você chegou, Levy-chan?

– Quase agora, acabei me atrasando. — Ela respondeu um pouco nervosa.

– Mas você nunca chega atrasada. — Respondi, desconfiada.

– Para todo mundo se tem a primeira vez. Agora vamos mudar de assunto, né?

Antes que alguém começa-se a puxar algum assunto, um ser abraçou minha cintura e empurrou o Gray, fazendo o pobre coitado quase cair do banco.

– Oi, loirinha! — Natsu cumprimentou, com um enorme sorriso.

– O que está fazendo aqui? E quem te deu permissão para ter essa intimidade toda, peppa pig?

– Ora, pensei que desde sábado depois que... — Ele falava inocentemente, enquanto voava em seu pescoço e tampava sua boca.

– Cala a boca, seu imbecil. — Sussurrei, lançando-lhe um olhar assustador.

– Então... vocês estão animados para o passeio?

– Que passeio? — Todos nós perguntamos juntos.

– Ah é, havia me esquecido que todos vocês estavam na enfermaria na hora que o velhote entrou na sala para anunciar. Então, é um passeio que haverá nas nossas férias do meio de ano, para uma pousada. — Todos nós gritamos animadíssimos, inclusive eu. — Porém... apenas a turma que tirar as melhores notas é a que poderá ir.

– Legal, nossa turma é a mais burra, nunca iremos conseguir. — Levy falou, ficando um pouco triste.

– Por isso eu estava pensando que vocês poderiam formar um grupo de estudo para ensinar a turma. -Acabei não aguentando e comecei a rir, logo sendo seguida por meus amigos.

– Querido, você se esqueceu...

– Me chama assim de novo?- O rosado perguntou, fazendo uma cara cachorro pidão.

– Ei, para de dar em cima da minha namorada.- Vi os dois se olharem feio e tratei de voltar ao assunto.

– Idiota, você se esqueceu que ninguém naquela sala gosta da gente? Muito menos de estudar? Então como você acha que isso vai dar certo?

– Isso vocês podem deixar comigo.

– Então tá, tenho mais duas coisas para falar. — Comecei a falar ele me incentivou. — A primeira é: tira a mão da minha cintura e as segunda é: eu não vou fazer isso nem morta.

O sinal tocou novamente, empurrei o Natsu e peguei a mão de Gray. para continuar o disfarce e todos nós fomos embora. Antes de chegar na sala falei que ia no banheiro, porém que poderiam ir na frente. Infelizmente não consegui chegar no meu destino, antes mesmo de virar o corredor fui puxada para dentro de um quartinho, com pouca luminosidade, tamparam minha boca, entrei em desespero e comecei a me debater.

– Não grite. — Reconheci aquela voz, no mesmo momento parei de me debater e o sangue começou a ferver de raiva.

– Retardado quer me matar do coração? — Reclamei, assim que ele tirou a mão da minha boca.

– Claro que não, seria horrível se isso acontece-se antes que eu te conquista-se. — Falou agora me soltando e fazendo com que eu pude-se encará-lo, apesar de não poder ver seu rosto direito.

– Como é que é? Me conquistar? Desde quando você começou com isso? — Ri sarcástica. — Prefiro me lançar em um vulcão ativo do que me apaixonar por uma Dregg Queen.

– Ai loirinha, também não é pra tanto. Pensei nisso agora e você não resistirar ao meu encanto.

– Que encanto? Mas fala logo por que me puxou aqui para dentro de quartinho de... — Olhei a minha volta, observando o lugar. — Limpeza, se não me engano.

– Ah sim! Então, não a ideia que dei de estudar para o passeio?

– Que que tem? Já dei minha resposta.

– Então me ajuda a estudar.

– Não. — Falei seca e abrindo a porta, porém logo em seguida a mesma foi fechada por certo rosado.

– Por quê?

– Uhm, vamos pensar. Porque eu sei que você é inteligente e que só não ocupa o primeiro lugar, pois sempre estou nele; Porque eu teria que passar mais tempo com o garoto do qual eu odeio...

– Mas que já beijou várias vezes. — O ignorei e continuei a falar.

– E por que você é um tremendo pervertido e ficaria dando em cima de mim o tempo inteiro. Quer mais algum motivo? Pois tenho uma lista.

– Não precisa. Mas é por esse motivo que você sempre fica em primeiro que quero que me ensine.

– Já falei que não. — Tentei mais uma vez sair daquele lugar minúsculo. Natsu eu estamos muito próximo e não estava gostando. — Quer me deixar sair?

– Não, só quando disser que sim.

– Eu vou gritar e os inspetores vão aprecer. — Ameacei.

– Tá legal, se você me ensinar eu prometo que não vou te perturbar ou dar em cima de você. — Era uma proposta tentadora.

– Vou pensar no seu caso.

– Não, tem que ser agora.

– Por que agora? Você está muito estranho hoje.

– Porque não vou correr o risco de você me enrolar, e se eu te perturbar faço tudo que você quiser.

– Ok, vou te ajudar. E isso começa hoje.

– Hoje? Não pode ser amanhã?

– As aulas começam hoje e também vai parar de me perturbar agora.

– Só quando chegarmos na sua casa e começarmos a estudar. — Falou abrindo a porta e saindo correndo.

– Ei! Ah deixa pra lá.

Acabei perdendo a vontade ir no banheiro, por causa daquele idiota, então resolvi voltar para a sala. Quando cheguei o professor já havia começado a explicação, pedi desculpa pelo atraso e sentei-me em meio lugar rapidamente. Dei uma pequena olha para Natsu e ele estava muito animado, já estava começando a me arrepender de ter aceitado ajudar aquela ameba.

As aulas passaram rapidamente, assim que o sinal tocou fui a primeira a arrumar as coisas e a sair da sala. Esperei o pessoal e quando todos se encontravam reunidos fomos embora.

O caminho foi tranquilo, ninguém conversou muito, apenas vez ou outra alguém fazia uma piadinha, todos riam mas pouco tempo depois o silêncio voltava novamente. Finalmente chegou o cruzamento onde todos se desviavam o caminha e apenas Natsu e eu permanecíamos andando em linha reta. Não demorou muito para chegarmos na minha casa, abri o porta e entrei primeiro, dando espaço para o rosado adentrar e eu fechar o portão logo em seguida.

– Como eu imaginei, realmente tem um belo jardim. — Ele falou, observando tudo a sua volta, as flores, árvores e o pequeno riacho.

– Obrigada, foi minha mãe que fez. Ela amar paisagismo, quando era mais nova fez um curso e assim que se casou com o meu pai e comprou essa casa, a primeira coisa que ela fez foi esse jardim. Todo dia ela vem cuidar dele.

– Ela parece ser legal.

– Ela é.- Concordei, sorrindo. — Vamos entrar.

Nos encaminhamos para a porta, abri a mesma e gritei minha mãe, esse horário ela já deveria ter voltado da floricultura, afinal ela saí às quatro horas, uma hora antes da minha saída do colégio, porém uma empregada apareceu na porta da cozinha avisando que ela ainda não havia retornado. Pedi então para ela avisar minha mãe assim que chega-se que estava no meu quarto estudando, com um amigo.

– Por aqui. — Falei, terminando de subir a escada e abrindo a primeira porta à direita.

– Quer dizer que sou seu amigo, Luchy? — O rosado perguntou igual uma criança.

– Claro que não, Natsu. Apenas falei aquilo para ela não ficar fazendo várias perguntas.

– Ah Lucy, admite? — Ele falou, se pondo na minha frente e sorrindo.

– Por que seriamos? Dê-me um motivo. — O rosado permaneceu em silêncio. — Pois é, não tem. Vou tomar um banho rápido e depois vamos começar a estudar. — Falei, pegando uma roupa no armário e começando a me dirigir ao banheiro.

– Quer ajuda? — Natsu perguntou, entrando no banheiro junto comigo.

– Não, tá maluco? Saí daqui! — Ordenei, ficando desesperada e empurrando ele em direção da porta, porém o mesmo a trancou.

– Não estou afim.

– Saí daqui agora, esqueceu que você me prometeu que não ia me perturbar?

– Eu falei que ia parar quando fossemos começar a estudar e ainda não começamos.

– Ai, senhor! O que eu fiz para merecer isso?

– Loirinha, você está muito irritadinha, precisa esfriar essa cabeça. — Natsu me pegou no colo, me levou para debaixo do chuveiro e abriu o mesmo, a água estava muito gelada e assim que ela tocou meu corpo, por instinto acabei agarrando ainda mais o Natsu, apesar de continuar a me debater.

– Para de espernear!

No momento que o rosado falou isso, ele escorregou e nós dois nos esborrachamos no chão, ele caiu por cima de mim, mas depositou todo seu peso em seus braço, provavelmente deve ter doído muito e eu bati minha cabeça na parede.

– Se machucou?

– Não, estou ótima. Claro que não, saí de cima de mim! — Ele me obeceu e rapidamente se levantou e fechou o chuveiro.

– Ai, minha cabeça! — Reclamei, massageando o local onde havia batido.

– Bateu a cabeça?

– Não idiota, estou reclamando por nada.

– Mas veja pelo lado bom, pelo menos já está de banho tomado, agora já podemos começar a estudar.

– Natsu, se você não sair agora desse banheiro, eu juro que te mato.

O mesmo não pensou duas vezes e nem falou nada, apenas saiu do banheiro. Aproveitei e me levantei logo ainda com a cabeça latejando, tranquei a porta, para qualquer coisa o idiota do Natsu não resolve-se entrar novamente, comecei a me despir e fui tomar o meu banho.

Não demorei muito no banho, queria ensinar logo o Natsu para ele ir embora. Quando terminei minha higiene, coloquei a roupa que havia pego, era apenas um short larguinho cinza, que ia até o meio de minha coxa e uma regata não muito decotada, azul marinho. Provavelmente aquele pervertido vai falar alguma gracinha por eu estar mostrando tanto meu corpo, mas não posso sair só de toalha, falando nisso ele também está todo molhado e por mais que ele merece-se ficar daquele jeito, sou uma pessoa muito boa pra fazer isso. Finalmente abri a porta, ele estava em pé no meio do meu quarto igual um pintinho molhado, fui direto no meu armário e peguei outra toalha, jogando a mesma para Nastu.

– Pra que isso? — Perguntou, confuso.

– Para você tomar banho, não pode ficar nesse estado. Vou ver se o meu pai tem alguma roupa que possa caber em você.

– Ficou preocupada comigo? — Perguntou convencido.

– Claro que não.

– Ah, por sinal, você...

– Não ouse terminar essa frase, vai logo tomar seu banho e não demore. — Mandei, já saindo do quarto, enquanto o mesmo entrou no banheiro rindo.

Fui até o quarto de meus pais que ficava no final do corredor, assim que entrei fui direto no guarda-roupa. Demorei um pouco para encontrar alguma roupa do meu pai que não fosse terno e que pude-se caber no rosado, no final saí do quarto com uma bermuda bege, uma blusa polo preta e é claro uma cueca, não podia deixar Natsu com aquela molhada muito menos sem.

Voltei para o meu quarto e Natsu ainda não havia saído do banho, deixei a roupa em cima da cama e comecei a separar o material necessário, como eu não tenho uma mesa no meu quarto, arrumei tudo na cama mesmo.

Ouço o som da porta do banheiro ser aberta, subo o meu olhar e a visão que tenho, não posso dizer que era horrorosa, Natsu estava com a toalha enrolada na cintura e as gotas d'água que caiam de seus cabelos róseos, rolavam pelo seu peitoral musculoso que eram paradas pela toalha, desviei o olhar rapidamente antes que o rosado percebe-se que estava o encarando e o tom avermelhado que tomava meu rosto.

– Desculpa, não sabia que já havia voltado. — Surpreendi-me pelo o que ele falou. — Mas não tem que se preocupar se quiser olhar, afinal o que é bonito é para se admirar.

– É, estava muito bom para ser verdade. — Sussurrei, enquanto levantava e pegava a roupa para entregá-lo. — Aqui a roupa.

O mesmo a pegou de minha mão, quando ele ia se virar para voltar ao banheiro pra se trocar, ele virou rapidamente e me puxou pela cintura abruptamente, meu corpo se chocou com o seu. Eu sabia que isso ia acontecer em algum momento, estava demorando.

– Natsu, não começa. — Falei, fechando os olhos e tentando controlar minha vontade de batê-lo.

– Começar o quê? — Perguntou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. Droga de sensibilidade.

– Você sabe muito bem, agora me solta.

– Tem certeza?

– Natsu... — Comecei a falar pausadamente e direcionei meu olhar para ele, grande erro, como ele podia ter olhos tão lindos e hipnotizantes. — Me solta, já mandei. — Ordenei, desviando o olhar e tentando empurrá-lo.

Assim que terminei de falar a porta do meu quarto foi aberta, uma cabeleira loira apontou, era a minha mãe. Pronto! Agora ela vai me matar. Separei-me rapidamente de Natsu, dei uma olha de esquelha para ele e fiquei impressionada, pois ele estava muito vermelho e com toda certeza eu deveria estar muito mais.

– Mãe, não é... — Parei de falar quando a minha mãe abriu a boca, esperando ela começar a brigar comigo, mas pelo contrário, ela começou a rir descontroladamente, olhei para Natsu que também me olhava confuso.

– Calma filha, eu... — Minha mãe levantou o olhar, enquanto tentava parar de rir, porém, quando seus olhos focaram no rosado todo traço risonho em seu rosto sumiu e se transformou em um misto de surpresa e pavor.

– Mãe, você está bem? — Perguntei, ficando preocupada.

– Estou sim... vou, vou preparar um... lanche para vocês. — Do mesmo jeito que ela apareceu, saiu de repente.

– O que foi que eu fiz?

– Muitas coisas, mas nesse momento eu não faço a menor ideia. — Olhei para o mesmo que ainda permanecia parado do meu lado. — Como é que é, Natsu? Para de enrolar e vai logo trocar de roupa para estudarmos.

– Ai, tá legal. Não pensava que era tão brava assim! — Reclamou, indo para o banheiro.

Graças à Deus, Natsu não demorou muito para se trocar. Quando o rosado saiu do banheiro, se ajeitou na cama de frente para mim, colocou o o caderno dele no colo e finalmente começamos a estudar. Pouco tempo depois que havíamos começado a estudar uma empregada bateu na porta e entrou com um lanche que poderia alimentar bem duas pessoas, entretanto isso não foi problema para Natsu que comeu praticamente a metade em apenas cinco minutos e consecutivamente, tive que tratar de comer logo antes que o mesmo come-se tudo sozinho.

Natsu ficou na minha casa até às vinte uma horas estudando comigo, vez e outra ele ficava olhando para outros lugares e por causa disso tinha que chamar a atenção dele e explicar tudo de novo, porém nada muito irritante e, pelo menos na hora de ir embora e no decorrer dos estudo ele cumpriu sua promessa e não ficou me perturbando, na verdade depois que ele trocou de roupa não parecia nem ser a mesma pessoa. Posso até dizer que foi um tempo legal que passei com ele.

E por um momento lembrei-me de alguém muito especial da minha infância do qual Natsu lembrava um pouco, mas que infelizmente não está mais aqui.

A pior tristeza é sentir saudade dos momentos que um dia nos fizeram felizes, e ter a certeza que por algum motivo eles não voltaram a acontecer.
(Andressa Pereira de Andrade)

Notas finais
O capítulo ficou bem grandinho, porque tem algumas coisas necessárias e que vocês entenderam mais a frente e espero que não tenha ficado cansativa a leitura. Bom... falem o que vocês acharam nos comentários e se tiver alguma coisa pra melhorar não sintam-se acanhados podem falar também. Coloquei esse título no capítulo, porque não sabia o que colocar rs Até o próximo, beijinhos :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.