Amor Em Las Vegas

9 Capítulo 9 - Encrenca, das grandes


Notas iniciais
N/A: Ah!! Nem sei mais como agradecer, porém preciso repetir: Lia, você é a melhor beta do mundo! (Melhor não ficar fazendo propaganda, vai que aparecem concorrentes...)

Capítulo 9: Encrenca, das grandes

Os dias se passaram e ninguém mencionava o fiasco do casamento. Steve não parecia estar no melhor dos humores para discutir o assunto tão delicado. Os familiares de Lori já haviam partido da ilha dois dias antes e ele tinha falado com ela por telefone. A mulher fora sensata ao telefone, disse que precisava espairecer e curtir a lua de mel sozinha no Caribe por duas semanas ou mais se achasse necessário.

O comandante combinou de visitar a ex-noiva no Caribe para esclarecer os últimos acontecimentos e desculpar-se pelo transtorno que causou a ela. As passagens dele estavam em seu escritório na sede. Ele estava relutante, precisava criar coragem para encarar Lori.

Durante a viagem, deixou Daniel no comando da força-tarefa. Acreditava no julgamento dele como policial e sabia que o detetive se sairia muito bem. Se pudesse imaginar o quanto a DR seria calma, ele nem se daria ao trabalho de se desculpar pessoalmente.

Lori estava mudada. Não sentia mais rancor do noivo que a abandonou no dia da cerimônia do casamento. Nos primeiros dias, ela passava as noites em claro planejando sua vingança diabólica. Mas sua maturidade a fez desistir e pensar com calma sobre o assunto. Sim, ainda estava magoada e sabia que demoraria muito tempo até seu coração se recuperar, mas estava disposta a superar tudo e começou perdoando Steve.

Steve realmente estava arrependido por expor a moça de forma tão degradante. O comandante tentou disfarçar, porém era inevitável notar seu alívio ao não se casar com ela. Só era difícil compreender por quê ele simplesmente não rompeu o noivado em vez de fazer toda aquela palhaçada?

O McGarret permaneceu ao lado de Weston por três dias. Num acordo mudo, ele ocupou um quarto vago e curtiram juntos as praias e os pontos turísticos do local. Ao fim do passeio, ele foi levado ao aeroporto pela loira e após a despedida, garantindo uma boa amizade sem ressentimentos pelo incidente anterior, Steve embarcou de volta para o Hawaii.

Danno estava impaciente esperando pelo comandante, em parte pela saudade que qualquer outra coisa. Não que ele fosse confessar para a filha que insistira em acompanhá-lo a buscar o tio Steve. A macaquinha mexia freneticamente no celular e ria de tempos em tempos, isso incomodou o detetive.

– Ei, o que há de tão engraçado aí?

A garotinha ampliou a foto e mostrou ao pai. Os olhos claros do detetive faiscaram de raiva ao visualizar Steve e Lori felizes posando pra uma foto numa praia caribenha. A mulher vestia um belíssimo biquíni que realçava suas curvas sinuosas e o moreno, uma sunga branca pra lá de sexy contrastando o bronzeado do corpo definido e aqueles braços fortes tatuados.

O homem loiro perdeu a fala ao perceber que estava se roendo de ciúme. Não queria acreditar na possibilidade de uma reconciliação do casal da foto. Eles pareciam tão felizes e satisfeitos que dava inveja. Estavam abraçados. Por que diabos Steve tinha que estar tão próximo à loira daquele jeito? E o braço circundando a cintura esbelta dela?

Grace não percebeu a mudança de humor do pai, apenas continuou segurando o celular de forma que seu Danno pudesse ver a foto. A foto seguinte mostrava Steve dormindo, estava de bruços e um edredom o cobria até o meio das costas. Se Lori havia tirado a foto significava que estava compartilhando o mesmo quarto. Quem sabe até a cama, já que ele estava coberto não poderia afirmar que estava nu, mas não vestia nenhuma camisa. As pernas desnudas da mulher apareciam na foto, ele estava sentada na cama.

Então era isso. O SEAL poderoso se acertara com a mulher que abandonou no dia do casório. Agora eles poderiam se casar por lá e aproveitarem a lua de mel, depois era só retornarem casados explicando que o amor falou mais alto e não poderiam viver sem o outro. O episódio de Las Vegas com a participação especial de Daniel Williams seria esquecido lhe restando apenas a dor no traseiro até que passasse e talvez sobrasse somente um coração partido.

Os olhos de Danny arderam e ele segurou a ameaça de um choro, não ficaria ali esperando o chefe descer de braço dado com Lori Weston ambos envoltos numa faixa que dizia “recém-casados”. Coçou os olhos rapidamente e, resmungando uma desculpa qualquer, arrastou Grace até o carro. Lá ligou para Rachel, mentiu sobre um chamado urgente do 5-0 e foi embora.

A pequena ficou assustada com a atitude de Danno e se entristeceu, pensando ter feito algo para desagradá-lo e por isso ele não a deixaria ver tio Steve. Ele disse ao telefone para a mãe dela que tinha que resolver um caso, então talvez não fosse culpa dela. Mas ela estava com saudades do SEAL e gostaria muito de vê-lo.

Steve desembarcou no aeroporto de Honolulu e procurou por Daniel como tinham combinado. Aproveitaria e levaria o loiro para jantar e conversariam sobre eles. Não se importava com os outros, estava disposto a assumir um relacionamento com Danny se ele aceitasse. Depois de passar esses três dias no Caribe sem preocupações e o trabalho, conseguiu colocar os pensamentos em ordem. Lori respeitou seu espaço e percebeu que entre eles não poderia haver mais nada de natureza romântica.

Depois de quase duas horas de busca, compreendeu que ninguém viera lhe buscar. Será que estavam todos ressentidos pelo casamento? Danny não tinha exatamente mágoa pelo desastre do casamento. Então essa era a resposta dele para sua pergunta não verbalizada? Não queria o comandante por perto. Nem mesmo se daria ao trabalho de buscar o homem com quem estava casado desde Vegas. Talvez nem se lembrasse disso também.

McGarret voltou furioso para casa com a atitude infantil do parceiro. Se não queria falar com ele ou mesmo olhar em sua cara era só avisar. O comandante não era tão egoísta a ponto de não compreender o colega. Ele lhe daria o espaço que quisesse para que Danny ficasse confortável. Ok, evitaria invadir o espaço pessoal do detetive a partir daquele momento. Tomou uma ducha gelada em três minutos e foi dormir.

(*)

Denning permitiu a Lori uma licença para espairecer quando ela foi para o Caribe, um tanto compreensivo da parte dele. Mas quando ela voltou, ele a esperava para uma conversa séria sobre o trabalho na força-tarefa. O governador a chamou para uma reunião particular em seu gabinete e lhe deu um ultimato.

– Oficial Weston, lembra o dia em que a integrei ao Five-0?

– Sim, senhor.

– Ótimo, então deve lembrar também do que lhe perguntei quando o caso Victória Chase aconteceu. Eu lhe perguntei de que lado estava: o Estado do Hawaii ou o Five-0?

– Eu me recordo, senhor.

– Eu deveria ter interferido naquela época. Eu suspeitei que pudesse existir um interesse amoroso de sua parte em relação ao comandante McGarret. Mas queria acreditar que executaria suas atribuições conforme o combinado.

– Lamento muito por isso...

– Gosto de saber que tem ciência do transtorno que sua paixonite me causou. Eu deveria imaginar que em algum momento minhas ordens seriam colocadas em segundo plano e você se renderia aos encantos do comandante.

– Mas...

– Quando anunciaram o casamento percebi que já não poderia tomar nenhuma providência. Vocês foram bem discretos durante o relacionamento e isso me impediu de te mandar de volta à Unidade Antiterrorista.

– Steve disse que deveríamos priorizar o trabalho durante o horário de trabalho, mas nós trabalhamos o tempo todo...

– Não vou te dar opções como da última vez. Tem duas semanas para se organizar e partir. Pode se retirar.

A loira saiu consternada da sala do homem. Ele simplesmente a descartava como um trapo inútil. Mas ela deveria ter imaginado que ele tinha pulso firme quanto às suas convicções e, quando falava, nunca voltava atrás. Quando se envolvera com o comandante não pensou no que poderia estar arriscando. Mergulhou de cabeça e curtiu. Agora tinha que deixar tudo para trás.

(*)

Um SUV prata estava estacionado num dos bairros nobres de próximo ao aeroporto de Honolulu. O motorista, um homem alto, corpulento e loiro de aparência suspeita batia o pé impaciente no assoalho do carro. Estava ali há quase seis horas e nada. O contato apenas encomendara o sequestro do rapaz que morava na mansão do outro lado da rua e era filho de um político famoso do Hawaii.

Uma hora depois, um Peugeot RCZ branco com o som altíssimo se aproximou em baixa velocidade. Era o alvo. O moço estava visivelmente bêbado e não estava sozinho. Havia três mulheres com ele no carro. O rapaz desceu do carro e pegou o celular no bolso para fazer uma ligação e se apoiou na porta fechada enquanto falava.

Era o momento perfeito. O motorista do SUV desceu discretamente portando uma arma com silenciador, se aproximou do carro pelo lado direito e disparou contra a cabeça da mulher que estava no banco do carona enquanto as duas no banco traseiro se beijavam apaixonadamente. A mulher atingida não teve tempo para reagir, a cabeça pendeu e bateu contra o vidro. Estava morta. As duas que sobraram não ofereceram resistência, morreram de forma discreta sem alarmar o motorista jovem encostado na porta dianteira que falava com o pai ao celular.

Quando o alvo desligou o celular foi atingido por um soco no estômago que o deixou desnorteado e em seguida sua cabeça foi batida contra o carro. Desmaiou em seguida. As ordens foram claras, vivo e sem marcas de agressão. O agressor levantou o rapaz nos braços e o colocou no SUV. Então partiu em alta velocidade após ligar para o mandante e confirmar o dever cumprido.

(*)

Steve foi acordado durante a madrugada pelo telefonema do governador Denning. Um chamado para o Five-0. Vestiu-se às pressas e pegou as chaves da caminhonete que estavam na mesinha de centro da sala.

Kono e Danny já estavam na cena do crime, Chin fora chamado e estava a caminho. Danny, que já estava morando com Steve antes da bagunça toda da despedida de solteiro porque o SEAL não achava a casa do loiro com ambiente adequado a sobrevivência humana, chegou antes por estar bebendo na praia na companhia de Kono quando ela recebeu o aviso.

– Hey, chefe.

– Kono. O que aconteceu?

– O governador pediu exclusividade e discrição pra nós, não quer envolver a polícia. Parece que sequestraram o filho de um político famoso que é muito amigo dele.

– Ok, quero todo mundo na sede enquanto a perícia faz seu serviço.

Cada um entrou em seu carro e o grupo se dirigiu para a base do 5-0. Daniel mantinha-se silencioso. Fazia uma semana e meia que tinham consultado a doutora pervertida colega de trabalho do igualmente pervertido SEAL. Ambos estavam limpos, os testes deram negativos e, dado o estado saudável dos dois, a médica se convenceu a não prescrever os medicamentos. Desde que o chefe voltara do Caribe não se falavam.

Na sede, o grupo juntou as informações sobre a vítima e a família. Listaram possíveis inimigos políticos e inimigos do rapaz sequestrado, ele não trabalhava e estudava numa universidade próxima. Professores, colegas de turma e o time de futebol americano foram listados para serem interrogados por Steve e Chin. A família e os vizinhos ficaram a cargo de Kono e Danny.

Steve e Chin se dirigiram a universidade onde o rapaz, identificado como Mark Dwayne, cursava Direito. Com a autorização do reitor, convocaram o corpo docente para uma sala cedida para esse fim. Em quase cinco horas concluíram os depoimentos e pegaram os contatos de cada professor.

Kono e Danno usaram o escritório do pai da vítima, que era deputado, e aos poucos interrogaram a família e os empregados da casa. Depois foram aos vizinhos e ficaram ocupados até o fim da tarde, quando voltaram para a sede com as informações que conseguiram.

No prédio do Five-0, eles se reuniram para discutir o caso. Steve e Chin separaram possíveis suspeitos que entrevistaram enquanto Danny e Kono faziam o mesmo com os depoimentos que pegaram. Depois as duplas trocaram os depoimentos e, com a opinião dos outros, observaram cada pessoa sob uma ótica diferente.

No fim, chegaram a uma nova lista de suspeitos de ambos os lados e se separam para refazer os depoimentos dessa nova lista. Como a câmera de segurança da casa não conseguiu pegar o rosto do sequestrador, conseguiram uma autorização judicial para acessar as câmeras da vizinhança.

Max entrou em contato para falar do resultado das autópsias das três mulheres que acompanhavam o moço. As balas retiradas dos corpos delas foram encaminhadas para a balística e teriam o resultado no dia seguinte.

(*)

Nenhuma câmera da vizinhança permitiu êxito na investigação. O homem que sequestrou Mark estava mascarado e tinha porte físico comum a muitos homens. Estava de gorro, o que impedia de ver a cor do cabelo. Apenas o carro foi identificado.

Steve pediu a Kono para checar as locadoras de carros atrás do veículo e descobrir quem o alugara. A busca foi rápida e o cliente que alugara recebeu a visita de Kalakaua e McGarret. O homem que alugara o carro se chamava Hugo Gonzalés.

O homem estava voltando do trabalho e, quando estacionou a moto, foi recebido pelo Five-0. Ele contou que alugara o SUV na segunda-feira da semana anterior e dois dias depois o carro foi roubado em frente a sua casa. Ele prestou queixa. O registro da queixa foi confiscado como evidência por Steve.

Se o cliente que locara o SUV não era o sequestrador, precisavam descobrir quem tinha feita o roubo. O comandante chegou a conclusão de que o sequestro tinha um mandante poderoso. Afinal, Mark era filho de um político famoso e, se o mandante não era o sequestrador, tinha capangas nisso. O roubo e o sequestro poderiam ser obra do mesmo homem.

A investigação sobre o roubo foi iniciada e em poucas horas descobriram que um dos vizinhos filmou o roubo do SUV sem perceber. A família que morava em frente a residência de Hugo estava em sua sala com as janelas abertas e fazia um vídeo do filho pequeno. Um jovem de uniforme chegou a casa de Mark e levou o carro numa boa.

O uniforme usado pelo ladrão era de um lava carros. Chin procurou pelo rapaz e o moço contou que recebera uma ligação de um cliente para retirar o SUV prata no endereço de Hugo e avisou que as chaves estariam sobre uma das rodas. Ele buscou o carro para lavar e quando voltou ao estabelecimento o cliente compareceu ao local e justificou que não poderia deixar o carro para lavar porque tinha uma entrega para fazer com urgência. Deixou uma gorjeta boa para o rapaz e foi embora com o SUV.

Dessa vez, eles conseguiram algo com as câmeras do local. O homem que buscou o carro tinha o porte físico parecido com o sequestrador. Os braços estavam tatuados e ele usava um boné que permitia ver os cabelos loiros bem aparados e o rosto barbado.

Danno identificou o homem como um suspeito de um caso que investigou em Nova Jersey e nunca foi concluído por falta de provas. O caso era até parecido. Um filho de alguma família importante sequestrado e depois desaparecido. Vários sequestros foram denunciados e se encaixavam nesse perfil, mas nunca conseguiram suspeitos. Apenas o homem que ele acabara de identificar na filmagem do lava carros.

No que aconteceu em Jersey, o homem foi identificado por um amigo de uma das vítimas, mas, dado seu histórico de esquizofrenia e uso de entorpecentes, o testemunho não podia ser usado. As vítimas dos sequestros nunca retornaram e várias famílias protestaram contra a força policial encarregada pelo caso. Mas infelizmente o caso precisou ser arquivado sem solução.

Talvez esse novo sequestro estivesse ligado aos anteriores. Se as vítimas não eram devolvidas e nunca foram identificadas em qualquer lugar do mundo, precisavam descobrir o que acontecia com elas e qual o motivo do sequestro. E precisavam encontrar Mark.

Danny conseguiu acesso ao caso fechado para usar as informações que conseguira no passado e descobriu algumas particularidades com os dois casos. Com as informações juntas, fizeram a vitimologia. Homem, jovem, universitário, família conhecida e rica. Mas fora isso nada ligava os rapazes sequestrados. Não se conheciam, não moravam próximos, não frequentavam a mesma universidade, não possuíam amigos em comum, não frequentavam os mesmos lugares, as famílias seguiam o mesmo padrão, nada em comum.

(*)

Danny estava cada dia mais triste, sua vida estava uma merda. Não havia nada a ser feito ou ele não queria que nada fosse feito. Estava cansado de tentar melhorar, de tentar ser feliz. Sua vidinha quase pacata em Nova Jersey era boa e ele acreditava que estava feliz com Rachel e Grace. Depois veio o divórcio, Rachel se casou novamente e levou sua filha para longe. Para uma maldita ilha na terra dos abacaxis.

Quando ele achou que estava tudo bem, teve uma recaída com Rachel, ele achou que tudo se resolveria, fariam a pazes e voltariam para o continente com Grace como uma legítima família unida e feliz. Eles tinham transado, porra! Rachel tinha chegado ao ponto de trair o marido e isso mostrava o quanto seu casamento não ia bem. Ela estava infeliz e gostaria de deixar Stan. Ele ainda a amava e a aceitaria de volta. Grace estaria de novo em sua vida. Nada de finais de semana tão rápidos, horários pré-agendados para ver a filha.

Então Rachel anunciou a gravidez e ele pôde sentir a alegria de ser pai novamente. Porém, essa alegria foi roubada tão rápido como veio. O bebê era de Stan. Mesmo assim ele foi o homem que a levou para o hospital e acompanhou durante a agonia que foi o parto. Ele estava lá quando Charles William Edwards veio ao mundo através de uma cesariana.

Seu mundo caiu. No momento de sua carência, Steve lhe deu o apoio que precisava e talvez ele tenha ficado dependente da atenção do comandante. Ele o levava para beber após o trabalho e lhe ofereceu a própria casa quando foi despejado. Danny nunca pediu nada, mas Steve era esperto. O SEAL notou e não falou nada, apenas agiu da melhor forma que encontrou. Daí para o detetive se descobrir apreciando mais que necessário a presença dele, foi um passo.

Então surgiu a oficial Weston. Loira, bonita e charmosa. Ele não podia negar o quanto ela era atraente, até tentou se aproximar dela com aquele truque ridículo com as algemas. De repente, ela começou a roubar a atenção do SEAL e isso mexeu com Danny. A partir daí, criou-se um ambiente hostil quando os dois estavam próximos.

Quando Steve e Lori anunciaram o casamento, o detetive bebeu horrores, passou a noite inteira da comemoração que o pessoal organizou rabugento e de cara feia. Steve atribuiu o estresse a Rachel que estava deixando o parceiro louco novamente. Depois que saiu da festa, o detetive parou num bar e se acabou no álcool. Amanheceu na porta do bar e foi acordado com o dono do estabelecimento lhe cutucando.

Como se não bastasse, Joe White deu a maravilhosa sugestão de organizar a despedida de solteiro para Steve. Um final de semana incrível em Las Vegas. Até Chin apoiou a ideia, Juntaram a galera e embarcara. Joe, Chin, Dr. Max, Danny, Steve e Fong. Então aconteceu a bebedeira famosa e; enquanto o resto do grupo se dava bem, ou mal, nos cassinos; Danny e Steve estavam perdidos em sexo e álcool cercados por coelhinhas vouyers.

O casamento havia ido a merda. Ele quase não conseguiu esconder tamanha felicidade em descobrir que a loira aguada não chegaria mais perto de seu Steve. Seu. Estava possessivo aqueles dias. Depois de todas as ocorrências, o chefe visita a fulana loira no Caribe e ainda postam aquelas fotos melosas no Instagram só para o mundo saber que estavam felizes e voltaram a ser um casal.

Agora Daniel estava sentado na porta de Steve no meio da noite e não tinha coragem para entrar, não queria encarar a realidade de ser ignorado a partir daquele momento. Steve tentou falar com ele diversas vezes aquele dia, mas ele não permitia, sempre se afastava quando o outro se aproximava. Recebera inúmeras ligações e mensagens que ignorou. Abriu a uma delas e leu com dor no coração ao constatar que, pela data, ele enviara do aeroporto depois de ser abandonado pelo loiro.

“Danno, fala comigo. Eu não aguento mais essa situação, mas se não me quer por perto vou respeitar sua decisão. Só preciso que diga isso na minha cara.”

Quando digitou a resposta percebeu um movimento suspeito perto da caminhonete de McGarret e se aproximou cautelosamente com a arma em punho. Havia um carro suspeito parado num canto escuro do lado oposto da casa. Danny percebeu o perigo e voltou para a porta da casa para chamar Steve. Não conseguiu pronunciar o nome dele. Uma pancada forte em sua cabeça o derrubou e sua mente recebeu a escuridão da inconsciência.

Steve estava no banho, cansou de esperar pelo parceiro, daquela noite não passaria. Iria confronta-o com o assunto que vinha tornando suas noites insones e sua vida um verdadeiro inferno. Vestiu a calça do pijama e desceu para esperar na sala. Seus olhos captaram vultos do lado de fora e rapidamente ele alcançou sua arma e saiu silenciosamente. Conseguiu apenas visualizar de longe um SUV prata em alta velocidade se distanciando de sua casa.

A arma de Danny estava caída em sua porta e o celular um pouco mais distante. Na tela, uma mensagem digitada há poucos minutos e não enviada. O SEAL apenas voltou para mudar de roupa enquanto contatava a equipe com urgência pelo próprio telefone. Dirigiu a caminhonete em alta velocidade até a sede.

– Chin, acho que sequestraram Danny. Um SUV prata igual o que apareceu no outro sequestro. Precisamos agir rápido se quisermos vê-lo outra vez.

Notas finais
Bom, isso é o resultado de alguns episódios da série me dando ideias perversas do que fazer com nossos amados personagens. De onde saiu esse tem mais. Aguardem.