Notas iniciais
Boa leitura.

Eu estava confusa. Eu sabia que amava Damen, mas algo naquele sonho me fez sentir algo por Jude. Eu não sabia exatamente o que era. Eu olhei para Haven e disse:

— Eu preciso encontrar o Jude. – e me levantei.

— O que foi que você viu? Isso é muito importante.

— Eu não vi nada que seja relevante. Eu só preciso vê – lo para esclarecer umas coisas pessoais. – eu disse sendo um pouco rude.

Sai do quarto e percebi que não fazia ideia de ontem era o dormitório dele. Desci para o gramado e o vi conversando com Drina. Eles pareciam estar no meio de uma discussão, mas ao mesmo tempo nenhum dos dois mexia os lábios. Eles só se encaravam com uma cara muito séria.

— Jude, posso falar com você? – eu disse os tirando do transe.

— Claro – ele disse com um sorriso de cafajeste.

— O que aconteceu quando você me conheceu pela primeira vez? Aquela história era verdade?

— Cada palavra. Ever o Damen está enganando você.

— Ele nunca me enganaria.

— Você quem pensa. Eu te conheci primeiro. Damen era casado com a Drina e vocês dois eram amantes. Ela ficou arrasada quando soube. – eu não consegui esconder a minha cara de espanto.

— Aposto que ele não contou para você essa parte, não é?

— Não, ele não contou.

— Você precisa saber de muito mais Ever. Sai comigo essa noite. Eu te contarei tudo o que precisa saber.

Eu me sentia segura quando estava perto dele. Desde aquele sonho, eu não consegui mais odiá –lo.

— Tudo bem. – eu disse sem pensar.

Eu sai de lá e fui para o refeitório. Peguei o máximo de comida que pude e voltei para o meu quarto. Haven não estava mais lá, o que eu achei um alívio. Fiz meus deveres, tomei banho e comi a maior parte da comida que peguei. Eu não sabia o que ele estava planejando, então coloquei uma jeans skinny preta, uma regata rosa, uma jaqueta preta e salto agulha rosa. Eu não me vestia assim desde quando eu ia para a balada todo final de semana. Eu não estava me reconhecendo mais. Parece que estava voltando a ser aquela menina que eu era em Londres, aquela que eu tentará a todo custo não ser.

Jude bateu na minha porta às 8 horas em ponto. Ele vestia uma calça marrom, uma camiseta bege e uma jaqueta de couro marrom. Ele estava lindo.

— Você está linda. Isso tudo é para mim? – apesar de ele parecer um anjo, agia como o cafajeste de sempre.

— Nunca se sabe quem você pode encontrar pelo caminho. Digo o mesmo de você.

— Vamos? – ele disse me guiando para fora do quarto.

— Posso perguntar aonde vamos?

— Guarde as suas perguntas para depois.

— Tudo bem.

Nós fomos até o estacionamento e ele abriu a porta de um monstruoso jipe preto. Ele me ajudou a subir no banco e ligou o motor. Ficamos o caminho todo em silencio e fiquei observando por onde passávamos. As luzes da cidade já estavam acesas e as pessoas estavam na rua bebendo, fumando, se pegando. Tinha de tudo por aqui.

— Chegamos. – ele disse enquanto parou em um beco escuro.

— Você me trouxe em um beco para me matar? – eu estava apavorada.

— Não. Tem uma balada aqui do lado, Ritz. É a mais famosa da cidade. – ele disse entre gargalhadas.

Tinha uma fila gigantesca do lado de fora da balada, mas o segurança assim que viu o Jude, nos deixou entrar. Era uma das melhores baladas na qual eu já fui. Por dentro ela era enorme e cheia de gente. No piso de cima, ficavam umas mesas pretas com cadeiras roxas e um bar. Do teto pendiam lustres roxos, com luzes pretas, muito luxo. A pista de dança ficava no andar de baixo. Havia uma enorme abertura no 1 andar, para que desse para ver a pista no andar de baixo. Um dj tocava músicas animadas, enquanto sua plateia se esbaldava de dançar. Aqui deveria ser uma balada para pessoas ricas, porque todas as pessoas que vi estavam bem vestidas, comportadas e perfumadas. Ele pegou na minha mão e me levou até uma mesa que ficava próxima a escadaria para o 2 andar.

— Nós vamos querer duas tequilas – ele disse assim que passamos pelo bar.

— Eu não vou beber.

— Viva um pouco Ever. Eu sei que você adora uma festinha.

— Então, o que você tem mais para me contar?

— Então, como você já sabe Damen não te contou nem metade da história. – ele me passando a bebida. – Ever, quando você morreu pela primeira vez, você estava grávida. Eu não sei se era meu ou não, eu também não sei quem te matou, mas matou uma criança junto.

Eu senti uma tontura e bebi tudo o que estava no copo.

— Mais quatro, por favor. – Jude disse assim que viu a minha reação.

— Como você não sabe de quem era? E quem me matou?

— Como eu disse, você tinha um amante e se vocês chegaram a consumir o amor, disso eu não sei. Eu nunca descobri quem te matou. Eu não te procurei depois daquela vida. Eu fiquei sabendo que Damen estava louco para achar você novamente. Durante sua ausência, ele teve suas recaídas com a minha irmã. Eles eram casados Ever. Ela ficou miserável até que ele voltou para seus braços depois que você morreu. Mas, por ironia do destino, nos reencontramos novamente nessa sua vida. E devo falar que valeu a pena. – ele olhou para o meu corpo de cima a baixo.

— Não acredito muito no que você diz.

— Se você não acredita, então porque veio? – ele estava perto demais.

-Para ouvir as suas mentiras e provar que você está errado.

— Pergunte a qualquer um. Haven, Drina, Damen. Esse último pode negar, mas ele irá admitir no final.

Eu não sabia em quem acreditar e não queria pensar nisso agora. Tomei as outras doses que ele foi buscar e comecei a me sentir bêbada. Eu não sabia por que tinha bebido, mas eu costumava fazer isso quando estava chateada. Eu ficava muito bêbada em Londres.

— Vamos dançar. – eu falei e puxei o braço de Jude.

Descemos para a pista de dança abarrotada e começamos a dançar. Estava tocando Here´s to never growing up, da Avril Lavigne e eu me soltei como não fazia há muito tempo. Eu lembrei que na ultima vez que estivera em uma balada, Damen e o mundo estavam me vigiando. Dessa vez não tinha ninguém. Nenhum protetor, nenhum paparazzi, nada. Eu dancei como se nunca tivesse me divertido antes. Quando percebi que estava de olhos fechados, os abri rapidamente e vi Jude me olhando.

— O que foi? – eu gritei para ele me ouvir por cima da música.

— Cara, você é muito sexy. – eu corei quando ele disse isso, mas não parei de dançar.

Ele pegou na minha cintura e começou a dançar comigo. Eu estava bêbada, então não consegui organizar uma frase coerente para afastá –lo . Ele pegou meu pulso e me puxou para fora da multidão. Ele agia rápido, rápido demais para um humano. Ele me colocou na parede e me beijou. Coloquei minhas pernas ao redor da sua cintura e coloquei meus dedos em seu cabelo. Ele puxava o meu cabelo, fazendo – o ficar bagunçado. O beijo de Jude não era como eu esperava. Com Damen tinha amor, era natural para mim amá – lo. Mas com Jude era diferente, cada célula do meu corpo ardia de desejo e não queria que ele parasse de me beijar. Ele parecia sentir o mesmo, porque ficou um bom tempo me beijando. Paramos para respirar e eu percebi o que tinha acabado de fazer.

Notas finais
Gente eu estou desanimada. Eu não sei o que vocês estão achando. Comente, por favor. Me dê um estímulo para continuar.