Amor Em Família ( Finalizada )
51 Vida Perfeita
Notas iniciais
Eu estava calma e serena. Eu deveria estar nervosa, talvez até meio neurótica, isso seria bem natural, mas eu não conseguia sentir nada disso. Tudo que eu sentia era uma paz e alegria infinita olhando dentro daquelas esmeraldas enquanto ele falava para mim:
– Eu sei que deixo você louca quando largo a toalha molhada em cima da cama ou quando dou doces escondido de você para Ane. Sei que muito provavelmente ao longo da nossa vida juntos eu irei fazer você querer arrancar minha cabeça talvez uma ou duas vezes. Sei também que em algum momento de nossas vidas você provavelmente vai querer desistir desse casamento, sei que sou cheio de manias e defeitos, sou ciumento e muito protetor. Mas mesmo assim, mesmo com tudo isso eu prometo a você que se me aceitar hoje eu vou dedicar o resto da minha vida a fazer você e Ane as pessoas mais felizes do mundo. Vou me esforçar para sempre lhe dar o céu e as estrelas se você me pedir. E se em algum momento eu ver que estou perdendo você eu lhe prometo que vou lhe conquistar de novo, custe o que custar. Por que você é minha vida Bella, é mais do que o ar que eu respiro e mais do que o sol que me ilumina, você é a minha essência, é o que me mantém vivo, você e Ane são os motivos que me fazem acordar todo dia de manhã e agradecer a Deus pelo que tenho. Então, é por tudo isso que eu pergunto.... você Isabella Swan, me aceita como esposo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossa vida até que a morte nos separe?
– Aceito.
Isso foi tudo que eu consegui sussurrar, mas o sorriso que iluminou o rosto dele me mostrou que era tudo que ele queria ouvir. E eu entendia, pois o sorriso dele era tudo que eu precisava também, e tudo que eu precisaria por todos os dias de minha vida.
Escutei a porta se abrir e fechar e em seguida alguns passos, ignorei isso e tentei focar de novo naquele sonho gostoso, mas aparentemente ele tinha outros planos.
– Para ter um sorriso tão grande no rosto eu acho bom estar sonhando comigo Senhora Cullen.
Ainda sorrindo e sem abrir os olhos eu respondi.
– Sempre.
Um doce selinho foi depositado em meus lábios, mas era sempre a mesma coisa, o sabor e a sensação era viciante para nós dois, nunca conseguíamos ficar em um só, ele me deu outro e mais outro, e um mais lento e logo isso se transformou em um beijo doce, profundo e apaixonado. Quando por fim os dois precisamos respirar ....
– Abra os olhos Bella adormecida. Feliz aniversário.
Me espreguicei como uma gata manhosa na cama e abri os olhos encarando a linda bandeja de café da manhã que ele trazia nas mãos. Me sentei rapidamente e me inclinei para dar outro beijo nele.
– Feliz aniversário de casamento meu amor, nem acredito que já faz um ano. _ comentei feliz e realizada antes de pegar o copo de suco e tomar um gole.
– E o que tem a me dizer desse ano? _ ele perguntou se jogando na cama ao meu lado e roubando um croissant da bandeja.
– Que você é um bagunceiro incapaz de guardar a toalha no banheiro? _ perguntei divertida e ver a carinha dele de culpado me fez querer gargalhar.
– Alivia vai Bella, eu estou melhorando... estou tentando.
Não aguentei segurar e gargalhei alto.
– Esta sendo maravilhoso, os melhores da minha vida. Arrisco dizer que esta lado a lado com os meus primeiros dias com Ane ou com o momento em que ela falou mamãe pela primeira vez.
Mal acabei de falar e ele me girou na cama ficando por cima de mim.
– Jura? Jura para mim que esta sendo como imaginava?
– Esta sendo muito melhor Edward. É melhor do que um sonho exatamente por ser realidade.
– Eu te amo Bella.
– Eu te amo Edward.
Depois disso nos perdemos um no outro em meio a beijos, carícias e toques mais íntimos, quando por fim nos acalmamos um pouco voltamos ao nosso café da manhã.
– Falando em sonho, eu posso saber com o que você estava sonhando que sorria e suspirava tanto Senhora Cullen?
– Com o nosso casamento. _ falei com a boca cheia de cookie.
– Sim, eu também vivo sonhando com esse dia. Sem dúvida ele foi inesquecível.
Eu já ia perguntar por Ane quando ouvimos pesinhos vindo correndo direto para nosso quarto.
– Ahh, papai, você prometeu que eu ia ajudar a acordar a mamãe. _ Ane resmungou coçando os olhinhos ainda com sono.
Ane havia se adaptado totalmente a nossa nova vida. Graças aos céus ela teve alta da terapia e tanto a pediatra quanto o psicólogo me tranquilizaram dizendo que não haviam ficado sequelas nela. Ela cresceria uma criança saudável e normal, sem traumas de infância, sem marcas da rejeição do pai. Edward havia ocupado totalmente aquele espaço vazio dentro dela, era como se ela nunca tivesse vivido um dia sem ele em sua vida. Acho que ele ficou ainda mais feliz do que eu em receber essa noticia. Seus olhos rasos d’água demonstravam claramente isso. Edward mesmo depois disso continua se mantendo bem ativo na vida de Ane, a leva e busca da escola todos os dias. Vai a quase todas as reuniões e festas no colégio, também a leva para brincar na casa de algumas amiguinhas e as vezes aturas as ferinhas em nossa casa. O horário flexível dele o dava essa oportunidade. Depois de tantas possibilidades e conversas sobre o que ele faria da vida dele, Carlisle e eu conversamos muito e acabamos sugerindo a ele que graças a sua experiência militar e toda a sua graduação ele poderia abrir uma firma de consultoria para ajudar a trailer tanto seguranças particulares quanto policiais. Ele amou a ideia e quase que imediatamente começou a dar os primeiros passos para isso. Algumas ligações para amigos dele, conhecidos da área militar, uma licença, uma sala alugada e em 3 meses ele abria a sua própria empresa. Como imaginamos foi um sucesso. E mesmo tendo sempre a agenda lotada e muitos pedidos em espera ele fazia questão de manter seus horários flexíveis e espaços vazios reservados para Ane e para mim. Desde que votamos da lua de mel no Brasil ( Ideia do meu amado cunhado e irmão Emmet) nós morávamos em nossa nova casa. Eu amava esse lugar, me sentia realmente em casa aqui. Ane amou o espaço extra para brincar e o primeiro presente oficial de Edward como pai foi um filhotinho de São Bernardo. Muito criativamente batizado de Bethovem preciso confessar. Edward parecia tão realizado quanto Ane e posso dizer sem medo de errar que a palavra que ele mais amava no mundo era pai, o rosto dele se ilumina até hoje cada vez que Ane o chama assim. E era exatamente assim que ele estava agora, a olhando como se visse um anjo em sua frente, maravilhado.
– Oh minha princesa_ ele falou se levantando e a pegando no colo, Ane não fazia por menos e fazia um biquinho fofo. _ Você estava dormindo tão bonitinho que eu não tive coragem de te acordar, mas que tal você ajudar o papai com o almoço?
O rosto dela se iluminou com a possibilidade e logo um sorriso genuíno tomava conta do seu rosto.
– Sim, sim, ravióli com cogumelos, o predileto da mamãe.
Ela batia palminhas de felicidade.
– O aniversário é do papai também Ane. _ a avisei.
– Humm, ravióli com cogumelos e carne assada com batatas?_ ela parecia confusa.
– Por Deus não. Minha cozinha não resiste a isso. _ Bella fazia drama só por que na ultima vez que fui assar carne a panela havia explodido, mas a culpa não havia sido minha... pelo menos eu negaria até o fim.
– Que tal algo que a mamãe e o papai gostem? _Bella sugeriu.
– Lasanha!!!!!!!
– Isso, lasanha é uma escolha segura. _ Bella parecia aliviada.
– E rápida. _ ei, não me condenem, era meu aniversário de casamento, eu tinha planos para minha linda esposa e eu......
....
POV Edward
Os dias se passavam rapidamente. Logo o inverno chegou e com ele as decorações de natal e toda aquela magia natalina. O jantar de Ação de Graças seria na casa da minha mãe como sempre. Ela não abria mão disso e nós amávamos.
Meus pais estavam tão felizes em ver a nossa felicidade, por mais de uma vez meu pai me abraçou e me agradeceu por fazer: Palavras dele, “ Suas meninas felizes.”
Emmet estava orgulhoso de Ane ter superado todos seus traumas, apesar dela sempre ter sido doce, ela hoje com certeza era outra criança, confiante, segura de si e cercada de amor. Superando todas as expectativas Ane era simplesmente apaixonada por Rosálie. Ela até havia perguntado se podia ser a dama de honra dela. Sim, Rose e Emmet vão se casar na primavera, todos nós estamos envolvidos com os preparativos e meu irmão quase não cabe em si de tanta felicidade, é a minha vez de ficar zuando com a cara de apaixonado dele.
Voltando ao assunto dia de Ação de Graças eu fui gentilmente convocado, leia-se obrigado, por minha doce e gentil mãe de ir no mercado fazer compras de ultima hora. Segundo ela, esse ano tinha que ser mais do que especial. E era isso que eu estava indo fazer agora. Ane estava no banco de trás do meu carro quase dormindo. Eu e ela passamos a tarde toda correndo e brincando com Bethovem e agora ela estava esgotada.
– Aguenta só mais um pouco princesa, já estamos chegando na casa da vovó.
– Eu vou poder assar biscoitos com a vovó? _ ela estava dividida entre sonolenta e esperançosa.
– Se ela tiver tempo sim, lembra do que o papai falou? Depois de amanhã é dia de ação de Graças e a vovó esta meio ocupada.
Ela apenas acenou com a cabeça dizendo que entendia e voltou a se encostar no banco. Entreguei meu celular para que ela jogasse algum joguinho e se mantivesse acordada por mais alguns minutos.
Assim que cheguei a casa de dona Esme ela veio nos receber ainda no quintal.
– Edward, as filas a essa hora estarão cheias, acha que vai conseguir?
– Eu combinei com Bella de nos encontrarmos aqui, ela vai vir de taxi.
– Ai, ainda bem, fiquei com medo de atrapalhar vocês. Me desculpe filho.
A típica mãe, primeiro te obriga e depois fica com pena.
– Tudo bem mãe, mas vou deixar Ane aqui, ela esta caindo de sono, acho que não aguentaria o mercado.
– Mas claro que ela fica, vamos assar biscoitos.
Minha mãe estava tão animada quanto minha pequena em cumprir com seu pequeno ritual de ação de graças.
– Viva!!! _ minha pequena saiu correndo pelo quintal.
Dei um ultimo beijo em minha mãe e na minha filha fazendo as ultimas recomendações que eu tinha quase certeza que seriam ignoradas e fui para o mercado em direção ao mercado.
POV Ane.
Eu amava fazer biscoitos com a vovó. Ela não reclamava tanto quanto a mamãe por eu sujar toda a sua cozinha de farinha. Fizemos alguns extras para a mamãe levar para o trabalho e para o tio Emmet levar para casa da tia Rose. Já estávamos na 4º fornada de biscoitos quando finalmente a massa acabou.
– Pronto querida, agora eu quero que fique quietinha na sala vendo TV enquanto eu vou tomar um banho e depois volto para decorarmos os biscoitos esta bem?
– Ta bom vovó.
Ela estava toda cheia de farinha. Era engraçado. Eu não estava muito diferente, mas ela disse que nem adiantava me dar banho já que eu ia me sujar de novo quando fossemos decorar tudo.
Fui para a sala e me sentei quietinha para ver TV. Já estava quase dormindo quando o telefone da sala tocou.
– Alô?
– Eu poderia falar com a Esme?_ uma voz de homem estranho perguntou.
– Minha vovó não esta. Ela ta no banho.
O homem ficou calado alguns instantes, eu já ia desligar quando ele voltou a falar.
– Quem é você?
– Eu sou a Ane? E quem é você?
Mas nessa hora meu pai entrava na cozinha e me chamava
– Mamãe?Ane? Onde estão vocês? Eu trouxe as compras.
Eu ouvia os passos do meu pai vindo para a sala e eu lembrei que ele tinha prometido trazer chocolate para mim, eu amo chocolate.
– Eu sou a Ane, mas eu não posso falar agora, meu papai chegou, tchau.
Eu coloquei o telefone no gancho na hora que meu pai entrava na sala.
– Meu amor, sobrou alguma massa de biscoito ou ela caiu toda em você?_ ele fazia uma cara engraçada.
Pulei no colo dele e o abracei.
– Fizemos um montão de biscoitos papai. A vovó foi tomar banho, você trouxe meu chocolate?
Ele ria e me deu um beijo fazendo cócegas em minha barriguinha.
– Respire entre as palavras meu anjo. Sim, eu trouxe chocolate, mas só depois do jantar ou sua mãe me mata.
Eu ri para ele e desci do seu colo querendo bisbilhotar as sacolas de compra. Quando já estava quase chegando na cozinha papai me chamou.
– Querida, quem era no telefone?
Dei de ombros.
– Eu não sei, não falou, só disse que queria falar com a vovó. Vem papai, quero ver meu chocolate.
Meu pai ainda olhou meio estranho para o telefone antes de vir comigo para a cozinha. Eu só esperava que ele tivesse trazido um chocolate bem gostoso.
Continua....
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