Amor Em Família ( Finalizada )

40 Se retirando de campo.....


Notas iniciais
Oi meninas... Voltei... Cap quentinho do nosso major que veio mostrar que largou o exercito mas não deixou de ser um estrategista militar. Boa leitura.

POV Edward

Eu sentia meu corpo tremer da cabeça aos pés. Era o medo em sua forma pura e crua me envolvendo.

Uma coisa era eu pensar que Bella não corresponderia aos meus sentimentos ou não me aceitaria, outra totalmente diferente era ela sair da minha vida indo para longe me deixando totalmente de fora da vida dela e de Ane. Isso era de mais para mim. Insuportável.

Me obriguei a sair do estado de letargia e com calma para que meu desespero não a despertasse, eu coloquei Ane com cuidado na cama. Dei um beijo suave em sua testa prometendo a mim mesmo que não as deixaria ir a lugar algum. Bella e Ane nunca mais sairiam da minha vida, eu não permitiria. Eu precisava delas para viver.

Me levantei e olhei de esguelha para Bella que olhava a filha dormir, mas parecia ter a mente bem longe dali. Respirei fundo para me obrigar a não perder a cabeça e segurei a mão de Bella a puxando levemente.

– O que? _ elaperguntou evitando me olhar.

– Vem, vamos conversar._ pedi suavemente.

– Não agora. Vou ficar e dormir com Ane. Não quero deixa-la sozinha. Depois conversamos.

Ela estava fugindo de mim. Não precisava ser nenhum gênio para descobrir isso.

Me obriguei a ter calma uma vez que eu era o culpado por ela esta agindo assim. Mas isso não significava que eu iria aceitar as suas loucas decisões. Dei um passo decidido em sua direção e puxei seu rosto para cima para que ela olhasse em meus olhos.

– Nós temos muito o que conversar, e vai ser agora._ disse sério para ela.

Vi ela engolir em seco e aproveitando de seu nervosismo a carreguei para fora do quarto e a levei para o meu. Assim que entramos tranquei a porta e a encarei.

– Agora será que pode me explicar que loucura é essa de dizer que vai embora?_ falei procurando controlar meu tom de voz.

– Não é loucura. É só a decisão que eu tomei.

– Ah, e você não chama de loucura sair da cidade onde mora a anos, da cidade onde sua filha nasceu, onde estão todas as pessoas que amam e cuidam de vocês para ir para Nova York, uma cidade onde você não tem ninguém? E o seu emprego? A Sua casa?

Eu precisava trazer Bella de volta a razão de alguma maneira.

– Isso chama-se recomeçar. As pessoas vivem fazendo isso. E sim, eu conheço algumas pessoas lá. Alguns amigos dos tempos de faculdade, ex colegas de trabalho e inclusive um grande amigo meu que a algum tempo atrás me fez uma boa proposta de emprego lá. Agora eu resolvi aceitar. Quanto a casa? Posso alugar uma enquanto não vendo a daqui. _ ela disse dando de ombros como se fosse algo muito fácil.

E a merda toda era que realmente era fácil. Não foi um rompante de momento como eu imaginei. Ela realmente tinha planejado as coisas, já tinha até um emprego.

– Mas você vai tirar Ane de nós? Vai nos tirar dela? Já imaginou como isso vaiafetar ela Bella? Acordar em um lugar diferente sem ter todas as pessoas que cuidaram dela desde que ela nasceu? E os meus pais? O Emmet? Já imaginou o quanto eles vão sofrer?

Sim, isso era um tremendo golpe baixo e eu não estava me importando nemum pouco, eu lutaria com as armas que eu tinha.

Vi um lampejo de dor passar pelos olhos dela, mas ela se recompôs rapidamente.

– Ela pode vir passar alguns feriados aqui e uma parte das férias também. E eles podem ir visitá-la sempre que quiserem.

– Claro, por que Nova York é logo ali na esquina. Dá para ir uma vez na semana e voltar sem atrapalhar nada. _ disse sarcástico.

Ela fechou os olhos e suspirou.

– Vai dar certo.

– É isso que você esta dizendo a você mesma? Por que parece que nem você acredita nisso.

Ela ficou calada e olhou para o chão.

Frustrado e irritado em ver que ela não mostrava duvidas em ir resolvi deixar a sutileza de lado e ser objetivo. Dei dois passos em sua direção e a prendi em meus braços.

– E quanto a mim Bella? E quanto a mim? Vai me castigar dessa forma? Eu te amo. Eu amo a Ane. Vocês são minha vida. Eu larguei a droga da vida militar por vocês e agora você vem me dizer que vai embora assim? E o que eu faço com minha vida?

Vi surpresa e confusão em seus olhos. Percebi que ainda não havia falado para ela sobre o fim da minha carreira militar, mas agora não me importava mais isso. Aproveitei de sua confusão para tentar faze-la entender.

– Eu mudei toda a minha vida por você mulher. Entende isso? Entende a grandeza e o significado disso? Como agora você sugere que eu viva minha vida se você esta apenas me comunicando que vai embora para longe e vai levar minha Ane com você.

Rápido que nem eu vi como ela se afastou dos meus braços e colocou as mãos na cabeça como se tentasse conter uma dor forte que estava surgindo. Passou a andar de um lado a outro como um animal enjaulado. Seu rompante me assustou e eu me limitei a dar espaço a ela para que ela pensasse em seja lá o que for. Depois de mais ou menos um minuto assim ela se virou para mim.

– É por isso. _ ela disse apontando para mim. _ Esse é o maior motivo para eu ir embora. Eu não posso lidar com isso. Você é completamente louco e quer me enlouquecer também.

Embora ela estivesse nervosa e arrisco dizer um pouco descontrolada eu entendi a essência de seu desespero.

– Então é por isso? Vai embora por medo? Desde quando é tão covarde Isabella? _ a desafiei.

– E tão fria? _ vi um lampejo de indignação em seus olhos. _ Sim. Fria e covarde. Ir embora por ter medo de lidar com seus sentimentos é covardia, mas tirar sua presença e a da menina que é o motivo da felicidade de todos da minha família de perto de nós é maldade e frieza. Você estará castigando a todos que não tem culpa disso, incluindo a Ane.

– Eu não sou covarde! _ ela gritou para mim.

– Então prove. _ disse indo de novo de encontro a ela. _ Fique aqui e enfrente tudo que esta sentindo.

– Seu cretino, desgraçado. _ ela ia dizendo ao mesmo tempo em que distribuía tapas em meus braços e peito. _ Você não tem ideia do que tem sido minha vida. De tudo que eu tive que abrir mão para poder ser uma mãe boa e equilibrada o suficiente para criar minha filha. Você não tem o direito de me julgar.

Quando por fim ela pareceu se acalmar um pouco ela me encarou.

– Fugir de algo que eu sei que só vai causar dor em mim e muito mais em minha filha não é covardia. É Autopreservação.

– Auto preservação e covardia andam lado a lado e no fim significam a mesma coisa. Medo! _ falei também me alterando.

Quando a vi se encolher com meu tom de voz me repreendi por assustá-la. Caminhei até onde ela estava e pousei minha mão em sua bochecha.

– E também machucam da mesma forma.

– Vai machucar muito mais se eu ficar._ ela disse de olhos fechados.

– Merda Bella. _ falei frustrado me afastando. _ É tão pavorosa assim a ideia de eu te amar? Você prefere infligir a dor da distancia a todos inclusive a Ane do que ao menos cogitar uma possibilidade de uma vida ao meu lado?

– Não existe essa possibilidade Edward. _ ela disse firme, séria e convicta.

Fechei meus olhos impedindo que as lágrimas rolassem.

– Por que? Por que nãoexiste ao menos nem uma chance? _ perguntei derrotado.

– Quer mesmo que eu repita tudo que conversamos naquela manhã?_ ela perguntou ácida._ Quer que eu enumere para você? Por que eu não posso simplesmente chegar para seus pais e dizer, “ olha, agora eu resolvi que vou namorar o outro filho de vocês, vamos torcer para esse quando se cansar de mim não sumir no mundo também né?!”

Antes que eu dissesse que eu não era o Jasper ela continuou.

– Por que eu não posso acreditar que o cara mais galinha que eu já conheci na vida agora vá aceitar um relacionamento monogâmico que de brinde já trás uma criança de 5 anos. Por que o meu coração esta fechado a anos para sentimentos como esse. Eu não quero mais isso na minha vida. Eu poderia ficar aqui a noite toda falando de cada motivo que eu tenho, mas eu vou dar só mais um e o principal. Por que a razão do meu viver ama você de mais. De uma forma quase irracional, se ela tiver você como algo a mais do que um tio ela vai se agarrar a isso mais do que ao ar que ela respira.

Bella agora chorava, soluçava na minha frente.

– Ela nunca soube lidar e até hoje não superou a ausência de um pai que ela nem ao menos conheceu. Não sei se ela sobreviveria a perder você também. Isso acabaria com ela Edward. Talvez ...... talvez definitivamente. E eu nãoposso fazer isso com ela, não posso! Ela é a minha vida! Ela e unicamente ela!

Então Bella correu para a porta do meu quarto e antes que eu pensasse em ir até ela, ela já tinha destrancado a porta e corria para fora. Assim que cheguei no corredor ouvi o baque surdo da porta do quarto de Bella se fechando. Tentei abrir a porta, mas a mesma já estava trancada.

– Bella por favor, abre essa porta! Bella! ...... Bella!_ eu sussurrava desesperadamente para ela me atender mas tudo que eu ouvia do outro lado eram os soluços de Bella. Ela também estava sofrendo e isso acabava comigo, pois eu sofria duplamente, por ela e por mim. A dor dela sempre seria minha dor.

Depois de alguns minutos implorando na porta e sendo ignorado senti uma mão pesada cair sobre meu ombro. Olhei para trás dando de cara com Emmet.

– Deixa ela Edward. Ela precisa ficar um pouco sozinha agora.

Assenti e caminhei a passos lentos e pesados para meu quarto. Nem me dei ao trabalho de fechar a porta e ao me deitar em minha cama vi Emmet entrar ali e fechar a porta atrás dele.

– O que você quer?

– Eu ouvi a conversa de vocês. _ não havia acusação na voz dele. Não parecia que ele estava ali para brigar comigo.

– Acho que todo mundo ouviu. Não fomos exatamente silenciosos.

– Ambos foram imprudentes, ainda bem que não acordaram Ane. Não faria bem a ela ver vocês dois brigando.

Fechei os olhos concordando com ele. Realmente no calor do momento esquecemos que ela estava no quarto bem perto daqui.

– Ainda bem que ela não acordou. _ foi tudo que consegui dizer.

– Mano, sei que esta sendo difícil mas.....

– Ela disse que vai embora para Nova York Emmet. _ o interrompi.

Vi seus olhos crescerem pela surpresa e seu olhar ganhar pânico.

– Ela não pode fade fazer isso._ sua voz falhava de desespero.

– Era isso que eu estava tentando dizer a ela, mas ela esta irredutível.

– Por favor Edward, você não pode deixar ela fazer isso.

Ele estava tão desesperado quanto eu.

– Eu vou.....eu vou dar um jeito. Vou pensar em algo.

Ficamos ali mais algum tempo em silencio. Cada um perdido em seus próprios medos e pensamentos.

(...)

Eu ainda fiquei acordado por horas a fio tentando imaginar o que eu poderia fazer para obrigar Bella a ficar aqui com Ane. Quando por fim me permitir dormir já eram quase 5 da manhã.

Quando finalmente acordei passava um pouco das 8 da manhã, mas mesmo sendo cedo descobri que Ane já havia ido para a escola e Bella já tinha ido embora. Fiquei chateado por Bella ter ido embora sem ter falado comigo, mas confesso que já esperava por essa reação. Para quem estava disposta a ir para outro estado com a filha só para me evitar, ir embora sem falar comigo não era nada.

Passei todo o dia pensando, maquinando, tramando algo que fizesse Bella ficar aqui, mas tudo que eu pensava eram apenas soluções temporárias. Nada que ela não pudesse resolver ou desfazer para continuar com seus planos. Já no fim da tarde decidi que só havia um jeito de enfrentar aquela situação. Seria eu me retirar daquela luta.

Decidido e renovado com uma nova linha de raciocínio tomei um banho e me arrumei. Já era o fim da tarde e logo Bella estaria saindo do trabalho. Fui até a cozinha procurando minha mãe.

– Mãe pode me fazer um favor?

– Já disse que não ajudo mais você. _ ela disse sem nem se dar ao trabalho de me olhar.

Revirei os olhos para a resposta dela.

– Não vou fazer nada de errado e o favor não com a Bella. Só preciso que você vá pegar Ane e a traga para jantar aqui. Depois do jantar você esta liberada para leva-la de volta para casa se quiser.

Ela parou de mexer nas panelas e me olhou.

– Tudo bem, mas por que?_ perguntou me olhando desconfiada.

– Estou indo ter uma conversa definitiva com Bella.

Ela pôs a mão na boca assustada.

– Acha que vãose acertar assim?

– Não. Vou dizer que não vou mais lutar por ela. Vou desistir.

Minha mãe ficou me olhando alguns instantes com cenho franzido para depois fechar a cara e me encarar com uma carranca.

– Vai desistir tão fácil. Queamor é esse?

– As vezes em campo de batalha é inútil enfrentarmos o inimigo corpo a corpo. Mas reconhecer a força do inimigo não é desistir da guerra.

– Então? _ ela me encarava com a sobrancelha arqueada.

– As vezes precisamos bater em retirada se quisermos avançar.

Ela me olhou confusa.

– Fale a minha língua Edward. Eu não sou um soldado.

Rindo fui até ela e lhe dei um beijo nos cabelos.

– Você vai ver mãe. Vai ver.

POV Bella

Eu estava tendo um dia de cão. Não tinha cabeça para me concentrar em nada e justamente hoje estava atolada de coisas para fazer.

As horas pareciam se arrastar. Cada minuto parecia ter 240 segundos ao invés de 60. Os relatórios e processos pareciam particularmente mais tediosos e confusos de se ler. E tudo parecia dar errado.

Depois que o relógio finalmente marcou 6 da tarde não pensei duas vezes antes de largar tudo o que eu estava fazendo e pegar minha bolsa para finalmente sair dali.

Corri até o estacionamento desejando mais que tudochegar em casa para poder passar algumas horas sozinha com minha filha. Pensar em Ane fez meu coração se apertar em meu peito. Toda a minha conversa com Edward ontem não saia da minha cabeça. Eu sabia que ele tinha razão no que ele disse sobre todos os Cullens sofrerem e a Ane também. Mas era por todos eles que eu estava fazendo isso. Eu sabia que existiam dores bem maiores do que a distancia e todos nós já havíamos passado por elas.

Assim que avistei meu carro diminui a velocidade dos meus passos. Encostado em meu carro estava a última pessoa que eu achava que veria hoje ou que eu queria ver hoje.

– Edward?

– Boa noite Bella.

Ele me encarava com um semblante neutro. Suas mãos estavam nos bolsos da calça. Um sinal de insegurança e nervosismo. Sim eu o conhecia muito bem e isso estava me irritando profundamente ultimamente.

– O que esta fazendo aqui? _ não consegui evitar rispidez com que perguntei isso.

– Eu....eu decidi uma coisa e queria conversar com você.

– Estou cansada Edward. Só quero ir para casa._ falei fechando os olhos.

Eu estava realmente cansada. Não preguei os olhos essa noite. Estava exausta, física e emocionalmente.

– Eu sei. E é melhor mesmo essa conversa ser na sua casa. Eu prometo que serei breve. Não vou ..... não vou te incomodar por muito tempo.

Ele parecia inseguro e um tanto triste e isso me deixou intrigada.

Concordei e entrei em meu carro vendo ele entrar no dele e me seguir para fora do estacionamento.

O caminho até minha casa foi relativamente rápido. Assim que estacionei e saí do carro já o encontrei parado perto do carro me esperando. Seguimos até o saguão do prédio e subimos calados pelo elevador. Todo aquele silencio estava me incomodando e eu nem sabia direito o porque.

Assim que abri a porta dei passagem para que ele entrasse e a fechei em seguida. Retirei os sapatos, o casaco e a bolsa indo em seguida para o banheiro dizendo para que ele ficasse a vontade enquanto eu me refrescava um pouco. Depois de lavar o rosto e fazer uma compressa com uma toalha em minha nuca me aliviando do calor e do nervosismo que tinha se instalado em mim decidi que já estava pronta pra ouvir o que quer que ele tinha ido me dizer. Olhei para o espelho me ajeitando o máximo que dava e voltei para a sala.

Assim que chegueio encontrei da mesma maneira que o deixei. De pé parado ao lado da porta. Algo estava muito errado e isso estava me assustando.

– Diga o que você quer Edward?

– Er... onde esta Jane?

– Ela esta passando a semana na casa do namorado. Estamos sozinhos, pode falar.

– Bom. Eu vim te dizer que pensei muito em tudo que você me disse ontem Bella.

– Edward..... _ eu tentei dizer, mas ele me interrompeu.

– Me deixe continuar Bella. Você ontem afirmou que o principal motivo de ir embora com Ane era por que eu me declarei para você e disse que lutaria por nós dois. Bom, eu pensei muito e diante de tudo que você esta disposta a tirar de mim eu decidi desistir de tudo.

– O que? _ perguntei sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.

– Isso mesmo. Não precisa ir embora. Pode ficar tranquila aqui, eu lhe garanto que não vou mais perturbar você. Não vou ficar lhe fazendo declarações que te incomodam nem vou ficar forçando situações. Vai ser como era antes. Serei seu amigo e ponto.

Eu o olhava descrente. Ele havia ido a estremos para se declarar e dizer que lutaria por mim e agora simplesmente dizia que tudo seria como antes?

– Esta falando sério?

– Totalmente. Não ter você do jeito que eu queria, é doloroso, mas aceitável. Não ter você e Ane de forma alguma é insuportável. Não quero correr o risco. Se é só um amigo que você quer, é o que você vai ter.

– Não é tão simples assim Edward.

Nessa hora toda a calma que aparentemente ele sentia sumiu dando lugar a um certo desespero.

– Claro que é Bella. Eu faço qualquer coisa para vocês ficarem.

– Você é louco, isso é um fato. _ eu disse jogando as mãos para o alto e me rendendo aome sentar no sofá. _ Você vem e se declara veemente em um dia e alguns dias depois quer que eu simplesmente ignore tudo que você disse? Como podemos manter uma amizade depois de tudo que aconteceu?

– Agindo como sempre agimos antes. Você tem ideia de quantotempo eu passei sentindo isso sem demonstrar a você? E a nossa amizade sempre sobreviveu muito bem não foi?

– Era diferente?

– Como? _ ele desafiou.

– Eu nãosabia o que você sentia. Não tínhamos passado a noite juntos.

– Quanto a saber o que eu sinto, realmente não posso mudar. Mas muitas pessoas convivem com outras sem ter oseu sentimento correspondido, isso cabe a mim e não a você saber lidar e eu lhe garanto que vou saber lidar com isso. Quanto a noite de sexo, bom, nós dois sempre lidamos muitobem com o sexo casual não foi? _ ele disse dando de ombros como se aquilo fosse algo sem importância.

Não seidizer exatamente o por que, mas ouvir ele dizer que trataria aquela noite igual as outras tantas que ele teve me machucou, mas eu tratei de ignorar isso.

– E você acha que conseguiríamos seguir com nossas vidas normalmente depois disso? _ o desfiei.

– Bom, você já teve sexo casual com alguns colegas de trabalho e nunca pediu demissão por isso. _ ele pontuou e me pareceu por um segundo que seu maxilar se acirrou ao tocar naqueleassunto.

Eu coloquei minhas mãos sobre meu rostodescrente do que ele estava propondo. Era loucura de mais. Mas também era tentador de mais. Poder continuar aqui, perto de toda a família que Ane tinha. Continuar perto de todos que eu aprendi a confiar e amar........perto dele. Do meu melhor amigo que agora bagunçava todos os meus sentimentos me deixando confusa e furiosa ao mesmo tempo que me deixava feliz. Isso daria certo?

– Então você esta propondo que.......

– Que esqueçamos tudo. Vai ser como se aquela noite nunca tivesse acontecido, eu prometo!

A seriedade em seu olhar não deixava duvidas de sua sinceridade. E mesmo que por um motivo que eu não entendia aquilo estivesse me machucando eu resolvei aceitar.

– Ok eu fico e aquela noite nunca existiu.

– Amigos? _ ele perguntou incerto.

– Amigos.

POV Edward.

Já passava das oito da noite quando eu finalmentevoltei para casa. Minha conversa com Bella havia sido satisfatória, mesmo que tivesse arrasado comigo. A facilidade com que ela aceitou esquecer tudo que eu havia dito e voltar a ser apenas minha amiga foi arrasadora. Mas como eu disse, foi necessário. Uma retirada estratégica era muito melhor do que uma derrota definitiva.

Mesmo machucado por ter sido rebaixado novamente ao posto de um simples amigo eu me vi animado para voltar a pensar em como me reaproximar da minha Bella. Como me impor na sua vida de uma forma que ela não pensasse em se defender de mim. E eu já sabia exatamente o que eu iria fazer.

Entrei em casa e fui diretamente até a sala onde encontrei meus pais assistindo TV na sala junto de Emmet.

– Boa noite a todos.

– Edward, finalmente. Emmet nos contou o que a Bella esta querendo fazer e eu estou verdadeiramente inclinada a te matar garoto. Me diga, você a convenceu a ficar?

– Sim._ falei sorrindo em direção a todos eles. _ Ela vai ficar.

Vi todos respirarem aliviados e minha mãe me olhar com olhar feliz.

– Teve a sua conversa definitiva com ela?

– Sim, voltamos a ser amigos.

Disse empolgado e vi todos me olharem com cenho franzido.

– E ele esta feliz com isso? _ meupai me ignorou fazendo essa pergunta ao Emmet que deu de ombros mostrando não saber do que eu estava falando.

– Er... pai, mãe.... eu preciso que vocês me façam um favor.

Comecei sem jeito.

– Favor? Eu já estou lhe fazendo um favor em não lhe matar. Então não me peça mais nada seu maluco. _ meu pai foi categórico.

– Não se preocupem. Eu tenho certeza de que esse favor vocês vão adorar você. O senhor especialmente.

Vi ele revirar os olhos e me encarar de volta.

– E que favor seria esse?

– Dá para o senhor e a mamãe me expulsarem de casa?

Vi dois pares de olhos me encarar como se estivesse nascendo uma segunda cabeça em meu ombro ao mesmo tempo em que eu via um largo sorriso nascer nos lábios do meu pai.

Continua...

Notas finais
alguém aí arrisca saber qual é o plano do nosso major? Dou um spoiler para quem acertar. Bom meninas, uma noticia maravilhosa, minha imaginação está a mil e eu garanto mais um cap ainda essa semana e quem sabe outro já no fim de semana. Ideias não me faltam. bjs * para quem ainda não sabe terminei ontem uma short fic minha. quem quiser passar lá para conferir aqui esta o link http://fanfiction.com.br/historia/531336/Brincando_com_o_Amor/ bjs Dani