Amor Em Las Vegas
13 Capítulo 13 - Finalmente Juntos
Notas iniciais
Steve ainda não acreditava no que estava acontecendo. Tinha saído do Hawaii para seguir a pista de um caso. Chin havia falado que tinha algo a ser investigado em Nevada. Então ele simplesmente desembarcava no aeroporto e depois foi vendado. Pouco tempo depois, a venda foi retirada de seus olhos e diante de sua pessoa estava ninguém menos que Daniel Williams em carne e osso!
–O que significa isso, Steven?!
–Sou tão vítima o quanto você. Grace?!
A menina sorria genuinamente. Era impossível negar a felicidade que estampava a face infantil dela. Estava vestida com um vestido florido e usava uma coroa de flores. Nas mãos pequenas estava o par de alianças comprado na loja Tiffany's que Steve e Daniel haviam usado para selar a união deles que tinha acontecido alguns meses antes.
–Essas alianças!...
–Tia Kono me disse para trazer porque vocês poderiam precisar.
A garota estendeu as mãos em concha para os homens ajoelhados.
–Agora, façam seus novos votos de casamento e me prometam que nunca mais vão se separar.
Quando terminou de falar, Grace foi tomada por tal emoção que não conseguiu conter as lágrimas e acabou num choro cheio de sentimentos. Essa cena comoveu o pai que a levantou e a abraçou. Logo depois, outro par de braços acolhia pai e filha. O SEAL havia se rendido.
–Bom, acho que é minha vez. Resumindo, eu me casei com você daquela vez por estar inconscientemente apaixonado por você, acho que não queria que você ficasse com a Rachel. Mas, tudo o que vivenciamos naqueles poucos dias me fez muito feliz. Então só me resta pedir que fique comigo para sempre e traga junto sua filha para compartilhar nossa felicidade. Porque eu te amo. Mesmo que você não acredite. Eu te amo de verdade e não vou te deixar em paz até que me aceite como seu marido pelo resto de nossas vidas.
Steve respirou aliviado ao finalmente expor todos os seus sentimentos de uma única vez. Tinha arriscado sua última cartada, faltava apenas Daniel dar uma resposta e tudo acabaria. Bem ou mal. O SEAL olhou para a garotinha acolhida nos braços de Danny e notou que ela tinha algo a dizer. Ela lhe direcionou um olhar inseguro, mas ele apenas sorriu de volta e isso a encorajou a falar:
–Eu não sei como fazer isso direito, acho que nem mesmo existe um jeito certo. Mas eu quero fazer tudo perfeito, quero ser feliz com vocês, quero viver com vocês. Tudo isso porque o amor que sinto pelos dois é tão grande que não posso ficar longe sem me machucar. Não posso mais ver os dois separados desse jeito. É muito ruim. Papai?
–Droga, filha! Não faça seu velho pai se emocionar assim, é muito constrangedor, por isso vou dizer uma vez só. Eu tinha medo de me ferir novamente, de não ser um bom pai ou um bom marido, mas mesmo tentando ficar longe de tudo e todos não deu certo. Tinha que aparecer esse SEAL maluco e meio suicida, sabe? Não era para eu me sentir assim, meio bobo, preocupado, feliz e com saudades de você. Mas o que eu podia fazer se já estava apaixonado por você? Tome responsabilidade por isso! Eu fiquei deprimido quando você anunciou seu casamento com a Lori e acabei me deixando levar em Vegas porque achei que era minha única chance de ter você comigo mesmo que por pouco tempo.
Depois de todas as declarações, o casal finalmente trocou alianças diante da única testemunha daquela nova etapa na vida dos três. Steve tomou o esposo nos braços e o beijou fervorosamente. Finalmente parecia que tudo estava voltando a seu lugar.
A nova família se reuniu para saborear alguns dos pratos que estavam postos à mesa e Grace apressava o casal para saírem do local. Provavelmente, ela tinha aprontado mais alguma coisa para ele. Havia um carro de luxo a espera no estacionamento. A família entrou e Grace entregou um cartão de um hotel, com um recado no verso sobre sua reserva. Quando Steve olhou o cartão em sua mão tentou não demonstrar surpresa. Estavam se dirigindo ao Caesar's Palace.
O carro não demorou para chegar a seu destino. Steve o desligou e mostrou discretamente o cartão do hotel a Danny, ele reprimiu um sorriso vitorioso ao notar o embaraço do outro. Ele sabia exatamente quais lembranças passaram pela mente de Danny.
Quando Danno se deu conta do local em que estavam, entrou em pânico. Eles estavam na recepção do Caesar's e provavelmente havia uma suíte reservada ao casal. Onde sua filha ficaria? Ele não conseguiria simplesmente dividir a cama com o marido sabendo que a filha estava a uma parede de distância. Era muito vergonhoso pensar que, em alguns instantes, ele e Steve estariam...
–... no! Danno!
A menina precisou dar um empurrãozinho de leve para que o pai lhe desse alguma atenção. Desde que entraram na recepção do hotel, Grace notou o desconforto dele. Enquanto Steve falava com uma funcionária sobre a reserva deles, seu amado Danno parecia disperso olhando para os lados repetidas vezes.
–Está tudo bem, pai?
–Hã!?
–Perguntei se você está bem. Ficou aí parado um tempão, nem me ouviu te chamar.
–Desculpe, macaquinha, eu só estou um pouco nervoso. O casamento...
–Fica calmo, Danno. Toda noiva deve sentir isso antes da noite de núpcias.
O queixo de Daniel foi ao chão. De onde sua filha havia tirado aquilo?! Ela até mesmo sabia que ele era o passivo. Precisava urgentemente revisar as companhias que Grace tinha na escola. Rachel estava negligenciando a responsabilidade de mãe. Se não era o colégio, precisava verificar o histórico de navegação dela na internet.
–Hey, Danny! Vamos?
Steve concluiu seu assunto com a atendente e voltou para buscar Danny, que parecia imerso em pensamentos enquanto corava adoravelmente. Grace estava à espera de Kono para voltar pra casa. Não demorou muito, a moça apareceu e foi cumprimentar o casal.
–Oi, chefe. Oi, Danny.
–Kono?
–Vim apenas buscar Grace. Prometi a mãe dela que a devolveria sã e salva até amanhã cedo.
–Obrigado pelo que você fez. Eu quero fazê-lo muito feliz.
–Vocês são a minha ohana, faço qualquer coisa pelo bem dos dois. Missão cumprida. Preciso ir. Parabéns pelo casamento.
Kono se despediu de Daniel com um abraço e, após Grace se despedir do casal, elas foram para o aeroporto onde um voo particular as aguardava. Adam tinha providenciado o necessário para que a viagem fosse confortável. O jato pertencia à família Noshimuri.
Danno estava tenso. Mal percebeu quando Steve o pegou pela mão e o conduziu ao elevador. Sua mão suava e tremia em contato com a mão do marido, ele não se atrevia a olhar para o rosto do homem com quem estava casado. A situação era simplesmente constrangedora. Ele daria qualquer coisa por uma bebida.
–Relaxa...
Ouvir esse pedido não ajudava em nada. Não era como se fosse a primeira vez que estariam juntos. Mas, nas outras vezes, ele estava descontraído pelo efeito do álcool. Steve não lhe deixou beber. “Quero você totalmente consciente quando eu te tocar, quero ver cada reação natural do seu corpo em minhas mãos.” Isso realmente o deixou envergonhado. Não era do seu feitio perder o controle tão facilmente, menos ainda permitir que alguém o visse em seu estado de fraqueza.
Steve notou o desconforto de Danny e tentou deixá-lo menos nervoso com a situação. Levou as mãos unidas ao rosto e beijou a mão do loiro com ternura. Ele estava extasiado, nem parecia que estava vivenciando aquele momento de felicidade. Valeu a pena cada esforço para convencer o detetive cabeça-dura de que o amor deles era mais forte que tudo e deveriam ficar juntos.
Quando as portas do elevador se abriram, as pernas de Danny travaram, ele ficou imóvel e apavorado, temendo desabar se tentasse andar. Enquanto ocorria esse impasse, o SEAL foi mais prático. Levantou o esposo nos braços e seguiu para a suíte reservada.
No quarto, o detetive foi depositado numa poltrona confortável e o marido providenciou uma bebida sem álcool para ele. Depois do segundo copo, o loiro perdeu um pouco da tensão, tirou o terno e afrouxou a gravata. Enquanto saboreava um terceiro copo, sua atenção foi atraída para o marido de pé no meio do quarto despindo a roupa do casamento.
Um arrepio de expectativa percorreu o corpo de Danno ao visualizar as tatuagens no corpo de Steve. Infelizmente, ele parou de tirar a roupa quando o torso foi exposto e ficou apenas com a calça social preta.
A imagem daquele homem alto, forte, tatuado, sem camisa e com um sorriso sedutor nos lábios vindo em direção ao loiro indefeso e um pouco excitado com a situação para beijá-lo apaixonadamente enquanto o guiava para cama foi o suficiente para derreter Daniel. Mas a insegurança bateu e o detetive interrompeu o marido:
–Ok, preciso de um banho. Eu...
–Sem problemas. Eu te espero aqui, a menos que queira a minha companhia no chuveiro...
A insinuação foi bastante provocativa, mas a menção de chuveiro trazia lembranças de um momento quente e excitante que protagonizou no banheiro daquele mesmo hotel em outra data com a atuação de Steve McGarrett. Ele não poderia negar que aquela transa fora muito boa. Uma das melhores, na verdade. Porém não se sentia confortável alimentando o ego do SEAL.
Danny tomou um banho demorado, faria o possível para adiar ao máximo a situação que o aguardava do outro lado da porta. Lavou bem suas partes íntimas, porque poderiam ser usadas e, por tudo que era mais sagrado, ele não devia pensar nessas coisas. Fechou o chuveiro e alcançou a toalha. Foi então que percebeu: o pijama tinha ficado no quarto.
Nem morto que ia deixar aquele banheiro em estado de seminudez. Não ia atiçar a “fome” que dominava o SEAL do lado de fora. Revirou o banheiro todo à procura de uma peça de roupa que pudesse usar. Não encontrou o que gostaria, mas, em um cesto de artigos para banho, tinha um roupão limpo.
A porta foi aberta e a atenção de Steve foi desviada de sua cerveja para o homem tímido que saía do banheiro. Ele conteve um sorriso vitorioso. O pijama e a cueca de Danny estavam sobre a cama, então ele sairia apenas numa toalha. Sua decepção foi palpável quando viu o marido envolto num roupão com o emblema do hotel. Bom, o que poderia fazer? Ainda tinha a noite toda para se divertir.
O detetive esperou o comandante entrar no banheiro, ligar o chuveiro e só depois dessa confirmação, que garantia algum tempo para que pudesse vestir o pijama, ele se desfez da toalha. Vestiu-se e abriu o frigobar em busca de álcool para iludir o espírito. Quando terminou de abrir a garrafa, uma mão calejada tirou a garrafa de sua posse.
–Acho que falei para não ingerir álcool.
–Não acredito que já tomou banho!
–Quer conferir? Você poderia analisar cada parte do meu corpo e dar sua aprovação pela minha higiene.
–Eu creio que você está bem grandinho para se banhar sem minha supervisão.
O comandante sorriu e percebeu que a conversa deixava o ambiente descontraído e desarmava o marido. Ao notar que ele já não estava mais na defensiva, resolveu atacar. Aproximou-se sorrateiramente enquanto o outro arrumava a cama e o tocou no ombro. Ao perceber intenção do SEAL, Daniel se adiantou com uma desculpa para escapar das garras do marido.
–Preciso dormir. Essa viagem e essa loucura que a Grace fez me deixaram exausto.
Steve não deixaria essa passar. Tudo bem que ele precisava ser paciente, mas sua calma já havia ido para o ralo nos meses que haviam passado. Não forçaria a barra, mas também não ia deixar o campo de batalha sem luta. Puxou o outro de leve pelo braço e, quando ficaram cara a cara, sussurrou.
–Hey, somos praticamente recém-casados. Isso quer dizer alguma coisa, não? Eu mereço uma noite de núpcias com um marido consciente.
Não tinha mais como fugir. Ninguém poderia dizer que ele não se esforçou para evitar. Fechou os olhos para não ter que encarar o rosto sério do moreno que o puxava pelo braço para ficar frente a frente. A mão que prendia o braço desceu e alcançou a mão alheia entrelaçando os dedos.
Era apenas impressão ou a temperatura estava subindo? Porque o corpo que o abraçava parecia estar em brasas e ele podia sentir isso através do pijama que usava. Ousou abrir os olhos porque estava de cabeça baixa, mas se arrependeu na mesma hora. Seus olhos visualizava o abdômen malhado e úmido pelo banho recente, as gotículas desciam pelo peito forte e se perdiam nos gominhos da barriga.
O problema não era apenas a barriga. Olhando mais para baixo, percebeu que não havia nenhum tecido cobrindo o corpo de McGarrett e ele estava excitado, muito excitado. Para chegar naquele tamanho tinha que ser algo muito bom, mas não precisava procurar esse motivo.
O SEAL notou a reação do parceiro ao confirmar sua nudez e seu estado de excitação. Segurou a mão dele com firmeza e a levou até seu membro endurecido. Segurou firme quando Daniel tentou retirar a mão e se afastar, mas ele o manteve preso com o outro braço.
–Não precisa ter vergonha. Isso tudo é pra você. Estou duro assim por sua causa. Você não tem noção do efeito que causa em mim e eu não posso me controlar quando estamos juntos.
–Eu não sei o que você espera de mim nesse aspecto. Mas minha experiência com homens é praticamente nula. Então não tenha tanta expectativa sobre essa noite.
Ele não poderia estar falando sério sobre esse assunto. O que esperava dele? A vida não era só sexo. O casamento não seria apenas sexo. Nenhum dos dois tinha experiência sexual entre homens. Steve acreditava que aprenderiam juntos. E sim, ele estava satisfeito com o desempenho do parceiro na primeira vez que transaram. Será que todo aquele drama para que ficassem juntos estava relacionado à vida sexual que passariam a dividir?
–Danny, era esse o problema durante todo esse tempo que você me rejeitava?
–Não. Não. Na verdade faz parte do problema, mas não era a razão.
–Espera, então, de qualquer forma, você tinha receio de ficar comigo por essa entre outras coisas?!
–O que você queria?! Eu nunca passei por isso antes! Nunca gostei de um homem e estive casado por algum tempo com uma mulher que me deu uma filha.
Gritar e discutir não estava resolvendo nada. Steve respirou fundo e puxou o marido para um abraço. Notou a resistência dele e o apertou mais forte em seus braços. Quando notou finalmente o relaxamento do homem loiro, desfez o abraço.
–Danny, me desculpe. Eu te amo tanto que às vezes faço tudo errado. Vou dar um jeito de me aliviar sozinho, me vestir e dormir em outro quarto. Afinal, nem meu esposo é obrigado a dormir comigo.
Daniel ficou estático enquanto assistia Steve se vestir, pegar o celular e sair do quarto. Não percebeu que suas pernas se moveram sozinhas e em três passos impediu a saída do moreno. Segurou o pulso dele e de repente não sabia o que dizer. Tinha consciência que se o deixasse ir, nunca mais ficariam bem.
–Me perdoa. Fica comigo, eu não quero que durma em outro lugar. Eu sou um idiota, então precisa ter paciência comigo. Eu... eu quero dormir com você e... ser todo seu.
–Por que tudo que se trata de nós tem que ser tão difícil?
–Eu fico assustado porque você me atrai e me excita de uma forma que não posso controlar e eu me sinto intimidado por você.
–Vamos fazer o seguinte, eu vou dormir aqui e não precisamos fazer nada por hoje.
–Não, eu quero fazer. Não adianta ficar negando mesmo. Só não sei o que fazer nessa hora, então...
Depois desse convite, Steve deixou todas as correntes caírem e partiu para o ataque. Puxou o marido para um beijo faminto demonstrando todo o seu desejo em tocá-lo e fazê-lo seu. Sentiu os lábios dele se abrirem para receber sua língua e escutou com satisfação o gemido que ele soltou quando as duas línguas se tocaram.
As mãos de Steve abraçaram o marido acima dos quadris e repousaram nas costas dele enquanto as mãos de Danny, que até então estavam inertes, subiram pelos braços fortes que o rodeavam até chegar ao pescoço onde se agarrou aos cabelos escuros da nuca.
Quando o ar se fez necessário, os lábios de Steve apartaram o beijo e desceram pelo queixo até o pescoço. Sua língua percorreu a pele sensível e seus ouvidos foram presenteados com gemidos de prazer. As mãos que estavam abraçadas a sua nuca, agarraram com força os fios de cabelo que estavam ao alcance numa tentativa de conter os gemidos.
O detetive Williams sentiu a blusa subir até que o tórax estivesse exposto e dedos ágeis tocarem diretamente em sua pele, arrepios percorreram sua espinha quando esses mesmos dígitos tocaram seus mamilos eriçados. Antes que pudesse perceber, gemidos saíam por seus lábios sem controle algum. Ao se ouvir, o detetive se surpreendeu ao escutar sua voz lânguida e arrastada proferindo o nome de Steve e algumas tentativas de palavras que saíam desconexas.
O loiro nunca imaginou que ser tocado por outro homem daquela forma fosse tão prazeroso. Embora estivesse levando em conta que o homem em questão era Steve McGarrett, seu digníssimo marido e parceiro de trabalho. Logo em seguida, foi empurrado para a cama e se aconchegou aos travesseiros.
O SEAL ficou de pé ao lado da cama onde o marido caíra descomposto e retirou a blusa. Seus sentidos foram capturados pelo gemido de satisfação que saíra dos lábios de Danny. A calça e a peça íntima também foram descartadas causando uma reação exagerada no homem deitado.
Danny sentia o corpo pegar fogo, a respiração lenta e difícil o fazia ofegar e a visão do homem alto ao lado da cama se despindo sem qualquer pudor o deixava ainda mais quente. Ele queria ser tocado, queria que aquela agonia passasse e a excitação tivesse um fim. Seu ser clamava por satisfação e apenas Steve poderia saciá-lo.
–S-Steve...
O chamado do homem loiro foi atendido imediatamente e, em segundos, o marido estava sobre ele. Separou as pernas para que ele pudesse se acomodar, mal se moveu e a boca faminta do SEAL atacou seu pescoço. Depois de muitos beijos naquela parte, os lábios desceram até o tórax e esbarraram em um mamilo intumescido.
Um arrepio involuntário tomou o corpo de Danno e sentiu-se arquear quando uma língua morna se fez presente. Suas mãos voaram para a boca em uma vã tentativa de conter o gemido alto e indecente que a deixou. O Comandante rapidamente interrompeu a manobra e segurou as mãos dele acima da cabeça.
–Não se contenha, Danny... Me deixa te ouvir gemer.
O pedido foi acatado contra a vontade do loiro. Ele não conseguiria se segurar por muito tempo de qualquer forma. Depois de ter os mamilos completamente explorados pela boca de McGarrett, a parte inferior de seu corpo foi desnudada.
–Não!...
A negativa foi interrompida pela mão do Comandante tocando o membro excitado que se revelara. A carícia naquele local tão sensível tirou mais gemidos de Danny de modo que ele passou a implorar por alívio.
–S-steve... Faz logo...
–Fazer o quê?
O questionamento do SEAL era totalmente desnecessário, mas ele queria provocar o parceiro desalinhado e seminu sob seu corpo. Ele gostava de ver Danno perder o bom senso e pedir por ele. Para dar um estímulo, ele substituiu as mãos pela boca.
No instante em que seu membro foi envolvido pelo calor da boca do esposo, Danny afundou nos travesseiros. A carícia naquele local tão sensível o excitou tanto que já nem percebia os sons indecentes que saíam de seus lábios. Por mais que tentasse tapar a boca, os gemidos eram mais altos do que podia conter.
Ali estava Daniel Williams nu da cintura para baixo, deitado sobre lençóis negros, gemendo incontrolavelmente com as mãos sobre a boca enquanto seu digníssimo marido estava alojado entre suas coxas lhe proporcionando o prazer de um oral maravilhoso.
O orgasmo foi uma combinação de sensações que levaram o detetive a outro patamar, como se estivesse fora de seu corpo. Espasmos percorriam cada célula de seu organismo e ele ofegava sem parar tentando recuperar o fôlego perdido. Sentiu-se relaxar completamente, as pernas bambas, e o corpo todo sem forças para qualquer atividade.
Porém o parceiro tinha planos para o resto daquela noite. Planos que manteriam o loiro acordado por um bom tempo.
Steve localizou o frasco de lubrificante e as camisinhas na mesinha ao lado da cama. Aproveitando o estado de relaxamento de Danny, ele poderia prepará-lo para a penetração o quanto antes. Untou os dedos com o óleo e direcionou um dedo para o orifício entre as pernas do parceiro.
Foi impossível não contrair os músculos quando sentiu o dedo tentando invadir seu corpo. Embora tentasse relaxar, sempre tinha aquela resistência inicial. Mas, aos poucos, o dedo foi ganhando espaço no canal estreito e logo havia mais um dígito inserido.
Steve ficava encantado com o efeito de seus toques no corpo do parceiro, ele era tão sensível. Enquanto o preparava, notou que a excitação estava voltando depois de estimular a próstata dele. Ainda não era tão hábil nesse quesito, mas aprendia rápido.
Logo vieram os gemidos e ele soube que poderia colocar o terceiro dedo, Mesmo que Williams parecesse extremamente envergonhado e tentasse reprimir as reações, o membro novamente ereto e os gemidos não deixavam Steve se enganar. O braço sobre o rosto em uma vã tentativa de esconder a timidez.
Quando o canal pareceu relaxado o suficiente, Steve abriu a embalagem do preservativo com cuidado, da última vez tinha danificado o produto em sua pressa de tomar o corpo do parceiro. Colocou a proteção e voltou-se para o marido.
–Posso?
Não havia mais tom de vermelho para corar o rosto de Danno. Ele não se daria ao trabalho de responder a pergunta. Abriu os braços e puxou Steve para um beijo apaixonado.
Steve o penetrou devagar seguindo o ritmo que o corpo sob o seu impunha. Respeitando o limite do parceiro. Apenas quando ele pediu para que fosse mais rápido, aumentou a velocidade e as unhas ferindo suas costas lhe deram a certeza de estar no caminho certo.
Cada suspiro, cada movimento, cada toque e gemido. Cada gesto ficaria gravado em sua mente, mesmo que no futuro não pudesse ter a recordação exata do acontecia ali. Os beijos, os sussurros, o carinho e o cuidado não permitiram que a dor ou qualquer desconforto superasse o prazer daquele ato de amor.
Nada poderia descrever a sensação de receber o marido em seu corpo, se unir a pessoa amada no sentido amplo da palavra. Se entregar ao ato de todo seu ser, de todo seu coração. Com toda confiança que tinha e ainda levar a certeza de que, ao acordar, ainda estariam nos braços um do outro. Era isso que chamavam de amar. Finalmente encontrara seu lugar.
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