Amor Et Elite

12 Running Up That Hill


Notas iniciais
GENTEEEE mil perdões sobre a ausência de quase 1 mês!!! I'M BACK ps: Capitulo não revisado

Is there so much hate for the ones we love?

Tell me, we both matter, don’t we?

Ela podia sentir em seus ossos que algo estava errado, era quase como se pudesse visualizar que algo iria acontecer. Podia ser apenas sua ansiedade criando vários cenários onde tudo seria perdido sem que eles sequer tivessem a oportunidade de iniciar.

Estaria mentindo que grande parte de seu medo não envolvia o fato de que ao assinar aquele contrato com Damian existia a garantia de que ela conseguiria de fato ter sucesso em sua carreira como atriz, ou era excepcional ou não era nada. Adhara não era tola – sua mãe Kiraz é uma artista plástica e possuí um pequeno estúdio, mas não é reconhecida – ela sabia como a indústria funcionava, você precisava nascer na família certa ou ter os contatos certos para conseguir o que ela queria e entre vender sua alma para um demônio pequeno com certa influencia ou um príncipe do inferno com mais dinheiro e conexões do que ela era capaz de imaginar, Addie venderia sua alma sem pensar duas vezes novamente ao príncipe demoníaco sendo que o único preço a se pagar era fingir um namoro bobo com data de validade.

A chame de aproveitadora, ela não se importava a verdade era que sim, ela iria usar essa chance ao seu favor, e não era como se Damian não estivesse ganhando sua permanência em Edimburgo com esse namoro de mentira sem contar que ela estava fazendo o que podia para garantir a permanência de Damian em Sant Lennox.

E ela fazia seu trabalho muito bem. Era como ser uma Rainha e poder manipular sua Corte como ela bem entender. Adhara não era muito boa em conversa fiada muito menos um mestre em manipulação, mas ela era uma boa pessoa e todos gostavam dela então não seria difícil fazer as pessoas ao seu redor mudarem de opinião em relação a Damian.

E um dos melhores lugares para se garantir a simpatia das pessoas, era onde ela era expert no Departamento de Artes. Localizado na ala Beatrice Sant Lennox, a parte selecionada para as artes na Academia Sant Lennox era coberta por veludo vermelho, madeiras bem enceradas e paredes aprova de som com portas laterais que davam para os estúdios de dança, música, pintura e esculturas, onde ao fim do corredor portas duplas de madeiras com maçanetas douradas davam para o teatro.

Aquele espaço era quase que um santuário para ela e após uma semana com o tornozelo torcido, mais uma semana pegando leve e fortalecendo seu musculo essa era a primeira vez em que realmente retornaria para as aulas de teatro e não apenas para as intermináveis aulas de história do teatro e ao abrir as portas duplas um sorriso estava em seu rosto sem sinal de Aimee ou Marjorie, muito menos Caleb e Theodore.

Para sua surpresa e alegria se encontravam cinco Alumni Elite na aula hoje. Amber Sheffield recebeu seu manto esse ano, alvo fácil tem dezesseis anos longos cabelos dourados sardas por todo seu rosto, baixinha e curvilínea e grandes olhos verdes facilmente impressionável e que precisa aprender a traçar seu caminho no ninho de cobras que o manto pode mostrar ser. Sua primeira vez no teatro pela forma que ainda usava seu uniforme ao invés de sua roupa de educação física, uma vez que recebeu sua carta de recomendação por fazer parte da equipe técnica, erro de principiante. O casal Auggie Prescott e Magnus Hernandez ambos em seu último ano assim como ela Auggie tinha cabelos encaracolados escuros presos em um coque, alto, pele marrom clara com várias sardas pintando seu rosto, Magnus não era tão alto tinha cabelos lisos desgrenhados, adoráveis covinhas, olhos cor de chocolate e sua pele parecia estar sempre beijada pelo sol graças a sua pele bronzeada em um belíssimo tom de marrom.

Ao lado direito de Amber estava Seth Hawthorne com seus óculos de armação quadrada Ray Ban, cabelos encaracolados, seus olhos em um único tom de verde acinzentado, um piercing em sua sobrancelha e um olhar um tanto arrogante. Com o tempo Adhara foi percebendo ao observar seus colegas que essa arrogância era algo comum em muitos deles, e não pode deixar de se perguntar o que trouxe Hawthorne até o teatro, mas ela que não iria reclamar.

Podia ser uma benção e uma maldição o núcleo de teatro possuir um excelente investimento e terem a oportunidade de fazerem espetáculos incríveis, mas para isso eles precisavam aceitar em seu núcleo qualquer um que experimentasse fazer uma aula o que claramente era o caso de Seth.

E por fim estava Jade Melbourne com seus cabelos ruivos e sardas cobrindo todo seu rosto redondo de grandes olhos chocolates. Jade assim como Amber recebeu o manto de Alumni Elite recentemente, ela havia conseguido a vigésima carta de recomendação pelo espetáculo do ano anterior.

Antes mesmo de se sentar na roda, Adhara abriu um sorriso gentil tirando seu casaco transpassado rosa e colocou onde deveria se sentar antes de ir até onde Amber estava sentada e notou que a nova Alumni Elite ficou com as bochechas rosadas.

“Amber, eu preciso de ajuda com a iluminação, pode me ajudar?”

A garota de dezesseis anos concorda com a cabeça rapidamente seguindo Addie para fora do palco.

“Adhara, o que precisamos para a iluminação?” a curiosidade estava presente na voz de Amber fazendo com que ela fazendo com que Addie de um sorriso gentil.

“Para a iluminação, nada.”

Sua garantia não pareceu o suficiente e Addie pode perceber que por trás da personalidade calma e dócil, Amber era extremamente desconfiada ou tinha dificuldade em confiar em outras pessoas, Adhara podia respeitar isso, e por isso acrescentou.

“O uniforme escolar não é a roupa ideal para se estar no palco.” Explica a guiando para seu armário “Tenho roupas de ballet, não são o ideal é claro, mas vai servir.”

“Por que está fazendo isso?”

Só porque Adhara respeitava a personalidade desconfiada de Amber, não queria dizer que não era um tanto irritante, o problema é que Amber tem toda a razão para desconfiar de Adhara.

“Amber, a senhorita Fiori é muito exigente. E a roupa apropriada para estar no teatro é essencial.” tentou explicar da melhor forma que podia “Olha, eu sei que você não tem razão nenhuma para me escutar ou algo do tipo, mas se tem algo que você jamais deve duvidar é que o teatro é importante para mim, então eu jamais faria algo para prejudicar alguém.”

Os grandes olhos verdes de Amber perderam um pouco da desconfiança ao mesmo tempo em que a postura defensiva da loira se esvaziou sendo substituída pelo constrangimento ao mesmo tempo que suas bochechas assumiram um tom avermelhado.

“Sinto muito, eu não quis ser grossa, é que...”

Adhara nega com a cabeça sem tempo para as explicações dela, Addie já esteve no mesmo lugar que Amber e ela sabia como os Alumni Elite podiam ser com os Novis Vestibus como eram chamados os novos Alumni Elite, sabia como alguns de seus colegas de manto se aproveitavam do deslumbramento dos Novis Vestibus e algumas pegadinhas de mal gosto poderiam acontecer, ela mesmo já foi uma vítima de brincadeiras de mal gosto e ficava feliz por Amber não confiar facilmente em alguém que possui o manto.

“Você não precisa se desculpar, tem toda razão. Não se deve confiar tão fácil, não sendo uma novata.” ela concorda, e mesmo assim entrega a roupa “Só porque estou sendo boa com você, não quer dizer que todos serão.”

Amber sorri deixando uma mecha encaracolada de seu cabelo desprender de seu coque ao pegar sua roupa de ballet. Era uma sensação boa poder ajudar uma Alumni Elite nova, quase como se ela estivesse finalizando um ciclo Adhara e Damian não tiveram a mesma sorte.

Adhara não teve a oportunidade de dizer mais nada, já que as portas do vestiário foram abertas fazendo um som estrondoso assustando as duas garotas que olharam em direção ao som se deparando com um dos gêmeos Davenport Simon ou Samuel, ela só não sabia qual deles era.

“Ei! Aqui é o vestiário femi...”

Amber foi completamente ignorada por um dos gêmeos Davenport – Adhara nunca soube qual é qual – que não se importou em falar por cima dela, a última coisa que Adhara precisava ouvir naquele momento.

“Damian está por um fio de fazer uma merda Adhara.”

E ela iria cometer um assassinato.

***

Ele iria acabar com Theodore Mackenzie com suas próprias mãos.

O corredor até o vestiário esportivo nunca pareceu tão longo como aquele momento, Damian provavelmente empurrou uns três ou quatro colegas de equipe, mas isso não importava ele tinha que chegar até o desgraçado do Mackenzie e ele não tinha dúvidas de que encontraria Fergus ao lado dele, aquele rato traidor.

“Damian!” ele estava cagando para Sam, ele estava pouco se fodendo para as tentativas ridículas do amigo de tentar o impedir.

Samuel podia acreditar que ele estava fazendo isso pela honra de Adhara – o que não deixa de ser verdade –, o que o amigo não sabia, e nem precisava saber, era que sim. Ele e Addie estavam quebrando algumas regras para garantir a permanência dele, e talvez pudesse ser considerado uma compra de votos. O que os deixavam seguros era que não haviam provas e o voto de Adhara no primeiro Conclave foi antes do contrato.

O problema era, que Damian sabia como as fofocas funcionavam, bastava apenas um rumor. Apenas um misero rumor, e tudo iria por água abaixo, principalmente com o “namoro” entre eles ser algo muito recente. Claro, que, um rumor iniciado por Theodore seria facilmente combatido sobre o pretexto de um ex-namorado ciumento, mas a semente da dúvida continuaria ali. E Adhara iria o matar se isso significasse que a carreira dela teria um fim, antes mesmo de começar.

“Damian, caralho!”

Era claro que Sam queria gritar, mas por algum motivo desconhecido, estava apegado as regras de convivência. Não que ele se importasse naquele momento, sua única preocupação era socar aquele maldito e assustar Fergus o suficiente para ele aprender a não ser um traidor filho da puta. Damian não era tolo, ele percebeu que desde o termino entre Addie e Theodore os amigos dela estranhamente se viraram contra a estrelinha.

“Nem se você gritar, irá fazer com que eu mude de ideia Davenport.”

Ele não precisava olhar para o amigo para saber que Sam estava revirando os olhos, por que claramente iria o distrair de seus objetivos.

“E se eu disser que você não sabe brigar?” isso o fez parar. A situação era completamente diferente, ele fugiu da briga naquele pub universitário, mas ele sabia brigar! Apenas, nunca precisou usar os punhos em alguma situação.

E mesmo assim, não foi o suficiente para impedir a vergonha de subir por seu rosto, e Damian tinha sérios receios de que suas bochechas pudessem estar um tanto vermelhas, então soltou um pigarro.

“Eu sei usar a força, se assim for necessário, Samuel.”

Foi apenas isso disse antes de sair a passos largos pelo corredor, onde virou a esquerda e entrou no vestiário. Talvez os astros estivessem do seu lado naquele dia, talvez finalmente sua maré de azar tinha parado. Mas quando encontrou o vestiário vazio com exceção de Theodore e Calebe.

“Mackenzie!” não esperava que sua voz soasse tão autoritária, mas estava feliz que seu tom raivoso que saiu enquanto apontava com o indicador para o desgraçado de sorriso presunçoso. “Qual o seu problema, porra?”

Aquele maldito sorriso continuava. Damian sabia que sair em um confronto físico não era uma boa ideia, foi o que o trouxe para aquela situação primeiramente.

“Meu problema?” questiona Theodore com seus lábios se repuxando em um sorriso, fazendo com que os punhos de Damian se fechem com o desejo de fazer com que esse sorriso presunçoso desapareça de Theodore. “O único com problemas é você a Santa Adhara... ou seria a hipócrita Adhara? Vender seu voto por tão pouco. Tsc...tsc...tsc”

Raiva, vermelha e borbulhante queimava dentro de Damian, um tipo de raiva que ele sempre destinou ao seu próprio pai. E ali estava ele com as mãos em volta da gola da camiseta de Theodore escutando o corpo dele batendo em um dos armários verdes do vestiário.

Uma risada sarcástica soou de Theodore que cuspiu em Damian fazendo com que o loiro o deixe mais pressionado contra o maldito armário.

“O viscondezinho vai me bater, é?” o deboche era explicito em sua voz apenas deixando Damian mais puto ainda. “Vai me bater porque estou falando a verdade sobre sua namoradinha? Quanto você tá pagando para foder ela?”

Ele não pensou, apenas agiu ergueu seu punho e estava pronto para socar Theodore até ver aquele sorriso arrogante desaparecer de sua vista e ficar coberto de sangue, ele iria o socar até sentir os ossos do torto nariz de Theodore se despedaçar sobre seus punhos, iria o socar até o momento em que sentisse os dentes alinhados saírem da boca ensanguentada de Mackenzie. Iria fazer isso, era capaz de fazer isso! Já estava fodido mesmo, qual o problema de realmente dar um motivo para ser expulso? Ao menos seria expulso com um sorriso no rosto sabendo que mandou aquele merdinha para o hospital.

Quando seu punho estava a milímetros de acertar Theodore, ela o chamou.

“DAMIAN!”

Adhara estava vermelha e ofegante, com suas roupas de teatro – calça legging, um top verde escuro acompanhado de uma camiseta larga branca – ao lado dela estava Simon quase tão ofegante e apressado quanto Addie. Sua voz fez com que Damian soltasse Theodore e mantivesse seus olhos cinzas presos em Adhara.

“O que você pensa que está fazendo?”

Damian e Theodore viraram as cabeças imediatamente para Adhara que tinha seus braços cruzados, sua sobrancelha arqueada e um olhar duro. Damian não conseguia ler suas expressões e graças a isso, ela nunca esteve tão aterrorizante como naquele momento.

“O louco do...”

“Eu não falei com você Mackenzie.” ela não da a oportunidade de Theodore terminar sua frase, pois Addie o cortou fazendo Damian soltar uma risada abafada “Damian, calado.”

Ele sentiu o puxão de Simon o tirando de perto de Theodore o fazendo semicerrar os olhos tentando jogar ao amigo o seu olhar mais desdenhoso, que refletisse que ele não estava nada contente com a situação.

“Vai embora Mackenzie, antes que Adhara abra uma ocorrência contra você.”

Simon diz com seu sotaque americano e tom arrogante de voz que poderia ser capaz de irritar qualquer europeu, principalmente um escocês orgulhoso.

“Que porra foi essa Damian?”

Os belos olhos avelãs de Adhara o perfuravam de maneira que o deixava levemente constrangido, principalmente com a presença de Simon próximo a eles. Damian sabia que Adhara estava puta com ele, claro que ela estaria, como não poderia?

E mesmo assim, a necessidade de desafia-la fazia seu sangue borbulhar. Seus olhos cinzas entraram em uma disputa de poder entre os olhos avelãs de Addie, ele não iria desistir, Damian não podia e nem iria se desculpar. Ele estava garantindo a segurança do contrato deles! Se os rumores de Theodore ganhassem forças, como eles poderiam se defender?

“Eu vou deixar vocês sozinhos” Simon avisa, para ninguém em especifico, já que claramente nenhum dos dois de fato se importava com o que ele fazia ou deixaria de fazer

“Estava salvando nosso acordo Crawford, isso que eu estava fazendo.” Ele responde a pergunta feita por ela a poucos minutos atrás acrescentando em seguida “Aparentemente, eu tenho que fazer isso, já que o filho da puta do Mackenzie, está começando rumores de que você vendeu seu voto!”

Ele pode notar quando ela passou suas unhas sobre seus fios castanhos e como sempre quando está ansiosa ela puxou uma mecha de seu belo cabelo que antes estava preso em uma cuidadosa franja, mas graças a corrida ela se desprendeu de sua trança. Ela estava nervosa e ansiosa.

“E isso é desculpa caralho? Você não se tocou que isso é a porra de uma armadilha?” nunca tinha visto Adhara tão irritada como naquele momento, talvez nunca tenha a ouvido sequer xingar mais de uma vez em uma mesma sentença.

Tudo isso, por que ele caiu em uma armadilha?

“Armadilha?” ele solta uma risada anasalada nervosa “Que merda você tá falando Adhara?”

Addie revirou os olhos jogando a cabeça para trás soltando um grito silencioso, antes de o olhar atentamente.

“Para alguém que se diz tão inteligente Damian, você é um tapado.”

Levemente ofendido, e com o orgulho ferido. Damian se viu revidando antes mesmo que ela pudesse explicar o porque o chamou de tapado.

“Ou talvez você esteja com medo de que nosso acordo seja descoberto e está vendo o que não existe.”

“O que não existe?” ela aumentou o tom de voz o deixando exasperado “Porra Damian, você não se tocou que convenientemente o vestiário está vazio e somente as câmeras do corredor para entrar nesse maldito vestiário são as únicas testemunhas! As únicas testemunhas, de que, você iria socar Theodore Mackenzie e assim ter uma prova ao vivo de que você agrediu um aluno, um Alumni Elite. Você iria ser expulso, caralho!”

Notas finais
Bloqueio criativo, é uma merda não é? Eu passei por um mais a semana de prova da faculdade. Enfim... Criticas construtivas sempre são bem vindas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.