Amor Imortal
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Jude olhou nos meus olhos e me beijou. Seu beijo não foi como o de ontem, dessa vez foi calmo e apaixonado. Eu senti o mesmo desejo de ontem, mas controlado dessa vez. Ele enquanto me beijava, passava a mão pelas minhas costas. Era muito bom. Nós deveríamos ter chamado atenção, porque o beijo foi interrompido quando Damen deu um empurrão em Jude.
— O que você pensa que está fazendo? – Damen estava furioso.
— Ao contrário de você, eu estou dando o que ela quer.
— Como assim? – Damen estava a ponto de bater nele.
— Ela pediu pra que eu a beijasse. Ela me quer. – Jude disse cheio de si.
— Ela é minha. – Damen falou baixo, mas tenho certeza que Jude escutou.
— Devagar Esposito.
— Vamos lá fora Auguste. – Damen indicou o caminho. Isso não poderia ser bom. Eu os segui até o gramado e tenho certeza que metade da escola fez o mesmo. Damen deu um soco do nariz de Jude, o fazendo sangrar. Jude se levantou e empurrou Damen, dando vários socos em sua barriga. Se ele não fosse imortal, eu podia jurar que ele morreria. Eles pareciam lutadores profissionais.
— Parem. – eu gritei, mas eles não me ouviram. – Por favor, parem.
Eles estavam se matando e nem sequer notavam a minha presença ou os meus gritos. Eu comecei a me sentir tonta e a ver tudo embaçado. A última coisa que eu ouvi antes de desmaiar foi Jude e Damen gritando o meu nome.
Eu acordei em uma cama branca com grades com um tubo enfiado no meu braço. Eu estava na enfermaria. Olhei para cima e vi uma forma olhando pra mim. Haven.
— O que aconteceu? – eu estava meio grogue.
— Você desmaiou porque estava desidratada.
— Cadê o Damen?
— Ele e Jude estão na diretoria. Eles levarão uma advertência.
— Quando eu vou poder sair daqui? Que horas são?
— Você dormiu por duas horas e vai ter que passar a noite aqui. As férias de inverno estão chegando e não temos aula nas próximas duas semanas. – ela estava tentando me animar.
— Eu quero ir para casa.
— Você poderá dormir no seu quarto amanhã.
— Não, você não entendeu. Eu quero ir para a minha casa. Eu vou para lá no feriado.
— Eu não acho uma boa ideia. – ela tinha a aparência de cansaço.
— O que não é uma boa ideia? – Damen disse quando entrou.
— Ever quer ir para Londres no feriado.
— Eu não vejo problema. – Damen disse beijando a minha testa. Ele não tinha nenhum arranhão, mas suas roupas estavam sujas de terra.
— Você quer ir comigo? – eu queria muito que ele aceitasse.
— O que aconteceu com o Jude? Você não o quer? – ele estava magoado.
— Eu quero que você vá comigo.
— Então tudo bem. Se é o que você quer.
— Você sabe que é. – Damen sorriu para mim.
Ele ficou me contando que deu uma boa surra em Jude e que ele costumava passar os feriados me protegendo, então mesmo se eu não o convidasse ele iria para Londres comigo. Tinha uma coisa que eu queria muito perguntar, mas eu tinha medo do que ele iria responder.
— Damen, é verdade que na primeira vez que eu te conheci você era casado com a Drina?
— Noivo, na verdade. Eu nunca a amei como te amei. Eu precisava manter as aparências e quando conheci a sua amiga, vi uma chance de me aproximar de você. Jude já era um homem perigoso e eu tinha que te proteger do jeito que eu podia. Drina me contava os planos do seu irmão e o que ele faria. Quando você me conheceu, nós ficamos amigos e eu gostei demais da conta de você.
— Eu também gosto demais da conta de você. – eu sussurrei. — Eu não quis te magoar e não quero.
— Ever, foi uma honra ter o meu coração partido por você. – ele disse com um sorriso triste.
Damen me trouxe comida na hora do jantar e dormiu na enfermaria comigo. Eu o amava muito, mas eu não conseguia tirar a imagem dele beijando a Drina da minha cabeça. Era torturante demais.
Quatro dias se passaram desde a briga e hoje era o dia de voltar para casa. Eu estava muito ansiosa, mas eu sabia que sentiria muita falta dos meus pais. Aquele lugar estava cheio de memórias. Damen iria comigo e me faria bem.
Logo que descemos do avião, a sensação de nostalgia me atingiu. Eu estava prestes a chorar e Damen percebeu isso e me abraçou.
— Está tudo bem? – ele estava preocupado.
— Sim. – eu disse com um nó na garganta.
Nós fomos até a minha casa e eu desabei. A casa parecia maior, mas isso era só ilusão. O gramado ainda estava perfeito, a pintura intacta e o cheiro de rosas ainda pairava pelo ar. Rosas eram as flores preferidas da minha mãe, então ela fazia questão de ter um jardim cheio delas. Eu abri a porta e a casa pareceu vazia e silenciosa. Eu estava acostumada a escutar os gritos da nossa governanta, mas ela mudou para a França. Eu sentia falta de ser uma adolescente, nos últimos meses eu fui obrigada a agir como uma adulta.
Damen pegou as malas e me levou até o meu quarto. Eu me senti aliviada por finalmente poder deitar na minha cama de casal imensa e ficar vendo televisão até tarde.
— Me desculpe por ter te magoado. – Damen disse enquanto passava a mão no meu cabelo.
— Não se desculpe, a culpa foi minha.
— Eu te amo.
— Eu te amo.
Ele começou a me beijar calmamente e depois o ritmo ficou mais agitado. Ele me deitou na cama enquanto me beijava e passava a mão na minha coluna. Damen começou ame beijar rapidamente, igual a Jude e isso me deixou confusa, mas eu estava gostando. Coloquei meus dedos em seu cabelo, o puxando para mim. Ele tirou a minha camiseta e eu tirei a dele. Ele era lindo. Eu estava ficando sem folego e ele começou a beijar o meu pescoço. Damen tirou minha calça, me fazendo ficar somente com a minha lingerie vermelha. Ele nunca tinha feito isso comigo, e eu estava gostando muito. Ele beijava o meu pescoço, a base do meu pescoço, minha barriga....
Ele tirou a calça e ficou com uma cueca box preta e eu sabia o que ele queria. Damen me olhou nos olhos. Seus olhos pareciam duas chamas pretas que ardiam de desejo. Ele tirou o meu sutiã e eu comecei gemer.
Eu estava deitada no peito dele, debaixo das cobertas, enquanto recuperávamos o folego. Ele era muito bom nisso e eu não sabia o por que nunca fizemos antes. Eu comecei a me sentir tonta de novo e queria um copo de água. Peguei sua camisa e fui para a cozinha. Me senti enjoada e corri para o banheiro. Eu vomitei e o enjoo passou, dando lugar a tontura.
— Ever, você está bem? – Damen disse na porta do banheiro e viu que eu tinha vomitado sangue.
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