Amor Imortal
22 Capítulo 22
Notas iniciais
– Ela o quê? – Damon sussurrou furioso. Jude que se mexia impaciente no acento ao lado, se aproximou para ouvir o que tanto irritara o rival.
– Haven, você tem ideia do que fez? A Ever não pode ter fugido, alguém deve te – la raptado!
– Eu sei Damen! – Haven estava chorando – Foi a primeira coisa que pensei. Eu só liguei porque achava que você deveria saber.
– Você me ligou porque está apavorada. Estamos indo até ai.
– Espere! Não venha. Eu cuido disso. Eu sou a Guardiã, eu posso cuidar disso. Se eu..... quando eu recuperar a Ever, ela estará fraca de mais e irá precisar do antídoto. Então vocês tem que ir atrás disso e rápido. Eu trarei ela de volta.
– De jeito nenhum!
– Damen, ela está certa – Jude falou de repente – Ever precisará do antídoto e Haven pode cuidar disso para nós. É o mínimo que ela pode fazer.
– Tudo bem – Damen bufou no telefone. – Nós estaremos de volta em três dias e quando voltarmos quero que Ever esteja com você.
–Tudo bem – Haven desligou o aparelho.
O desaparecimento tinha deixado tanto Damen, quanto Jude ansiosos e nenhum dos dois conseguiu pensar em algo que não fosse na menina de cabelos dourados durante o voo. Jude pensou em como seria depois que tudo isso acabasse. Ele amou Ever mais do que amou a si mesmo e naquele momento aquele sentimento parecia errado. Queria sentir raiva de Damen e dizer que Ever era sua, mas tudo o que conseguia sentir era medo. Medo de que a mulher que ele amava nunca mais voltasse para casa, medo de que nunca superasse sua perda, como não a superou da última vez. Ele queria voltar para aquela primeira vida e impedir de que Ever visse Damen. Se eles não tivessem visto um ao outro, Ever não teria morrido e teria ficado em seus braços para sempre, como deveria ser.
Jude pensou na primeira vez que a beijou. Ele tinha esperado por aquela festa por muito tempo. Os pais da Olivia tinham chamado metade da cidade para um suntuoso baile de inverno e o convite de ver a musa dos seus sonhos era irresistível demais para recusar. Ele tinha cortado o cabelo e comprado roupas novas para a ocasião. Sua irmã, Drina, estava com inveja porque Olivia sempre fora o centro das atenções, então comprou o vestido mais caro e mais bonito que vira pela frente, para que ela fosse a mais bela, pelo menos por uma noite.
Os irmãos bateram na porta de carvalho antigo e foram recepcionados por um mordomo elegante e entediado. Ele os disse o jantar seria servido primeiro no salão principal e depois haveria a dança. Jude vinha ensaiando há semanas como chamaria Olivia para dançar, e ver que aquilo tudo parecia tão real o deixava mais ansioso. A mesa de vinte e seis lugares estava quase lotada, mas a anfitriã não estava lá. Drina começou a conversar com um lorde, quando a porta do salão se abriu pela última vez. Lá estava ela. O vestido de Olivia era rosa claro com alguns detalhes em dourado e sua saia parecia um bolo. O decote era tão apertado que fazia com que seus seios parecessem maiores e mais desejáveis. O cabelo estava para cima, enrolado em cachos dourados e iluminando seu rosto. O batom que ela usava realçava perfeitamente seus olhos, que pareciam duas pedras preciosas da coroa da rainha.
Ela olhava para todos com o olhar de caçadora, como se todos fossem suas presas. Olivia avistou Jude e Dabria e foi a seu encontro. Jude estava maravilhado, mas não queria deixar passar muita ansiedade. Dabria olhava para a amiga com um ar de superioridade, pois sabia que sua roupa era a mais bem vista, mas ela sabia que não possuía a beleza da outra.
Depois do jantar e de várias trocas de olhares, Olivia se levantou e foi para o salão norte, onde aconteceria a dança. Novos convidados tinham chegado e Jude correu para passar o braço na cintura de Oliva. Ela não parecia surpresa. Dabria tinha contado para ela que seu irmão a desejava. Ela não iria rejeitá – lo, ela mesma tinha uma paixão por ele.
Eles dançaram, riram e conversaram. Ele não perdia a oportunidade de pegar sua mão, ou de roçar seus lábios no rosto dela e até mesmo de ouvi – la rindo. Estava tudo em seu perfeito lugar. Quando eles se cansaram, ela o levou para o jardim e olhou para a cidade.
– É lindo, não acha? – Oliva admirou.
– Conheço algo que é mais.
– Seu bobo – Olivia riu. – é serio. Eu sempre falo para meus pais que eu sou do mundo e não pertenço a um só lugar, ou a uma só pessoa. Mas ele diz que eu tenho que ficar aqui e me casar logo. Eu acho que só ficarei nesse lugar se encontrar a pessoa certa.
– Talvez eu possa ajuda – la com isso.
– Você é muito convencido Jude Augustine. Sua irmã é tão fiel a mim que não esperava essa atitude de você.
– Eu não sou igual a ela. Mas posso ser fiel a você.
– Certamente sim. – Liv riu novamente.
– É sério Liv, deixa eu te mostrar que posso ser capaz de te fazer querer ficar aqui. Eu irei te fazer a garota mais feliz do mundo. Eu irei te mimar e realizar todos os seus desejos se você disser que vai ser minha e somente minha. Eu quero você – Jude falava perto de mais. Ele aproximou seu corpo do dela e segurou seu queixo. Ele queria muito beija – la, mas queria ouvir algo primeira.
– Vá em frente – ela sussurrou e ele a obedeceu.
– Acho que chegamos – a voz rouca de Damen tirara Jude de uma corrente de pensamentos.
Eles pegaram as malas e seguiram para a parte mais vazia e montanhosa da pequena cidade.
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