Amor Em Família ( Finalizada )

43 Prazeres e promessas...


Notas iniciais
Oi meninas, desculpe a demora, mas estava difícil achar uma lan house livre a essa hora. Boa leitura

POV Edward

Se eu dissesse que eu estava arrependido do que eu fiz eu estaria mentindo. Mas isso não significa que eu não estava apavorado com as possíveis consequências dos meus atos.

Nesse exato momento eu me encontrava sentado em uma sala, sentado em uma cadeira encostada a parede enquanto encarava do outro lado da sala quatro pares de olhos que me encaravam com uma mistura de raiva e incredulidade. Eu não sabia de quem eu tinha mais medo ali, se de minha mãe, meu pai ou Bella. Todos os três pareciam muito dispostos a me matar e desovar meu corpo em algum lugar por perto. O único que me olhava apenas como se eu fosse louco era Emmet, mas ele não contava muito. Duvido que ele enfrentasse as feras para me defender.

Engoli em seco diante do silencio ensurdecedor daquela sala.

– Boa tarde. _ Jane resolveu quebrar o silencio.

– A tarde não tem nada de boa Jane. _ Bella disse seca olhando em minha direção.

Ouvi um assovio baixinho vindo do lado de Jane.

– Edward Cullen, você tem alguma coisa para dizer em sua defesa antes que eu lhe mate? _ meu pai me perguntou com uma calma apavorante.

– Hummm, homicídio é um crime inafiançável? _ eu tentei.

– Sou uma boa advogada, duvido que alguém o incrimine com a tese de defesa que eu tenho no momento. _ Bella falou claramente se mostrando a favor da minha morte.

Engoli em seco pela segunda vez.

– OK, ok. Chega de falar em morte. _ Emmet deu dois passos a frente e se pronunciou. _ Sabemos que ele fez merda, mas vamos ouvir o que ele tem a dizer.

– O que ele tem a dizer? _ meu pai gritou._ Eu passei os últimos 15 minutos ouvindo a diretora falar no meu ouvido o quão louco e perigoso é meu filho mais velho. Não quero ouvir mais nenhuma palavra vinda dele.

Olhei de lado e vi minha mãe apenas se sentando de cabeça baixa em uma cadeira e Bella começar a andar de um lado a outro da sala.

– O que você tem na cabeça Edward? Ela é só uma criança? _ Bella gritou.

– Ane também. _ rebati saindo do meu estado de letargia.

– Exato. Esse é o ponto. Você não pode interferir ou agir dessa forma quando o problema é entre crianças.

– E eu ia fazer o que? Fazer igual a vocês que aparentemente ignoram o fato dessa menina fazer um inferno da vida da Ane. Ela pode ter apenas 5 anos, mas a menina é o capeta em forma de gente. Você não ouviu o que ela disse a Ane Bella._ falei revoltado.

– Eu escuto sempre a Ane reclamando sobre ela e nem por isso eu venho a escola dar uns cascudos na garota._ ela falou jogando os braços para cima.

– Pois já deveria ter vindo a muito tempo fazer isso então. É por isso que ela sempre continuou, ninguém nunca tomou uma atitude. _ falei revoltado com todos ali.

– Todos tomamos atitudes Edward. _ Emmet tomou a frente do assunto. _ Bella, eu, papai, todos já viemos aqui e reclamamos tanto com a professora, diretora quanto com a mãe dela.

– Oh, claro, vocês reclamaram. E olha como adiantou. _ Falei debochado.

– Violência não é a resposta. _ Bella rosnou para mim.

– E qual é a resposta hein? Aguentar aquela pirralha infernal humilhar a Ane? Ouvir calado os choros da minha pequena sem poder nunca fazer nada? Isso é a resposta? Ver Ane se afundar cada vez mais em uma cadeia de depressão e revolta?

Nessa hora todos ficaram calados mas seus olhares demonstravam que eles ainda estava irados comigo.

Vi Bella passar as mãos pelo rosto nervosa e bufar várias vezes.

– Eu acho que ele fez muito bem. _ a voz de Jane mesmo sendo um sussurro pareceu um grito devido ao silencio em que estávamos.

– Como é? _ meu pai perguntou descrente.

– Isso mesmo. Eu acho que já estava mais do que na hora de alguém tomar alguma atitude drástica. Eu mesma já quis fazer isso mas a Bella me proibiu de aparecer na escola depois do que eu disse que pretendia fazer.

– AH, você acha certo? _ perguntou Bella. _ O que foi? Depois de dias e dias falando o quanto eu era louca de deixar ele ficar lá em casa agora resolveu ser a amiguinha e advogada de defesa dele é? _ Bella parecia fora de si.

Jane respirou fundo e se levantou.

– Bella, quantas vezes nós já vimos Ane chegar chorando da escola devido as maldades que essa peste disse ou fez? Quantas vezes ela já regrediu no tratamento por isso. Quantas vezes você mesma chorou de desespero por não poder fazer nada? Não estou aqui dizendo que foi certo ou ......... maduro o que ele fez. Mas o fato é que ele perdeu a cabeça por um motivo muito justo. Como já disse, eu mesma já quase fiz isso várias vezes.

Jane agora estava no meio da sala olhando para todos.

– Quem de vocês aqui nunca quis, mesmo que secretamente, dar uma lição naquela pirralha cada vez que via Ane entrar correndo chorando por causa de alguma confusão que a talsinha tinha aprontado aqui na escola? Eu sei que não fui a única.

Todos nessa hora me olharam e em seguida abaixaram a cabeça.

– Se todos nós já sentimos essa vontade não vamos agora ser hipócritas de apedrejar o Edward só por que ele perdeu a cabeça e fez aquilo que todos nós desejamos fazer. Ele já esta ferrado gente. Não precisa mais de nossas broncas, o que ele precisa é que achemos um jeito de tirar ele dessa.

Vi que todos se entreolhavam como se esperassem ver através do olhar o que os outros estavam pensando. Foi bem nessa hora que Bella bufou alto e se virou para mim.

– Todos saiam.

– O que ? _ Emmet perguntou.

– Todos para fora. Quero falar com Edward sozinha.

Eles concordaram em silencio e um a um foram saindo da sala.

Jane foi a última a sair me lançando um olhar encorajador antes de fechar a porta atrás de si.

Bella andou mais um pouco de um lado a outro até que suspirou e se sentou ao meu lado onde Jane antes estava sentada. Eu permanecia calado, mas a encarando firmemente.

– Você tem ideia da merda que fez? _ ela perguntou sem me olhar.

– Sim. E não me arrependo.

Ela me olhou incrédula.

– Tá de sacanagem comigo?

– Não.

– Edward, você agrediu uma criança.

– Eu não agredi, apenas dei um susto bem dado. _ pontuei.

– Sim, mas a uma criança. Tem noção disso?

– Ela mereceu.

– Essa não é a questão merda! _ ela bradou perdendo completamente a paciência.

Ela se levantou e ficou a minha frente.

– Como vai ser daqui para frente? E se amanhã um menino bater em Ane? Você vai vir aqui no colégio e bater nele também?

– É diferente? Virei aqui tirar satisfações sim, mas sei a diferença.

– Não, não sabe. _ ela gritou e se virou de costas para mim._ São crianças Edward. Não podemos nos meter dessa forma. Podemos repreender, procurar medidas educacionais, mas nunca isso.

– Bella, eu sei que perdi o controle ok?! Não sou idiota, sei que isso não se faz a uma criança. Mas o ponto aqui é que não foi uma briga de escola ou uma implicância sem importância. Aquela menina é má! Você não ouviu as coisas que ela disse. Tinha que ver ela olhando para Ane e se vangloriando por que ela tinha um pai e dizendo a minha princesa que o pai dela havia ido embora por que ela era burra, feia e outras coisas. Ela via Ane chorando e isso fazia com que ela risse de satisfação. Ela disse que Ane poderia ter tudo, menos um pai que é o que importa. E tudo isso bem na hora em que a professora dela estava me falando palavras como criança especial, tratamentos e incapacidades. Eu surtei! Eu sei disso. Eu tentei a todo custo manter o controle e não consegui. Não estou aqui tentando me justificar para você, só quero dizer que se eu passasse por tudo isso de novo eu faria tudo igual por que aquela peste mereceu! Ela pode ser criança mas isso não faz dela menos má. Ane não fez nada para merecer isso Bella. Se eu pudesse.......

Eu me calei sem saber ao certo o que eu queria dizer a ela. Eu sabia que ainda era cedo para dizer meus desejos a ela.

– Eu sei que não sou eu quem toma as decisões por Ane, mas eu não podia naquela hora continuar permitindo isso. A professora não fez nada, tampouco a mãe da menina. Eu só..... surtei. Mas isso não faz menos merecido o que eu fiz. Talvez tenha exagerado um pouco, mas de toda forma foi merecido.

– Merecido? MERECIDO? _ ela berrou. _ Vai continuar a insistir que fez o certo?

– Eu fiz o certo para mim e para Ane. Isso é o que importa.

– Eu não sei mais o que fazer para tentar te mostrar que você fez uma coisa errada. _ ela disse desanimada se sentando longe de mim.

– Bella, entenda. Foda-se a sociedade e suas normas. Se um dia um cara machucar você eu vou mata-lo, não me importa se eu for preso por isso. Entende minha forma de pensar? Vocês são minha vida! Eu faço tudo por vocês!

Bella me olhou por alguns instantes assustada para em seguida fechar os olhos e abaixar a cabeça.

Ela se pôs de pé e me encarou.

– Eles não vão prendê-lo. O que você fez não se qualifica para prisão imediata. Ainda mais com sua patente do exercito. Mas sem dúvida eles vão abrir um processo contra você.

Deixei meus ombros arriarem em desanimo.

– Tenho certeza que já estão entrando em contato com um advogado.

– Talvez eu mesma ofereça meus serviços. _ ela falou de forma fria.

Engoli em seco vendo ela se direcionar a porta.

Ela saiu sem dizer mais nenhuma palavra.

Fiquei ali por mais alguns minutos até que a porta foi aberta novamente e os dois policiais entraram.

– Senhor Cullen, o senhor já esta liberado para ir. Porém a diretora da escola aguarda em sua sala para mais alguns esclarecimentos antes dela tomar as medidas cabíveis. _ um dos oficiais disse.

Apenas acenei em concordância e guardei de volta meus documentos. Passei no banheiro para jogar uma água no rosto e beber um pouco d’água. Assim que estava mais composto fui em direção a sala da diretora e vi minha mãe e Jane sentadas do lado de fora.

– Eles estão te esperando aí dentro. _ Minha mãe disse.

– Ok. _ falei batendo na porta e entrando em seguida.

Ali dentro estavam a diretora da escola, a professora de Ane e a mãe da demônio, quer dizer, da criança. Todas elas me olhavam com uma raiva declarada. Do outro lado da sala estavam meu irmão, pai e Bella. Já esses estavam com expressões neutras no rosto, não dava para dizer o que estavam pensando.

– Sente-se senhor Cullen. _ a diretora falou apontando a cadeira na frente dela.

Segui até ela e me sentei.

– Apesar de eu me esforçar muito e ligar para alguns contatos que tenho eu não consegui sua prisão imediata nem mesmo um mandado contra o senhor. Parece que sua patente e sua ficha no exercito lhe dá alguns bons benefícios. No entanto quero deixar bem claro que a entrada do senhor esta terminantemente proibida em minha escola. Irei agora mesmo dar queixa na delegacia sobre sua conduta e irei entrar com um pedido de liminar obrigando o senhor a nunca mais se aproximar dessa instituição. Também irei abrir um processo contra o senhor, assim como a Senhora Denali. _ a velha disse apontando para a mãe da menina que me olhava com ódio.

– O senhor gostaria de dizer alguma coisa? Talvez tentar se redimir ou ao menos um pedido de desculpas?

– Não obrigada!_ falei rude.

Vi a loira ao meu lado trincar os dentes de raiva, mas ela se manteve calada.

– Bem, vejo que não adiantaria mais nenhum tipo de conversa. O senhor não se mostra nem um pouco arrependido. Uma pena, isso apenas irá lhe prejudicar ainda mais.

– Bom, eu posso pedir desculpas, se a mãe da menina obrigar a criança a pedir desculpas a minha sobrinha._ falei calmo e decidido.

– Isso é um absurdo, minha filha não tem que pedir desculpas de nada! _ a loira se levantou indignada.

– Ela insultou, ofendeu e humilhou minha sobrinha. _ falei pausadamente olhando para ela.

– Coisas de crianças, sem importância. Não vamos perder o foco aqui. Você é que é o louco e vai ser processado por isso. _ ela cuspiu para mim.

– Nesse caso não tenho nada a dizer. Fiquem a vontade para me processar. Mas de modo algum vou me desculpar por algo que faria de novo com todo prazer.

Vi as três mulheres arregalarem os olhos e começarem a murmurar entre si.

Antes que alguma delas dissesse algo Bella se pronunciou.

– Bom, eu creio que isso seja tudo.

– Com certeza Isabella. Uma pena o ocorrido hoje. Mas espero nos vermos de novo em situações mais favoráveis._ a diretora se dirigia a Isabella agora.

– Com certeza nos veremos de novo, mas não posso garantir as condições. _ Bella disse de forma despretensiosa.

– O que quer dizer? _ a velha perguntou desconfiada.

– Quero dizer que estou indo agora mesmo abrir um processo contra a escola, contra a professora e contra a senhora Denali.

– Um processo contra nós? Isso é um absurdo. Sobre qual indagação?_ a diretora se levantou e perguntou furiosa.

– Bulling.

– Bulling?_ a Professora guinchou.

– Sim. A escola será processada por não impedir tal comportamento prejudicial e hoje em dia já criminal dentro de uma instituição educacional. A Professora será indiciada por sua omissão perante o caso e a senhora Denali será processada por claramente se omitir e ainda incitar a filha a cometer tal ato vil, ofensivo e criminoso.

– Isso é um absurdo. Minha filha só tem 5 anos. Não pode ser processada._ a Loira dizia andando pela sala.

– Tem lido os jornais ultimamente senhora Denali? Já existem precedentes onde crianças de até 4 anos são indiciadas por esse crime. Obviamente que a maior parte da penalidade é cumprida pelos seus responsáveis, como pagamento de danos morais e prestação de serviços comunitários, mas em todo caso não se preocupe, sua filha será encaminhada a um bom psicólogo que cuidará de ensinar coisas que pelo visto a senhora não foi capaz de ensiná-la. Já o mesmo não acontecerá a essa instituição. Creio eu que ela será fechada permanentemente e a senhora Irina terá seu diploma de educadora caçado e assim será proibida de voltar a lecionar em qualquer outra instituição pelo resto da vida. Isso é o mínimo é claro.

Bella tinha um sorriso sarcástico em direção aquelas três. Ela não estava blefando eu sabia.

As mulheres se olhavam entre si sem saber o que fazer. Depois de um leve acenar com as mãos as outras mulheres se calaram e a diretora foi andando em direção a Bella calmamente.

– Isabella, entendo que talvez você esteja nervosa, afinal criar uma filha sozinha e ver os danos que isso causa deve ser muito difícil para você....

A medida que a mulher ia falando eu trinquei meu maxilar me impedindo de xingar aquela bruxa por tentar espezinhar Bella ainda mais. De onde estava vi também que Bella fechou as mãos em punho claramente tentando se controlar.

– ... mas você precisa pensar como uma boa advogada que imagino que você seja. Acha justo um homem daquele tamanho coagir uma menininha? Ele é o errado e não nós Isabella. Creio que qualquer júri verá isso. _ A velha tentava blefar em cima de Bella.

– Ora, mas eu não estou impedindo a senhora de processá-lo. Fique a vontade. O meu processo será a parte disso. Como eu disse, irei processar as três. E como a senhora mesma disse...... que júri não iria condená-las pelas pressões psicológicas e denegridas que fazem a minha filha?_ a voz de Bella parecia uma espada afiada.

Vi com prazer a mulher engolir em seco e olhar em volta desesperada.

– Isso é um absurdo. Nunca vi uma pessoa ser processada apenas por dizer a verdade! _ a tal senhora Denali se pronunciou. _ Minha filha não disse nenhuma mentira, apenas pontuou que sua filha não tem pai. Isso é mentira por acaso? Agora é crime dizer mentiras?_ ela dizia com desdém olhando Bella com desprezo.

– Dizer verdades não é crime dependendo da forma como é dita. Veja como exemplo. Eu também não estaria mentindo se te chamasse de loira burra de peitos siliconados que não enxerga um palmo na frente do nariz, tanto que nunca viu como seu marido dá em cima de mim descaradamente na sua frente, mas como boa burra que é nunca reparou.

Bella cuspiu para a loira que pela cara parecia faltar pouco para partir para cima de Bella.

– Tá vendo? Mesmo sendo a verdade não é gentil ou educado falar assim não é? Se isso não fosse um mero exemplo você poderia me processar por ofensa e difamação.

– Como ousa sua.....

Bella deu uma risadinha e levantou as mãos.

– Não se ofenda. Só falei a verdade. Você acabou de dizer que verdades devem ser ditas.

A loira deu um passo a frente mas foi segurada pela professora de Ane que parecia apavorada.

– Senhora Swan, creio que esta perdendo a sua compostura. _ a diretora tentou fazer Bella se acalmar.

– Não, estou apenas tratando vocês como merecem. Durante mais de um ano tenho sido paciente com essa instituição e seus funcionários, assim como_ Bella deu uma olhada rápida para a loira e fez uma careta de desgosto. _ com alguns alunos. Eu sempre tive esperança de que eles seriam educados de forma adequada, mas agora minha paciência se esgotou. Sim, meu cunhado exagerou, mas o ato dele nada mais foi do que um reflexo de todas as ações e omissões d vocês. Sendo assim acho que não temos mais o que falar. Resolveremos esse problema nos tribunais. Aguardem o oficial de justiça. Passar bem.

Bella virou as costas e já se dirigia a porta enquanto todos nós a seguíamos, porém a diretora a chamou antes que ela passasse pela porta.

– Um momento. E se nós deixássemos por isso mesmo? E se apenas relevássemos esse acontecido e fingíssemos que nada aconteceu. A senhora desistira do processo?

Bella ainda ficou de costas por alguns instantes até se virar com um sorriso no rosto.

– Se esse incidente for totalmente esquecido sim, eu posso também esquecer do processo.

A diretora soltou um suspiro claramente aliviada.

– Ótimo, então creio que estamos entendidos, tudo não passou de um terrível mal entendido.

A loira burra ainda soltou algumas imprecações mas acabou concordando com tudo. Bella que não era burra logo abriu seu lap top e redigiu algumas folhas e as imprimiu no colégio dando para as três mulheres assinarem. Eu não entendia muito daquelas coisas, mas me pareciam com contratos de silencio.

Meia hora depois todos nós saíamos do colégio com uma Ane calada nos acompanhando.

Assim que chegamos na calçada meu pai se virou para mim.

– Edward, eu realmente não sei o que eu faço...

– Vovô? Não briga com tio Edward não. Ele só defendeu eu da Tânia. Ela é muito chata e eu tenho medo dela. _ Ane disse baixinho.

Meu pai se abaixou para pegá-la no colo.

– Mas ele fez uma coisa errada meu anjo. Você sabe que foi errado não sabe.

Ela pareceu pensar um pouquinho.

– Mamãe sempre diz que brigar na escola é errado.

– Isso mesmo e sua mãe esta certa._ meu pai falava calmamente com ela.

– Mas por que a mamãe de Tânia não ensina isso para ela também. Ela todo dia implica com eu e faz eu chorar. _ ela terminou de dizer com um beicinho que estava acabando comigo.

Bella se apressou em pegar a filha nos braços.

– Ela nunca mais vai fazer isso. Já passou ok. _ ela tentava consolar a filha.

Ane respirou fundo e concordou com a mãe.

– E vocês não vão brigar com o tio não é?

Todos me olharam agora sem tanta recriminação. E foi minha mãe quem quebrou o silencio.

– Não. Acho que mesmo errado seu tio teve um bom motivo para fazer isso._ minha mãe dizia me olhando e meu pai se limitou a rolar os olhos.

– Isso, continue mimando um homem de 30 anos para você ver onde isso vai parar. _ meu pai resmungou.

– Ok, ok. Acho que por hoje já chega. Todos já brigamos e nos cansamos. Acho que o que precisamos é ir para casa e esquecer que esse dia aconteceu.

– Bella esta certa papai. Já esta tudo resolvido, então vamos esquecer._ Emmet disse vindo dar um tapinha em minhas costas e se dirigindo para seu carro.

Um a um todos o imitaram e como eu estava a pé acabei indo no carro de Bella.

Todo o caminho até a casa foi feito em silencio. Ane parecia tão nervosa quanto eu. Ela apertava minha mão e seus dedos não paravam de se mexer. Eu não sabia se ela estava nervosa por mim ou por ela mesma. Eu percebi hoje que a cabecinha do meu anjo é muito cheia de problemas e eu precisava conversar com Bella hoje mesmo sobre isso.

Assim que chegamos em casa Bella foi para a cozinha preparar um lanche para Ane.

– Querida, vá para seu quarto lanchar e depois brinque um pouco por lá.

– Eu não posso ficar com vocês? – ela pediu baixinho.

– Não amor. Mamãe precisa conversar com seu tio.

Ane me lançou um olhar nervoso e eu sorri para ela tentando acalmá-la. Ela acenou com a cabeça e foi para o quarto. Assim que Bella ia abrir a boca Jane chegou em casa.

– Oi para todos. _ ela disse alegremente.

– Você! _ Bella disse apontando para Jane. _ Para o quarto junto com Ane. E fique lá!

– Ei o que eu fiz? Não sou nenhuma criança para ficar de castigo. _ Jane dizia alarmada.

– Mas se comportou como uma apoiando esse louco aqui. E não estou te colocando de castigo, só quero ter uma conversa séria aqui sem interrupções.

Jane acabou concordando e sumiu em silencio pelo corredor.

Vi Bella apoiar as duas mãos no encosto da poltrona como se de repente sentisse todo o peso do mundo nas costas. Ela respirou profundamente algumas vezes e depois com calma soltou os cabelos que estavam presos em algum tipo de penteado. Quando seus cachos já caiam pelos suas costas ela também tirou o terninho que usava e o jogou de lado no sofá e veio se sentar ao meu lado.

– Será que agora podemos conversar? Sem brigas? _ pedi segurando sua mão.

Ela tentou retirar sua mão da minha mas eu fui mais forte a segurando no lugar.

– Eu nem sei se quero conversar. _ ela murmurou.

– Ei. Calma. Fala comigo Bella. Sou eu, seu amigo.

Ela me olhou profundamente.

– Tem ideia do que você fez hoje? _ ela me disse decepcionada.

– Eu sei que estava errado...

– Esqueça o quanto errado é o que você fez. Não estou falando disso.

– Então?

– Você acha que eu nunca tive vontade de torcer o braço daquela pirralha Edward? Acha que não me cortava o coração dizer não a Ane quando ela me pedia para ir no colégio e brigar com aquela menina? Acha que nunca tive vontade de descer a mão na cara daquela vadia, ainda mais quando eu fui reclamar com ela sobre o comportamento da filha e ela disse que a culpa era minha que não soube segurar o pai da minha filha? Acha que eu não as odeio?

Eu estava abismado com tudo que ouvia.

Ela suspirou e abaixou o olhar. Passou a mão livre pelo cabelo e os puxou como se tivesse raiva de si mesma e quisesse se machucar.

– Eu pensei que....

– Eu não sou uma cadela fria Edward. Eu sei o quanto elas machucam minha menina. A questão aqui é que eu não posso encorajar Ane a resolver os seus problemas com brigas. Ao contrário da loira burra eu tento educar bem a minha filha. Eu sempre ensinei a Ane que a violência não é o caminho. E agora você jogou todo meu trabalho fora e ainda se tornou o seu super herói por que finalmente deu uma lição naquela peste. Mas e como vai ser o futuro? E as outras crianças que ainda vão zombar dela por isso? Você vai lá bater em todas? Vai andar com um advogado criminal a tira colo agora?

Eu não tinha palavras para aquilo.

– Bella eu.....

Mas ela me deixou falando sozinho e foi correndo em direção ao seu quarto. Ela bem que tentou fechar a porta na minha cara mas eu fui mais forte e forcei a minha entrada e tranquei a porta atrás de mim.

– Fora do meu quarto! _ ela disse baixo apontando para a porta.

– Não. Nossa conversa ainda não acabou.

– Não temos mais nada para conversar. Você é o super herói do dia, fim de papo.

– Eu não quis passar por cima da sua autoridade Bella, nem quis mudar a forma como sua filha te enxerga, eu só quis parar coma dor dela naquele momento._ eu disse sincero.

– Eu sei, eu entendo. Não ache que eu te livre dos processos só por você ser o tio dela. Eu enxerguei o seu ponto de vista e entendi. Mas isso não muda a merda que você fez. Como eu vou fazer daqui para frente quando ela vier me pedir para fazer com que alguma criança malvada pare de magoá-la? Como vai ser? Como eu vou lidar com a decepção nos olhos da minha filha quando eu disser que não posso fazer nada?

Bella já chorava a essa altura. Bella estava tão nervosa e confusa com tudo isso quanto Ane. Eu diria que Bella estava a um passo a histeria. Eu precisava acalmá-la e não sabia como.

– Você me chama quando isso acontecer e juntos vamos dar um jeito.

– Ok senhor herói e quando o senhor não estiver por perto o que eu faço? Vou ser a bruxa má da história?

– Eu sempre estarei por perto. _ fui taxativo.

– Não, não vai estar. Você tem a sua vida. É isso que você não entende. Que todos vocês não entendem. _ ela já gritava a essa altura. _ Eu e Ane estamos sozinhas, nós sempre vamos estar sozinhas.

Bella agora estava descontrolada e com medo de que Ane a ouvisse eu acabei a calando por puro instinto. O problema foi que eu a calei com um beijo.

Sem pensar eu a prensei contra a parede do seu quarto e a beijei. De inicio ela me empurrou e distribuiu tapas pelos meus ombros e braços. Sua mão veio para um lado do meu rosto e tentou me afastar e com isso ela me arranhou um pouco, mas eu continuei firme a prensando e beijando. Conforme os segundos foram passando eu fui vendo a sua resistência diminuir até que finalmente ela me concedeu passagem e eu pude verdadeiramente beija-la. Suas mãos a principio estavam inertes ao lado do corpo mas conforme eu aprofundava o beijo elas pareciam ganhar vida. Foram subindo pelo meu corpo aos poucos até que se infiltraram em meu cabelo e me puxaram para mais perto. Ao mesmo tempo em que a beijava furiosamente eu sentia o gosto de suas lágrimas em nosso beijo e isso me deixava louco. Eu a queria calma e feliz comigo. Eu não sabia mais o que fazer.

Sabendo que na hora em que eu a largasse sua fúria viria com força total eu resolvi realmente a acalmar antes de a largar.

Soltei sua cintura e a deixei presa a mim apenas com a força do meu corpo. Lentamente eu fui subindo sua saia até a cintura e ela parecia não perceber. Quando por fim toquei em sua calcinha foi que ela pareceu tomar conhecimento do que estava acontecendo.

Ela parou de corresponder ao beijo e voltou a se debater.

– Me largue. _ ela disse com a voz abafada por conta dos meus lábios ainda estarem esmagando os seus.

– Shhhh, só sinta.

Afastei sua calcinha para o lado e com dedos ágeis rapidamente passei a dedilhar seu clitóris a medida que os outros dedos passavam lentamente por suas dobras.

Senti ela arfando pelo susto e todo seu corpo tremendo pela sensação.

– Para, por favor. Não podemos. _ ela dizia já sem forças para me afastar.

Eu continuei a estimulando sem ligar para seus pedidos. Com o passar dos segundos Bella passou a me puxar para si ao invés de tentar me afastar. Parecia que ela se segurava em mim. Eu estava ficando louco e tudo que eu mais queria era me enterrar nela, mas sabia que ela precisava desse momento só para ela. Se eu ousasse ainda mais poria tudo a perder. Sem contar que Ane e Jane estavam bem acordadas no quarto ao lado.

Bella agora já não me beijava mais, ela parecia lutar para conseguir mandar algum ar para seus pulmões. A medida que eu aumentava a força das carícias parecia que ela ficava ainda mais descontrolada.

– Por favor, _ ela pediu em meu pescoço me enlouquecendo. _ Pare Edward, por favor?

Ao contrario do seu pedido seu quadril continuava rebolando de encontro a minha mão e seus braços continuavam presos em volta do meu pescoço e ombros.

– Tem certeza que quer que eu pare anjo? _ falei rouco em seu ouvido. _ É você quem esta me segurando forte agora. E seus quadris parecem ter uma vontade diferente da sua boca. _ eu estava arfante também. Estava tão louco quanto ela. Chegava a cogitar a possibilidade de gozar somente por estar assim com ela.

– Eu não posso... _ ela choramingou

– Shhhiiiiii, só sinta anjo. Eu não vou fazer mais nada, é só você agora. Isso é só para você. Não lute vai, se entrega Bella. Sente gostoso vai.....

Nessa hora introduzi dois dedos nela e a vi senti morder meu ombro para abafar um gemido. Seu rebolado em minha mão se intensificou e antes que eu percebesse ela estava me mordendo com força chegando ao ápice.

Mantive meus dedos a estocando e fui parando os movimentos aos poucos. Quando percebi que seu corpo já não era mais sacudido pelos espasmos passei preguiçosamente meus dedos por suas dobras e ajeitei sua calcinha de volta a posição inicial. Dei mais um selinho nela e me afastei devagar.

Foi difícil me segurar olhando para Bella desse jeito.

Saia erguida até a cintura, olhos fechados, lábios entreabertos, respiração saindo em arquejos, cabelos bagunçados e selvagens e lábios inchados e vermelhos. Ela estava implorando para ser fodida por mim. Mas eu precisava me segurar. Já tinha me arriscado de mais.

Vi ela acalmar a respiração com certo esforço e abrir os olhos para me ver.

Seu olhar não demonstrava nada. Nem raiva, ódio ou amor. Ela estava completamente impassível. Talvez sua mente estivesse vazia o que nesse caso me deixava feliz. Era essa a minha intenção afinal. Acalmá-la.

Bem devagar ela ajeitou suas roupas e passou a mão por seus cabelos tentando domá-los. Por fim quando desistiu ela foi até sua cama se sentando.

– O que você fez? _ ela perguntou olhando para o chão.

Não havia acusação na sua voz ou mesmo raiva. Ela estava apenas fazendo uma pergunta.

Me aproximei lentamente testando para ver sua reação. Ela não levantou o rosto em minha direção mostrando estar envergonhada. Então me ajoelhei a sua frente e peguei seu rosto em minha mão.

– Você estava a beira de um ataque histérico. Apenas te acalmei anjo._ falei com calma.

– Você tentou me acalmar fazendo.....

– Eu te dei um orgasmo! _ a cortei de forma suave._ Eu não quis ou tentei nada. Foi um dia difícil para todos Bella, para você principalmente. Você tem carregado muito peso sozinha anjo. Você estava a um passo de surtar, eu só queria te acalmar e esvaziar sua mente por um momento. Só isso.

Ela me olhava dividida entre desconfiada e incrédula.

– Isso foi...._ ela parecia lutar com as palavras.

– Não foi nada. Não precisa pensar nisso. Você agora esta mais calma e é isso que importa.

Seus olhos me encaravam buscando algum tipo de resposta. Tentei manter meu olhar firme no seu para ela não ler nenhum tipo de intenção em mim.

Por fim ela deu uma risadinha.

– Funcionou. Não conhecia esse método.

– Nunca ouviu dizer que falta de sexo faz qualquer um ficar estressado?_ falei despretensiosamente.

– Mas não estou com falta, faz apenas 15 dias que....

Então ela se calou rapidamente corando em seguida.

Fiquei feliz por ver que ela se lembrava da nossa noite mas tentei não mostrar isso.

– 15 dias é tempo de mais. _ falei dando de ombros e me sentando ao seu lado.

Ela ficou calada por um tempo e por fim deu de ombros.

– De toda forma obrigado? _ ela parecia estar perguntando.

– Humm, obrigado me soa bem.

Caímos na gargalhada juntos deixando de lado todo o constrangimento ou problemas.

– Desculpe minha reação. Eu realmente aprecio o que você fez por Ane mesmo sendo errado. _ ela disse sincera.

– E me desculpe por não ter me controlado. Eu entendo que não fiz a coisa certa nem dei o exemplo certo para ela.

Ela passou a mão por meu rosto em uma caricia suave.

– Por que não me disse essas palavras quando ainda estávamos lá?

Dei de ombros.

– Não sou uma pessoa fácil de dar o braço a torcer.

Ela gargalhou ao meu lado.

– Somos dois cabeças duras então.

– Com certeza. _ concordei com ela.

Voltamos a ficar em silencio apenas pensando quando outro assunto me veio a cabeça.

– Por que nunca me contou ou a alguém que você tem uma reunião semanal com a professora de Ane? Por que nunca falou que tudo é ainda mais sério do que pensamos?

Bella passou a encarar suas mãos as mexendo de forma nervosa.

– Sabe, eu amo ter o apoio de todos vocês. De verdade, todos são muito importantes para mim. Mas as vezes eu acho que ...... atrapalho de mais. Quer dizer, são tantos problemas.... tantas confusões....... eu só tentei manter tudo só para mim dessa vez.

– Poderia ter dito só a mim então. _ falei pondo a mão em seu queixo e a obrigando a me olhar.

– Eu pensei nisso.... mas você estava tão longe........

– Agora estou aqui. E não vou a lugar algum. Se acostume com isso Bella. Estou do seu lado e não vou sair daqui.

Um sorriso tímido brotou em seus lábios.

– Estou tentando aceitar isso.

– Pois trate de aceitar bem rápido. Quero participar de tudo na vida de Ane. Não só das brincadeiras e passeios, dos problemas também._ disse sério a ela.

Ela se levantou e se encostou a uma parede oposta de onde estávamos para me olhar.

– Ane regrediu em seu tratamento esse ano. Essas implicâncias da Tânia fizeram alguns estragos no avanço que ela vinha tendo. Eu cheguei a cogitar muda-la de turma mas a professora ficava me dizendo que isso apenas estimularia Ane a não enfrentar seus problemas, eu sei lá..... acho que acabei me deixando convencer...... De toda forma eu achava que quando eu .....

Bella se calou e virou o rosto passando a encarar a parede.

– O que? _ perguntei nervoso.

– Eu achava que quando eu casasse com John tudo isso acabaria pois Ane teria um pai.

A voz de Bella não passava de um sussurro falho o que mostrava o quanto ela estava nervosa e apenas por isso eu me controlei. Apertei tanto a beirada do colchão que meus dedos estalaram em protesto. Uma ira descomunal subia por mim mas eu tentei a todo custo domá-la. Eu precisava ser paciente se quisesse conquistar Bella.

– Ainda pensa assim? _ me limitei a perguntar.

– Não sei, não sei. _ ela disse tampando o rosto com as mãos totalmente nervosa.

Me chutei por ter forçado ela a falar e me levantei indo abraça-la.

– Ei, tudo bem. Tudo bem. Calma. Uma coisa de cada vez esta bem?

Ela apenas concordou com a cabeça ainda apoiada contra meu peito.

Beijei o topo de sua cabeça e voltei a falar.

– Eu acho que aquela escola não é a melhor para Ane Bella. Ninguém ali parece a ver como prioridade. Você tinha que ver a professora dela falando como se ela fosse algum tipo de criança problemática.

– Eu sei, assusta, mas são apenas termos científicos....

– Bella, Ane não precisa de termos científicos. _ eu a cortei com carinho. _ Tudo que Ane precisa é de atenção e carinho. Eu não acho que muda-la de escola seja influenciá-la a fugir de problemas, acho justamente o contrário. Isso iria dar forças a ela para recomeçar. Uma nova chance de fazer tudo diferente sabe. De não ter medo de participar dos projetos com medo das crianças rirem dela. De essa chance a ela anjo. Eu acho que vamos nos surpreender com a força da nossa pequena.

Eu embalava Bella em meus braços tentando fazer com que ela pensasse em tudo e continuasse calma. Mas em um momento ela ficou rígida em meus braços e levantou o rosto me encarando.

– Será que fiz tudo errado? Machuquei minha menina atoa?_ ela perguntou alarmada.

– Não, claro que não. Você sempre fez tudo pensando no melhor para ela. Ane sabe disso Bella. Mas talvez...... talvez você só precisasse de alguém ao seu lado para te mostrar uma nova perspectiva.

Ela ficou analisando minhas palavras enquanto olhava para o nada a sua frente.

– Ok, você esta certo. Se tudo que eu tentei até agora não deu certo esta mais do que na hora de mudar. Vou ligar para Carlisle para irmos ver algumas escolas. Ele sempre tem ótimas indicações. _ ela apenas falava como se fosse com ela mesma.

– Deixa eu ir com você? _ pedi a puxando para mim.

– Ham?

– Não fale com meu pai. Quer dizer, pode pedir as indicações se quiser, mas deixe eu ir com você. Só nós dois.

– Mas é sempre Carlisle que me ajuda a escolher as creches, escolas da Ane.

– Mas deixa ser eu agora? Deixa eu participar ativamente da vida dela Bella. Me deixa ser responsável por ela também? Vamos juntos escolher uma escola melhor para ela. Vamos juntos visitar, debater e ver qual achamos que serve para nossa menina. Deixe eu opinar? Deixa eu participar disso por favor?

Ela ainda estava em meus braços me olhando em quanto eu pedia intensamente.

Seus olhos brilharam por alguns instantes com algo que eu não entendi, mas em seguida ela desviou seu olhar do meu.

– Tudo bem. Vou ligar para Carlisle mais tarde e amanhã mesmo marco algumas visitas para fazermos.

– Obrigado Bella. Você não imagina o quanto isso significa para mim._ falei beijando seus cabelos.

Ela me lançou um sorriso sem graça e se desvencilhou de mim.

– Posso dar a noticia a Ane? _ pedi animado.

– Céus, como é ansioso. Ainda nem começamos a procurar uma escola Edward.

– Mas ela vai ficar feliz Bella. Deixa eu fazer isso vai, ela esta tão nervosa?

– Ok. Ok. _ ela disse rindo.

Animado eu abri a porta e chamei Ane que apareceu apenas alguns segundos depois entrando de mãos dadas com a Jane. Ela estava nervosa, com certeza achando que algum castigo recairia sobre ela.

– Oi. _ ela falou baixinho.

– Princesa eu tenho uma novidade. _ falei animado.

Ela apenas encarou a mim e a mãe esperando. Bella resolveu se sentar na cama e a puxou para seu colo.

– Meu amorzinho o que você acharia de mudar de escola?_ ela perguntou calmamente.

Ane arregalou os olhos em direção de Bella e abriu um sorriso.

– De verdade?

– sim.

– Eu ia amar mamãe. Muito muito mesmo. Você vai fazer isso vai? Vai mandar eu para outra escola? Uma escola com crianças boazinhas?

Ela estava animada e esperançosa com a possibilidade.

– Bom, eu não garanto que todas as crianças vão ser boazinhas, mamãe já te explicou que as vezes tem algumas crianças que são diferentes e gostam de implicar, mas sim, tio Edward conversou com a mamãe e achamos que o melhor vai ser achar uma nova escola para você.

– Ahhhhh! Obrigado mamãe, obrigado! _ ela dizia agarrada ao pescoço de Bella.

Eu olhava as duas princesas da minha vida feliz pelo momento delas quando senti um chute na minha canela. Olhei rapidamente para o lado e vi Jane sorrindo para mim.

– Mandou bem Major, mais um ponto a seu favor. _ ela disse sorrindo.

No que dependesse mim aquele seria mais um de muitos. Eu mudaria a vida das minhas princesas de agora em diante. Como eu disse a Bella eu vim para ficar.

Continua...

Notas finais
Gostaram? Finalmente um avanço do nosso Major. Quem aceita um prazer assim esta disposta a aceitar mais coisas não é? Bjs e até segunda. Dani