Amor Imperfeito
54 Capítulo 55 Amiga indesejável.
Notas iniciais
BOA LEITURA E MANDE REVIEWS PRA MIM SABER SE VOCÊS GOSTARAM.
POV ALLYSON*
Eu estava no meu quarto, comendo salgadinhos com o Adam, e conversando sobre o irmãozinho querido dele, eu queria resolver logo essa rivalidade, porque já que eu vou casar com o Adam, eu não quero passar o resto da minha vida aguentando essa disputa entre eles.
Estávamos numa discussão civilizada, quando Jack entra no meu quarto, e se senta no sofá e começa a comer o meu salgadinho.
—Eii, pedir licença pra entrar no meu quarto e comer o meu salgadinho é bom sabia ? —Perguntei dando um tapinha na mão dele.
—Então, eu preciso conversar serio com vocês. —Ele disse encarando o chão com um sorrisinho.
—Eu conheço esse sorrisinho, o que aconteceu ? —Perguntei sorrindo também.
—Primeiro, eu tenho que pedir para vocês não ficarem nervosos, e primeiro escutar, OK ? —Ele disse olhando especificamente pra mim.
—Ta bom, conta logo —Falei sendo curiosa.
—Ta, fiquem aqui eu já volto —Ele disse saindo do quarto.
Depois de míseros segundos ele volta, só que dessa vez ele entrou no quarto acompanhado da Valéria, e isso me irritou profundamente.
—Quem disse que ela pode entrar no meu quarto !! — Falei me levantando e apontando para ela.
—Allyson, você disse que iria escutar —O Jack disse me olhando profundamente.
—Eu não to nem ai para o que eu disse, eu quero que ela saia do meu quarto agora !! —Falei olhando para ela fixamente.
—Adam, faz alguma coisa —O Jack disse apelando para o Adam.
—Ally, calma, Você só tem que escutar Ok, eu também to com um pouco de raiva, mas não devemos julgar, Vamos ouvir o que ela tem a dizer, ta ? —Adam disse passando a mão pela as minhas costas.
Olhei e fixei o Adam, e suspirei como derrotada, me sentei na cama bem longe da Valéria e fiquei esperando ela abrir a boca.
Depois que ela foi incentivada pelo o Jack, ela começou a falar, ela contou sobre os pais, sobre o drogado que matou eles, contou sobre a Patricia e a Amanda, contou sobre os tios malvados dela, a medida que ela ia contando eu ia ficando mais apavorada, mais é lógico que eu não deixei que ninguém percebesse.
Tá, ela teve e tem uma vida infeliz e solitária, mas mesmo assim eu não consigo parar de odiar ela, deve ser porque desde que eu pisei meus pés aqui, ela e a Amanda e patricia, infernizaram minha vida.
—E então, será que agora você pode parar de julgar ela ? — O Jack perguntou me olhando.
—Olha, vou ser bem sincera, sua historia é triste, mas e daí ? A minha também é, e mesmo você sabendo a minha historia você sempre me maltratou junto com aquelas vacas. — Falei olhando para ela.
—Eu sei Allyson, mas eu tinha medo, se eu contrariasse elas, eu provavelmente, morreria. —Ela disse se defendendo.
—Ai é que ta o problema, você só se preocupa com a sua vida, com o seu sofrimento, mas e as vezes que vocês zombaram de mim porque meus tinham morrido e eu era sozinha, Os fins de semana quando vocês estavam saindo da escola pra ir pra casa vocês olhavam pra mim e falavam “Adeus solitária,espero que seus pais estejam no inferno”, Você ainda acha que eu devo te perdoa Valeria, seja bem sincera ? — Falei quase chorando.
Eu não peguei pesado, eu fui sincera, porque todas as vezes que ela, Amanda e patrícia, falavam assim comigo me machucava, me magoava, me feria muito, quem machuca sempre esquece, mas quem é machucado nunca esquece, fica marcado pra sempre.
—Me desculpa Allyson. —Ela disse olhando pra baixo.
—Resposta errada —Falei chorando e saindo do quarto.
Aquilo era demais pra mim, eu não estava conseguindo segurar as lágrimas, e eu não queria chorar na frente deles, eu consegui ouvir o Adam e o Jack gritando meu nome, mais apenas ignorei e comecei a correr, correr pra bem longe, correr para um lugar onde ninguém poderia me Perturbar, eu estava correndo para o porão do escola.
Cheguei na porta do porão da escola e comecei a descer um lance de escadas, ate chegar lá em baixo, onde tinha um espaço, que tinha vários quadros, mesas, lousas, caixas com uniformes e livros, e tinha também uma poltrona, uma TV velha, uma cômoda, e um pequeno abajur, era tudo velho, aquele porão servia de “casa” para um idoso chamado Bernado, ele era um inspetor, ele era o inspetor mais velho da escola, éramos grandes amigos, ele sempre me confortava, contava historias da vida dele, contava sobre as suas 21 esposas, e como todas morreram, e que ele desconfiava que era amaldiçoado, eu gostava dele, mais um dia ele morreu de ataque cardíaco.
Depois de um dia que ele morreu eu visitei o porão e achei um bilhete dele, que dizia que ele sempre me amará como se eu fosse sua neta, e que o porão agora era meu, para mim poder desabafar, gritar, cantar, fazer tudo sem que ninguém me perturbe.
Me sentei na poltrona e comecei a chorar, eu estava chorando pelo meu pai, minha mãe, Tommy, Bernado, Pela minha vida, Pela minha historia, o que eu contaria para meus filhos caso eles perguntassem “Mamãe, como foi sua vida?” A única coisa que eu teria para falar seria “Filho, minha vida foi uma desgraça, solidão apenas, sofrimento, e lágrimas” que belo exemplo de vida o meu.
Porque tudo tem que ser tão difícil, agora que eu pensei que tudo iria mudar, a Valéria vem e estraga, pensando que viraríamos melhores amigas, Com certeza Adam deve estar com muita raiva de mim, e Jack então deve estar me odiado, Fanny, Nando wendel e Bia já devem estar sabendo, e com certeza devem estar me julgando.
É por isso que eu odeio a Valéria, porque ela sempre consegue Me ferrar, e agora ela tem apoio dos meus amigos para fazer isso, Eu não sou teimosa, mais oque eu passei nas mãos dela e da Amanda e patrícia, foi muito doloroso, e não se esquece assim facilmente, apenas com um “desculpe Allyson” Porque desculpas não fazem o tempo voltar, desculpas não secam as lágrimas que rolaram, desculpas não farão eu parar de sofrer.
POV JACK*
Eu sabia que seria difícil para a Allyson aceitar a Valéria, Eu não culpo ela, eu não estou bravo apenas chateado, quando ela falou que a Valeria, Amanda e Patricia zombavam dela por que os pais dela haviam morrido eu fiquei com pena, meus olhos se encheram de lágrimas, e naquele momento e entendi ela, por isso eu aceito a decisão dela não perdoar a Valéria, Agente sabia que ia ser assim, mas com o tempo eu espero que Ally esqueça o passado e comece a viver o futuro e perdoe a Valéria.
Ela terá que aceitar uma hora ou outra que a Valéria agora ficará com a agente, e se ela não aceitar, infelizmente teremos que ficar divididos, porque eu vou cumprir minha promessa e ficarei ao lado da Valéria, em todos os momentos.
—Não fica assim —Falei confortando a Valéria que fixava o chão, agente ainda estava no quarto da Allyson, junto com o Adam.
—Ela tem razão, eu falei coisas terríveis, e só pensei em mim, nunca pensei se eu estava magoando ela, eu só me preocupei com a minha vida. —Ela disse chorando um pouco.
—Eu vou conversar com ela Valéria —o Adam falou nos encarando com uma expressão de preocupação.
—Não briguem, a Ally tem total razão, ela só precisa de tempo pra aceitar, então Adam, pega leve —Falei o encarando serio.
—Ta, eu vou conversar calmamente com ela —Ele disse saindo do quarto.
Ficamos eu e a Valéria ali sentados na cama, relembrando da cena, eu nunca pensei que viria a Allyson tão magoada e chorando, ver a Ally chorando cortou meu coração, eu senti um aperto e uma vontade incontrolável de conforta-la, mas aonde ela esta? Eu queria abraça-la e falar “Calma ally esta tudo bem, eu ainda te amo, e ainda somos amigos”.
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