Notas iniciais
Olá meninas, eu não prometi? Então, voltei com mais um cap. betado pela Thaises.
Vamos ver como anda esse Amor em Família?
Bjs

Antes:

– Não acredito que vou fazer isso. — ela disse tão baixo que acho que não era para eu ouvir.

– Então? Desde quando você sofre de TEPT*? E por que parece que ninguém mais sabe disso?

E agora? Como ela descobriu? E o que eu falo?

Agora

Eu ainda estou congelado sem saber o que responder. Como diabos ela foi descobrir isso?

Ela me olha de forma desconcertada. Percebo que ela esta tão desconfortável quanto eu nesse assunto.

Mas...... bom, eu tinha que falar com alguém não é?! Estava agora mesmo cogitando para quem falar, por que não ela? Se ela descobriu ela deve saber algo sobre isso.

- Como descobriu? — pergunto com a voz falha

- Você parecia alheio a tudo a sua volta, parecia nem saber o por que de ter feito aquilo. Dava para ver nos seus olhos o quão perdido você estava. E bom..... conheço seus pais muito bem, sei que os filhos deles não batem em mulher.- ela disse dando de ombros.

- E só por isso descobriu? — pergunto agora mais interessado.

- Bom..... — ela suspirou e sentou em uma cadeira no canto do meu quarto.

- Meu pai é policial, é o xerife em uma cidadezinha do interior, eu já o vi falando sobre policiais que sofrem disso, como se comportam....... Tivemos um caso desse na cidade com um policial, eu tinha uns 15 anos na época, por isso conheço alguns sintomas.

Eu fico caldo alguns instantes apenas absorvendo as suas palavras. Eu sei muito bem quais são os sintomas. Eu vivo isso a dois anos. Então começo a pensar em tudo que já fiz que já passei e com as lembranças vem o medo.

- Eu não machucaria a Ane! Eu juro! — me apresso em dizer a ela.

- Se acalme. — ela se levanta e senta ao meu lado. — Sei que não a machucaria.

- Eu não sou louco!

Eu não sei por que, mas tenho uma necessidade de me explicar a ela.

Mas ela abre um lindo, porém tímido sorriso e me encara seriamente.

- Eu sei que não é louco Edward. Eu te falei, conheço um pouco disso, sei exatamente o que é. Sei que você não é uma ameaça a ninguém aqui, nem a minha filha nem a ninguém.

Envergonhado eu cubro meu rosto com as mãos e solto um longo suspiro cansado. Era agora que ela se levantaria e contaria a todos. Na hora do jantar todos estariam me olhando atravessado na mesa, sem saber como reagir perto de mim. Eu já passei por isso inúmeras vezes.

Fico perdido em meus pensamentos até que sinto um leve carinho. Uma mão delicada se infiltra em meus cabelos os acarinhando e me dando uma deliciosa sensação de paz. Uma sensação que nunca senti antes na vida. Levanto os olhos para encará-la.

- Eu não vou dizer nada a ninguém. Eu juro. Sei que o que fez foi para defender minha filha. E embora ache que ninguém ligaria para isso eu vou respeitar seu silencio e não vou dizer nada.

Olhei incrédulo para ela. Será mesmo?

Então como se lesse meus pensamentos ela completa.

- Nem mesmo para Emmet.

Sem pensar direito, tiro sua mão do meu cabelo e a aperto com força e carinho.

- Obrigado. Mesmo.

Ficamos uns instantes apenas nos encarando.

Minha mente viaja para longe, para 4 anos atrás. Como pude odiar tanto uma pessoa que não faz mal a ninguém. Ela sempre soube o quanto a odiei, nunca escondi nas vezes que sabia que ela ouvia as ligações, sempre fiz questão de ofendê-la e agora, na única vez que ela tinha chance, na melhor oportunidade de me dar o troco merecidamente ela não só se cala como aparentemente me entende. Que mulher é essa?

Ela parece meio deslocada no meu quarto, começa a se remexer desconfortável e eu percebo que ela vai se levantar, mas me vejo ansioso para me abrir com ela, então começo a falar antes que ela se levante.

- Foi a 2 anos. — digo de repente. — Estávamos em um simples treinamento quando meu avião deu pane e tive que ejetar. Caí num território hostil e......

Eu parei, as lembranças era ruins.

- Não precisa falar se não quiser. — ela sussurrou.

- Quando eu dei por mim eu estava completamente cercado. Eu não achava que fosse sair vivo. A minha mente não funcionava, nada em mim funcionava. Parecia que eu estava no piloto automático. Eu via a mim mesmo atirar, rolar no chão, me rastejar, mas parecia que eu assistia a um filme, não parecia real.

Então mais uma vez sinto suas mãos no meu cabelo e ela começa a falar comigo.

- Calma, respira. Esta tudo bem agora.

Então me dou conta de que estou tremendo e hiperventilando.

- Não gosto de lembrar. — digo simplesmente.

- Então não lembre. — ela fala simplesmente.

- Um mês depois de ter sido resgatado eu me meti em uma briga de bar. Eu quase matei um cara só por que ele se derrubou a minha cerveja. Desde então estou em tratamento.

Um silêncio estranho reina no meu quarto. Queria muito ser capaz de ler os pensamentos dela para saber o que ela estava pensando de mim agora.

Viro-me para ela ansioso.

- Eu juro, não machuquei ninguém depois disso, não sério pelo menos. Só reações...

— Como as de hoje. — ela me interrompe.

Faço uma careta lembrando.

- Sim. Já fazia 10 meses que eu não agia sem pensar, só por instinto. Mas eu não sou capaz de ..... Eu nunca.....

Eu não conseguia achar as palavras certas.

- Eu sei que você jamais machucaria minha filha assim Edward. Não é e nem nunca foi esse o meu medo. — Ela diz muito séria.

Olho para ela com medo.

- Estou amando conhecer ela Isabela. Por favor, não me afaste da Ane. Deixe eu conhecer minha sobrinha. Deixe ela gostar de mim.

- Ela já gosta e esse é o problema. — Ela disse se levantando — A Ane é muito frágil e insegura com toda essa confusão de não conhecer o pai, não quero que ela se magoe. E ela já se apegou a você, tenho medo de...

- Eu jamais a machucaria. Você pode estar sempre perto. — disse quase desesperado.

Ela deu um sorriso bem triste.

- Eu não tenho medo que você a machuque, sei que não faria isso.

- Mas tem medo que eu a magoe?

- Sim. — ela andou pelo quarto e me olhou meio incerta.

- Foi por isso que você veio não é?

- Não pra isso. — ela ergueu as sobrancelhas em descrença. — Não para magoá-la, mas para ...... fazer vocês irem embora.

Ela não me olhou. Continuou de costas para mim.

- Eu imaginava que era algo assim. Eu sempre soube o quanto me odeia. — ela deu uma risada nervosa e raivosa. — Sempre fez questão de deixar isso muito claro.

- Mas eu estava errado. — digo me levantando.

- Como? — Ela se vira espantada pra mim.

- Eu admito. Estava errado sobre você. Você não é e nunca foi nada do que eu pensei. Agora eu vejo a garota... a mulher maravilhosa que você é e que minha família sempre me falou.

Ela ainda me olhava espantada.

- Nossa. Nem sei o que dizer.

- Olha, não tenho fantasias de que um dia vá gostar de mim como gosta do Emmet ou que vai confiar em mim assim, mas...... Deixe-me te mostrar que não sou esse monstro que você pensa. Me de a chance de conhecer melhor a minha sobrinha. Tudo que me resta do meu irmão agora é ela. Ela é tão especial, tão......

Eu me atropelava nas palavras. O que eu sentia por essa pequena criaturinha era tão forte que me fazia não pensar direito.

- Eu quero uma chance com ela. Eu vou embora logo, só tenho duas semanas de licença. Me de esse tempo. Por favor?

Ela me olhava estranho.

- Ainda não confio em você Edward. Mas vou te dar a graça da dúvida. Vou deixar você se aproximar dela.

Sem pensar eu a abraço. Estou explodindo de felicidade. Mas a sinto tensa em meus braços e logo a solto.

Tenho vontade de rir, ela esta adorável. Toda vermelha e sem olhar para mim. Acho que a deixei sem graça.

- Bom, agora eu vou ajudar Esme com a Janta, com licença.

Eu a vi sair em silencio do meu quarto e era como se o peso do mundo saísse das minhas costas de repente.

Eu teria a minha chance com Ane. E era só isso que importava.

[...]


Uma semana depois.


POV BELA

Hoje estava sendo um dia estressante no trabalho. Já tive duas reuniões de acordo com pacientes da clinica e dei uma viajem ao fórum para uma audiência. Sem contar as reuniões com funcionários para explicar o memorando onde pontuei algumas mudanças na forma de tratar os pacientes.

Estava esgotada, meu corpo só queria um bom banho e cama. De preferencia com a minha pequena do meu lado em meus braços.

Logo bufei e larguei o papel que estava lendo .

Com certeza eu não teria Ane hoje comigo. Já faz uma semana que ela dorme na casa dos avós. Como se já não bastasse o Emmet agora tem o Edward. Os dois a paparicam o dia inteiro e ela não quer mais sair de lá. Todos os dias no fim da tarde me liga e pede mais um dia com os tios. Eu tento ser firme, mas ela me convence com a mesma conversa de sempre.

“ O tio vai pra lá lonjão mamãe, eu tenho que aproveitar.”

Com um argumento desses quem pode lutar?

Confesso que isso já estava me estressando. Não estou acostumada a ficar tantos dias sem Ane. Claro que passo por lá quase sempre e acabo jantando e brincando um pouco com ela, mas não é a mesma coisa. Estou acostumada a ser só nos duas no nosso cantinho. Claro que lá tem a Jane, mas ela trabalha e sai tanto que sempre estamos sozinhas, só nos duas e eu amo isso.

Bufei mais uma vez e olhei para o relógio. São 6 da tarde. Ora de sair. Um sorriso se forma em meu rosto. Se ela não me ligou até agora então é sinal de que hoje vai para casa. E isso me anima e muito.

Reúno meus pertences, jogo tudo na bolsa e saio.

- Nossa, esse sorriso todo é por que vai para casa? Ontem tinha um encontro e não tinha nem 1/3 desse sorriso no rosto. — Stefan diz ao meu lado na portaria da clinica.

- Ontem eu fui me encontrar com um homem, hoje estou indo para o amor da minha vida! — Falei feliz.

- Ane vai para casa hoje? — ele perguntou surpreso.

- Sim. Por que a surpresa?

- Nada não. Deixa pra lá. — disse meio estranho.

- Bom, você esta meio estranho, mas amanhã eu descubro por que, agora estou com pressa para ver minha princesa.

Sopro um beijo para ele e saio pela porta, mas ao sair ouço uma enfermeira falar com ele.

- Acho que ela vai gostar da surpresa, andava tão triste essa semana.

Eu não entendo, mas não quero voltar para perguntar, tudo que quero é abraçar minha filha e a ter só para mim.

Ando calmamente até o estacionamento da clinica, mas ao chegar ao meu carro eu tenho uma surpresa. Ane esta sentada displicente no capo do carro enquanto Edward esta encostado na porta do mesmo.

- Mamãe! — ela grita e desce do carro correndo. Ao mesmo tempo Edward me procura com os olhos e sorri quando me vê. Mas a minha atenção não fica presa muito tempo nele e sim na pequena que solta para meu colo. Eu a pego e a aperto em um abraço forte e saudoso.

- Vai me esmagar assim mamãe. — ela fala rindo.

- Estou com saudades, deixe eu te esmagar um pouquinho. — reclamo com ela.

Escuto uma risada rouca bem atrás de mim e olho encontrando Edward olhando com um sorriso bobo para nós duas.

- Não precisava me trazer ela aqui. Eu ia buscar ela agora. — falei calmamente. — Eu ia agora mesmo busca-la.

- Na verdade... — ele começou meio sem graça. E isso me deixou com medo. Ele ia pedir outra vez para ela dormir lá?

- Viemos te pegar para dar um passeio mamãe. Tio Ed vai levar agente para tomar sorvete no parque.

Olho para ele e o mesmo sorri.

- Culpado.

- Eu achei que ela ia para casa hoje. — falo meio triste.

- E ela vai, só que ela queria tomar sorvete e eu não estava pronto para largar ela ainda, então juntamos uma coisa com outra. — ele disse dando de ombros.

- Ah, bom......não precisavam vir me buscar, podiam ter ligado. Pode ir querida, depois o seu tio te leva para casa então.

Eu estava sem graça. Edward estava se comportando muito bem com Ane. Eu não tinha do que reclamar. Mas desde o dia em que conversamos, eu me mantinha longe dele. Se ele queria se aproximar de minha filha verdadeiramente eu não iria atrapalhar. Ainda monitorava tudo através de Alice e Emmet claro, mas não limitava nada. Claro que eu sabia que a minha presença deveria ser difícil para ele, por isso me mantinha o mais longe possível tentando não parecer mal educada. Em todos esses dias que Ane tem dormido na casa dos Avós Emmet tem me feito companhia, nós saíamos juntos ou ele ia dormir lá em casa, ele também não andava muito bem desde o problema com a Lauren. Ele se culpava por não ter percebido o tipo de mulher que ela era. Então nós nos consolávamos.

- Não Isabela, nós viemos te convidar. Queremos que você vá também. — ele dizia parecendo bem sincero.

- É! Vamos mamãe.

Eu não tinha como negar algo a Ane quando ela me pedia tão animada assim.

- Tudo bem, vamos.

Entrei no meu carro e Ane foi no carro com o tio.

Foi um bom passeio. Ane se divertiu muito no parque. Correu e brincou com o Edward e comigo. Eu tinha que admitir, perto de Ane o Edward ficava tão criança quanto o Emmet. Acho que ninguém resistia a Ane.

Quando ela já estava exausta aceitou ir para casa. Ela se despediu do tio e entrou no meu carro. Quando me virei para me despedir do Edward ele me surpreendeu.

Estava perto de mais e com um olhar parecendo nervoso. Fiquei sem saber o que fazer.

- Bom... er... Obrigada pelo passeio, foi muito bom. — digo me despedindo, mas ele me surpreende pegando minha mão.

- Bela... Será que poderíamos conversar um pouco?

Ele parece nervoso e ansioso.

- Mas Ane esta cansada, eu preciso dar um banho nela antes que ela apague de sono.

- Eu posso ir à sua casa Bela?



Continua.....

Notas finais
Então meninas? O que acharam?
Alguém aí ainda quer matar o Edward ou já querem dar colo a ele?
Quero saber hein?
Bjs e até quinta.
Dani

Palavras da beta: ooooooohhh loco !!!!!!!!!!!
O que será que o Ed vai falar pra Bella ?
O que será que vai rolar ?
Foi tão simpático da parte dela falar aquelas coisas pra ele dando força pra ele ajudando ele e a Ane tão fofa mais sinceramente :D
não gostei dela só querer o tio mesmo
que porque ele vai embora ... rummm ela deveria ter
passado um dia nesse tempo com a mãe não ? :P
Sou ciumenta oxiii ...
Bjus meu povo e ate mais ... vcs não perdem por espera ....
Bjus da Thai ..... aaaahhhhh só pra lembrar
*TEPT Transtorno de estresse pós traumático.