Notas iniciais
Esse ficou trisste.
Boa leitura
A ruiva estava escrevendo algo, sentada em sua mesa. Movia a mão rápidamente, e logo olhava para cima a pensar. Não tinha nenhuma ídeia para o trabalho que tinha que fazer.... E seu parceiro, ainda não chegara!

Anastácia se cansou de tentar arrumar uma ídeia para o trabalho de Português, e se sentou em sua cama, ligando a televisão. Passou vários canais, até paralizar no noticiário. O rosto de Marcos estava estampado na tela.

[... foi encontrado no harém a pouco tempo. Está sendo levado para a cadeia, junto com outros...] Anastácia desligou a televisão na hora. Seu coração pulava.

Pegou o celular, e discou o número da amiga. Esperou atender, agoniando.

"Sim?"

— Bianca! O Marcos... O Marcos estava em um Harém e agora está sendo preso!

"Espera... Ele estava te traindo?!"

— Eu não sei! — A ruiva já estava chorando.

"Me espera aí, Ana, eu vou chegar daqui a pouco e vamos na delegacia ver o que está acontecendo!"

Do outro lado. Bianca desligou o telefone, e correu para o guarda-roupa. Tirou a camisola, e colocou um vestido branco e simples. Saiu de casa apressada, indo em direção a casa que não era longe, de Anastácia.

— Não acredito... — Murmurava para si mesma. Chegou na casa da ruiva, ela a esperava na porta, com os olhos inchados e avermelhados e as lágrimas secando e se formando nos olhos... — Ana! — A ruiva correu para abraça-la, enquanto a outra não podia fazer nada, além de retribuir o abraço.

— Não acredito que ele fez isso comigo!

— Vamos esclarecer as coisas com ele, me siga... — Ela pegou na mão da amiga, e foram andando em direção a delegacia. Ao chegarem, uma morena foi atende-las. — Precisamos falar com Marcos Paulo Gerniz, por favor.

— Venham comigo. — Seguiram a morena, até um lugar cheio de celas, encadeiando pessoas de uniformes sujos e rasgados. — Aqui. — Marcos Paulo, atrás das celas. Olhou para Anastácia, e quando a viu chorando, sua expressão dura, ficou surpresa e arrependida.

— Anastácia... — Chamou, penoso. Ela se sentou em um banco, junto com Bianca, que tentava acalma-la.

— Porque fez isso comigo?! — Gritou a ruiva, tentando se controlar. Tentativa em vão.

— Anastácia... Eu...

— Me responde!!

— Responda ela, Marcos, você deve isso a ela. — Bianca disse, penosamente.

— Você não estava me satisfazendo! — O silêncio tomou conta das duas amigas. — Você é bonita, e eu gosto muito de ficar com você, você me faz feliz, mas não realiza outros desejos que eu tenho!

— Isso não é tudo o que importa na vida, Marcos!! — Dessa vez, quem se descontrolou foi Bianca, que sentia raiva pela amiga. — Se gosta mesmo, se ama mesmo a minha amiga, você não pensaria nessas coisas o tempo todo!! Ama a Anastácia?

— Eu..

— Você a ama?!

— Sim! Mas isso não muda o fato de eu ter esses desejos dentro de mim Bianca! — Bianca puxou a mão da amiga, e virou o rosto enraivecido.

— Você a ama, isso é bom. Mas, o problema é que você a magoou muito, Marcos. Vai ter que se reconciliar com ela. Não sei... Se eu estivesse no lugar dela, não sei se seria capaz de te perdoar. Mas, a Anastácia te ama muito. Eu acho que ela é capaz desse milagre...

Assim, Bianca puxou a amiga para fora da prisão. O alvoroço deixara Anastácia mais abatida ainda.

— Espera Bia... Tenho que falar com uma pessoa... — Então Anastácia puxou Bia até um homem da delegacia. Ele olhou para elas desinteressado. — Vim fazer uma queixa.

— Sim?

— Elza de Freitas, madrasta de Bianca Caparelhe. — Mostrou Bianca, a puxando para seu lado. A amiga azulada estava assustada. — Está maltratando ela todos os dias, a muito tempo desde o falecimento do pai dela, e espero que isso acabe agora!

— Elza? Ela é uma das...

— Eu sei, ela é uma corrupta! Prendam ela, agora!

***

— No final... Mesmo com essa decepção, Bia, estou feliz de ter te ajudado. — Dizia Anastácia, sentada na cama da amiga. Enquanto a mesma, fazia o seu trabalho. Ela se virou para a ruiva, com um sorriso no rosto.

— Estou muito agradecida a você, Anastácia. Tenho que admitir, que eu nao teria coragem de ter feito o que você fez.

— É, mas o jeito que você gritou com o Marcos sem ligar para os outros presos e os outros Policiais, eu amei! — As duas riram juntas.

— Sim, temos que esperar ele pedir perdão... E assim... Vamos ver o que você irá fazer na hora, né.

— Sim...

Notas finais
Comentem por favor, me deem suas criticas e suas opniões! Até!