Amor Em Família ( Finalizada )
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Boa leitura.
POV Bela
Eu estava nervosa e incomodada com aquela situação.
Entramos em silencio, eles me levaram diretamente até a sala e nos sentamos.
Eu tentava me acalmar, dizia a mim mesma que era só uma simples conversa, não queria ficar nervosa, me lembrava o tempo todo da recomendação dos médicos: Estresse faz mal ao bebe.
Assim que me sentei Esme foi até a cozinha e voltou um minuto depois com um copo de suco para mim.
- Não precisava Esme.
- Claro que sim, não deve ficar muita tempo de estomago vazio, faz mal a você e ao bebe.
Aceitei timidamente e tudo.
Sorri sinceramente quando entreguei o copo de volta a ela. Confesso que era muita bem saber que tem alguém cuidando da gente. De mim e do meu filho.
- Bom Bela, eu não vou fazer rodeios, o Jasper ontem nos contou tudo que vem acontecendo nas últimas semanas.
Abaixei a cabeça envergonhada.
- Desculpe.
- Não tem do que se desculpar Bela. _ ele respirou fundo e continuou. _ Não vou negar que isso foi uma grande estupidez. De vocês dois. Ter um filho tão novos assim vai atrapalhar os sonhos de vocês dois. Vai atrasar a sua faculdade Bela e o Jasper também vai ter que abrir mão de muitas coisas para arcar com as reponsabilidades.
- Me desculpe. _ disse já querendo chorar.
- Bela, vou dizer de novo, você não tem pelo que se desculpar. Foi um ato inconsequente de vocês dois. É obvio que ninguém fez isso de propósito. Mas vocês deveriam ter tido responsabilidade o suficiente para evitar isso.
Eu o olhava seria, concordava com tudo que ele dizia, só eu sei o quanto me chamei de burra quando descobri o resultado.
- Mas isso não é o fim do mundo como vocês estão pensando. _ ele continuou agora mais leve e suave. _ Não vou dar uma de pai moralista e ficar aqui fazendo um discurso de uma hora sobre responsabilidades, até por que eu sei o quanto você é responsável Bela. Infelizmente eu não posso dizer o mesmo do meu filho não é?!
Ele disse olhando feio para o Jasper que estava ao meu lado até agora de cabeça baixa.
- Eu sei que vocês não são o primeiro nem serão o último casal a ter um filho antes da hora certa. E o que já esta feito esta feito. O que nós temos que fazer agora é discutir o futuro de vocês dois. Saber e aconselhar sobre o futuro de vocês.
- Carlisle... eu ... olha, eu ainda não contei aos meus pais, mas eu pretendo fazer isso o mais rápido possível... eu estava pensando, eu tenho algum dinheiro guardado, não é muita, mas acho que é o suficiente. Da para eu comprar as coisas básicas do bebe. Depois de contar eu vou pedir a minha mãe para vir ficar uns tempos por aqui comigo, para ela me ajudar a cuidar do bebe quando ele nascer. Sei que vai ser difícil, eu vou ter que parar de trabalhar por uns tempos quando o bebe nascer, mas se o Jasper .... se ele me ajudar um pouquinho e eu tenho certeza que meus pais também vão me ajudar, eu sei que vai dar. Assim que der eu volto a trabalhar, e sei lá, deixo o bebe em uma creche.
Vi Carlisle abaixar a cabeça como se estivesse chateado. Então eu me apressei em dizer.
- Olha eu sei que não vai ser fácil, mas eu vou dar um jeito, não quero que fiquem se preocupando comigo e com o bebe.
- Não quer que nos preocupemos com o Bebe? É o nosso neto Bela.
Esme disse chateada.
- Eu sei, mas a responsabilidade não é de vocês. É minha.
Torci para que Jasper abrisse a boca e completasse aquela frase, mas ele continuava calado ao meu lado.
Carlisle levantou a cabeça e lágrimas escorriam por sua face.
- Por favor_ eu disse já chorando também. _ não me olhe assim Carlisle, sei que decepcionei vocês. Mas por favor, não me odeiem.
- Nos decepcionou? _ ele disse com a voz embargada._ Você não nos decepcionou em nada Bela, pelo contrário, nesse momento você não sabe o que eu daria para você ser minha filha.
Então ele se levantou e me puxou com ele me abraçando fortemente.
- Tenho muito orgulho de você menina. Nunca pense o contrário.
Ele me afastou para olhar em meus olhos.
- Você ainda é uma menina. _ tentei negar, afinal eu não era nada menina_ Não discorde, sei que vocês jovens já se acham adultos, mas a verdade é que não são, você é ainda uma menina, é tão jovem, mas já sabe se comportar como uma mulher..... você tem um caráter incrível Bela e eu tenho muito orgulho que VOCÊ seja a mãe do meu neto.
Então mais uma vez ele me abraçou chorando.
Esme se levantou e se juntou ao nosso abraço.
Depois de nos recompormos voltamos a nos sentar e Jasper ainda continuava lá calado.
Aquilo já estava me assustando, mas antes que eu perguntasse algo Esme voltou a falar.
- Então Bela, como Carl disse, agora o que nós temos a fazer é cuidar para que tudo corra bem, temos que providenciar para que tudo corra bem com essa criança.
- Bom, eu já disse o que pretendo fazer, mas se vocês tiverem mais alguma ideia...
- Bela, como eu disse, nós ficamos muito orgulhosos de ouvir o seu plano, mas ... minha cara, não acontecerá nada disso.
- Como... como não Carlisle?
- Para começar você a partir de hoje virá morar aqui conosco.
- Eu já disse que isso não, é desnecessário...
- Bela, o alojamento da faculdade não tem nenhuma estrutura para uma mulher gravida.
- Olha, isso é o de menos.
- Concordo, é o menos importante de tudo que vou falar, mas já esta decidido. Você a partir de hoje irá morar aqui, já mandei as empregadas arrumarem o quarto de Jasper para vocês dois.
Agora eu fiquei vermelha como um tomate.
- Nós... nós dois?
- Bom.... a vamos querida, vocês já fizeram o bebe, não vão querer começar a ter vergonha agora não é?
Ele perguntou retoricamente.
- Mas Jasper nem mora aqui. _ eu disse cabisbaixa cheia de vergonha.
- Não, ele mora no alojamento igual a você, mas passa a metade da semana aqui, então para ele não vai ter diferença alguma. Ele entrega de vez o alojamento e fica logo aqui, com você.
- Eu ..... vai ser muito trabalho.
- Trabalho algum Bela, e nem adianta ficar inventando desculpas, saiba que a essa altura Jane, Alice e Emmet já estão terminando de arrumar as suas coisas e as trazendo para cá.
Arregalei os olhos e antes que pudesse dizer algo uma nova bomba caiu em cima de mim.
- A próxima atitude a tomar é você largar o trabalho.
- Aí não Carlisle, eu preciso do dinheiro.
- Bela, eu não sei se você se lembra, mas a família do seu namorado é rica?!
Ele dizia rindo.
- Exato, a família dele é, eu não.
- Mas você vai ser, agora que vocês vão se casar.
Ele disse calmamente.
Eu juro que com essa eu fiz muita força para lutar contra a tontura e o mal estar que queriam me dominar de novo fazendo com que eu desmaiasse.
- Ca.... casar?
E com a menção dessa palavra eu vi Jasper afundar ainda mais a cabeça nas mãos.
- Exato... casar.
Eu olhava para ele, se não estivesse tão assustada eu até pensaria que ele estava em choque e me preocuparia com ele, mas no momento outras preocupações me eram mais importantes.
Me levantei e comecei a falar.
- Não, aí já é de mais, eu não vou me casar com Jasper.
Esme me olhou assustada. Se levantou meio tensa e perguntou.
- Mas por que não Bela... você..... você não ama o Jasper?
Ofeguei com a pergunta.
- Claro que eu o amo.
- Então?
- Olhe para ele Esme. _ eu apontava para onde ele estava sentado. _ esta na cara que ele não quer isso, e eu não vou permitir que vocês o obriguem a isso.
- Bela, já foi decidido....
Mas eu interrompi Carlisle mais uma vez.
- Olha Carlisle, que vocês querem que eu venha morar aqui, e que desejem ajudar financeiramente o meu filho eu até entendo e posso concordar, mas isso.... obriga-lo a se casar comigo, isso nunca.
- Por que não? Afinal, nada mais justo. Um filho tem que nascer em uma família estável Bela.
- Mas eu não quero. Olhei para Jasper que me encarava com uma mistura de incrédulo com aliviado.
-Eu não vou te forçar a isso nunca, eu juro.
- E por que não? _ Esme quis saber.
- Por que eu o amo, e não quero que ele acabe me odiando, por que é isso que vai acontecer. E eu .... eu não quero isso, não quero perde-lo.
Comecei a chorar de novo, acho que eram as drogas de hormônios que estavam me deixando tão chorona e sensível assim.
Então finalmente Jasper saiu do seu torpor e veio me abraçar.
- Ei.... calma Bela, você não vai me perder... se acalme, eu estou aqui.
Ele ficou me embalando enquanto eu me acalmava.
- Bela, vamos ...
- Chega mãe, vou levar Bela lá para cima para descansar.
- Mas a conversa ainda não acabou Jasper.
- Pai, você ouviu o que o médico disse, ela não pode se estressar.
Ele falou isso já me puxando.
...
-Esta melhor?
- Sim, obrigada.
Eu estava deitada em sua cama abraçada a ele.
- Eu não vou te obrigar a isso Jasper, não e preocupe.
- Shiiiii, apenas durma Bela.
POV Jasper
Bela já estava dormindo tranquilamente quando bateram a porta.
- Ela já esta melhor Jasper?
Minha mãe quis saber.
- Sim, esta dormindo.
- Ótimo, então venha, queremos falar com você.
Desci e encontrei meu pai me esperando na sala.
- O que foi?
- Eu é que pergunto moleque, que comportamento foi aquele mais cedo?
- Mas eu não fiz nada.
- Exato, não fez nada, ficou aí, calado com cara de quem estava indo para a guerra.
- Olha, vocês disseram que falariam com ela e que não queriam que eu interferisse que nos vocês decidirem e foi exatamente o que eu fiz.
- Eu não te entendo garoto.
Minha mãe falava sussurrando, acho que com medo de que Bela escutasse.
- O que você não entende agora mãe?
- Você vivia dizendo aos quatro ventos o quanto você a amava e agora você age como se nem ligasse.
- Ei, isso não é verdade, eu amo a Bela sim.
- Então por que não quer casar?
- Ora, amar é uma coisa, casar é outra.
Disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- Não Jasper, casar é o destino logico dos que se amam.
Meu pai me corrigiu calmamente.
- Mas eu sou muito novo para casar.
- Assim como é muito novo para ser pai, mas vai ser mesmo assim.
Contra minha vontade eu tive vontade de dizer, mas achei melhor me calar.
- Olha, pai eu já vou ser, não tem outro remédio, mas casar?! Casar é.... estranho, sei lá. Implica em responsabilidades, família, compromisso, trabalhar, sei lá, eu sou muito novo para tudo isso.
- Mas essa é a questão meu filho_ minha mãe dizia. _ você precisa amadurecer e ter responsabilidades, seu filho e Bela vão precisar muito de você. Se você dissesse que não a ama nós jamais o obrigaríamos a isso, mas se você a ama, eu não vejo por que não.?!
- Olha eu disse que aceitaria e aceitei, mas a Bela disse que não quer, então eu não vejo por que obriga-la a nada e além do mais, nós já vamos morar juto mesmo, então vai quase igual não é?
Meus pais apenas me olhavam sem falar nada, mas o olhar deles já dizia tudo.
- Olha, foi ela quem não quis o que mostra que meu pensamento não esta tão errado assim, ela se sente igual.
- Errado, ela só não quer que você seja obrigado a casar.
- Que seja, se ela não quer e eu não vou insistir.
Eu já estava me virando para ir para meu quarto quando meu pai me chamou de novo.
- Cuidado Jasper.
- Com o que? _ perguntei me virando para ele curioso.
- Você, com toda a sua irresponsabilidade e vida boa pode acabar perdendo a Bela. Ela vai amadurecer muito com o filho a caminho, ela já mostra estar amadurecendo e vai ainda mais quando o bebe nascer. Com o tempo o amor que você oferece a ela vai ser muito pouco. Ela vai precisar de um homem ao lado dela, alguém que ofereça segurança, estabilidade e mostre responsabilidade. Alguém que se mostre disposto e capaz a cuidar e zelar pelo futuro dela e da filha. E nesse dia, essa pessoa pode ganhar o amor de Bela.
- Bela me ama, ela jamais me trairia.
- Não falei em traição. Falei que o seu amor passaria a ser insuficiente para ela. Pense nisso Jasper. Se ela significa tanto para você como você vive dizendo, pense e pense bem, para amanhã não se arrepender.
Virei as costas para os dois e voltei ao meu quarto.
Deitei ao lado de Bela e a abracei apertando-a contra meu peito.
- Será que um dia eu não serei suficiente para você?
Sussurrei antes de adormecer ao seu lado.
3 MESES DEPOIS
Pov Bela
- Parabéns mamãe, é uma menina.
Eu fiquei sem fala.
Lágrimas deslizavam pela minha face.
Uma menina.... finalmente eu sabia o sexo do meu bebe.
-Uma menina Belinha, imagina só..... a mais eu vou mimar muito a minha sobrinha, vou amar comprar mil roupinhas para ela....
- E eu vou ensinar golpes de caratê para ela dar nos meninos.....
Emmet e Alice tagarelavam sobre o que fariam com a sobrinha que estava a caminho.
Essa já era a 4ª ultra que eu fazia. Em todas as outras nunca dava para ver o sexo do bebe, ele sempre estava de perninhas fechadas e hoje finalmente ela deixou .................... uma menina.
- Obrigada dra. Emmily.
- Finalmente né Bela, eu sei o quanto você estava ansiosa para saber, aposto que o pai vai ficar todo babão, deve estar muito ansioso pela noticia, geralmente as meninas são as preferencias dos pais.
Apenas assenti e me levantei da maca com a ajuda de Alice. Emmet a essa altura já tinha saído da sala para me dar a privacidade para eu me arrumar.
Alice e Emmet eram minha sombra quando o assunto era meu filho............... ops, agora eu já sei, minha filha.
Seja em que fosse, médicos, compras, roupas ou acessórios, era só mencionar que eu iria fazer algo relacionado ao bebe que lá estavam eles se oferendo para fazer junto.
Emmet então chegou a fazer amizades com algumas alunas do curso dele só por saber que elas já eram mães para poder pegar algumas dicas para mim.
Qualquer um que tivesse filhos era automaticamente uma amizade em potencial para Emmet e Alice. O numero de amizade deles triplicou de uns tempos para cá.
Carlisle e Esme não eram muito diferentes, mas me davam espaço para eu fazer minhas próprias escolhas sem interferência ou pressão.
Agora Jasper estava cada vez mais distante.
Nunca perguntava nada sobre o bebe. Não dava opinião em nada.
No inicio eu tentei diversas táticas. Pedia ajuda dele, perguntava opinião. Falava sobre nomes ou fantasiava de como seria o nosso filho, mas ele nunca se interessou e com o tempo eu parei de fazer isso.
Hoje em dia a nossa rotina se limitava em dormir no mesmo quarto, nada mais.
Eu ainda o amava, muito, mas doía em mim a sua rejeição pelo nosso filho.
Eu, com alguma insistência dos pais dele acabei aceitando todas as propostas feitas por eles.
A de me mudar, de largar o emprego, de aceitar a ajuda deles.
Principalmente depois da rejeição dos meus pais.
Flash Back on:
- Vamos Bela, não é como se você fosse enfrentar um exercito.
Disse uma Alice Impaciente na porta de minha casa.
- Você diz isso por que não é com você Alice.
- Mas a culpa é sua Bela, eu bem que tentei te convencer a dar a noticia pelo telefone.
- Claro Jasper, mas no seu caso foi covardia mesmo.
Ironizou Alice.
Duas semanas depois de eu me mudar para a casa de Jasper eu resolvi que já era hora de dar a noticia aos meus pais.
E como não podia deixar de ser Jasper veio comigo.
Alice acabou insistindo para vir junto alegando que um apoio feminino poderia ser muito útil para mim.
Respirei fundo e apertei a campainha.
- Já vai.
Minha mãe gritou lá de dentro.
- Bela? Meu amor, o que você faz aqui?
Minha mãe me perguntou já me esmagando em seu abraço.
- Oi mãe.
- Renné quem é? Bela?
- Oi pai._ disse completamente sem graça.
- O que houve menina, por que veio assim de repente?
- Não fale assim Charlie, nossa garotinha veio nos ver.
Ralhou minha mãe.
- Ora Renné, não é feriado e tão pouco época festiva, tem algum motivo para Bela aparecer aqui no meio do semestre, ela deveria estar na faculdade esqueceu?
- Ok, mas ela pode responder suas perguntas sentada no sofá, não aqui parada na porta.
- Entre Bela e ignore o seu pai.
Passei por eles gelada em baixo de um olhar muito desconfiado do meu pai.
- Jasper.... e Alice certo? Que bom receber vocês.... querem alguma coisa?
- Estamos bem sra. Swan, obrigada.
- Ora Jasper, para que esse senhora, me chame de Renné, não me faça parecer mais velha do que já sou.
Minha mãe como sempre tinha o dom de deixar qualquer um a vontade.
- Bom Bela, vocês agora já estão sentados no sofá, já pode me explicar o que veio fazer aqui.
- Charlie!
- Eu quero saber Renné!
- Mas assim vai dar a impressão de que nossa filha não é bem vinda em sua própria casa.
- Ela é muita bem vinda e sabe disso, mas algo nessa história não me cheira bem e eu quero saber o que é. E quero saber agora.
Ele disse a última parte olhando diretamente para mim.
- Pai, se o senhor não se incomoda... bom, nós acabamos de chegar e .....
- E?
- E .... bom, é nós viemos para ficar uns dois dias.... seria bom sabe... subir, descansar um pouco, outra hora...
- Dois dias? Eu não disse, aí tem com certeza.
- Pai, não precisa ficar assim...
- Anda Bela, pare de enrolar, nos diga logo o que foi.
- Charlie, pare com isso, esta agindo como um ignorante. Seja lá o que for ela vai falar, ela veio até aqui não é? Deixe a menina encontrar o tempo dela.
- Ela teve tempo de sobra na viagem de avião até aqui. Além do mais ela trouxe o apoio de duas pessoas o que prova que o assunto é sério, mais ainda que não pode esperar até o feriado do mês que vem. Então se é tão serio que ela não pode esperar um feriado para cruzar o país até aqui eu não quero esperar nem mais um minuto para saber.
E com essa logica absurda e dedução brilhante típica de um xerife de cidade pequena eu não tive escapatória a não ser despejar logo toda a verdade.
- Eu estou gravida pai.
Eu praticamente sussurrei.
- O que? Por favor, Bela pode repetir, acho que ouvi errado.
- Ouviu bem. Eu estou gravida.
Disse alto o suficiente dessa vez para não deixar duvidas.
Minha mãe estava petrificada olhando em minha direção.
Já meu pai parecia que teria um infarto a qualquer momento.
Primeiro ele ficou branco, depois meio verde, passou para o vermelho e eu já cogitava chamar uma ambulância quando ele gritou.
- Como é que é?
- Pai eu....
- Eu te mandei para Los Angeles para estudar e arrumar uma profissão, não para se formar em vadia Bela.
- Olha lá como fala com nossa filha Charlie.
- Sua filha, eu não tenho vadia na minha família.
- Charlie!
- Pai por favor....
- Cala a boca! Como ousa. Não tem vergonha na cara não.
- Sr. Swan, acho melhor vocês se acalmarem um pouco antes de continuar conversando.
- Não se meta nesse assunto garota. Alias, quem é você que eu nem sei, é alguma outra vagabunda de cidade grande que andou ensinando a arte da vadiagem a minha filha?
- Charlie, ela é uma amiga da Bela, não ouse trata-la assim.
- Pai, não fale com Alice assim, ela não tem culpa de nada.
Gritei com ele.
- Então quem tem? Esse garoto calado ao seu lado que você nos trouxe no último natal para nos apresentar como namorado?
- Sim, eu sou o pai do filho da Bela.
Jasper finalmente se manifestou.
- Ótimo, já que pelo menos minha filha sabe quem é o pai do seu filho já é meio caminho andado.
- Pai, por favor, não me trate assim, não sou nenhuma vagabunda.
Gritei perdendo a paciência.
- Ah, não é? Então como se chama isso?
- Chama-se gravidez. Ser mãe solteira. Um mal passo, irresponsabilidade, o que você quiser, mas eu não sou uma vagabunda.
- Espera.... mãe solteira?
E nessa hora vi que Jasper se encolheu ainda mais na sala.
Meu pai o olhou como se ele fosse um inseto.
- Mas.... ele disse que era o pai da criança.
- E ele é.
- Então você não vai ser mãe solteira, ele vai casar com você.
- Por quê?
- POR QUE ELE TE ENGRAVIDOU HORAS!!!!!!!!!
Meu pai perdeu o resto da compostura que tinha.
- Isso não tem nada haver pai, não estamos no século XVIII. Ele não é obrigado a casar comigo só por que me desvirtuou.
Eu falei com uma voz meio debochada.
- Eu não acredito, ele não é o pai não é, só veio aqui para diminuir a sua vergonha, você é uma vagabunda mesmo.
Então algo que eu não imaginava aconteceu.
- Chega!!!! Não fale assim com ela. Não ouse chamar Bela de vagabunda. Eu sou o pai da criança e não tenho a menor duvida disso, a sua filha é a mulher mais decente que eu já conheci.
Jasper gritou com meu pai e pela primeira vez eu vi Alice o olhando com orgulho.
- Decente?
Meu pai perguntou descrente.
- Se ela fosse decente ela teria mantido as pernas bem fechadas.
Então Jasper voou e deu um soco no meu pai.
- Seu desgraçado, nunca mais fale assim com ela.
- Eu vou matar você seu moleque!
E eu entrei no meio deles antes que uma tragédia acontecesse.
- Por favor pai, não.
Ele olhou dentro dos meus olhos por um minuto antes de virar o rosto.
- Tire esse moleque da minha casa antes que eu o mate Isabela.
- Jasper... por favor, é melhor você ir.
- Eu não vou deixar você aqui sozinha com ele.....
- Ah, mas não vai mesmo, pode leva-la com você.
- O que?
Foi a vez da minha mãe se manifestar, ela até agora chorava no canto.
- Você vai sair da minha casa agora Isabela e não vai voltar mais. Nunca mais ouviu bem.
Aquilo foi como um soco no estomago. Ofeguei e acho que devo ter ficado branca mais do que o normal pois na mesma hora Jasper e Alice me ampararam e tive a impressão de ver minha mãe estendendo os braços em minha direção.
- Você não vai expulsar meu bebe da nossa casa, eu não vou permitir.
- Ora, bebê? Me poupe, ela é uma ...
Mas ele se calou quando Jasper mais uma vez avançou para ele.
- Se ela fez isso sozinha que arque com isso sozinha, nessa casa ela não pisa nunca mais, vá embora e esqueça que é minha filha. Não volte nunca, nunca ouviu bem.
- Eu garanto que ela não volta mais.
Disse Jasper me abraçando e guiando para a porta.
Eu estava em um estado de choque, não falava só me deixei ser empurrada.
- Filha espera.
Minha mãe disse vindo em minha direção.
- Se for atrás dela agora Renné, pode ir de vez, mas vá com a roupa do corpo entendeu, nunca mais você entra aqui.
Meu pai agora estava com cara de quem mataria um sem nem ao menos pensar.
Minha mãe ficou parada com os braços estendidos em minha direção mas olhando para meu pai, acho que procurando algum indicio se ele falava sério. Acho que ela encontrou pois no minuto seguinte ela se afastou de mim e sussurrou um sinto muito.
Saí de lá praticamente carregada por Jasper e Alice.
Ambos tagarelavam me acalmando mas eu nem ao menos os ouvia.
Só sei que quando dei por mim novamente eu já estava no saguão do aeroporto em Los Angeles.
Olhei para frente, para onde Jasper me mostrava algo e ao avistar Esme e Carlisle eu corri até eles e me deixei ser abraçada e amparada por eles.
Mais uma vez entrei em um estado de torpor onde eu só ouvia os meus soluços, sabia que o tempo todo falavam comigo, provavelmente palavras de conforto e carinho, mas nenhuma penetrava em minha mente.
De repente senti uma picada em meu braço e ouvi as palavras de Carlisle para mim.
Quando acordar vai se sentir bem melhor, eu prometo.
E assim eu apaguei.
Algum tempo depois, e eu não saberia dizer quanto, eu acordei em um quarto escuro.
Meus olhos pesavam toneladas e eu não conseguia abri-los.
Pude sentir uma mão acariciando meus cabelos. E distingui a voz de Carlisle sussurrando ao falar com alguém.
Eu me esforçava, mas só consegui entender pequenos fragmentos de uma conversa.
- Não interessa, você não tinha o direito de fazer isso com ela, ainda mais no estado em que ela se encontra.
...Silencio...
- Ela é a sua filha!
...Silencio...
- Não sei como pode Bela é o sonho de filha para qualquer pai.
Ele falou um pouco mais alto.
... Silencio...
- Pois fique sabendo que eu ficaria muito honrado em tê-la como filha sim, eu lhe garanto, no que depender de mim Bela nunca mais precisará de você para nada, adeus.
E o som de um telefone sengo posto com força no gancho.
Então eu fiz a conexão, mais uma vez meu pai me rejeitara, e mais uma vez eu fui levada pela escuridão.
...
Abri os olhos com dificuldade.
Uma claridade irritante batia em meus olhos. Pisquei algumas vezes até me acostumar com a luz e me levantei um pouco na cama. Estava difícil, parecia que algo me prendia ao colchão.
Ao conseguir me erguer um pouco para sentar eu entendi o que me prendia a cama.
O corpo de Esme deitado ao meu lado.
Ao observar o quarto vi uma cena que na hora aqueceu meu coração.
Esme estava deitada com os braços em volta do meu corpo.
Alice estava deitada, atravessada aos pés da cama totalmente de mal jeito.
Emmet apagara sentado encostado a parede com um pote de sorvete entre as pernas.
Jasper dormia no chão encostado a cama e Carlisle dormia sentado em uma cadeira.
Todos ficaram ali .... por mim. Passaram a noite me vigiando, me fazendo companhia.
Decidi ali que não importava que a minha família tenha me rejeitado, a família do meu filho era amorosa o suficiente para suprir qualquer falta de carinho que eu sentisse. Eu não choraria mais e nem me permitiria sofre e fazer meu filho sofrer.
Flash Back off.
Depois disso me vi muito apegada a família dele.
Seria eternamente agradecida aos pais dele por tudo que faziam por mim e pela nossa filha.
Fomos para casa discutindo o tempo todo como seria a decoração do quarto da minha menina.
Alice queria rosa, eu queria Lilás e Emmet achava que tinha que ser uma mistura de todos os contos de fadas.
Nós riamos e trocávamos ideias.
Chegando em casa pude logo perceber que havia uma discussão acontecendo
E ao entrarmos em casa eu confirmei.
Ainda pude ouvir Carlisle gritando para Jasper dizendo que ele tinha que levar tudo a sério.
Mas assim que eu entrei todos se calaram.
- Aconteceu alguma coisa?
- Nada querida, só estamos conversando.
Eu sabia que não era verdade, mas não queria interferir em nada, já bastava impor a minha presença e a da minha filha a Jasper.
- E então, alguma novidade Bela?
Carlisle perguntou vindo me dar um beijo nos cabelos.
- Hum..... sim, finalmente deu para ver hoje.
- Sério, e o que é?
Perguntou uma Esme emocionada.
- Uma menina.
- Ah.
Exclamaram os avós da minha bebe.
Olhei para Jasper que apenas me olhava sem dizer nada.
Ele caminhou até mim e me beijou.
Vá descansar Bela, você sabe que precisa de repouso e tenho certeza que Alice já te carregou para o Shopping.
- Fazer compras para a filha não cansa a Bela Jasper, pelo contrario, faz bem a ela.
Respondeu um Emmet muito zangado.
- Claro, claro. Mesmo assim, melhor você ir deitar um pouco. Eu tenho que ir, já estou atrasado para o trabalho.
E assim ele se foi.
Sim, trabalho. Agora Jasper trabalha. Durante a manhã vai a faculdade, a tarde ele trabalha como auxiliar em um escritório de um amigo de Carlisle. Ele não gostou muito quando o pai insistiu nisso, mas acabou aceitando.
Conversei um pouco com todos e depois decidi realmente ir descansar.
Uma hora depois ouço batidas leves na porta.
- Entre.
- Podemos conversar um pouco Bela.
- Claro Carlisle, o que foi?
- Bom.... _ ele começou vindo se sentar perto de mim._ Você sabe que eu te amo como uma filha não é?
- Sei sim, e não sabe como isso me deixa feliz.
- Então.... se eu te fizesse um pedido, como um pai faz a uma filha, você me atenderia?
- Em qualquer coisa Carlisle.
- Obrigada querida. Eu queria....... queria que tivesse mais paciência com o Jasper.
Olhei para ele sem entender, afinal o que eu mais tenho é paciência.
- Mas eu não estou entendendo.
- Eu sei que o Jasper anda distante e ainda não aceitou bem que vocês vão ter um filho, mas Bela..... eu sei que ele te ama. Sei também que não tem desculpa para tudo que ele esta fazendo, sei que você tem todo direito de a qualquer momento desistir dele. Mas eu sei que ele te ama muito. E sei também que sem você ao lado dele, talvez ele...... foi você a um ano atrás que ajudou ele a mudar de vida, tenho medo que sem você ele volte a ser como era. Então por isso que eu peço, tenha um pouco mais de paciência com ele, por favor?
- Eu também amo muito o Jasper Carlisle, não se preocupe, eu ainda não desisti dele.
Ele sorriu para mim e se levantou indo embora.
10 horas da noite.
Eu estava deitada me preparando para dormir quando Jasper entra no quarto.
- Estava dormindo?
- Não, ainda não. Quer alguma coisa?
- Sim, falar com você.
Eu estranhei, afinal ele não era de conversar muita nos últimos dias.
- Sobre o que?
Perguntei já me sentando.
- Casa comigo, Bela?
Continua...
Notas finais
Pelo que percebi nos reviews, vcs estava esperando que com a passagem de tempo que eu falei o Edward entrasse na história. Mas não.
Esta quase, mas ainda não.
Eu dei um pulo para chegar no 5º mês de gestação da Bela.
Agora a vida dela com o Jasper vai melhorar para depois desandar de vez.
No próximo cap vcs vão entender o por que da mudança do Jasper.
Bjs e até amanhã se der.
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