Amor Em Família ( Finalizada )
42 Bonus Café da manhã, brincadeiras e .... policia?
Notas iniciais
POV Edward
Já estava a 3 dias morando com Bella e eu acho que a palavra que mais se aproxima do que eu quero expressar é PERFEITO.
Acordar e dormir tendo ela como primeira e última pessoa que eu via era a melhor sensação do mundo. Provavelmente só perderia para dormir e acordar ao seu lado na cama.
Ahhh, e poder cuidar da minha Ane então? Nossa, isso parecia um sonho. Eu a acordava todas as manhãs, tomava café com ela e a convencia a escovar os dentes de boa vontade prometendo que lhe compraria balas e pirulitos. Eu a levava na escola e a recebia em casa quando Emmet a trazia. Agora era eu quem fazia a janta, ou pedia a pizza quando as coisas na cozinha saiam errado. Era eu quem a ajudava com a lição e era eu com Bella que lhe dávamos beijos de boa noite e a colocávamos na cama. Como eu disse, o mais perto que eu posso chegar para descrever é perfeito!
Agora eu estava sentado na mesa com Ane vendo Isabella andar pela cozinha preparando nosso café da manhã. Ela era a coisa mais graciosa do mundo. Olhando e preparando todo tão compenetrada que nem via que eu estava literalmente babando nela. Olhei para o lado e vi que Ane a olhava tãocompenetrada quando eu. Bella começou a cantarolar alguma canção que eu não conhecia e Ane deu uma risadinha e seus olhos brilharam. Estranhei sua reação, quer dizer, eu estar deslumbrado era uma coisa, mas Ane convivia com isso todos os dias.
Compelido pela curiosidade eu me vi quebrando aquela magia para saciar minha curiosidade.
– O que esta olhando Ane? _ sussurrei ao lado da minha pequena.
– A mamãe. _ ela dizia sem me olhar ainda maravilhada ao observar a mãe. _ ela é a melhor mãe do mundo. Eu amo ela.
A simplicidade com que ela disse isso era a grandiosidade da situação. Bella era capaz de encantar até mesmo uma menina de cinco anos que a viu por todos os dias desde que nasceu e ainda assim se encantava com sua presença.
– Com certeza ela é a melhor do mundo ...... e eu também a amo. _ falei igualmente deslumbrado.
Vi Ane dar uma risadinha ao meu lado e me virei para olhá-la.
– O que foi?
– Você tá com cara de bobo tio Edward.
– Ah, agora eu sou bobo é?
Falei a pegando em meu colo e fazendo cosquinhas nela. Ela se contorcia toda sem conseguir se livrar de mim.
– Mamãe....mamãe ajuda...
Ela dizia entre as gargalhadas.
Eu continuei com meu ataque até que um par de mãos a tirou do meu colo.
– Salvei você! _ Bella disse a pondo no colo.
– Ahhh, mamãe me salvou, mamãe me salvou! _ ela dizia me mostrando a língua.
– Ah é? Então eu vou pegar a sua mãe!
– Corre mamãe, corre! _ Ane disse e Bella saiu correndo com ela no colo para a sala.
Eu me levantei e corri atrás das duas, elas gritavam e gargalhavam enquanto eu ficava fazendo vozes malucas e assustadoras, ou pelo menos eu tentava, e corria atrás delas. Até que eu finalmente coloquei um fim naquela correria e me joguei sobre as duas as derrubando sobre o sofá.
– Ahá, Peguei as duas. Agora vocês não vão fugir.
– Nos rendemos! _ Bella disse rindo e completamente sem folego.
– E quem disse que eu quero rendição? Eu quero propina para soltá-las.
– E quem disse que eu pago propina, sou uma advogada honesta. Me nego a fazer isso._ Bella disse com um lindo biquinho.
Dei de ombros dizendo.
– Azar o seu, vai ficar presa.
– Eu pago, eu pago _ Ane gritou. _ O que você quer?
– Um beijão bem melado.
Ela deu uma risadinha e me deu um beijo estalado na bochecha.
– Pronto, esta livre mocinha.
Me inclinei um pouco para o lado jogando meu peso para o corpo de Bella de modo que ela ficasse presa em baixo de mim dando passagem apenas para Ane. Quando a filha saiu de cima dela ela tentou sair também mas eu voltei a segurá-la contra o sofá.
– Me solta Edward. _ ela disse ainda rindo.
– Nop.
– Ah, mas por quê?
– Você não pagou a propina, vai ficar presa.
– Mas a Ane já pagou.
– E eu a soltei, agora é sua vez de pagar.
– Isso é abuso. _ ela disse rindo e fazendo força para se soltar.
– Pode ser abuso e você pode se contorcer o quanto quiser, o fatoé que sou muito maior e mais forte que você. Posso ficar assim o dia todo.
Então o sorriso dela foi se desfazendo a medida que ela olhava em meu rosto.
– Me solta. _ ela pediu baixinho.
Nesse momento eu não sabia se minha voz sairia normal devido a vontade louca que eu estava de beija-la por isso me limitei a negar com a cabeça enquanto eu permanecia vidrado em seus olhos.
Aquele momento pareceu durar uma eternidade. Bella estava dividida entre olhar meus olhos e meus lábios, já eu estava dividido entre seus lábios e seu colo que começou a subir e descer descompassado mais do que antes e agora nada tinha haver com seus esforços. Presos em nossa própria bolha lutávamos contra o que queríamos fazer. Ela por se negar a mim e eu por tentar me lembrar de que Ane ainda estava ao nosso lado e talvez ainda fosse cedo para ela ver certas coisas entre a mãe e o tio.
– Beija ele mamãe. _ Ane disse dando um risinho totalmente alheia a tensão naquele sofá.
Sua voz quebrou a bolha a nossa volta nos trazendo de volta a realidade.
Bella sacudiu a cabeça como para espantar algum pensamento e sem querer prolongar aquilo me deu um beijo casto na bochecha.
Eu rolei para o lado saindo de cima dela e rapidamente ela se sentou tentando ajeitar suas roupas e cabelos.
Tentei pensar em algo rápido que quebrasse aquele clima estranho que se instalou entre Bella e eu. Sem tempo para pensar em nada para dizer me limitei a voltar a brincar.
– Agora é a hora do pagamento.
– Pagamento? Mas eu já dei o beijo. _ ela disse sem entender.
– Mas você hesitou e me desafiou, isso tem um preço.
– E o que seria? _ ela perguntou fazendo pouco caso.
– Cosquinhas!
Então eu me joguei ao lado dela e comecei a fazer cosquinhas em suas costelas e ela começou a se contorcer e gargalhar.
Estava tudo maravilhoso. Maravilhoso de mais para ser verdade.
– Ei! Os três patetas aí não vão parar não? _ a Voz de Jane nos fez parar.
Quando larguei Bella e encarei Jane ela nos olhava com um certo desgosto e me lançava olhares raivosos.
– O que foi Jane? _ Bella perguntou.
– Enquanto vocês estão brincando aí eu estava apagando um quase incêndio na cozinha. Você esqueceu as panquecas no fogo.
– Ai meu Deus! _ Bella saiu correndo em direção a cozinha e Jane foi atrás.
– Shiii, mamãe vai ficar zangada? _ Ane perguntou preocupada.
– Não se preocupe, vai ficar tudo bem, a ideia foi minha._ falei pegando Ane no colo e indo para a cozinha.
– Vi que o local estava mesmo enfumaçado e um cheiro horrível de queimado pairava no ar.
– Cheguei bem a tempo de pegar Jane dizendo
– Poxa Bella. Você é madura e mãe, não pode ficar embarcando nas loucuras dele. Olha só o que quase aconteceu? Se eu não estou em casa e sinto o cheiro quando você voltasse a cozinha ia estar pegando fogo.
– Eu não sei o que me deu para esquecer disso. Desculpe Jane. _ Bella dizia nervosa e envergonhada.
– Ei Bella. Não foi culpa sua. Foi um acidente. _ falei olhando feio para Jane.
– Não Edward, Jane tem razão. Eu sou mãe, tenho obrigação de ser responsável.
E com isso as brincadeiras foram encerradas.
Como claramente as panquecas e o bacon se perderam e Bella estava nervosa de mais para voltar a cozinhar nosso café da manhã foi cereal com leite e uma xícara de café. Passei todo o tempo do café da manhã encarando Jane que por sua vez me ignorava com um grande sorriso nos olhos conversando com Bella e claramente me excluindo dos assuntos.
Quando por fim acabamos Bella foi escovar os dentes para terminar de se arrumar para o trabalho.
– Ane, vai lá dentro pegar sua mochila, vamos ter que sair mais cedo hoje, quero passar em uma cafeteria para comprar umas rosquinhas para seu lanche.
– Ta tio. _ ela disse já indo correndo em direção ao quarto.
Assim que ela sumiu no corredor eu me virei para Jane.
– Qual é a sua? Achei que não fosse se meter? _ falei irritado por ela ter acabado com nosso momento.
– E não vou, mas não quer dizer que vou facilitar para seu lado. Como apagar os incêndios sozinha enquanto você brinca de casinha com elas.
Então ela me deu as costas e foi para algum lugar que eu não sei, mas era bem longe de onde eu queria manda-la na verdade.
Nem tive tempo de pensar em mais nada pois em seguida Ane voltou com sua mochila e fomos direto para seu colégio.
(...)
2 dias depois
Eu estava sozinho em casa, ou na casa de Bella que por enquanto também era minha casa. Estava olhando algumas coisas na internet, tentando ter uma ideia do que eu faria da minha vida daqui em diante quandomeu celular começou a tocar.
– Alô?
– Edward, você tá aonde?
– Emmet? Estou em casa por que?
– Cara me salva, por favor? Eu tinha que ir agora lá no colégio de Ane, não é nada de urgente é que hoje é o dia do mês em que eles abrem a escola para os responsáveis irem ver os desenhos e trabalhos do aluno. Bella havia me pedido para ir no inicio do mês, só que eu to preso no meio do transito. Teve uma batida horrível aqui e vai ser impossível chegar lá a tempo. Cara a Ane nunca ficou sozinha nesses dias. Você tem que ir para lá agora.
– Calma, eu vou. _ falei já me levantando e abrindo a porta do guarda roupa pegando uma camisa e uma calça. _ A que horas tenho que estar lá?
– Você tem que chegar lá em meia hora. Acha que dá?
– Vai ter que dar. Deixa eu correr!
Falei já desligando e trocando de roupa.
...
Ir de taxi acabaria me atrasando ainda mais devido ao congestionamento. Não estava tudo parado como onde Emmet estava, mas a essa hora tinha um certo transito então preferi ir a pé. Não era exatamente perto, mas também não era tão longe. Uma caminhada de 15 minutos e com isso eu cheguei em cima da hora.
Vi o prédio do outro lado da rua e alguns pais entrando no local. Eu já havia estado ali muitas vezes mas sempre para levar e buscar Ane, nunca para participar de nada. No tal dia da profissão que eu viria Ane acordou se sentindo mal e acabou faltando realmente a escola. Essa era a primeira vez que eu participaria de algo e estranhamente eu estava nervoso. Talvez apavorado fosse uma palavra melhor.
Eu amava minha Ane, isso era incontestável, também era um homem responsável, minha carreira falava sozinha sobre isso, mas daí a saber ser um pai, a saber se comportar nessas coisas ...... isso tudo era novidade para mim. Mas eu estava ansioso para aprender tudo aquilo, pois aquilo era o que eu mais queria na minha vida. Ser pai!
Entrei sorrindo no prédio e como não sabia onde era a sala de Ane fui direto a sala que tinha uma placa escrito diretoria.
– Pois não? _ uma senhora de meia idade veio até mim assim que entrei na sala.
– Boa Tarde, eu sou o tio de Maryane Cullen, vim como responsável dela hoje.
– A sim, deve estar perdido então.
– Sim, estou. _ falei coçando a nuca em claro nervosismo.
– Não tem problema, muitas pais se perdem quando vem a primeira vez. A sala dela fica no segundo corredor a direita. Sala 205.
– Obrigada. _ falei já saindo.
Procurei a sala por alguns minutos e logo a achei. Como a porta já estava aberta e claramente ela já estava cheia de adultos achei desnecessário bater na porta e apenas fui entrando.
Imediatamente varri o local procurando minha pequena e a encontrei sentada em um canto da sala. Ela não aparentava estar triste, mas suas perninhas balançavam freneticamente em claro nervosismo. Resolvi acabar logo com sua angustia e me dirigi direto para ela.
– Oi princesa! _ falei me abaixando ao seu lado.
Ela levantou seu rosto parecendo espantada por eu estar ali.
–Tio Edward? Você veio? _ então ela se jogou em cima de mim me abraçando o mais forte que podia.
– Esta feliz? _ perguntei ansioso com a resposta.
– Muito! Eu achei que fosse tio Emmet que vinha. Mas gostei que foi você. Você ainda não conhecia minha sala e minha professora._ ela dizia animada.
– Bom, Emmet vinha, mas ele ficou preso no transito e me ligou pedindo para vir. Mas na próxima vez você me avisa emcasa que vai ter algo assim na escola que eu venho.
Os olhinhos dela brilharam de emoção.
– Você vai vim sempre no meu colégio?
– Hum hum. Sempre que você quiser.
– Ebá! _ ela gritou pulando.
Eu ainda estava rindo de sua animação quando uma mulher bonita e simpática se aproximou.
– Ane, não vai apresentar seu amigo?
– Tia Irina esse é o meu tio Edward. Ele é que veio ver meus desenhos hoje.
– Muito prazer Edward, sou Irina professora de Maryane. Tem algo que você gostaria de perguntar? _ ela disse muito profissional e solícita.
– Bom... _ eu estava nervoso, não sabia que eu tinha que perguntar alguma coisa.
Vendo meu desconforto ela se adiantou.
– Talvez mais tarde. Por que não vai dar uma olhada nos desenhos e trabalhos dela. Todos estão por ordem alfabética. Ane minha linda, vá mostrar ao seu tio seus trabalho.
– Vem tio. _ ela disse já me rebocando.
Acenei para professora muito grato por ela ter me salvo e segui Ane que apontava para tudo animada.
Ela apontava para cada desenho e trabalho falando sem parar sobre cada um. Ela estava verdadeiramente animada com tudo aquilo. Olhei em volta comparando seus desenhos com os dos outros alunos e vi que os dela era quase igual aos de todos ali. Desenhos típicos de crianças de 5 anos. Em alguns ela era melhor do que os outros e em outros eles eram melhores, mas no geral era quase tudo igual. Foi então que eu percebi uma diferença. No mural das outras crianças tinha um trabalho com colagens de fotos que no de Ane não tinha. Resolvi tirar minha duvida com ela.
– Anjo, por que no seu mural não tem fotos?
Ela deu um passo para trás parecendo nervosa.
– Eu não quis fazer. _ disse encarando o chão.
– Mas... mas por que não pequena?
Ela só deu de ombros e não disse mais nada. Resolvi não perturbá-la mais e logo perguntei por outro desenho e funcionou, ela voltou a se distrair e falar como antes.
Assim que achei que ela já estava distraída o suficiente disse para ela ir brincar um pouco com seus amiguinhos que eu iria falar com sua professora.
A encontrei falando com outros pais, mas assim que me viu ela pediu licença e veio até mim.
– Pois não senhor Cullen? Alguma dúvida?
– Na verdade sim. Percebi que Ane não fez o trabalho com fotos que os outros fizeram. Por que?
A professora dela deu um longo suspiro antes de me responder.
– Ane é.......complicada em alguns aspectos.
– Que seria? _ perguntei querendo saber aonde isso iria chegar.
– Tudo que envolve a família. _ ela disse cautelosa e na mesma hora eu entendi.
– Tudo que tenha haver com o pai.
Ela pareceu aliviada por ver que eu entendi.
– Exatamente. Entenda, nessa idade tudo que trabalhamos de alguma forma nos leva a trabalhar com a família. Seja em letras, palavras ou coisas básicas sobre sociedade. Eu sou professora de Ane a dois anos seguidos, mas esse ano em especial eu tenho tido algumas dificuldades em trabalhar com ela.
– Já conversou com a mãe dela sobre isso?_ perguntei alarmado.
– Sim, eu e a senhorita Swan temos uma reunião semanal já faz alguns meses sempre tentando achar um jeito melhor de trabalharmos isso em Ane, mas para ser sincera, não tem surtido muito efeito.
Fiquei irritado e altamente frustrado. Primeiro por saber que o cretino do meu irmão atrapalhava a vida da minha pequena ainda mais do que eu imaginava e segundo por descobrir que Bella me escondia isso. Tá certo que pelo visto ela escondia de toda a família, mas eu me vi revoltado por ela esconder de mim especificamente.
Fiz alguns exercícios de respiração tentando manter minha calma. Eu estava perto de crianças então não seria uma boa eu me descontrolar e começar a gritar com a professora.
– E essa escola não tem uma pedagoga para trabalhar em casos especiais como esse?
– Senhor Cullen, veja bem. A Ane tem acompanhamento de um psicólogo particular e mais o da escola. Ela tem um tratamento totalmente diferenciado em virtude dos problemas sociais que ela desenvolveu, mas em certas particularidades em sala de aula como método de ensino eu não posso mudar o que tenho que ensinar por causa dela. Assim como não teria cabimento eu afastá-la de tais atividades. Isso não geraria tantos conflitos se a Ane participasse o problema é que ela se nega a fazer qualquer atividade do tipo.
Eu estava perdendo o controle. Palavras como particularidades, tratamento diferenciado e problemas sociais estavam acabando comigo. O que Jasper fez? Será que ele algum dia vai ter noção do estrago que fez na minha menina? Será que algum de nós vai saber algum dia o que realmente se passa no coração dela?
Apavorado e sem saber o que fazer eu passava a mão freneticamente em meu cabelo. Nervoso era pouco para o estado em que eu me encontrava.
Vi que a professora ia abrir a boca para dizer mais alguma coisa, porém um burburinho no fundo da sala chamou minha atenção. Principalmente por escutar a voz da minha pequena soar muito irritada.
– Ele é meu tio sim! _ ela gritou para uma outra menina.
– Mas o seu tio não era aquele outro grandão? Eu acho que você esta inventando parentes. _ uma loirinha com cabelos presos em maria-chiquinha disse.
– Não tô inventando nada. Tio Edward é meu tio igual tio Emmet.
A professora vendo onde era a confusão se apressou a andar em direção as meninas e eu fui atrás.
– Você tem muitos tios o que você não tem é um papai igual a mim. _ a loirinha dos infernos dizia rindo.
Elas estavam sentadas em carteiras lado a lado, mas já se via alguns alunos se levantando e ficando em volta delas como abutres em volta da carne podre.
–Eu tenho um pai sim. _ Ane gritou já chorando.
A professora correu para o lado dela a abraçando e mandando a outra se calar, mas a peste quis dar o tiro de misericórdia.
– Você pode até ter, mas ele não te quer e te largou sozinha com sua mãe. Por isso você não tem pai. Além de feia , burra e chorona é sem pai. _ ela dizia rindo.
Na hora minha visão embaçou de ódio. Eu vi tudo vermelho na minha frente.
Eu tentava me lembrar que ela era só uma criança. Tá que uma criança que parecia ter saído do inferno ou da família Manson*, mas ainda assim uma criança.
*( Família Manson é a família do mascarado de sexta feira 13 para quem não conhece)
Tentando me controlar ao máximo eu fui para o lado da menina e me abaixei ao seu lado sorrindo diabolicamente.
– Qual é o seu nome peste? _ falei baixinhoao seu lado.
Ela me olhou de olhos arregalados.
– Tânia.
– Bom Tânia, para sua informação a Ane tem sim um pai. Ele é meu irmão e ele a ama muito só que trabalha muito e não pode vir aqui. Mas eu posso, eu cuido da minha Ane e eu faço tudo por ela, como por exemplo dar uma lição em crianças malvadas como você.
– Mas..... Mas você não pode fazer nada. Eu sou criança. Minha mãe diz que nenhuma professora pode bater em mim. _ ela disse gaguejando.
– Mas adivinha só? Eu não sou professor!
Eu gritei agarrando a carteira dela e a empurrando para longe.
Na mesma hora a professora soltou Ane e veio para meu lado.
– Senhor Cullen se contenha! _ ela disse entrando na frente da menina.
A menina agora berrava e chamava pela mãe que logo surgiu não sei da onde e a abraçou a escondendo de mim e gritando para que alguém chamasse a polícia.
Mas eu não me importava com isso, eu não me importava com nada.
– Nunca mais mecha com a minha garotinha. Nunca mais entendeu! _ eu gritei apontando para a menina que só sabia chorar agarrada a mãe.
Não sei dizer de onde surgirão, só sei dizer que do nada dois policiais me agarraram e me levaram para fora da sala. Olhei para Ane e vi que ela estava assustada e comecei a me arrepender de minhas atitudes.
....
Eu ainda estava na escola, mas agora estava sentado em uma sala fechada e escoltada por dois policiais. Eu não havia sido preso, afinal eu posso estar desligado do exercito, mas ainda sou um major e não posso ser preso por alguém de patente menor que a minha. Não sem um mandado. O problema é que eles estavam tentando providenciar um.
Me garantiram que Ane estava bem, apesar de assustada com tudo. Ela estava com outra professora brincando no parquinho enquanto outro responsável não chegava.
Eu estava perdido em pensamentos imaginando tudo que aconteceria comigo, como por exemplo ser despejado da casa da Bella pela própria me enxotando a vassouradas quando do nada a porta se abre e por ela entra uma Jane tranquila e sorridente.
– O que esta fazendo aqui? _ perguntei alarmado.
Vai que a louca tinha vindo me capar de verdade. Aqueles policiais ali fora me salvariam não é? Quer dizer, eu poderia até ser preso, mas tortura ainda é crime nos EUA não é?
– A diretora me ligou. Na verdade eu acho que a velha estava tão apavorada que até a avó enterrada da Bella deve ter recebido uma ligação lá no além. A velha estava desesperada para alguém chegar aqui logo. Deve ter ligado para toda a sua família também.
Não disse que eu tava ferrado?
Ela ficou parada de pé me encarando por alguns minutos até que veio para meu lado e se sentou em uma cadeira.
– Café? _ ela perguntou me entregando um copo com café fumegante.
– Achei que queria me matar? _ pergunteiaceitando o café mas o cheirando para ver se não tinha veneno.
– E eu queria, mas se levar em consideração que a própria Bella vai te matar eu não preciso sujar minhas mãos. E todo mundo tem direito a uma última refeição não é? _ ela perguntou com aquela cara de psicopata me olhando.
– Ela vai mesmo me matar não é?_ perguntei bebericando meu café. De repente a ideia de uma última refeição quentinha me pareceu muito agradável.
– Sim, ela vai, junto com Emmet, Carlisle e Esme que já estão lá na sala da diretora.
Deixei meus ombros arriarem e apoiei minha cabeça entre as mãos sabendo o quanto eu estava ferrado.
– Mas eu daria tudo para ver aquela pirralha apavorada. _ ela disse do nada explodindo em uma sonora gargalhada.
– O que? _ me virei para ela confuso.
– Você tem ideia de a quanto tempo eu quero dar uns bons tapas naquela peste que humilha a Ane já a quase um ano?_ ela disse me olhando e do nada ficou séria.
– Eu me enganei com você. Sou forte o bastante para admitir isso. Qualquer um que arrisque ir para a cadeira pela Ane tem que ser boa pessoa e a amar de verdade. Então eu vou sair do seu pé.
Ela me estendeu a mão e eu a peguei confuso.
– Você acabou de achar uma aliada.
Eu ainda estava abrindo um sorriso e apertando sua mão quando a porta se abriu e por ela entraram uma Bella, Emmet, Carlisle e Esme claramente furiosos.
– E eu acho que você vai realmente precisar. _ ela disse tão assustada quanto eu ao olhar para todos ali.
Continua.....
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