Amor E Poder

6 Capítulo 6


No final do expediente, Cris começou a apressar sua mãe.


— Pra onde você quer tanto ir, menina?


— Nenhum lugar, só preciso sair daqui. Digo, dormir.


— Você não dormiu direito ontem? Essas crianças de hoje em dia, você e Lívia um dia desses vão entrar na garrafa! Não comem, não dormem.

Cris fora rapidamente até a porta, quando ouvira o estalar da porta da sala da presidência. Antes que pudesse adiantar-se na fuga, ouvira do alto das escadas:


— Você não apareceu hoje no horário de almoço, Cris. Algum problema? — Perguntou Lívia, preocupada, não percebendo que a amiga andava lhe evitando.


— Você tinha marcado com a Dona Lívia? Cris, que falta de educação!


— Nada demais. Depois te explico, tenho que ir agora. — Dissera fingindo um sorriso, se virando até a porta, quando Lívia lhes respondeu:


— Querem carona?


— Não, querida. O que é isso. Não precisa se incomodar. Nosso ônibus passa em exatamente 25 minutos.


— Não é nenhum incômodo, tia Zefa. Vocês são minha família, faço questão de levá-las.


Cris forçou outro sorriso. Agora era esperar pela resposta de sua mãe. Ela nada poderia responder, só chamaria mais atenção para suas atitudes.


— Só se você aceitar jantar conosco. — propusera Dona Josefa, levando Cris a uma profunda irritação.


— Fechado. — concordou, com um longo sorriso.


Lívia desceu as escadas, e as levara até o seu carro.

Por todo o jantar, Cris permanecera em silêncio. Não sabia o que dizer. Lívia começara a notar algo de muito estranho no comportamento da outra, mas só depois do jantar, que ela conseguira um momento a sós.


— Meninas lindas, estou indo dormir. Cris, você lava os pratos?


— Claro.


— E eu ajudo.


— O que é isso? De jeito nenhum, você é visita. E, minha querida, espero que nos perdoe pela casa bagunçada. Não tínhamos tido tempo de limpar a casa ainda essa semana.


— De maneira alguma, tia. Até porque, ainda estamos na terça feira. Não está tão bagunçado assim.


Elas sorriram, e Dona Josefa, por fim, se recolheu.